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Práticas pra realmente se curar (ainda mais se você mora no Rio de Janeiro), por Matê da Luz

Práticas pra realmente se curar (ainda mais se você mora no Rio de Janeiro)

por Matê da Luz

Hoje, em meio a infinitos diálogos e discursos sobre a abominável aprovação da classificação do homossexualismo como doença tratável (abordarei quando as lágrimas pararem de escorrer vermelhas), recebi este email:

“Nosso RETIRO DE YOGA E MEDITAÇÃO desse ano está se aproximando e abaixo coloquei todas as infos pra quem tiver interessado:

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Criança viada e porque aceitar a heterosexualização infantil, por Matê da Luz

Criança viada e porque aceitar a heterosexualização infantil

por Matê da Luz

Por que é que todo mundo acha normal e corriqueiro perguntar pra um menino de 4, 5 anos sobre as namoradinhas e comentar sobre as meninas de até menos que isso sobre o "trabalho" que vão dar pros pais? Por que segue sendo normal que as crianças sejam sexualizadas a este ponto, o que, de certa forma, eu só não sei explicar muito bem porque o assunto embrulha meu estômago, contribui para que a pedofilia seja amenizada dentro das famílias, tantas vezes colocada como algo que "acontece, não tem muito o que fazer", como se não fosse crime mas feitio cultural? Por quê? 

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Os limites da intolerância religiosa no Rio de Janeiro, por Matê da Luz

Os limites da intolerância religiosa no Rio de Janeiro

por Matê da Luz

Atos infelizes e de apertar o coração da humanidade (deveria ser isso mesmo, algo que comove a todos, tamanha violência sem justificativa alguma) vêm acontecendo descaradamente no Rio de Janeiro de alguns meses pra cá. Escrevo descaradamente porque a violência e discriminação contra as práticas religiosas com origens negras acontecem rotineiramente, com maior ou menos força - não é raro para nós, os praticantes dessa fé, ter intimidade com a palavra preconceito, muito pelo contrário: tantos de nós, como no meu caso (brancos, privilegiados e por aí vai...) temos a oportunidade de conhecer o que é preconceito por conta desta escolha. 

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Santander Cultural cancela Queermuseu - cartografias da diferença na arte brasileira, por Matê da Luz

Santander Cultural cancela Queermuseu - cartografias da diferença na arte brasileira

por Matê da Luz

Qual o tamanho da lacuna entre o que pregam e praticam - empresas, pessoas? 

A pergunta surge para estimular o diálogo e reflexões sobre a mostra Queermuseu, que aconteceu em Porto Alegre e que, neste final de semana, teve decretado seu fim por meios nada sólidos e, quiçá, desrespeitosos –o curador, o público e a comunidade diversa deste país ficaram sabendo do encerramento pelo Facebook, primeiramente.

Iniciada em 15 de agosto e com previsão de término em 8 de outubro, a exposição dava conta de quase 300 obras que contemplavam coleções púbicas e privadas explorando a diversidade de gênero.

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Só um monte de dados assustadores sobre abuso sexual no Brasil, por Matê da Luz

Só um monte de dados assustadores sobre abuso sexual no Brasil

por Matê da Luz

Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar. Abrir os olhos e não se calar.  - tantas e quantas vezes forem necessárias, até que a mudança se instale. Tem gente que se diz cansada de tanta batalha pra onde não adianta nada andar e, eu sei, também me sinto assim, no final das contas é isso o que a oposição mais deseja: que a gente se sinta cansada e desista. 

Mas não. Não vou desistir, e meu conselho é pra que você também não desista - siga imprimindo empatia, atos de gentileza e amor com força e sutileza por aqui e acolá. Siga superando as dificuldades mais duras e semeando leveza em terrenos áridos pelo tempo que for porque, olha, se tem algo que posso garantir, se é que garantia dá validade alguma pra qualquer coisa que seja, é que a gente dorme melhor quando pratica o que é bom. E isso, nos dias de hoje, já é um baita de um presente. 

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O absurdo da liberação do esporro em público e a simbologia nefasta da falta de limites individual, por Matê da Luz

O absurdo da liberação do esporro em público e a simbologia nefasta da falta de limites individual

por Matê da Luz

(imagine meu humor ao escrever dois textos seguidos sobre abusos contra a mulher)

Foram dois episódios esta semana em plena Avenida Paulista, símbolo da boa vida na capital do estado mais rico do Brasil. Em um deles, o segundo, um homem apalpa os seios de uma moça num ônibus. Ela chama a polícia, ele é encaminhado à delegacia e sabe-se lá qual é o resultado, porque nem noticiado foi. O primeiro caso, ainda mais bizarro, dá conta de um homem ter ejaculado no pescoço de uma mulher dentro de outro ônibus, também numa das avenidas mais movimentadas da capital. 

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O estupro de Clara Averbuck no Uber, a culpa é sempre da vítima e o feminismo cada vez mais necessário, por Matê da Luz

O estupro de Clara Averbuck no Uber, a culpa é sempre da vítima e o feminismo cada vez mais necessário

por Matê da Luz 

Faz dois dias e, na velocidade que a internet leva e traz informação, este pode parecer um artigo atrasado. Peço, então, que se coloquem no lugar de alguém que escreve com o coração nas mãos e, no mais, pretende levatar diálogos muito mais do que noticiar. Hoje, depois de duas noites em claro, uma delas chorando e cogitando voltar pra São Paulo para superproteger minha filha (sim, entendo como superproteção querer abrir mão da minha vida individual apenas para ser trasporte de uma marmanja que já está na faculdade, mas confesso que cogitei porque a Clara estuprada é minha amiga e, por mais que a gente saiba que isso acontece, quando é com alguém conhecido o impacto é tenebroso), bem, hoje consigo sentar e lidar com o tema de forma menos irracional. 

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Morte, morte, morte que talvez seja o segredo dessa vida, por Matê da Luz

Morte, morte, morte que talvez seja o segredo dessa vida

por Matê da Luz

As músicas são válvulas de escape para as dores rotineiras - e para aquelas as quais não há dimensão, tanto que latejam. Enquanto coração e mente não se alinham na mesma sintonia, mesmo que esteja há tanto exercitando ambos para este encontro necessário e de paz, musicalizar a dor é algo que fortalece o caminhar. 

Eu não sei lidar com a morte. Acho que talvez nem saiba lidar com a possibilidade da morte, veja só como eu escrevo: possibilidade, como se não fosse a única a soberana certeza que temos, todos nós, aqui nessa Terra. É, eu não sei e, durante este ano, tenho percebido que não apenas não sei mas também que desgosto. 

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A Miss Brasil é negra - qual é a surpresa?, por Matê da Luz

A Miss Brasil é negra - qual é a surpresa?

por Matê da Luz

Uma das coisas mais preciosas que aprendo rotineiramente com minha filha adolescente é casar discurso e prática. É claro que exige treino, vez ou outra escorrego e piso na bola mas, pode notar, me comprometo a colocar no dia a dia aquilo a que me proponho. O lugar de fala é uma dessas coisas. Uma das mais importantes, aliás. Desde que comecei a passear com mais clareza no feminismo ativo, venho compreendendo esta questão. O lugar de fala é bem isso que parece quando a gente pensa nele: uma espécie de púpito, local destinado a quem está com a questão central na ponta da língua. 

Então, no sentido de praticar o que tenho aprendido como precioso, o espaço aqui destinado ao que me é relevante, que neste dia dá conta do espanto de tanta gente sobre a Miss Brasil ser negra, bem, este espaço será destinado a replicar um dos textos mais brilhantes e lucidos sobre o tema. Potencializando o lugar de fala, deixo o link da publicação original e copio aqui embaixo, na íntegra, 

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STJ mantém condenação de Bolsonaro e o absurdo da possibilidade dele recorrer, por Matê da Luz

STJ mantém condenação de Bolsonaro e o absurdo da possibilidade dele recorrer

por Matê da Luz

Pronto. Era o que faltava pra confirmar que a vida é uma enorme quinta-série C. Façamos um exercício de imaginação: estamos todos em sala de aula, meninos e meninas, na presença de um professor. Vamos supor que temos cerca de 13 anos, pra dar um contexto no qual entendemos a força de nossas palavras e alguns significados relevantes. Um dos meninos levanta e diz, na frente de todos os outros, que tal menina não merece ser estuprada porque é muito feia. Precisa dizer mais ou dá pra entender que este contexto é agressivo o suficiente pro garoto ser expulso de sala de aula com advertência e suspensão? 

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Crônicas de um amor à base de muito sim e alguns nãos necessários, por Matê da Luz

Meu guia de vida vendido nas bancas, a Revista Vida Simples, traz este mês um tema já abordado por aqui - alô, sou tendência! - e discutido a duras penas por todo e qualquer ser humano, seja exterior ou interiormente. Afinal, quem nunca teve dúvidas pra dizer NÃO que atire a primeira pedra... mas lá, pro outro lado, que eu não quero me machucar (o que tenho já basta).

Dizer não requer prática, consciência, sabedoria quase que ancestral - afinal de contas, palavrinha que estabelece limites jamais passa assim, batido. O não em sua infinita finitude traz pontos. Pingos nos is. E isso tem importado deveras por aqui.

 

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Falsas promessas de mudanças profundas, até quando acreditar?, por Matê da Luz

Falsas promessas de mudanças profundas, até quando acreditar?

por Matê da Luz

Confesso, sou dessas pessoas que quando sentem muito quase não conseguem colocar em palavras e/ou organizar as sensações em pensamentos e combinar as ações ao propósito. Sim, me fata maturidade vez ou outra - e hoje entendo que isso é normal, natural, um processo. Quando me pressiono, e tendência é que a opressão cosuma minha energia de forma rápida e eficiente e, então, me vejo paralizada frente a uma enorme pilha de afazeres que sim, me dão prazer e sustento, ou seja, não são de coisas que eu não gosto e/ou posso parar de fazer. 

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O dia dos pais da Folha não tem um elemento essencial, por Matê da Luz

O dia dos pais da Folha não tem um elemento essencial

por Matê da Luz

Olha, é de cair o ** da bunda! Daí tem gente que ainda critica o poder da mídia, diz que a gente (as mulheres) reclamam de tudo e qualquer coisa, que a gente não entende a mensagem e sai falando, falando, falando... Alguém pode me explicar, então, o porquê da capa do especial da Folha sobre o dia dos pais não ilustrar, abordar ou citar uma criança "encaixada" na vida do belo desconhecido que estampa a matéria? 

Pra quem não viu, a imagem taí. Em diversos posts sobre o assunto, no Facebook, feitos por mulheres, é claro, as palavras RECALQUE, FEMINISMO e MIMIMI apareceram tanto da ponta dos dedos de homens quanto de mulheres rebatendo as críticas: afinal de contas, pra que enxergar problema em tudo, não é mesmo? Que os pais encontrem seus momentos de lazer e distração já que são responsáveis por prover a família e QUE BAITA CONCEITO MACHISTA PELO AMOR DE DEUS PESSOAL, AS MULHERES TRABALHAM PRA CARAMBA HOJE EM DIA E SÃO RESPONSÁVEIS POR PELO MENOS 40% DOS LARES NO PAÍS, então não me venham com este argumento mesmo que seja válido lembrar que o elemento principal pra que alguém seja chamado de pai seja a existência do filho.  Leia mais »

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11 anos da Lei Maria da Penha #TáNaHoraDeParar, por Matê da Luz

11 anos da Lei Maria da Penha #TáNaHoraDeParar

por Matê da Luz

A Lei Maria da Penha completa 11 anos. Só 11 anos, mas num País onde as leis parecem cada vez mais distantes das reais necessidades da gente, ufa!, uma aprovação dessas deve ser comemorada com louvor e respeito.

Recebi a carta abaixo num dos grupos feministas que mantenho ativos no WhatsApp e repasso, com o link para o Relógios da Violência, um marcador que exibe o número - ainda bizarro - de mulheres que sofrem os tipos de violência no Brasil todo. Vale acompanhar e prmover as transformações necessárias na sociedade ao seu redor, lembrando que é tão, mas tão importante que sejamos a mudança que desejamos ver no mundo. 

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Pra onde você acha que vai o plástico do mundo? #JulhoSemPlástico, por Matê da Luz

Pra onde você acha que vai o plástico do mundo? #JulhoSemPlástico

por Matê da Luz

Uma das mudanças mais profundas que venho tentando fazer nas minhas práticas rotineiras é reformular a relação que tenho com o mundo - minha participação por aqui, o equilíbrio entre a importância e a irrelevância: nem tão desperezível nem super necessária, mas parte de um todo que existe e fim. Com toda a crendice que me é peculiar, confesso, fazer estas movimentações tem demandado energias que são recrutadas em outras esferas, como a profissional, por exemplo. Lidar com a ansiedade em meio a um turbilhão contextual - econômico, social, político - nadando contra a maré da violência externa para promover paz interna, ufa, tem cansado. 

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