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Profissão Terapeuta
Formação Psicologia - Anhembi Morumbi

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Elza Soares e a mulher do fim do mundo, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Parafraseando um amigo querido, é recorrente minha vontade de ouvir Elza Soares e ainda mais recorrente ainda minha dificuldade em conseguir lidar com os grunhidos, as alterações de voz e o desafinado proposital - entendo o estilo, aprecio a história mas, de verdade, meus ouvidos, nada apurados, têm preferência por menos arestas quando se trata de costume musical. 

Aprecio a história e não é pouco, não e, então, acabei me dispondo, disco após disco, a testar minha melodia interna e, surpresa, muito surpresa, felicidade enorme, este último "A Mulher do Fim do Mundo" mexeu com meu quadril. 

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Ainda sobre as mulheres... e a Disney, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Um dos argumentos que estão sempre presentes nas rodas e discussões quando se trata de origens na vida das mulheres são os filmes da Disney. Quem nunca se comparou às princesas, seja pra alegar um contexto opressor ou um desejo semi-inquestionável? Pois é, a cabeça humana tem dessas complexidades e, assim sendo, fico extremamente animada quando encontro possibilidades de ressignificação. 

É verdade que a própria Disney apresenta, atualmente, princesas mais interessantes pro contexto de libertação da mulher, como Valente, Mullan e a mais recente Moana, entre outras. De toda forma, ainda são personagens que trazem estigmas machistas que passam - ou não - desaperebidos pela grande maioria dos pais, uma gente cansada demais pra fazer boas escolhas pros futuros adultos que serão essas crianças. Mas, enfim, essa é uma crítica pra outro post. 

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Síndrome do impostor e as mulheres, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Antes de escrever esse texto, confesso, fiquei com preguiça. É esta a sensação, aliás, que tem acompanhado com recorrência meus pensamentos quando me conecto com temas relacionados ao feminismo. Sabe quando você abre seu guarda-roupas e ele está tão bagunçado que você decide que simplesmente não vai mexer ali? Pois bem, é mais ou menos assim. 

Tudo isso porque, particularmente e ao mesmo tempo tenho consciência que não só particularmente, questões profundas relacionadas ao SER MULHERES são tão machucadas por aqui (e, infelizmente, eu sei) e por aí que a escolha mais superficial de tentar não me envolver com isso é a que parece mais simples. Acontece que a alma de Iansã não é essa e, então, preciso falar sobre alguns temas. 

A Síndrome do Impostor é uma delas. 

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MoMa de Nova Iorque lança curso de fotografia online e gratuito, por Matê da Luz

por Matê da Luz

O post de hoje vai de encontro com uma proposta extremamente necessária de exercício de novo olhar. Numa cidade onde o cinza promete ser a cor primordial (imagine a vida prática, socorro, meu santo!), esta flexibilidade acerca de como iremos pousar nossos olhos no horizonte - ou sob nossas próprias escolhas, refletidas nesse cinza aí de fora, veja bem e por favor perceba! - exige, pede e/ou implora por novos prismas. 

Assim, indico pra quem interessar possa o curso online e gratuito que o MoMa de NY oferece, de fotografia. O curso, que também aborda o olhar artístico sobre a imagem (outro ponto necessário pra dar conta do mundo como se apresenta hoje em dia), tem duração de seis aulas, ministradas pela Sarah Meister, curadora da sessão de fotografia do museu. Depois das aulas, é feita uma prova para teste de conhecimentos adquiridos e, então, o diploma é emitido. Lindo, né? 

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O absurdo do post do Constantino, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Me recuso a compartilhar o link do post porque, como comunicadora que fui, entendo que compartilhamento gera page rank e este é um indicador que positiva o que foi publicado, independente do conteúdo indexado. 

Fato é que estou perplexa como em pleno 2017 alguém tem a capacidade de escrever tanta asneira em tão poucas linhas, e ainda argumentar com texto em inglês pra tentar embasar o que está falando. 

O cara escreveu, em linhas gerais e com toda minha opinião contrária pulsando nos dedos enquanto escrevo, além de algumas lágrimas na alma, que este tipo de escrita só é possível porque não é absurdo pra tanta gente este tipo de abordagem, pasmém!, que estamos vivendo numa era de pais obsoletos e que, por isso, os gays existem enquanto a gente vai achando isso normal.

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Mudança de planos: a maioridade da filha única e os impactos na vida individual, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Estou tomada por uma emoção que não sei classificar. Vem acontecendo há uns três meses, desde quando tomei consciência sobre minha filha ter finalizado a fase escolar e estar caminhando para as escolhas adultas, maduras e individuais, estas que dão conta de que parte do meu "trabalho" como mãe estão com os dias contados, liberando espaço pra um novo papel, no meu caso, espero, pois foi o que plantei com muito amor nestes quase 18 anos, o de desfrute da presença, o compartilhamento da vida, o aproveitar que estamos juntas nesse mundo aqui. 

Digo que o trabalho está com os dias contados porque existe, sim, um período pra cada tipo de papel de mãe na vida de um filho. As escolhas individuais que cada mãe e pai faz em relação à rotineira tarefa de estar ali e educar, criar, plantar, podar, semear, enfim, todas estas escolhas florescem e, ritualisticamente, são pontuadas atualmente pelas fases escolares. É um encanto que isso aconteça com tanta transparência no modelo Waldorf de educação, mas não deixa de ser bonito quando a gente se percebe vivenciando este tipo de emoção fora dos sistemas. 

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Apenas um conto tentado de amor, por Matê da Luz

Apenas um conto tentado de amor

por Matê da Luz

Livre, eu danço sem perceber o mundo ao redor. Nada importa, só meu movimento no ritmo lento e confortável da música e, então, deve ser por isso, porque estou lá comigo mesma, inteira, você chega. Vem, encontra, dispersa e desperta em mim aquilo que coloquei pra dormir porque há tempos o amor doeu de um jeito que já não desejo mais sentir. E, agora percebo, já não sei mais escrever também: as palavras são acompanhadas de medo, bloqueio e caem num contexto de parar de fluir porque o amor não deve existir assim, simples e feliz, do tipo que sai se beijando pelas ruas e não tem pressa de voltar. Não, o amor não deve existir assim, desse jeito que anda de bicicleta e sorri, que cozinha e divide, que deita no peito um do outro e se separa pra ocupar melhor a cama e o espaço porque acariciar é uma coisa e dormir é outra, que faz corte no peito quando uma frase sai no tom errado e logo pede desculpa e dá um beijo na testa e não, não é possível que o amor seja isso que te faz chorar quando eu choro porque quero ser do meu jeito e tenho medo de você não gostar. Não é possível que só eu não tenha percebido que o amor tá aqui sim, só que ando com um medo tão grande de sentir que, ah, deixa pra lá, te deixo pra lá e só quero voltar pra minha dança. Sozinha, que é mais seguro, apesar de tão escuro. 

Te quero aqui. 

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O pior tipo de argumento é..., por Matê da Luz

por Matê da Luz

Hoje vai ser um post-desabafo, algo rápido e rasteiro, mas que olha, vou te contar: tem cansado, e não é pouco não, querer entrar em diálogo. Porque não sei se acontece o mesmo por aí mas 1- as pessoas já estão com as armas levantadas; 2- você mal começa a falar e já é colocada num escaninho (direita, esquerda, hétero, homo e por aí vai...) e/ou 3- quase sempre o povo foge do tema pra te agredir como retruco. 

Um exemplo: você escreve ou fala que gosta muito do Obama, que está emocionada com o discurso dele para a mulher e que de repente encararia um romance pra vida toda com alguém que topasse esse tipo de parceria, ai, que lindo é o amor. Daí tem um ou dois perto de você - ou muitos pra comentar, se for em rede social, porque, né?, pra que conversar se a gente pode postar? - e já começa: "mas os democratas isso, os democratas aquilo". Gente, eu não tô defendendo política. Não tô falando que o cara foi o melhor presidente do mundo, impecável ou coisa assim - tô falando que ele é um marido fofo e que, quem sabe, eu queira um marido assim, embasada somente pelo que vi publicamente naquele vídeo. 

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Meryl Streep e minhas lágrimas da semana, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Ora pois, tenho percebido que cada um de nós vive numa bolha. Uma bolha que acaba postando a mesma coisa, lendo sobre a mesma coisa, falando sobre a mesma coisa - e isso não tem a ver somente com nossos interesses, mas especialmente com nossas limitações. Confesso: ando limitada pra me envolver com política, por diversos motivos, mas especialmente porque ainda não consegui entender/aceitar o que está acontecendo politicamente no mundo e tá tudo bem se você achar que isso é porque o mundo tem escolhido governantes que não estão de acordo com as "minhas preferências", porque de um tempinho pra cá passei a notar o quanto as "minhas preferências" são as que, sim, me parecem corretas, inclusivas, éticas e, no mais, elas são minhas, o que quer dizer que convivo com elas 24 horas por dia, enquanto você, se não concordar comigo, pode sair andando em direção aos seus próprios pronomes possessivos. 

Ufa!

Dito tudo isso, e espero provocar alguma reflexão em você, ou que você provoque de volta em mim, aqui embaixo, nos comentários, preciso falar sobre o discurso da Meryl Streep. Você viu? 

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Pão de Açúcar lança venda de produtos a granel, por Matê da Luz

por Matê da Luz

O tamanho do sorriso ao me deparar com essa notícia beira o indescritível. Acredita em sintonia e sicronicidade? Pois bem, escrevi hoje mesmo o artigo com dicas pra gerar menos lixo e, tchanan!, vi a notícia de que o Pão de Açúcar começa a vender a granel.

Ainda é só em uma loja, a da Ricardo Jafet em São Paulo mas, como bem diz a reportagem do site São Paulo São, o varejo é um enorme estimulador/semeador de novos comportamentos e, portanto, o ânimo que este tipo de iniciativa promove há de ser celebrado de verdade - isso porque uma loja do porte do Pão de Açúcar estimular que os consumidores experimentem comprar uma grande variedade de produtos a granel significa, dentre tantas outras coisas, estimular uma nova forma de pensar mais consicente sobre consumo, pra dizer o mínimo, sobre embalagens e, consequentemente, sobre a produção de lixo. 

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Como produzir menos lixo em 2017 ou "não existe lá fora", por Matê da Luz

por Matê da Luz

Você já observou o volume de lixo que produz em um dia, uma semana, um mês? Se ainda não fez, sugestão: faça. Mesmo que separando os recicláveis, o que já é um adianto e tanto para a continuidade da civilização, NÃO EXISTE "LÁ FORA" QUANDO SE TRATA DE DESCARTE, quer dizer, esse lixo todo vai pra algum lugar e, se você tem o mínimo de noção espacial, já deve ter percebido o quanto estamos espremidos nessa esfera chamada Terra que, além de tudo, tem reclamado bastante do nosso comportamento por aqui.

Há algumas formas de contribuir seriamente para a diminuição da produção de lixo, vamos lá: 

- compostagem: aproveitar o lixo orgânico como adubo é das coisas mais simples e geniais que você pode se comprometer a fazer. Funciona em pequenos espaços e exige o mínimo de habilidade para construir, veja aqui

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As cores para 2017, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Ainda não acabou. Respira, profunda e lentamente. 2016 está sendo um ano daqueles, cada mergulho um flash. Ontem foi o George Michael, após tantos outros ícones que foram passear do lado de lá, dentre outras surpresas nada bacanas que este período complexo trouxe pra gente por aqui. 

Daí que algumas pessoas, como eu, começam a pensar e planejar o ano novinho em folha que chega por aí: agenda nova, folhas A3 riscadas mensalmente e as canetas - ou, mais tecnológicos, utilizam os planners digitais. Não importa: o que é premissa pra este momento é a alegria e a vontade de se comprometer com o que vem pela frente, animando as intenções "apesar da crise", pra usar um dos bordões mais fortes de 2016. 

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Um tanto de tudo e o tempo, como fica?, por Matê da Luz

por Matê da Luz

A correria de final de ano é daquelas coisas que a gente sabe que vai ter e que acaba sempre pegando - por que diabos, então, a gente não se programa pra não ter que correr contra o tempo esta época do ano? 

Se todo ano é assim, o que falta pra não se atropelar? 

Este tipo de reflexão tem aparecido por aqui com mais e mais força por conta da inclusão de um curso universitário com provas (esqueci como era isso de estudar pra ter que tirar nota, gente do céu!!!!), o crescimento da minha pequena empresa (em tempos de crise, quem se beneficia é o pequeno, vai por mim) e com algumas despedidas melancólicas e felizes, como a da filha que já caminha pra faculdade - ou não, porque a gente meio que acha uma baita sacanagem sair da escola e já se envolver com outra vida acadêmica, mas isso é assunto pra um outro post que vem, vem sim, tomara que sem muito atraso pra editora não brigar comigo! 

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Gustavo Gitti, um cara que eu acho que você precisa ler, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Fiz uma seleção forçada no conteúdo que venho absorvendo ao longo do ano e, choque positivo!, minha vida melhorou e não foi pouco não. Isso porque tenho uma cabeça que funciona à pleno vapor e me envolvo com os temas, sim, eu sei, selecionar o que absorvo é também meta pro ano que chega. 

Enquanto isso de não ser tão esponja não acontece, resolvi peneirar o conteúdo com que tenho relação rotineira e estou/sempre fui encantada com o Gustavo Gitti. 

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A Revista Poder deste mês, por Matê da Luz



Por Matê da Luz

Não sei onde li que não é pra começar a retrospectiva ainda, porque 2016 está sendo "cada dia um flash".

Estudei em escolas particulares caras, tive oportunidade atrás de oportunidade na vida (e ainda tenho, axé!), já fiz muito rolo com dinheiro por conta de ambição e vazio existencial e, enfim, me recordo de momentos quase que absolutamente egoístas na minha trajetória. Tenho o que comer (bem), onde dormir (confortavelmente) e uma família que garante bases excelentes para meu desenvolvimento. Viajei para alguns países, falo inglês, tenho assinatura de Netflix e Spotify, plano de saúde com boa cobertura, além de garantir basicamente os mesmos benefícios para minha filha.

Definitivamente não sou partidária de esquerda porque tive uma vida sofrida.

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