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Gilmar Mendes e a extinção do PT, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Estudo acadêmico sobre o perfil dos "antipetistas puros" (excluídos os "impuros", ou seja, os que manifestam sentimentos positivos em relação a outros partidos) chega à seguinte conclusão: antipetistas não são conservadores; tendem a ser relativamente ricos; acreditam que o PT administrou mal a economia; manifestam sentimentos anticorrupção (desde 2006); e, mais importante, possuem atitudes negativas contra políticas de ação afirmativa que beneficiam afrobrasileiros. (extraído de Ciência Política, Sentimentos partidários e antipetismo, 2016, pág. 12)

Em paralelo, uma pesquisa do Vox Populi, de junho de 2015, sobre os limites do antipetismo na intenção de voto dos eleitores demonstrou que o eleitorado "potencial" do PT soma 48% dos eleitores, superando os 39% que não votariam no partido (Carta Capital, Os limites do antipetismo).

Eis aí uma possível explicação para a intenção do ministro Gilmar Mendes de requerer a extinção do PT: a farsa de que o PT é a origem de toda a corrupção brasileira somente foi recepcionada pela parcela rica da população, que abomina o discurso da generosidade e de redução das desigualdades sociais.

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O lobo do autoritarismo, por Marcio Valley

 

do blog do Marcio Valley

Como realizar uma análise crítica, isenta, sobre as ocorrências sociais, eventos antecedentes e possíveis consequências?

Possivelmente, o melhor instrumento para essa análise é a interpretação sistemática, focando o comportamento da totalidade para entender as ações individuais.

Dentre os diversos mecanismos disponibilizados pela hermenêutica jurídica para a análise da aplicação do ordenamento legal a interpretação sistemática se destaca, pois tal método leva em conta a inserção do dispositivo legal a ser aplicado na totalidade do conjunto normativo de um dado território.

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Sob a batuta de piratas, nasce um novo Brasil

do Blog do Marcio Valley

No Brasil, vice-presidentes não são eleitos, sendo apenas integrantes da chapa vitoriosa. Pode não ser desejável, mas nossa tradição política não é de valorização da figura do vice de qualquer coisa, que em geral é apena um elemento decorativo, seja no âmbito federal, como em estados, municípios e mesmo em condomínios residenciais. Poucos lembrarão quem era o vice do prefeito ou do governador no qual votou. O mesmo fenômeno, com um grau talvez um pouco menor, ocorre quanto ao candidato a vice-presidente.

Quantos lembrarão quem era o vice nas chapas de Geraldo Alckmin ou José Serra à presidência? Ou quem era o vice de Marina nas eleições em que foi candidata? Sem titubear, cravo que o número desses privilegiados...

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As ilusões construídas por Jabor

do blog do Marcio Valley

No Estadão de hoje (17/5), o ex-cineasta Arnaldo Jabor comete um texto intitulado "As ilusões perdidas". Trata-se de um rebotalho, um vomitório, composto por um mix de egolatria, iconoclastia e aparente frustração inconfessa acerca de si mesmo.

Nele, como de hábito, Jabor se autoidolatra, coisa que muito aprecia fazer, simultaneamente à pretensão de desqualificar toda e qualquer mente que erga bandeiras em prol do movimento político de esquerda. Dada a excepcional qualidade de várias das mentes que pensam a esquerda, como Noam Chomsky, Zygmunt Bauman, Marilena Chauí, Fernando Morais, Luís Fernando Veríssimo, Fábio Konder Comparato, Bandeira de Mello, Ladislau Dowbor, Marcio Porchman, David Harvey, Slavoj Zizek e inúmeros outros, a tarefa jaboriana não é nada fácil. Hércules ficaria invejoso.

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A regulação da mídia

do blog do Marcio Valley

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O lado acertado de uma profecia ridícula, por Marcio Valley

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O capitalismo e os mortos de fome

do blog do Marcio Valley

Críticos do socialismo costumam afirmar, como uma das mais fortes razões para o repúdio, que o socialismo real, ...  Leia a íntegra aqui: blog do Marcio Valley

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Eleição de 2018: atenção ao legislativo, por Márcio Valley

do blog do Marcio Valley

O comentarista Weden, em texto de sua autoria publicado no blog do Luis Nassif, ancorado no portal de notícias GGN, cujo link forneço (aqui), fala sobre o imenso capital político de Lula, sustentando que talvez não seja na presidência que ele poderá dar sua melhor contribuição em favor do país. Na opinião de Weden, numa conjuntura política em que se tem um legislativo reacionário e a necessidade de um presidencialismo de coalisão para obtenção governabilidade, o presidente eleito, qualquer que seja, se torna apenas um sócio do poder e, às vezes, nem isso.

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Consumismo, exacerbação do individualismo e estado social

do blog do Marcio Valley

Alguns pensadores afirmam que a evolução do ser humano ... Leia a íntegra aqui: blog do Marcio Valley

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Impeachment de Dilma é fruto do esvaziamento da política

do blog do Márcio Valley

Por Márcio Valley

Classifica-se de “grau zero” o instante, o ponto, o momento a partir do qual o objeto pensado perde o seu significado, sendo aniquilado em seu sentido axiológico, esvaziando-se completamente de sentido e finalidade. Instaurado esse niilismo essencial, o objeto pode continuar formalmente a existir, porém encontrando fundamento de validade em outra dimensão da realidade estrutural e com alteração das regras até então estabelecidas. No fundo, deixa de existir e o que subsiste é coisa distinta, de outra essência e com outra finalidade.

Nesse sentido, grau zero da política seria o momento a partir do qual a política se despe de sua finalidade histórica de instrumento de mediação entre os diversos interesses conflitantes na sociedade em torno dos modos de direcionamento das demandas públicas. Através da política se evita a necessidade de utilização da força física, bruta, como meio de vencer as discussões públicas, o que sempre privilegiará os mais fortes em detrimento dos desfavorecidos, desequilibrando a balança social.

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No olho do furacão, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Então... estou calmo. Estranhamente calmo.

Não é como a calmaria que sucede a violenta tempestade. É a calma típica do deprimido, da quem sente a impotência. É mais como a tranquilidade transitória de quem está no olho do furacão e sabe que, breve, muito breve, será atingido pela fúria indomada dos ventos. Há um aperto indistinto no coração, aquele que nos acomete quando estamos plenamente cientes da inevitabilidade do que virá e, justamente por sua natureza inevitável, nada, absolutamente nada podemos fazer em relação ao futuro. Woddy Allen, jocosamente, se dizia bastante preocupado com o futuro, já que é lá que pretende passar o resto de sua vida. Eu também, Woody, eu também, juntamente com minha família e todas as pessoas que amo. Como chegamos a esse ponto? De que forma deixamos escapar essa oportunidade única de nos livrarmos dessa pecha pejorativa de país do futuro, de país em vias de desenvolvimento? Quase chegamos lá e... de repente, voltamos aos anos 1990. Por que?

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Sinuca de bico

do blog do Marcio Valley

Os adeptos do jogo de sinuquinha sabem bem o que é uma sinuca de bico. É quando a bola branca se encontra posicionada de tal forma que impede que a bola do jogo seja atingida diretamente. Nesse caso, o jogador tem que utilizar a tabela, ou seja, atingir sua bola em dois ou mais toques. É sempre uma situação difícil de sair, mas não impossível, dependendo muito da habilidade do jogador. Jogadores pouco habilidosos tendem a perder a jogada, enquanto jogadores experientes conseguem usar bem a tabela e sair da dificuldade.

Fica a indagação: Dilma é uma jogadora habilidosa? Conseguirá usar a tabela e sair da dificuldade do processo de impeachment?

O tempo dirá, mas os primeiros sinais são de que sim, ela aparenta ser habilidosa.

Essa conclusão é extraída de seus 

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Golpe de hoje, esperança do amanhã, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

O desenho do golpe esperado ocorreu: o processo de impeachment vai prosseguir no Senado.

O partido que lidera o golpe, o PMDB forneceu um total de 59 votos favoráveis ao golpe e dois contra. O PMDB do Rio colaborou com nove votos a favor do processo e dois contra. Um massacre.

O "líder do governo", Leonardo Picciani encenou, de modo pouco convincente, o papel de homem fiel ao governo do qual é líder, votando contra o impeachment, logo após ter orientado seus liderados a votar a favor.

No dia 08 de dezembro de 2015, em texto publicado no blog, esse resultado foi previsto, inclusive em relação ao desembarque maciço do PMDB.

O texto não foi bem aceito, muito provavelmente, e de modo compreensível, porque não era o momento para pessimismos, ainda que fundados em realidade patente e cristalina (talvez ainda não seja). Eis o link: http://marciovalley.blogspot.com.br/2015/12/o-impeachment-passara-dilma-... e o trecho que previa o comportamento do PMDB no golpe:

"(PSDB e PMDB) Estarão juntos, sem dúvida alguma, no impeachment da Dilma.

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EUA: por trás dos golpes, as garras, por Márcio Valley

do blog do Marcio Valley

John Adams foi o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos, tendo George Washington como presidente, e seu segundo presidente, governando no período de 1797 a 1801. Iluminista e republicano, está inserido num contexto histórico que representa o início do fim de uma longa tradição, cujo berço é Grécia clássica e seu filho dileto é o senado romano, na qual o pensamento filosófico e a arte da oratória ainda eram fortes na política. Tempos nos quais não havia esperança para um candidato a político alienado da razão, das verdades e das condições históricas de sua própria época, como hoje parece ser apanágio necessário de parcela considerável dos políticos brasileiros.

Adams disse uma obviedade que, proferida pela boca de um pensador que experimentou o poder, ganha densidade: “Existem duas maneiras de conquistar e escravizar uma nação. Uma é pela espada, a outra é pela dívida.”

E disse outra que merece profunda e necessária reflexão pelos brasileiros, que estamos numa grave turbulência democrática: "Democracia nunca dura muito e logo se desperdiça, exaure, e mata a si mesma. Nunca houve até agora uma democracia que não tenha cometido suicídio."

As palavras chave aqui são espada, dívida e escravidão.

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Coisas, marcas e pessoas, por Marcio Valley

do blog do Marcio Valley

Morre a atriz Yoná Magalhães, aos oitenta anos.

Não posso me afirmar um grande fã de sua carreira, que na verdade conheço pouco, mais dos tempos de criança, quando ainda assitia novelas em função do apreço dos meus pais por esse tipo de entretenimento. Naquele tempo as casas em geral somente tinham uma televisão, o que já era um luxo para poucos. Então, não havia escolha, quando o pai chegava a gente assistia o que ele queria.

Contudo, o sentimento de perda é real, pois o nome da Yoná é um dos muitos que me acompanharam por toda a vida, como Tonia Carreiro, Rede Globo, Silvio Santos e tantos outros. Esses últimos ainda continuam a existir como constituintes, células externas, da pessoa que sou, de minha própria existência.

Sim, porque tudo que tangencia a nossa vida torna-se, ela própria, um pedaço do que somos. E vejo, cada vez mais, alguns desses pedaços indo embora. Casas da Banha, Tv Tupi, Chacrinha, Cazuza, Michael Jackson, datilografia, telefone discado...

Tudo coisas, marcas e pessoas que, em algum momento, foram comuns aos meus sentidos. Eu os via, os ouvia, os tocava, enfim, os sentia. Onde estão? Foram-se, atropelados pelo tempo, pela modernidade, pelas doenças, pela incessante necessidade de novidades, enfim, pela inexorável finitude da existência. Quanto às coisas, e jamais pensei que diria isso um dia, estou ficando cansado da obrigatoriedade da renovação, do culto extremado à inovação.

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