Revista GGN

Assine
imagem de Matê da Luz
Profissão Terapeuta
Formação Psicologia - Anhembi Morumbi

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Um diálogo de 2011 com a filha, mas que poderia ter sido ontem, por Matê da Luz

por Matê da Luz

– Mãe, você é a mãe mais bonita de todas as mães da escola.

– Ai, Clara, obrigada pelo elogio, mas aposto que tem um monte de mãe bem bonita por lá.

– É, mas você é diferente.

– Hum, diferente eu acho bem mais legal do que bonita.

– Ai, manhêêêêê… como assim? Você só complica, né?

Leia mais »

Média: 4 (4 votos)

E, um dia ou outro, as mães amadurecem, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Sábias palavras vêm, usualmente, de pessoas felizes. E eu, sortuda que sou, tenho algumas destas pessoas presentes (em ambos os sentidos) na vida.

E daí que fui encontrar o pessoal feliz do Ceará e mal via a hora de apresentar a Clara, vida da minha vida, pra eles. Só que levei a mocinha pro samba, feijoada e calor humano num momento (de idade, de sono e de tantas coisinhas mais) um pouco inapropriado.

Chegamos, comemos, demos beijos e abraços e logo aquilo ficou chatinho pra ela. Eu, que me divertia de monte, fiquei incomodada ao perceber a pessoa incomodada. E errei feio: briguei, achei que deveria se esforçar pra ficar feliz e acabei estragando o momento – poderia simplesmente ter me contentado em estar feliz ali e, ah, é a vida, nem sempre dá pra todo mundo estar feliz ao mesmo tempo, ficar mais um pouquinho e fim.

Mas não. Fiz que fiz que deixei a Clara triste, fiquei triste e assim foi.

Leia mais »

Média: 3.7 (3 votos)

A solidão que a gente escolhe, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Toda escolha tem resultado, ação e reação, fato incontestável. 

Mas algumas escolhas doem mais na alma do que outras, pois desencadeiam uma série de eventos que vai devastando a vida até o momento que a gente percebe que tem que fazer alguma coisa e daquele jeito não pode continuar. Só que, normalmente, quando a gente percebe a chegada desse momento, já está desgastado demais pra ter energia, que alguns chamam de coragem, pra fazer alguma coisa prática ou eficaz. 

Acho que é mais ou menos assim que a depressão acontece, sabe, e por mais que os eventos externos tenham sim impacto na vida da gente - caso contrário cada um seria uma bolha de individualismo e prepotência, por que não?, já que a troca não seria necessária cada um poderia pensar e fazer o que bem entendesse - enfim, por mais que estes eventos externos tenham impacto na vida da gente, existe um momento sutil de escolha que pode ser entendido mais ou menos assim: "quero absorver isso ou não quero absorver isso?", que há de determinar o pra onde eu vou nessa dança toda. 

Leia mais »

Média: 3.7 (6 votos)

PokemonGo é lançado no Brasil, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Criado em 1996, o Pokemon volta a ter seus momentos de glória: lançado internacionalmente há alguns meses, chegou no Brasil esta semana o game Pokemon Go, febre já adiantada pelos mainstreamers das redes sociais. 

O jogo roda em iOS e Android, e pode ser baixado gratuitamente nas lojas online destas redes. 

Para entender melhor o joguinho, o TecMundo preparou um vídeo contando tudo sobre neste vídeo: 

Leia mais »

Média: 1.6 (7 votos)

A cura pela natureza - um texto de Alice Branco para o GreenMe

por Matê da Luz

Este post é um reply na íntegra do texto da Alice Branco para o GreenMe.com por motivos de "achei perfeito e desejo que todo mundo tenha a oportunidade de se cuidar naturalmente" :) 

Além disso, ainda (aiiiiiiiinda!) não tenho conhecimento e autonomia para escrever sobre a cura pela natureza dessa forma, então, me aguardem e acompanhem a colega: 

No mundo todo, hoje em dia, há um excesso de uso de medicamentos - para baixar a febre, reduzir as dores, diminuir os processos inflamatórios, são os principais sintomas que incomodam as pessoas, ou que as assustam. Dentre esses, os mais conhecidos são o paracetamol e o ibuprofeno, que já caracterizam uma geração de dependência.

Leia mais »

Média: 5 (3 votos)

Haddad inclui literatura sobre origens africanas na pauta das escolas, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Conhecer as origens de um povo é oportunidade para desenvolver práticas saudáveis e de respeito às culturas da própria nação. Particularmente encantada com esta iniciativa do prefeito de São Paulo, por ter em mim tantas destas origens, celebro a inclusão de uma belíssima obra sobre as raízes africanas na pauta de estudos da rede pública da cidade.

Segundo o post no perfil oficial de Fernando Haddad no Facebook:

"Durante 35 anos, a UNESCO reuniu mais de 350 especialistas em história do continente africano e produziu uma obra monumental, consolidada em oito volumes, chamada "História Geral da África". 

Quando fui Ministro da Educação, tomamos a iniciativa de traduzir toda a obra para a língua portuguesa. Em seguida, sintetizamos todos os volumes em dois livros, mais acessíveis para toda a comunidade acadêmica.  Leia mais »

Média: 2.6 (10 votos)

As Olimpíadas e a boca grande da alta cúpula da crítica online, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Semana passada me deparei com uma notícia que dava conta da exclusão de religiões de origem africanas no atendimento ecumênico ofertado durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Dei conta da informação pelo Facebook e, crica que sou, antes de sair compartilhando - porque além de crica, eu sou umbandista e a notícia, a princípio, me fez sentir excluída e, de certa forma, ofendida - resolvi checar o conteúdo. 

CHECAR O CONTEÚDO ANTES DE COMPARTILHAR. Melhor: checar o conteúdo antes de compartilhar gongando, criticando e despejando minhas sensações individuais ali, só "porque o post é meu, eu falo o que eu quiser". Deveria ser exercício constante, direito e que daí sim favorece seus leitores (que são só amigos que curtem e compartilham, veja bem, mas a importância que a gente dá pra cada interação online deste tipo é assustadoramente relevante). 

Por sorte, tenho um amigo que está envolvido na organização de comunicação das Olimpíadas e, na lata, mandei um "rapaz, o que é isso agora?", recebendo, de bate pronto, um retorno que diz que a reunião religiosa nas Olimpíadas acontece sob demanda, ou seja: os atletas preenchem um extenso cadastro e, ali, sinalizam suas preferências religiosas. A organização, com base nestes dados, então, ordena a agenda. O que aconteceu é que ninguém sinalizou que é da umbanda ou do candomblé e, somente por esta razão, não estão disponíveis sacerdotes destas religiões. 

Leia mais »

Média: 4.3 (6 votos)

Mindfulness para o amor - um pouco de positivismo imediato no meio de tanto lodo

por Matê da Luz

Ando praticando e desejo compartilhar: meditação mindfulness, quando bem aplicada e conduzida, faz milagres em termos de espaço mental. 

Na intenção de equilibrar as energias destas minhas escritas por aqui, compartilho uma pequena lista de exercícios mindfullnes pro amor, pro casal, pra quem quer se entender e entender melhor o outro - relacionamento, afinal, se faz em dupla.  São 10 pontos abordados rapidamente, amplamente possívis de colocar em prática imediatamente e que com certeza modificam as dinâmicas de relacionamento. 

1- observe o impacto que tem sobre o outro, prestando atenção e obsrvando o que está acontecendo naquele momento com uma mente suave e aberta.

2- esteja atento às expressões faciais do seu parceiro quando você está dizendo algo: reconhecer como o outro reage às nossas palavras facilita uma boa comunicação. 

3- quando compartilhar um encontro (jantar, almoço etc...), deixe o celular de lado - por razões óbvias de atenção e foco. 

Leia mais »

Imagens

Média: 3 (4 votos)

O que há de errado? - comentários sobre o post de Luiza Brunet e a violência

por Matê da Luz

Quando a gente se depara com uma notícia de violência contra a mulher, alguns questionamentos são possíveis: ela está bem? Está protegida? Vai se livrar das cicatrizes da alma? Indo um pouco além, num exercício difícil pra mim, já que a empatia às mulheres e a solidariedade às vítimas de violência me são inerentes, entendo que perguntar "o que aconteceu ali de fato?" faz parte, especialmente praqueles que investigam judicialmente o caso - mas, cá entre nós, o nível de enorme parte dos comentários sobre a queixa de Luiza Brunet contra seu ex-namorado é de assustar. 

Alguns citam a unilateralidade do potal em noticiar o fato. Outros inserem política como motivação à denúncia. Tantos outros dizem que é estranho que ela tenha voltado para o Brasil para fazer a denúncia e não ter feito o trânsito legal em NY. 

Pessoal, socorro! 

É muita falta de sensibilidade, sério... "Por quê? Por que você acha que esta é a verdade absoluta?" - não apenas.

Leia mais »

Média: 4 (33 votos)

Luiza Brunet acusa ex-companheiro de agressão, por Matê da Luz

por Matê da Luz

O título deste post veio da coluna de celebridades da Rede TV. 

Os comentários que vou tecer antes de replicar a matéria vieram do meu coração. 

Milhares e milhares de mulheres apanham de seus companheiros. São tantas que muito provavelmente você conhece uma, só não necessariamente sabe pelo que ela passa: apanhar de alguém que supostamente está ali para acompanhar a vida causa tanos transtornos que o silêncio é sempre a melhor opção.

A realidade do cumprimento da Lei Maria da Penha ainda beira a lástima neste país: a mulher passa por uma quase coação na delegacia para desistir da queixa; recebe orientações vagas e incoerentes para proteção; sai da delegacia com tantas interrogações quanto quando chegou - "o que vai acontecer agora?".

Leia mais »

Média: 3.9 (7 votos)

O preconceito com as doenças psíquicas - perigo!, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Curta e grossa: a gente não sai por aí se justificando quando tem gripe, pneumunia ou câncer. Na verdade, o efeito é outro: pessoas vem ao nosso encontro perguntar se está tudo bem, não é mesmo? (considerando um cenário normativo, vamos lá, imagine comigo).

Agora, espero que não, sinceramente, mas você já passou por algum momento de ansiedade grave, depressão, pânico? Observe - e me conte, por favor! - se o que recebeu foi algo parecido com o tratamento que se dá frente as doenças "físicas". Por aqui, confesso, a observação e a vivência própria dizem que não. 

O mundo ao redor ainda não sabe como tratar os pacientes com as doenças mentais, ainda que temporárias.

"Você não vai sair dessa?"; "levante, ficar deitada não resolve nada"; "ficou tão triste assim por causa de um problema tão pequeno? Todo mundo tem problemas!"; "é só respirar calmamente que o ar entra e pronto, passou". Apenas alguns exemplos de frases com as quais já tive contato por ali e acolá que não, não fazem o menor sentido.

Leia mais »

Média: 4.9 (8 votos)

Para todEs - a mágica campanha da maquiagem da Avon, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Ai, como eu estou feliz hoje! Socorro, me segura que sou capaz de sair dançando por aí!!! No dia do Orgulho LGBT, uma empresa tradicionalíssima, que "minha avó usava", deu show. 

Num país com Bolsonaros e outros "mitos" homofóbicos, retrógrados e otras cositas más, além de uma enorme parte da população que teve "coragem" de assumir essas vertentes nos últimos tempos, amparados por um discurso de "isso não é normal" misturado à uma raiva contra o PT que ainda arranca risadas por aqui, a Avon, empresa de maquiagem fundada no século passado, se posiciona com o que, de fato, CORAGEM há de ser: lança a campanha Para todEs, numa alusão à expressão individual de gênero. 

Mais que isso, na minha opinião, a empresa mostra que está pronta e preparada pro que vem por aí: um mundo realmente moderno, onde discurso de marketing e crenças individuais são abordadas com o mesmo respeito. Sabe aquele momento que você não sabe muito bem o que falar, apenas sentir?

É assim que estou com esta campanha. Sorrindo, sorrindo e sorrindo, porque eu quero muito fazer parte deste mundo que a Avon me apresenta.

 

Leia mais »

Média: 4 (9 votos)

A saída do Reino Unido da União Européia e algumas perguntas polêmicas

por Matê da Luz

Já começo dizendo que será polêmico, porque foi assim durante o final de semana e todas as conversas que mantive sobre o tema. Peço, então, que aqueles que desejarem somente criticar ou agredir em comentários sem argumentação construtiva e opiniática, se poupem - e me poupem também, de gastar caracteres. 

Escrevo porque desejo saber, expandir, conhecer - e, talvez, por ter a cara de pau de jogar na roda assuntos originalmente ácidos. Vamos lá. 

1- Alguns fundamentos culturais têm como base a caridade que, ao meu ver, vem sendo deturpada ao longo dos séculos e, mais ainda, cultivada pela perpetuação da ideia bizzara de reservas sem fim que sei lá eu quem disse que existiriam: reserva, quando mal administrada, tem fim, é fato. Então, dentro deste contexto, vale dizer que só dá ajuda quem pode dar, repetindo o mantra aéreo que diz que "em caso de despressurização da cabine, máscaras de oxigênio cairão do teto e (enfim), cada qual deve colocar a máscara primeiro em si e só depois socorrer que está do lado, caso este não possa colocar a máscara em si mesmo" o que, na miha opinião, é um dos exemplos bobos mais simples para determinar que eu só posso ajudar alguém quando estou bem. Outro exemplo destes vem quando um bombeiro, um salva vidas daqueles de praia, sabe?, dá uma espécie de gravata na pessoa que se afoga, afim de lhe confundir os sentidos e, então, conseguir realizar o salvamento - isso porque uma pessoa que se afoga pode muito bem levar o salva vidas pro fundo. 

Leia mais »

Média: 2.9 (9 votos)

A decepção com o Oscar 2016, continua latente por aqui

No final de semana me entreguei a uma maratona que costumo fazer tempos depois da entrega do Oscar: pipoca e sofá com todos os principais premiados. Pois bem, foi o que fiz e, confesso, me decepcionei logo na primeira película - O Regresso, com Leonardo Di Caprio finalmente premiado, deve ser extraordinário no cinema, tela enorme, visual incrível das neves mas, em casa, bem, meu nível de entendimento sobre entretenimento definitivamente não alcançou o status do filme. 

Passei para "Joy" em português "Joy, o nome do sucesso" e, enfim, acabei achando que talvez estivesse crítica e chata demais pra assitir os outros filmes e, então, deixei a maratona pra um outro momento. 

  Leia mais »

Imagens

Sem votos

Pular, pular e pular: a relevante lei da impermanência, por Matê da Luz

por Matê da Luz

Já escrevi aqui sobre minha adolescente, né? O quão inteligente e sensível, corujice de mãe de lado, ela é. Acontece que, como todas as pessoas deste mundo, ela também tem incoerências e desafios que, não sei se apenas por causa da idade ou também pela intensidade genética - eu sei, eu sei... - pulsam na mesma frequência de suas certezas. 

Acho que também já comentei aqui sobre meu período depressivo, uma floresta densa e triste pela qual vaguei por muito mais tempo do que gosto de assumir e, embora me sinta na beiradinha da saída, já vivendo dentre as flores e ar puro, ainda sinto um arrepio na nuca, daqueles de filme de terror, quando algo começa a me desagradar. É, eu sei, desagrados fazem parte da vida - mas quem já passou pela depressão há de concordar que vez ou outra dá um tipo de medo de voltar pra lá. 

Daí, xeretando minhas memórias, lembrei que algumas das coisas que a gente deixa de legado pros filhos estão muito mais relacionadas ao comportamental do que às frases e lições de efeito moral, sabe, que a rotina é quase sempre implacável no que diz respeito ao que eles vão ter de manias, receios, réplicas e repulsas. 

Leia mais »

Média: 4 (4 votos)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.