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Profissão Terapeuta
Formação Psicologia - Anhembi Morumbi

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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VOAR - Yoga de Rua, projeto que acolhe e humaniza moradores de rua no Rio de Janeiro

Daqueles projetos que enchem os olhos de lágrimas e o coração de esperança, o Yoga de Rua é um projeto desenvolvido e conduzido por um pessoal do Rio de Janeiro que tem como premissa e reinserção humana de moradores de rua por meio da prática do yoga. A reinserção humana, pra quem não sabe, promove o reconhecimento de si mesmo como pertencente ao grupo de pessoas presentes neste mundo, situação corriquera para enorme número de gente mas, no caso de quem vive às margens sociais, algo esquecido com o passar dos descasos.  Leia mais »

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Transição da umbanda pro candomblé, por Matê da Luz

Candomblé

Por Matê da Luz

Gosto de contar um tanto sobre o invisível que me cerca e, então, vou compartilhar aqui a experiência que tenho vivido na transição da minha religiosidade.

Antes de mais nada, conto que a principal diferença da umbanda pro candomblé, basicamente falando, é que uma lida com espíritos em evolução (as entidades) e a outra lida com energias relacionadas às forças da natureza (os orixás). Sim, na umbanda também existem os orixás, mas a forma de lidarmos com eles são mais diversas, menos íntimas do que acontece no candomblé. Existem, claro, diferenças mais profundas e vez ou outra até secretas, especialmente as que envolvem os rituais de corte de animais e ebós, praticados com naturalidade no candomblé e em quase nenhum momento na umbanda mas, como ainda não estou profundamente envolvida, não saberia detalhar estas experiências – ainda!

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Não é não, por Matê da Luz

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Por Matê da Luz

Me sinto uma babaca escrevendo esse texto em pleno 2017. Mas por razões agora mais próximas, fica cada vez mais necessário pontuar princípios que se declaram feministas mas que, ao meu ver, seriam noções básicas de civilidade e respeito – só que não são.

O carnaval passou e deixou em mim algumas marcas. Pessoalmente, não me envolvo com a data, seja por não ter afeição às multidões ou por razões extremamente íntimas. Há tempos não caía no alalaô e, por estar num processo de mudanças profundas, decidi re-experimentar.

Vestida de índio, animada, lá fui eu pro bloco. Samba daqui, dança dali, me senti alegre, feliz, nem tchum pra multidão. Um dia só foi suficiente e, de toda forma, achava que tinha feito as pazes com a festividade. Viva! Quem sabe no próximo ano estaria mais disposta?

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Lilian Pacce promove o colonialismo e convoca pessoal pra trabalhar de graça, por Matê da Luz

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Por Matê da Luz

É com imenso pesar que escrevo essa nota hoje, porque de fato chega uma hora que cansa: a gente nada, nada, nada, batalha contra a corrente por respeito, direitos iguais, profissionaliso e tantas outras coisas e, de repente, vê um veículo que é referencial no mundo da moda dand uma mancada enorme dessas. Tá certo, tem mancadas muito piores acontecendo no mundo todo, a moda é superficial e totalmente volátil mas, se você pensar um pouco, o modus operandi é o que incomoda, justamente porque a parte mais forte - o empregador - maquia o anúncio pra se apropriar da parte mais fraca - o empregado. 

Um jornalista anunciou que a Lilian Pacce está oferecendo uma vaga para a cobertura do São Paulo Fashion Week, um dos maiores, senão o maior, eveto de moda nacional. O que acontece nessa cobertura jornalística, vou contar pra você porque já trabalhei lá dentro, é uma verdadeira maratona sub-humana de uma semana inteira se debatendo entre outras quase centenas de jornalistas em busca de uma aspa do estilista, uma foto da modelo, as grosserias tradicionais e a necessidade de ser o primeiro a postar o furo - isso se você conseguir entrar no backstage, o que dificilmente vai acontecer se não for apadrinhado por um enorme portal ou expoente nesse mundinho. Resumindo, uma produção enorme de conteúdo preferencialmente exclusivo em tempo real e sob muita pressão, mais ainda pro cargo (anunciado) de estagiário. Um trabalho insano mesmo que remunerado, perceba. 

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O carnaval da macumba na avenida do samba, por Matê da Luz

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Por Matê da Luz

Se ainda há profusão de bloquinhos nas ruas, ainda é tempo de escrever sobre o carnaval 2017. 

A essa altura vocês já devem ter percebido meu apreço pelas macumbas, todas elas. Daí assistir pela TV o movimento das escolas de samba tanto de São Paulo quanto do Rio de Janeiro em torno dos Orixás, das mandingas e do incrível mundo invisível, ai, isso tudo foi muito maravilhoso pra mim. Por inúmeras razões, mas especialmente porque acredito que o encantamento, quando bem utilizado, pode ser uma forma linda de dissipar informação e, quando as pessoas conhecem as práticas das outras, fica mais difícil de criticar ou agredir. Sim, é assim que eu penso, é assim que eu faço. 

De todas as escolas, a que mais me comoveu foi a União da Ilha, que enalteceu os N'kisis, como são conhecidos os orixás na Nação Angola, uma das mais tradicionais do candomblé. Vi, revi e ainda verei muitas vezes a apresentação, que começa assim.  O orixá Tempo é um dos meus favoritos por andar junto, bem juntinho, da minha mãe Iansã e, também por essa ligação gostosa com ele, o desenvolvimento do enredo da escola me tocou.

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Desabafo sobre as contradições entre a vida que desejo e a vida real, ai!

Levanto com frequência a necessidade de estarmos alinhados às transformações do bem e para o bom e, neste mundo que anda em ebulição de ódio, caminho mais simples, sou questionada e taxada de maluca. É mesmo um tanto quanto louco acreditar e trabalhar por cenários mais positivos enquanto tem criança sendo morta por segurança em porta de "restaurante", confesso que cansa e muito. 

Mas já estive do lado oposto, aquele que incentiva o nervosismo, numa inquietação neurótica e violenta e, garanto, dá muito mais trabalho: a mente não descansa, o pensamento negativo não te deixa dormir e, pior, você sabe que não vai mudar porque mudar, meu caro, exige tempo e dedicação, energia física mesmo. Daí, já que vamos gastar energia, que seja investindo no que faz crescer, não é mesmo? Mas cansa, porque a gente, este grupo de pessoas que acredita no bem e que quer efetivamente colocar a mão na massa, ainda tem um tanto de desorganização, de desencontro, de falta de referência mesmo, pra formar uma tese segura a ponta de ser seguida. 

Lembrete importante: toda tese segura a ponto de ser seguida já teve seus dias de dúvida.  Leia mais »

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O Atlas das emoções do Dalai Lama, por Matê da Luz

O Atlas das emoções do Dalai Lama

por Matê da Luz

Era uma vez um ditado que dá conta de que se queremos mudar o mundo o primeiro passo é mudar a nós mesmos. Tudo bem, é uma música do Michael Jackson, mas vale como um ditado - e daqueles que devem ser levados ao pé da letra. 

Era uma mesma vez, só que em outra análise, um estudo que diz que o prazer recebido pelo cérebro quando nosso eleitorado curte e compartilha o que postamos nas redes sociais é semelhante ao de drogas pesadas, como a cocaína, por exemplo - e o poder de vício dessa substância é comparado ao do crack. (veja o vídeo aqui)

Somadas as duas histórias, o nível de ansiedade generalizada e insatisfação com a realidade (a realidade mesmo, não essa coisa que a gente vive postando e achando que compartilha), e o resultado é a cara da sociedade atual, sejam em termos de oferta, seja em termos de procura.

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Um texto importante se você procura uma casa de santo, por Matê da Luz

Um texto importante se você procura uma casa de santo

por Matê da Luz

Conheço uma pessoa que teve uma experiência mágica no ano passado. Essa pessoa é uma médium que adora o invisível e mantinha, havia uns cinco anos, uma relação suave com sua fé numa casa que se dizia espírita, até que foi conhecer um terreiro de umbanda onde trabalhava um conhecido seu. O toque dos atabaques, a energia, o arrepio na alma, o elã, sabe? Tudo isso a encantou de uma tal maneira que ela achou que aquilo tudo combinava muito consigo mesma dada a intensidade que gostava e sentir as coisas. 

Entrou pra casa. Feliz, satisfeta e experimentando ao mesmo tempo uma liberdade de certa forma esquisita - no que tangia os limites das relações visíveis - e ao mesmo tempo toda a limitação de ter uma mãe de santo. Quem tem sabe: a uma mãe ou a um pai de santo a gente deve um respeito diferente, especial, semi-divino mesmo. E era assim até que o invisível se fez presente e implorou: vaza. 

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A natureza possível de usar no dia a dia, por Matê da Luz

A natureza possível de usar no dia a dia

por Matê da Luz

Que eu amo as práticas naturais de cura e desenvolvimento acho que você já sabe. Que acredito em mudanças de conduta e formulação pra manutenção do bem-estar também. O que você ainda não sabe é que eu andei pesquisando muito sobre sites que promovem a inserção da cultura natureba na vida prática das pessoas , estimulando que a gente faça e aconteça na vida real, essa onde a deterioração do espaço físico impacta absurdamente a vida de quem vive e também a de quem ainda não chegou. 

Se liga nessa lista e salva estes links nos favoritos, além de me contar e compartilhar comigo sobre sites e blogs que tratem do assunto, por favorzinho. 

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Como o voluntariado pode salvar também a sua vida, por Matê da Luz

Como o voluntariado pode salvar também a sua vida - me ajuda a montar uma lista? 

por Matê da Luz

Você conhece o Gotas de Flor com Amor?  É um espaço em São Paulo que abriga crianças e adolescentes em idade escolar e acompanha o desenvolvimento destes, incentivando a vida autônoma e cuidando com as premissas da terapia floral, que têm como base que o amor é um ambiente seguro para que todo mundo se desenvolva. 

Fiquei simplesmente apaixonada pela proposta da ONG e, logo de cara, me envolvi como terapeuta e como entusiasta na divulgação de todo o trabalho que a instituição faz - e não há pouco tempo - no Brookling. O Gotas de Amor tem como missão promover o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e suas famílias, moradores em situação de vulnerabilidade pessoal e social, por mrio de ações nas áreas sócio-educacional, artística, cultural, ambiental, de geração de renda, profissionalizante e de saúde tradicional e complementar pela terapia floral. 

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A importância de se aprofundar no caso do turbante, por Matê da Luz

A importância de se aprofundar no caso do turbante - mesmo que isso signifique calar e aprender

por Matê da Luz

Tô aqui, quietinha, só olhando. Isso porque minha filha começou a me explicar sobre uma coisa chamada LUGAR DE FALA, que é quando a gente tem propriedade suficiente pra falar sobre determinado assunto, pelo que consegui entender. Por exemplo, uma lésbica tem opiniões e dizeres sobre as questões homoafetivas, e eu, por mais empenhada que seja na luta por direitos iguais, não tenho o mesmo lugar de fala que ela, pelo nada simples fato de não vivenciar a realidade da mesma forma que ela vivencia. 

Por isso fiquei quietinha no caso do turbante e, ao contrário do que muita gente pensa, acredito que tenha sido um dos debates mais relevantes desse começo de ano. Seja porque algumas mulheres negras se posicionaram com uma sabedoria linda, emocionante e esclareceram de forma mágica e humilde alguns pontos do racismo que eu, mulher branca, sequer poderia imaginar como possível, seja porque eu, mulher branca, achava que estava de fato resolvida com meu racismo. 

Qualquer opinião que eu tenha sobre este caso já vem contaminada de racismo. 

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Precisamos ler o texto do Jean Wyllys, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Preciso transcrever aqui o texto do Jean Wyllys sobre o comportamento de uma gente esquisita durante a morte da Dona Marisa, e não só: durante o espisódio desse golpe todo. Faço também a inserção das palavras de um grande amiga, que disse pra quem afirma que uma doença matou a pessoa e não so problemas, "problema mata sim, taí a somatização pra comprovar".

Eu sei que quando falo que ao enxergar o problema é porque ele tá perto do fim e isso soa "Pollyano" demais, mas é o que vou seguir afirmando: melhor do que rastejar junto das cobras é conhecer por onde elas andam. 

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O que fazer quando não existe espaço pro diálogo?, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Tem uma atriz que anda fazendo um sucesso enorme nas redes sociais interpretando uma argentina que vive em São Paulo como blogueira. Num de seus últimos vídeos, ela dá dicas sobre como agir numa discussão: assista aqui.

Basicamente, ela fala sobre a forma como a enorme e esmagadora parte das pessoas têm se comportado ultimamente. Envolvidos nessa onde de ódio que, ainda por cima, é acelerada pela velocidade da vida online - a necessidade de ter opinião rápida, compartilhável e gostável move montanhas, pesquise sobre a substância química ativada quando a gente é "curtido": é igual a de potentes drogas, acredite! - estamos, todos nós, com menos tempo hábil pra absorver sensações, digeri-las e, quem sabe, opinar sobre. Porque, olha, não sei se te contaram, mas ninguém é obrigado a ter opinião formada sobre tudo e qualquer coisa. O campo de batalha que a vida em diversas esferas se tornou é sufocante. 

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A desumanidade está emergindo - e como isso pode ser um bom sinal dos novos tempos, por Matê da Luz

A desumanidade está emergindo - e como isso pode ser um bom sinal dos novos tempos

por Matê da Luz

Já dizia meu pai: "quando a gente consegue enxergar o problema é porque ele está mais próximo da solução"

É neste tipo de oração que me agarro pra dar conta de enfrentar a desumanidade que vem vindo à tona desde o processo de impeachment, Lava Jato e PTs... porque, senão, como é que a gente levanta todo dia e faz as boas opções, vivendo num contexto que existe sim gente a comemorar a morte de "mais uma dessa corja" - li isso em algum lugar que sequer consigo lembrar, e não foi no FB já que minha rede é composta, por opção ativada no botão DESFAZER AMIZADE, de GENTE.

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Carta para minha filha, por Matê da Luz

Carta para minha filha, por Matê da Luz

Vida da minha vida, 

Hoje a mãe teve a oportunidade de conversar com você de um lugar novo - chorando, sim, porque a gente transborda pelos olhos, meu amor, você sabe bem como é isso de não caber em si, mas de um lugar muito, mas muito mais confortável do que aquele onde eu estava deitadinha. Sobre esse, querida, o que tenho a constatar e compartilhar contigo é simples: se algum dia cruzar com a depressão, por favor aprenda o mais rapidamente possível que ela quer te mostrar que você anda encolhendo demais frente o externo e que seu interno está cansado disso e, portanto, se escondendo e, então, conecte-se profudamente com quem você é, com sua alma, com seu coração, peça e procure ajuda de forma incansável (a mãe faz terapia com uma psicóloga extraordinária que cobra convencionalmente R$480,00 por hora mas que, no meu caso, porque eu pedi e contei pra ela sobre onde estava e pra onde queria ir, recebe R$200,00 mensais - tem muita gente muito boa neste mundo e elas estão prontinhas pro nosso pedido de ajuda quando ele aparece, mas elas não vão descobrir se você não se manifestar - então, peça ajuda, incansavelmente) até que você consiga olhar pra esse lugar onde você estava deitadinha e se abraçar carinhosamente, levantar e dar uns passinhos com um certo medo, mas com um sorrisinho plantado nos lábios. 

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