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A Virgínia é para os que amam?, por Hélio J. Rocha Pinto

O slogan turístico do estado afirma que a "Virginia is for lovers" (Virgínia é para os que amam). Neste fim de semana, descobrimos que a Virgínia também acolhe alguns que odeiam. (Estátua de Robert Edward Lee, por Cville Dog, fonte: wikimedia)

A Virgínia é para os que amam?

por Hélio J. Rocha Pinto

O estopim foi a proposta de retirada da estátua do General Lee, que se ergue altaneira no centro do Lee Park, área central de Charlottesville. O ato Unite the Right, convocado por grupos de extrema direita, levou centenas de manifestantes e contramanifestantes às ruas dessa pacata cidade universitária. O confronto levou a três mortes: um contramanifestante atropelado por um supremacista, e dois policiais que morreram na queda de um helicóptero, além de uma dúzia de feridos.

Alguns leitores brasileiros podem ter ficado com a impressão de que Charlottesville é um antro de nazistas. A realidade é muito mais complexa.

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Como o tucano se tornou o rei da floresta?

De tempos em tempos, os animais da floresta escolhem um bicho para governá-los, intervir nos conflitos entre as espécies e promover a integração da fauna local. No momento, o que reina entre os animais é um sagui. Antes dele, foi um marreco. Leia mais »

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Lugares reais podem ter inspirado a Terra-média de Tolkien

Por Frank Jacobs

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Terra-média. A mitologia criada por J. R. R. Tolkien centrava-se numa épica luta entre o Bem e o Mal, mas também incluiu uma elaborada história de fundo, um complexo de línguas, genealogias, culturas e povos -- e um mapa. Leia mais »

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Michael Ende: um escritor para todas as idades

Poucos brasileiros conhecem o alemão Michael Ende, embora provavelmente já tenham assistido ao filme A História Sem Fim, baseado em seu livro mais famoso. Seu nome costuma ser associado à literatura infanto-juvenil, mas a rigor Ende escreveu para todas as idades; seus livros são recheados de simbolismos e alegorias que só são plenamente compreendidas por adultos, embora divirtam bastante a garotada.

Ende é um feroz crítico da sociedade moderna, por sua padronização desumanizadora que afeta mais intensamente as crianças e os idosos, já incapazes de contribuir com mão-de-obra. O artigo abaixo, produzido pelo Grupo de Estudos Humanus, presta-lhe uma bela homenagem, explicando porque sua obra continua atual e deveria ser mais divulgada.

 

Michael Ende
Uma inteligência a serviço do bem

Por Grupo de Estudos Humanos

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A escolha de Janot entre Chicos e Franciscos

Em 2015, o PGR Rodrigo Janot afirmou que “Pau que bate em Chico bate em Francisco”. Queria dizer, com isso, que não pouparia nem membros da oposição, nem do governo.

O que ninguém percebeu é que Chico era o apelido de Francisco. Em suma, são a mesma pessoa, um petista qualquer.

Janot poderia ter sido mais relevante ao país se tivesse assumido a postura de que pau que bate em Chico, também bate em Gegê, Dudu, Zezinho, Nando, etc.

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Uma estrela que desafia a imaginação, por Helio Rocha-Pinto

Às vezes uma observação astronômica rende algo mais interessante e inesperado do que o objetivo inicial que a motivou. A lista de importantes descobertas acidentais é longa e data de, pelo menos, o século XVII, quando Galileu descortinou o sistema de satélites de Júpiter, as fases de Vênus, as montanhas da Lua e as manchas solares.

Uma descoberta anunciada nesta semana candidata-se a ser a mais recente adição a essa notável lista: uma estrela que teria, em sua órbita, objetos diversos cuja natureza ainda não foi possível precisar. E justamente por isso deu azo a diversas hipóteses que incluem até mesmo esferas de Dyson, uma espécie de artefato coletor de luz que se especula ser factível de construção por civilizações que dominem tecnologia extremamente superior à nossa.

A estrela em questão se chama KIC 8462852 e é uma das 150 mil estrelas monitoradas pelo telescópio espacial Kepler ao longo dos últimos 4 anos.

O telescópio Kepler foi lançado com equipamentos desenvolvidos para medir pequenas variações de brilho na luz das estrelas. A maioria dessas variações se deve a fenômenos físicos internos das estrelas, como os chamados estelemotos, os sismos estelares, análogos aos sismos terrestres. Outras variações se devem à presença de manchas estelares, fruto da atividade magnética da estrela, tais como as manchas solares. Contudo, as variações de brilho estelar mais empolgantes, tanto para cientistas, quanto para o público leigo, são aquelas produzidas pelos trânsitos planetários, quando um corpo em órbita da estrela bloqueia a luz de parte desta. Em termos mais populares, um trânsito é um eclipse -- com a diferença de que apenas parte muito pequena da luz estelar é bloqueada, devido á diferença de tamanho entre estrela e corpo orbitante.
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Unesco recebe sugestão do Cais do Valongo como Patrimônio

Enviado por Helio J. Rocha-Pinto

Do IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)

Estavam presentes o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, a presidente do Iphan, Jurema Machado, e os membros da equipe que elaboraram o trabalhoEm encontro realizado na última segunda-feira, 21 de setembro de 2015, no Seminário Cultura e Desenvolvimento, na cidade do Rio de Janeiro, foi entregue a Sra. Secretária Geral da Unesco Irena Bokova o dossiê da candidatura do Cais do Valongo a Patrimônio da Humanidade. O evento foi promovido pelo Ministério da Cultura. Estavam presentes o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) Jurema Machado, e os membros da equipe que elaboraram o trabalho.

O Brasil recebeu mais de 4 milhões de escravos nos mais de três séculos de duração do regime escravagista. O Cais do Valongo, na região portuária do Rio de Janeiro, recebeu mais de 1 milhão em cerca de 40 anos, o que o tornou o maior porto receptor de escravos do mundo. O dossiê elaborado ao longo de um ano de trabalho, coordenado pelo antropólogo Milton Guran, resgata a história trágica e cruel do tráfico negreiro e analisa com detalhes a importância histórica e o simbolismo do sítio arqueológico para todos os brasileiros, em especial os afrodescendentes. 

Cais do Valongo

Revelado em 2011 durante as obras do Porto Maravilha, o Cais do Valongo foi construído em 1811 pela Intendência Geral de Polícia da Corte do Rio de Janeiro. O objetivo era retirar da Rua Direita, atual 1º de Março, o desembarque e comércio de africanos escravizados. Os escravos acabavam nas plantações de café, fumo e açúcar do interior e de outras regiões do Brasil. Os que ficavam geralmente eram os escravos domésticos, ou usados como força de trabalho nas obras públicas. A vinda da família real portuguesa para o Brasil e a intensificação da cafeicultura ampliaram consideravelmente o tráfico.

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O coração de Plutão

Esta é a última imagem de Plutão publicada há poucas horas pela NASA. A imagem foi obtida ontem pela câmera LORRI que se encontra a bordo da sonda New Horizons. A sonda atingiu o ponto de máxima aproximação a Plutão hoje às 11:50 GMT. As imagens que ainda devem ser disponibilizadas ao fim da noite e amanhã terão 10 vezes mais resolução do que esta.

A grande área esbranquiçada ao centro da imagem vem sendo informalmente denominada "Coração" nas mídias sociais.

Os dados da New Horizons já permitiram determinar que o diâmetro de Plutão é pouco maior do que previamente estimado, e pouco maior do que o de Éris, recolocando-o como o maior planeta anão do Sistema Solar. Também foi possível comprovar a existência de uma tênue atmosfera composta por nitrogênio e metano. Leia mais »

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Dias de Plutão, por Helio J. Rocha-Pinto

Em 14 de julho, a sonda americana New Horizons atingirá o ponto de máxima aproximação a Plutão, culminando uma longa viagem de exploração que se iniciou há 10 anos atrás. Leia mais »

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Primeiros sinais de matéria escura a auto-interagir?

A matéria escura pode afinal não ser completamente escura

15 de Abril de 2015

Nota à imprensa do ESO, traduzida por Gustavo Rojas


Pela primeira vez, matéria escura pode ter sido observada interagindo consigo mesma de uma maneira que não é através da força da gravidade. Observações de galáxias em colisão obtidas com o Very Large Telescope do ESO deram as primeiras pistas intrigantes acerca da natureza desta misteriosa componente do Universo. Leia mais »

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Congresso Nacional pode recusar comunicação institucional?

Por Helio J. Rocha-Pinto

A foto abaixo mostra uma carta enviada à Câmara dos Deputados no mês passado. A correspondência continha um ofício direcionado ao conhecimento dos deputados que ocupam, neste momento, a mesa diretora da câmara. Não era uma correspondência privada, mas um ofício, uma correspondência formal entre instituições. No envelope pode-se ler: "Recusado". E a lápis: "Não recebido na Presidência".

Os assessores e secretários do presidente Eduardo Cunha têm liberdade de decisão para escolher que correspondências serão recebidas e quais vão ao lixo ou, neste caso, remetidas de volta devido ao AR pago?

Se fazem isso com uma correspondência oficial da UFRJ, o que não devem fazer com cartas e demandas de cidadãos?

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Acordo ESO-Brasil é aprovado na câmara

Após mais de 4 anos de discussão, finalmente o acordo entre o Brasil e a ESO pode vir a ser definitivamente ratificado. Em votação no fim da tarde, a câmara dos aprovou o acordo, que agora segue para o senado.

O acordo teve início por iniciativa do físico e ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, após uma visita ao Chile. A ESO buscava um novo parceiro para viabilizar a construção do E-ELT (European Extremely Large Telescope) que será o maior telescópio do mundo. O governo federal aprovou o acordo no fim do mandato do presidente Lula. Desde então uma longa série de idas e vindas ameaçou a ratificação do acordo pelo Congresso Nacional, a começar pela alta rotatividade de ministros de C&T nos governos Dilma, a maioria dos quais sem vínculo algum com os temas da pasta.

Em setembro de 2013, o acordo chegou à mesa diretora da câmara, passou por três comissões, com parecer favorável em todas. Desde maio de 2014, o  texto do acordo foi incluído na pauta de votação pelo plenário 17 vezes, mas jamais foi levado a voto. Leia mais »

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Vamos embora pra Pasárgada?

Do blog Chata por Opção

Me lembro da primeira vez que li o poema de Manuel Bandeira “Vou-me Embora pra Pasárgada”, fiquei um tempo imaginando como seria aquela terra onde, sendo amigo do rei, você poderia ter tudo o que quer.  Quando a professora pediu que escrevêssemos como seria nossa Pasárgada cada um idealizou a sua com elementos que compõe a utopia de um paraíso, com a garantia de sua própria felicidade.

Recentemente li uma declaração de um jornalista famoso e polêmico se queixando de uma professora da filha dele, que teria criticado o político que ele defende e a revista onde ele trabalha.  Furioso, ele disse que em breve livraria a filha desse tipo de professora, pois está de mudança para os EUA.

Desde o último período eleitoral tenho visto muita gente com um desejo forte de ir embora do Brasil. Normalmente, essas pessoas querem se ver livres dessa terra onde não conseguem ter o querem ou fazer prevalecer suas vontades, então passam a procurar suas Pasárgadas, onde todos os problemas da terra tupiniquim não existem, onde elas esperam ter a vida que sonham.
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Como a cegueira política prejudica a Ciência

Por

Chegou, via Facebook, essa solicitação do Deputado Fábio Garcia, buscando vetar uma cooperação entre o Brasil e a União Européia para a pesquisa astronômica. Segue o texto:

Solicitamos a retirada de pauta de um acordo que o governo federal fez com a União Europeia que faria o Brasil gastar 800 milhões de reais com pesquisa astronômica. Os astros que precisam ser enxergados no Brasil é o povo brasileiro que sofre com a ausência de saúde, educação e segurança pública de qualidade! Tamojunto!

Mas qual é o sentido por trás do lobby contra uma cooperação dessas por motivos pouco específicos, tais como “ausência de saúde, educação e segurança pública de qualidade”. Aqui não é o foro apropriado para discutir se de fato saúde, educação e segurança pública andam ausentes. Mas algumas considerações precisam ser feitas.

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Deputado do PSB veta acordo científico Brasil-ESO

A luta política parece gostar de primar pela mediocridade. Diante da possibilidade de participar de um projeto de pesquisa tecnológica, que estimula a indústria nacional a desenvolver equipamentos de grande valor agregado, um deputado prefere a quebra de um acordo internacional em vias de implantação. Sua argumentação é repisadamente antiga e reiteradamente falsa: não se deve investir em ciência de ponta porque há grandes problemas nacionais (entre os quais a "corrupção"). Se formos esperar para resolver todos os problemas nacionais antes de ousar participar de grandes projetos internacionais, estaremos condenados a ficar para sempre na rabeira das nações industrializadas. Não há, de fato, perspectiva de horizonte aos que apenas insistem em olhar a sujeira do próprio umbigo.

É, no mínimo, bizarro que um deputado do PSB avance para tentar derrubar o acordo que foi idealizado e costurado pelo ex-ministro Sérgio Rezende, do seu próprio partido, o qual foi durante anos responsável pela pasta de C&T ao longo dos governos petistas.

Aos que não sabem, o acordo de adesão do Brasil à ESO prevê que uma parte grande dos custos retorne ao país através de contratos na indústria civil. A Astronomia pode parecer uma "ciência do outro mundo", mas suas necessidades de equipamento são um estímulo constante ao desenvolvimento e elaboração de novas tecnologias de detetores, ótica, semicondutores, soluções de engenharia, entre outros. A ESO só faz contratos com empresas dos países membros, status que está sendo pleiteado pelo país.

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