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Um evento retrô em homenagem ao atual governo, por Jorge Rebolla

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Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil
 
Por Jorge Rebolla
 
 
Embora o clima esteja sufocante, com sombrias tormentas agitando os ares e nuvens escuras ocultando o horizonte, conforme previsão do Datafolha. Devemos fazer um evento retrô em homenagem ao atual governo. Nenhum outro governante brasileiro desde Washington Luiz demonstrou tamanha sensibilidade social como Michel Temer.
 
Aproveitando o xadrez do dia seguinte, imagino um convescote no ibirapuera forrando o gramado com uma toalha xadrez. Uma boa cesta de vime é essencial. 

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Governo Temer: sempre existe algo pior, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Existe algo pior

A corrupção aparente destruiu a governabilidade de Dilma Rousseff. Dois anos de escândalos constantes, envolvendo o PT e os partidos aliados, a afastaram da presidência da república. Em seu lugar temos no momento um antigo aliado. Figura que estaria melhor desempenhando o papel, num filme trash, de mordomo envenenador ou assistente de algum Dr. Frankenstein. Talvez dividindo a tela como Renfield para o Nosferatu da Moóca. Ao menos possui o physic du role para vilão. Ao contrário da búlgara, que para esse tipo de personagem não tem a aparência ou a personalidade. Um governo que perdeu a representatividade foi substituído por outro sem nenhuma legitimidade. No momento temos o vácuo e quem o está ocupando?

Na política institucional vemos o avanço dos plutocratas, agora sem nenhum pudor, e dos fundamentalistas religiosos. Economicamente preconizam, ou melhor, exigem em troca de apoio, medidas que vão ao encontro dos seus interesses. Desmantelamento do SUS em benefício das empresas privadas de seguro saúde. Asfixia da imprensa, antigamente chamada alternativa, com o cancelamento de contratos de publicidade com o poder público, e consequente realocação das verbas para as tradicionais famílias midiáticas. Supressão da legislação trabalhista e dos direitos ali garantidos. Ajustes e reformas que privilegiarão o setor financeiro especulativo em detrimento dos programas sociais. Uma Genebra calvinista, sem a preocupação com o social. Por aí vai e de mal a pior.

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A zoologia do golpismo, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

A zoologia do golpismo

A fauna não é muito diversificada. Vendo a tendência das notícias, as declarações das excrescências políticas, os artigos dos jornalistas de aluguel e os comentários dos seus textos e falas encontro basicamente três tipos: rapinantes, necrófagos e coprófagos.

É muito fácil identificar cada um deles. Os líderes políticos e empresariais do golpe, principalmente os donos dos meios de comunicação, são em geral rapinantes. Estão sobrevoando suas vítimas prontos para atacarem. Defendem o chamado Estado mínimo, também conhecido como lei das selvas ou cada um por si. Querem se alimentar da carne dos mais fracos, isto é, seus poucos direitos sociais e garantias trabalhistas.

Logo abaixo bestas que devoram os que caem. Possuem bocas infectas que provocam graves danos as vítimas quando atacadas, mesmo que consigam escapar. Em geral são encontrados nos antiprofissionais da imprensa e nos autointitulados movimentos anticorrupção. Outro tipo de necrófago age às vezes em conjunto com estes, são aqueles que preferem o pesadelo do Bolsonaro assumindo como Pinochet, são os olavetes, as crias do Olavo de Carvalho.

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Dilma e o país, entre o ruim e o péssimo, por Jorge Nogueira Rebolla

Por Jorge Nogueira Rebolla

Dilma Rousseff, o ruim e o péssimo

Por um paleonacionalista, tradicionalista e keynesiano. Eu mesmo.
 
O desempenho pessoal da presidente Dilma Rousseff após a vitória nas eleições de 2014 foi péssimo. Não sei se foi estratégia pessoal ou conselho de algum áulico. Enquanto a tempestade se formava preferiu esconder-se, talvez acreditando que tudo se acalmasse. Foram mais de sessenta dias sem confrontar os que desrespeitavam os seus 54 milhões de eleitores. A primeira manifestação dos sequazes do Gene Sharp ocorreu em 01 de novembro de 2014, menos de uma semana após o segundo turno. Permaneceu omissa enquanto era afrontada e acusada sem nenhum fundamento legal.
 
Durante o período perdeu o controle da Polícia Federal e assumiu uma posição defensiva, mas sem sequer se tornar reativa. O então ministro da justiça, o Dr. Cardozo, por medo de manchar a biografia que acredita possuir, não utilizou a prerrogativa do cargo para mandar investigar os crimes cometidos por agentes do Estado. Os vazamentos de informações e documentos de inquéritos e processos sob sigilo judicial são tipificados em lei. Afrontam o Estado de Direito e são flagrantes desrespeitos aos Direitos e Garantias Constitucionais de qualquer cidadão. Tornando nulo o princípio da presunção da inocência após o circo midiático utilizá-los conforme os seus próprios interesses. A apuração dos criminosos que do interior das instituições do Estado alimentavam a ciranda de denúncias e repercussões talvez tivesse freado a escalada golpista. Dilma falhou ao não garantir desde o primeiro momento a vontade da maioria, todos aqueles que nela votaram.

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O encontro entre McCarthy, Vichinsky e Caifás na crise política, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

O encontro entre McCarthy, Vichinsky e Caifás

Aparentemente três homens totalmente opostos, porém iguais na essência. O senador americano, o burocrata soviético e o aristocrata judeu unidos pelo que possuíram de pior estão juntos e atuantes no Brasil hoje. A histeria insuflada, a perseguição política e a defesa de interesses escusos de mãos dadas em prol do sucesso de um golpe de Estado absolutamente contrário aos interesses do país e da maioria do povo. O uso político da operação Lava a Jato não é para renovar o Brasil, mas sim para que ele retorne aos anos 1900. Expelir do processo político qualquer um que defenda em alguma medida os interesses populares. Recriar o velho café com leite, agora representado pelo capital financeiro e pelas empresas de mídia.

No campo político e empresarial os líderes do movimento formam o grupo de choque contra os direitos trabalhistas e sociais, o controle da nação sobre as nossas riquezas naturais e a mudança do sistema político-partidário que propicia o executivo de coalizão e todas as mazelas e malfeitos dele decorrentes. Querem a manutenção do status quo próprio e dos seus feudos, de onde saqueiam os botins que propiciam os recursos para as campanhas comerciais que permitem as suas permanências nos cargos eletivos, e também os contratos favorecidos com o setor público. Em troca oferecem as garantias hoje existentes na relação capital x trabalho, vastas jazidas minerais e abertura total do território à exploração internacional desregrada.

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A Lei Rouanet e a polêmica em torno do ator Cláudio Botelho, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Cláudio Botelho, o ator encena

"O ator em cena não pode ser peitado por um (negro), por um filho da puta..." 

Cláudio Botelho que protagonizou o mais bizarro espetáculo dos últimos tempos, durante uma apresentação do musical sobre Chico Buarque, tem no mínimo o senso de moralidade prejudicado. É o coxinha típico. O sujeito diz que o governo tem que dar dinheiro público mesmo para espetáculos lucrativos, através da Lei Rouanet. Declaração publicada há apenas sete dias, na reportagem Lei Rouanet: o lucro no centro da discussão, no jornal da organização da família Marinho. Patrocínio público para atividade lucrativa, como podemos chamar esta modalidade de distribuição de verbas federais... Lei Roubanet?

Cláudio Botelho e o seu sócio Charles Möeller são assíduos frequentadores das listas dos agraciados com incentivos fiscais, ou seja, recursos públicos. Dinheiro que iria para o governo transferido para o caixa dos seus espetáculos. Limitei a minha pesquisa basicamente a uma passada pelo Google. O resultado foi o seguinte, com os espetáculos e os respectivos valores autorizados pelo MinC:

Os saltimbancos trapalhões - R$ 9.264.165,00

Pippin - R$ 8.046.890,00

Verônica - R$ 5.933.804,00

Kiss me Kate - R$ 5.753.830,00

Nine - R$ 4.420.660,00

Ana Botafogo dançando no cinema - R$ 2.654.500,00

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Grampo é ápice da aliança entre mídia e Judiciário, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Golpe de Estado midiático-judicial

O Brasil vive um momento histórico. Hoje, 16 de março de 2016, presenciamos o ápice de uma aliança espúria entre setores do Estado e concessionários de serviços públicos. Um juiz determina a quebra do sigilo judicial de uma investigação e a entrega de imediato para as Organizações Globo, deixando claro que para o investigado não é necessária sequer a denúncia formal para se reduzido à condição de réu, basta o ato de vontade do magistrado terceirizando a função jurisdicional, da qual não possui sequer a competência para os feitos. A denúncia, o julgamento, a prolação da sentença e a execução da pena foram enviados à instância superior composta pelos contratados da família Marinho. Repórteres, comentaristas, apresentadores e âncoras assumiram as funções reservadas ao poder judiciário. Tudo sob o aplauso de ignorantes, a conivência de quem tem a obrigação de zelar pelo fiel cumprimento das leis e a leniência de acovardados que deveriam impedir os excessos. O Brasil mostrou ao mundo que as leis só devem ser cumpridas se forem ao encontro da vontade do aplicador. Caso contrário às favas com elas.

Um diálogo que não apresenta a prática de nenhum crime, sequer uma intenção criminosa, como declara o próprio responsável pela sua divulgação, tornou-se através de falácias a principal prova do libelo acusatório brandido pelos sicários da mídia. Para que uma operação destinada a impedir a prisão de quem sequer foi denunciado numa ação penal? Além do agravante da evidência ser absolutamente ilegal, ainda pior, a mesma havia sido juntada aos autos pelo próprio juiz Sérgio Moro, consciente do ato que cometia, tendo em vista que os seus próprios despachos assim a caracterizam. A sequência dos fatos e horas que constam no inquérito por ele presidido demonstra que a gravação telefônica com a conversa entre o Lula e a presidente Dilma foi obtida sem autorização judicial. O próprio magistrado havia determinado horas antes o fim da escuta telefônica. Nem mesmo o foro privilegiando da governante precisa ser invocado. O horror de um Estado totalitário comandado pela mídia mostrou-se em maligno esplendor.

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O vazamento de Delcídio e os titereiros, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Existem provas além das palavras? Tudo pode ser comprovado numa ação penal ou foi feito sob encomenda para um julgamento político? É vingança do ainda senador petista Delcídio Amaral? É tudo mentira? Para mim nada disto importa. O que me interessa é o momento e o instrumento.

A delação, ainda não confirmada a sua veracidade pelo suposto autor, veio a público no mesmo dia que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, tornou-se réu num processo criminal por corrupção e era o sujeito em todas as manchetes. Durante uma sequência de denúncias envolvendo a família Marinho, proprietária das Organizações Globo, em práticas semelhantes as dos acusados na Lava a Jato. Poucos dias após a saída do Ministério da Justiça e também há apenas nove dias para as novas manifestações pelo impedimento da presidente. 

Nunca o deputado Eduardo Cunha esteve tão enfraquecido. O senhor do processo contra a presidente perdeu grande parte do seu poder pessoal. Muitos deputados do baixo clero deixarão de apoiá-lo por temerem o dano à própria imagem, causado pela associação com um acusado em processo penal de grande repercussão. Com este fato novo, embora esperado, a tendência seria o esfriamento do andamento do pedido de cassação contra Dilma Rousseff no Congresso Nacional.

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A Lava Jato e o desmanche nacional, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Desmanche nacional

O atraso dos cronogramas e a possível inviabilização dos programas de modernizações das forças armadas é um dos efeitos colaterais do modo como a troika Poder Judiciário, Ministério Público Federal e Polícia Federal estão combatendo a corrupção.

A Construtora Norberto Odebrecht, através da Odebrecht Defesa e Tecnologia, controla as empresas responsáveis pela fabricação do submarino nuclear brasileiro, é um dos principais alvos da Lava a Jato e da sua sanha aniquiladora. Extrapolar do indivíduo a punição para que atinja o seu patrimônio, além das multas justificadas, relembra a antiga prática de salgar o solo que pertencia ao condenado, para que nada mais nascesse ali.  

O Vice Almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, que liderou o programa brasileiro para domínio do ciclo do enriquecimento do urânio, está preso por acusações, que antes de uma condenação transitada em julgado, não leva ninguém para a cadeia. Sem ele dificilmente o Brasil hoje teria condições próprias de fabricar combustível a partir do urânio.

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O novo presidente da OAB e o Estado da União, por Jorge Rebolla

Por Jorge Rebolla

Cláudio Lamachia e o Estado da União

Íntegra do discurso neste link:

Comentarei alguns parágrafos do discurso de Claudio Lamachia, presidente da OAB,  a mais importante e influente associação profissional do Brasil. Embora pareça mais a arenga de um orador secundarista sedento de reconhecimento por suas supostas qualidades, politização, cultura e inteligência, é muito grave pelo seu teor antidemocrático. Não faltarão púlpitos para que ele continue a se manifestar, afinal a sua proposta para a implantação de um comitê de salvação pública encontra eco nos meios de comunicações, falam a mesma língua. 

(...)

“Assim, decidimos sonhar acordados, para imprimir com intrepidez a energia surda e constante da vontade do mundo que nos envolve, ligando a realidade ao sonho, o desejo à ação, para — repitamos — nos desincumbirmos da solene missão de reunificar o Brasil, de salvaguardar a Nação nesta quadra tão tormentosa de sua vida.”

Como e quando ele recebeu tão magna missão? Como não foi escolhido pelos brasileiros para liderar a reunificação da pátria e salvaguardar a nação, resta apenas descobrir se ele mesmo pretende se tornar o caudilho ou se está a serviço de alguém.

“Hoje vivemos um paradoxo: se de um lado nossas instituições republicanas nunca funcionaram tão bem, de outro somos acometidos por uma crise política e econômica, mas que gerada por uma crise ética e moral sem precedentes, agravada sobremaneira pela absoluta paralisia da classe política, que perdeu totalmente a capacidade de diálogo.”

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