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Pequeno Manifesto

Participo já há certo tempo deste Blog, que tem me proporcionado a aprendizagem do debate democrático, o exercício da cidadania e o encontro de boas camaradagens.  

Quando perguntada sobre o que gostaria de ser quando crescesse, respondia "quero ser justa".

Como tem ocorrido manifestações um tanto estranhas e algumas até absurdas em relação a alguns dentre nós, logo resolvi falar - ainda que isto tenha pouca ou nenhuma importância - de como sinto as relações aqui.

Não existe turmas, grupos ou até facções, como vez por outra, explicitam. Há afinidades e partilha de conhecimento e descobertas. Quem quer, participa, a porta está aberta. Há, sim, amizades que se construíram.

Gosto de gente. Gente me interessa. Os mais diversos tipos possíveis. A priori, todos são bem-vindos.

De minha parte não ambiciono culto a persona. Mais sim a importância da estética das coisas, tanto na natureza, como nas artes.

Eu sou mulher e sempre gostei do meu gênero. Não o denigro, não o desmereço, não o acho desleal ou mais vingativo que os homens. "Essa espécie ainda envergonhada".

E gosto, principalmente, de trocas. De compartilhar. Leia mais »

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Admirável mundo velho

Enviado por Maria Luisa

O Africano

De Jean-Marie G. Le Clézio

(tradução livre)

"Todo ser humano é o resultado de um pai e de uma mãe. Podemos não reconhecê-los, não ama-los, podemos até desconfiar deles. Mas eles estão ai, com seus rostos, suas atitudes, suas maneiras e suas manias, suas ilusões, suas esperanças, a forma das suas mãos e seus dedos dos pés, a cor de seus olhos e de seus cabelos, o jeito de falar, seus pensamentos ; provavelmente quando estarão mortos, ja teremos esquecido tudo isso.

Eu sonhei durante muito tempo que minha mãe era negra. Eu inventei uma historia, um passado, para fugir da realidade depois de meu retorno da Africa, nesse pais, nessa cidade onde não conhecia ninguém, na qual tinha me tornado um estrangeiro. Então eu descobri, quando meu pai, no momento de sua aposentadoria, voltou a viver na França conosco, que era ele 'O Africano.' Essa constatação foi-me de dificil aceitação. Eu tive que voltar la atras, recomeçar, tentar entender. Em lembrança à esse tempo, escrevi este pequeno livro."

Assim começa uma pequena obra-prima chamada "O Africano", livro no qual Le Clézio retraça um periodo de sua infância na Africa, lugar onde seu pai atuou durante quase toda a vida, enquanto médico humanitario. Esse periodo, apesar de curto na vida de Le Clézio, marcará sua existência. E ele se dirá sempre um africano, como somos todos, em suma.

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Por favor... Desenha-me o mundo, por Maria Luisa

Ao Clubinho da Leitura e à Odonir.

Acompanho ja alguns anos o Blog de Luis Nassif. Aqui, por vezes, tenho a sensação de fazer parte de um grande « coral ». E como em toda reunião de pessoas que se preze : há consensos, divergências, boas discussões e alguma confusão.

Em meio a essa profusão de temperamentos e ideias, o Blog de Nassif permitiu encontrar pessoas interessantes, algumas fantásticas.

Recentemente tive o prazer de conhecer o trabalho da Odonir Oliveira através da poesia, de artigos e, pricipalmente, a iniciativa de levar às crianças de sua cidade a literatura.Trabalhando com livros e textos, com desenhos, pintura, modelagem; tem desvendado para as crianças o pensamento, a filosofia, a poesia e a criação. Esse é o trabalho mais bonito que existe: abrir a cabeça das crianças, essa floresta virgem, para a multitude de opções. Para um universo dentro de nosso pequeno mundo. E então, lendo um dos recentes trabalhos realizado no Clubinho da Leitura, sobre como se deu a descoberta da filosofia por Piaget, veio-me à memoria o livro do pequeno principe…

A primeira vez que li « O Pequeno Principe », na pré-adolescência, fui inteiramente cativada pela historia dessa criança que percebe rapidamente qual é a nossa real importância e que não cansa de se espantar com as pequenas coisas, com o senso comum tão impregnado ao homem e de adimirar-se com a beleza do universo e sua natureza.

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Outubro e uma nova esperança, por Maria Luisa

"Ao amigo Luciano Hortêncio"

Começou outubro como costumam começar os meses. A sua entrada é, no fundo, bem discreta e completamente silenciosa, sem sinais nem fogueiras; os meses insinuam-se sem fazer ruído, de um modo que facilmente escapa à atenção de quem não esteja muito alerta. Em realidade, o tempo não tem marcas; não hátrovões nem trombetas ao início de um novo mês ou de um novo ano; e na própria estréia de um novo
século somos unicamente nós, os homens, que soltamos foguetes e repicamos os sinos.  
Thomas Mann, A Montanha Mágica.

Há homens que turvam as coisas da vida, colocam pedras nos caminhos e escurecem seus recônditos. Porém, há muitos mais que abrem caminhos, colocam luz nas sombras e deixam rastros de sabedoria e alegria pelas trilhas passadas.  

 

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O Telecoteco de Cyro Monteiro e Dilermando Pinheiro

Em 1965/66, Cyro e Dilermando estrearam o show “Telecoteco Opus nº 1”, no Teatro Opinião, idealizado por Sérgio Cabral e escrito por Oduvaldo Vianna Filho e Teresa Aragão. Esse show resultou no excelente disco abaixo. Com Regional do Canhoto, arranjos de Jacob do Badolim e Dino Sete Cordas.

Para aquecer o dia e não deixar a peteca cair, os imbatíveis no ritmo e no humor: Dirlemando e Cyro ! Leia mais »

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Provocações de João Pedro Stédile

Essa é uma entrevista do programa Provocações da TV cultura de 2013, com o lider do Movimento dos Sem Terra, João Pedro Stedile. Na entrevista, Stédile fala sobre o refluxo dos movimentos sociais no Brasil, da estigmatização desses movimentos pela imprensa, do poder que exercem o Judiciario e a Imprensa no Brasil, da classe media brasileira cada vez mais idiotizada, das dificuldades do PT governar. Entrevista atual e na qual se leva a refletir sobre quanto deixamos de lado as lutas sociais coletivas e nos acomodamos com o sistema. 

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O imperdível discurso do deputado Sibá Machado na Câmara

O líder do PT na Câmara respondeu as acusações de Carlos Sampaio e listou inúmeros casos de corrupção no PSDB que foram abafados pela mídia e pela justiça brasileira. Parece que alguém acordou la pelas hostes petistas. Valeu, Siba!

 

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Que Geni ?!

Nassif, não vi no GGN (talvez tenha passado batido) nenhuma alusão ao discurso da presidente Dilma Rousseff, em sua primeira reunião com toda a equipe ministerial. Nele, a presidente reafirma os compromissos sociais, lembra as dificuldades econômicas dos ultimos dois anos e acentua o compromisso de manter o desenvolvimento social, econômico e de infraestrutura de que o Pais tanto necessita.

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Fotos

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Vídeos

3 Antonios e 1 Jobim

Antonio Cândido, Antonio Callado, Antonio Houaiss e Antonio Carlos Jobim trocam impressões, opiniões, confidências sobre um Brasil contemporâneo, incrivelmente arcaico e moderno. Uma conversa substanciosa de algumas das nossas melhores cabeças.

 

"Apelo"

De repente uma saudade. De Elizeth, Baden, Vinicius, Jacob, Cyro, Tom, Elis...... Saudade dos que souberam nos fazer rir e emocionar. Dos que nos encantaram com beleza e inconformismo. Saudade dos amigos daqui e de la. Do tempo que passa de modo inexoravel!

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Silvio Caldas e as histórias da Música Popular Brasileira

Silvio Caldas gravou um disco ao vivo chamado Histórias da Musica Popular Brasileira. Uma compilação de algumas das melhores composições da MPB até 1973, ano de registro do disco. Essa gravação maravilhosa é entrecortada de causos e historias contadas e cantadas pelo "caboclinho querido". Uma pequena obra-prima. 

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45 anos de Zimbo Trio

No ano da graça de 2010, o mais famoso Trio brasileiro, o Zimbo, completou 45 anos de estrada. A comemoração foi com um belo concerto no Ibirapuera. Formado originalmente em 1964 pelos amigos Amilton Godoy (piano), Rubens Barsotti (bateria) e Luiz Chaves (contrabaixo), há alguns anos o grupo conta com Itamar Collaço, que substituiu Chaves. Sem perder a personalidade ao longo dos anos, o Zimbo Trio é um dos mais conceituados grupos do Brasil.

Do ejazz

Zimbo Trio 

"piano, contrabaixo, bateria" "

O mais longevo conjunto instrumental brasileiro é também uma admirável máquina instrumental jazzística. Formado por Amilton Godoy (piano), Luiz Chaves (contrabaixo) e Rubens Barsotti (bateria) em 1964, durante a fase áurea dos trios instrumentais de bossa nova (da qual fizeram parte também o Tamba Trio, o Jongo Trio e outros), o Zimbo Trio sempre manteve a mesma formação ao longo de quase quatro décadas de atuação. A carreira do grupo deslanchou em 1965, quando se tornou o conjunto oficial do programa O Fino da Bossa, da TV Record, acompanhando cantores e cantoras que estavam despontando naquela época, como Elis Regina.

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Olha a Lua

Todas as crianças um dia sonham em ir até a Lua. Se pudessem, pegariam um foguete e iriam para o espaço descobrir seus mistérios. Hoje vejo meu filho também fascinado pela lua e pelos planetas. Quando noite de lua cheia, a gente não cansa de contempla-la.

Jacques Prévert, grande poeta e roteirista francês (o Vinicius deles), escreveu um livro para crianças, lindamente poético, chamado "Opera da Lua". Uma grande viagem ao mais recôndito de nossos proprios mistérios de crianças e adultos.

A bela Olivia Byington canta a bela canção "Olha a Lua". Para nos retirar do presente, do concreto, do dia comprido..... Para sonhar um pouco.

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É primavera!

Por Maria Luísa

Hoje cedo o Doodle do Google nos lembrava que adentravamos a primavera (hoje é o equinocio da primavera no hemisfério norte), apos logo e tenebroso inverno. Ufa! Que os dias mais ensolarados, quentes e floridos também iluminem os brasileiros e devolva-os o sorriso largo no rosto e a coragem para ir adiante de cabeça erguida e consciente de seu Tempo.

Pra sair da cadeira e dançar com o grupo bem animado :)

As Cerejeiras em flor

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A cidade cheia que se sentiu vazia

Por Maria Luisa

As manifestações do ódio do dia 15 me fizeram lembrar da linda música de Baden Powell e Lula Freire, Cidade Vazia: "Até o céu escureceu. Nem mesmo o sol hoje nasceu. E toda cor se transformou numa tristeza de viver. Por isso o jeito é lutar..." Logo, trago três interpretações de Cidade Vazia. A primeira, a inesquecível interpretação de Eliseth Cardoso acompanhada do Zimbo Trio e Jacob do Bandolim. Vale também a interpretação da jovem Fabiana Cozza, uma homenagem a Eliseth, e do ótimo Milton Banana Trio.

Eliseth Cardoso com Zimbo Trio e Jacob do Bandolim

Fabiana Cozza

Milton Banana Trio

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Documentos

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Áudio

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