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Profissão Terapeuta
Formação Psicologia - Anhembi Morumbi

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Sobre a humildade de ser grande, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Estou com estas palavras ecoando na cabeça há dias, mas só agora consegui sentar e escrever sobre elas. 

"Me desculpe, me desculpe, eu errei. Podemos começar de novo? Estou muito nervosa, emocionada."

Foram ditas por Patti Smith durante a cerimônia do Nobel, onde representou Bob Dylan, premiado neste ano e que não pode comparecer por conta de compromissos já agendados. Vale assistir o vídeo:

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Estado de pausa mental, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Não sei se você já passou por isso mas de repente você olha pra vida e ela parece um filme em slow motion mas ao mesmo tempo abarrotada de atividades que parecem não ter fim - por mais que você insista em editar as listas de afazeres do dia por ordem de prioridade, parece que tudo é pra ontem e nada parece ir pra frente de fato, de tanta pendência que você tem. Ufa! Acho que este é o pior tipo de consumidor de energia, um carburizador mesmo, porque além de todas as coisas e sensações do que você simplesmente tem que fazer, fica a falta de realização que só o comprometimento com o passado é capaz de trazer à tona. 

Por acaso você já se comprometeu com algo que está no seu sonho? Alguma coisa que você mal consegue enxergar mas que move seu dia a dia, move suas vontades e escolhas rotineiras e, então, por mais coisas e tarefas que você tenha, por mais degraus que precise galgar, por mais energia e tempo que isso te tome - parece que a energia se multiplica, vem não sei de onde, aparece, é trocada nos encontros e reencontros que a vida nos dá. 

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Um choro pelo Brasil todo, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Estes dias estava conversando com uma amiga sobre auto-estima: falamos sobre conceitos, sobre práticas, sobre espelhamento e também sobre o contexto nacional, externo, que também impacta sobre nós. 

Um dos pontos onde demoramos mais na prosa foi a questão ancestral, aquela que se mantém enraizada na gente quer queira, quer não e, porfim, acaba impactando algumas de nossaa ações rotineiras mesmo que a gente não perceba. A raiz ancestral do Brasil é uma raiz tão sacana e cruel, de abuso de poder, de escravatura, de colonização e de feitos gloriosos embasados por mortes que, olha, não é anormal que a gente sinta um peso que não sabe de onde vem. 

Neste mesmo ponto, dentro deste contexto, a gente dialogou sobre a resistência, sobre a luta, sobre as saídas que os negros, especialmente os negros, encontraram pra sobreviver a tamanha atrocidade rotineira: a música, a culinária, o culto, tudo isso que, mesmo trazido do continente do lado de lá, teceu as teias da libertação das almas, pelo menos de alguma forma, em solo nacional. 

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Maria Bethânia e Iansã, por Matê da Luz

por Matê da Luz

De todas as intérpretes nacionais, Maria Bethânia é a que mais exalta Iansã, a rainha dos raios, ventos e tempestades. Foi, inclusive, homenageada pela escola de samba carioca Mangueira no carnaval de 2016 com o samba enredo "A Filha de Oyá".

Hoje, 04 de Dezembro, dia do Orixá - que também abençoa minha cabeça - deixo um compilado de vídeos com canções que, na deliciosa voz de Bethânia, encantam e aproximam das energias vibracionais desta linda mãe. 

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O show do horror na prisão de Garotinho, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Estou enjoada. 

Literal e metaforicamente, porque me percebo em contato com muita, mas muita gente mesmo, que está a celebrar as fotos/a exposição/o fim do poço sobre a forma como se deu a prisão de Garotinho. 

Ele deveria ir preso? Sim, claro. O que é de merecimento justo, que se faça ser. 

A onda de ódio que não parou nos 13X45, nem nas manifestações coletivas nem naquelas mais individuais me faz constatar: estamos nadando num mar de ódio, e isso, ao meu ver é um perigo. Pessoas celebrando uma outra pessoa doente, em níveis físicos e psíquicos, preganto a Lei de Talião - aquela do olho por olho, dente por dente - como viável, lançando mão do "você tem idias do que esse cara fez com a população do Rio de Janeiro?" para defender a pipoca e guaraná na primeira fila ao assistir a desgraça alheia. 

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Malak e o barco: algumas histórias não são para crianças, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Ando tão à flor da pele... mas duvido que exista alguém que não se sensibilize com este desenho: 

Ops... quer dizer, tem sim, e muita gente que, na vida real mesmo, não se sensibiliza com este tipo de coisa. A questão dos refugiados tem tomado proporção tão preocupante que já não sei se cabe mais somente aos países que os recebem ou decidem não acolhe-los: creio que esta é uma tarefa mundial, de redistribuição de pessoas ao redor do globo e, então, num nível que beira o "Pollyana", repensar pelo que estamos brigando. 

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Nilton Bonder e sua impressão sobre o hoje, por Matê da Luz

por Matê da Luz

"Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta. Hoje, o tempo de ‘pausa’ é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações ‘para não nos ocuparmos’. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão. O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo." - NIlton Bonder

Meu primeiro contato com NIlton Bonder aconteceu há muitos anos: recebi da então terapeuta a indicação de um de seus livros, A Alma Imoral, e devorei o livro umas três ou quatro vezes. Acontece vez ou outra de ter uma peça sobre o livro e, prometo!, na próxima temporada não vou perder. Também tive contato mais próximo com o autor, que é um rabino, num evento em São Paulo sobre espiritualidade e escassez e, não preciso falar mas vou, saí de lá ainda mais encantada. 

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A TAG e como encontrei formas de sobreviver com meus monstros, por Matê da Luz

TAG: transtorno de ansiedade generalizada e como encontrei formas de sobreviver com meus próprios monstros

por Matê da Luz

Ok, convenhamos: no mundo moderno, estar ansioso é algo deveras comum. O Transtorno de Ansiedade Generalizada, entretanto, é uma doença que acompanha não só momentos, mas a vida de quem convive - ou tenta conviver - com. 

Há muitos anos, existe uma tendência enorme em etiquetar e associar deficiências e dores às doenças psicológicas/psiquiátricas categorizadas e, não esquisito, a cada ano que passa a indústria farmacêutica, bem como os consultórios de psicologia/psiquiatria, exibem números exponencialmente crescentes. Não é uma crítica, apenas uma constatação: nunca houve tanta doença de cunho mental em pauta. 

A psicologia moderna acredita, atualmente, em diversas fontes para a manifestação destas doenças: desde condições genéticas a estruturas contextuais e, por que não?, causas da alma, que são, sob o olhar quase cético (salvo Assnagiogli, da transpessoal), aquelas motivações para as quais a matéria não possui explicação lógica. Como se alma não fosse lógico, vide as mil e uma formas de religiosidade organizadas de modo a conduzir estes processos. 

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O dia do Enem e o coração maior do mundo, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Ela acordou tranquila, apesar de uma aparente virose que apareceu ontem e, segundo o médico do pronto-socorro, poderia ser uma resistência baixa por conta do Enem - resposta para a qual ela semi-resmungou já que, como boa adolescente que vez ou outra é (tão linda e querida que esqueço que tem os típicos 17 anos), não quer lidar com os achismos psicossomáticos da mãe em ambiente tecnicamente cético. Aceitou o que podia e emendou um "mas tem remédio?" tão rápido que a lista veio longa. Comprei todos, claro, mesmo tendo uma pontinha de desconfiança de que aquilo ali era um nervosinho se manifestando especialmente porque ela estava tão calma - ela tomou um só, o de dor. Ok, seguimos melhores assim. 

Eu acordei sem despertador e, se você me conhecesse, saberia que este fato é tão milagroso quanto simboliza o nível de ansiedade/aguardo pela prova que estava chegando. Isso porque eu já estou (de novo) na faculdade, isso porque ela não estava nem perto de estar ansiosa (pelo menos não estava externando com clareza). Tive insônia, virei e revirei na cama. Lá pelas tantas me perguntei "por quê?" e não cheguei em resposta alguma. Exercício de respiração, contagem de 100 a 01 em ordem decrescente e, em algum momento, adormeci daquele jeito sensível, tão leve que a gente nem descansa. 

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O dia de finados para o Candomblé, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Sou umbandista, todo mundo aqui deve saber. Estudo bastante, gosto de praticar minha religiosidade no dia a dia e, enfim, a cada ano que passa aprendo um tanto mais sobre os diferentes rituais que envolvem as linhas com as quais trabalho. De um tempo pra cá, tenho lido e vivenciado um tanto de situações e energias do Candomblé, seja por estar experimentando a umbanda em carreira solo e confiar muito numa mãe de santo que é desta outra vertente das religiões afro, seja por achar tudo tão lindo quando se trata de Orixá que sinto que a caminhada para esta nova portinha vai ser natural e, quem sabe, mais rápida do que eu pensava. 

Daí que tanto pros umbandistas quanto pra quem va no candomblé, o dia de finados é uma data um pouco sensível e que pode se tornar complicada. "Muita gente chamando as almas, filha, se protege que você é de Iansã". Iansã é uma orixá incrível e toda curiosa que, veja bem, acaba se metendo no enredo de todos os outros orixás. Quem é de Iansã tem que se cuidar nos tempos de finados porque ela "carrega os mortos" com Omulu, o verdadeiro dono dos cemitérios. E, mesmo que você não seja de santo, concorde comigo: em muitas famílias as pessoas que já se foram são lembradas somente do dia 02 de Novembro, e não necessariamente da maneira correta. 

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Uma conversa com uma filha de estupro, por Matê da Luz

Uma conversa com uma filha de estupro

por Matê da Luz

Conheci Mariela numa casa onde estava tendo música e comida. Ela estava lá, como tantas outras pessoas mas, nem como todas estas pessoas, dançava e dançava sem cansar. Eu, que amo a dança, logo me enturmei com ela e, quando menos percebi, estávamos conversando sobre religiosidades e a vida de forma tão profunda que de forma alguma parecia que havíamos nos conhecido há poucas horas. 

Contei pra ela sobre minhas caminhadas de fé e minha trajetória neste maravilhoso mundo do invisível, que me encanta quase como uma dança, sem previsão de próximo passo mas com certezade que ele vai acontecer. Mariela me surpreendeu, mesmo tendo repetido algo que acredito piamente, quando falou: "especialmente o livre-arbítrio - esta é a coisa mais bonita que alguém pode ter na vida". 

Parecia óbvio pra mim escutar aquilo, mas os olhos marejados de Mariela adiantavam que vinha por ali algo de confissão ou arrependimento e, então, me coloquei como mais interesada ainda no que estava por vir. Ela não enrolou ou deu voltas e logo contou que era filha adotiva e que, dadas as circunstâncias de sua concepção, durante muito tempo sentiu-se fadada ao fracasso, às maldades da vida e ao não merecimento. Mariela, há alguns anos, contratou um detetive particular, amparada por seus pais, e foi em busca de sua origem. "Uma escolha pra entender e assimilar melhor essas dores que eu não sabia de onde vinham, já que a vida foi muito generosa comigo - meus pais e meus irmãos são meus tesouros, minha base sólida e, então, não havia motivo aparente para tamanho desespero". 

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Ah, meu santo, eu preciso meditar!, por Matê da Luz

por Matê da Luz

A filha está em época de vestibular. Diz o ditado que pressão demais espana, cobrança de menos deixa irresponsável. Ela também namora agora, decidiu que ia mudar a prática de ser livre, leve e solta bem no final do terceiro colegia, veja bem, logo ela que falava que o foco ia ser outro, Ciuminhos à parte, gosto muito do moço, da relação, dos sorrisos que ela descobriu por ali mas, de fato, na prática, é mais uma atividade na vida - fora a escola em período integral que, pasmém!, traz simulados insanos sábado sim, sábado também. 

Minha cabeça anda à mil com a última reordenação no meu negócio próprio. Sabendo-me apaixonada pelo core-business da coisa toda, decidi estudar e pedir ajuda pra quem sabe lidar com o que eu não sei, que é justamente aquela parcela de administração e gerenciamento de sonhos que os faz tornar realidade ou pesadelo. Descobri que estava pagando pras pessoas usarem alguns de meus produtos. Muito choro, porque eu sou emocional pra caramba, recálculo e chegamos num custoXbenefício que faz a missão fundamental da empresa, que é gerar lucro, acontecer - "pensa que foi verba de marketing", me disse o contador, talvez tocado pelas minhas lágrimas, as verdadeiras que me deixam com pintinhas no rosto, as pintinhas da mágoa. 

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Você está perdido no mundo como eu?, por Matê da Luz

“Are you lost in the world like me?”, música do Moby e que está bombando nas timelines da minha bolha no Facebook, trouxe lágrimas de catarse pra minha sexta-feira.

O umbigo mudou de lugar e agora está na sétima versão construída. O problema não é a ferramenta, mas sim que ela tenha se transformado em fim: quando tudo se resume a uma verdade postada, às curtidas e compartilhadas presas em uma tela de mini-polegadas, há algo muito estranho num mundão tão grande.

Tudo bem que a TPM e a atual conjuntura do País contribuam fortemente pra que eu tenha essa crise de choro preso há tanto tempo que já nem sei onde ela começa ou quando bem vai terminar – eu e meus processos de limpeza, tempestiva como mamãe Iansã. Tudo bem, mas se você clicar no vídeo e conseguir se desprender do seu próprio vício de só olhar pra baixo, quem sabe, vai compartilhar comigo do desespero de estarmos ignorando o mundo ao redor em tantos níveis que quase somente uma catástrofe pode nos acordar.

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Faça yoga, independente do que mais você faça.

A matéria original está aqui, no Estadão.

Achei bom demais pra não compartilhar, segue a linha do "modifique-se para manter-se são" e, nos tempos atuais, este é um santo remédio.

Eu mesma peguei meu tapetinho/mat que estava guardado há tempos, limpei com óleo essencial de maleleuca (excente anti-bactericida, sabe?) e tenho feito minhas práticas diárias e solitárias, por enquanto, seguindo o instinto do que o corpo pede: alongamento, força, concentração. O desenvolvimento disso tudo já pode ser sentido do lado de dentro, que é onde importa, especialmente porque depois de uma semana praticand constantemente as dores dão lugar a um prazer enorme em avançar. 

Vale o teste. 

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Um texto sobre economia para quem não gosta de economia

O Eduardo Amuri, que é o cara que salvou minhas finanças quando eu achava que a vida não ia dar certo, escreveu esse texto no Papo de Homem, que é um dos portais que eu mais gosto de ler. Ele vai sair do PdH em breve e, então, aconselho que vocês encontrem outra forma de se conectar com ele - o Amuri compensa, assim como a visão dele sobre grana e a vida. 

Neste texto aqui em baixo, apesar da temática evoluída demais pra mim - ainda estou no modo planilha única para controlar e planejar a finaça básica do dia a dia, vez ou outra caindo nas armadilhas do "semana que vem eu recomeço a usar", ele dá dicas simples e eficazes pra quem quer investir. 

Prometo que semana que vem eu começo :) 

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