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A bela, recatada e do lar e a enorme crise na imprensa nacional, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Todo mundo viu, quase ninguém gostou. A revista Veja estampou na semana passada uma foto da esposa de Temer, Marcela, tecendo comentários positivos sobre ela, enaltecendo-a como uma mulher bela, recatada e do lar. Não haveria problema algum caso os únicos adjetivos que a acomapanhassem na nota não fossem estes. 

No momento do burburinho, coloquei em prática um exercício que venho testando ultimamente, pra não espalhar mais ódio e intolerância por aí - checar a fonte. Vai que a nota tratava de algum assunto onde o contexto se fazia valer, porque oras, não há problema algum em ser bela, nem recatada e quanto menos do lar desejamos que as mulheres sejam quem quiserem ser, então que assim seja. Para meu não espanto, era isso. Uma nota pra enaltecer uma mulher como bela, recata e do lar. Fim. 

Pulsaram em mim algumas questões nervosas, outras nem tanto: o que uma revista que diz fazer uma cobertura relevante sobre o cenário do País, de circulação semanal, estava noticiando ali? Por que aquilo era uma notícia? Onde estavam as informações relevantes para o leitor? Que mensagem aquela nota passava? 

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Ansiedade em tempos de crise, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Cada pessoa tem uma personalidade individual, pautada por características que predominam e algumas que se manifestam vez ou outra. Por aqui, a vontade de organizar toda e cada coisa, estipulando prazos e tarefas, além de regras didáticas mostra que sou uma pessoa controladora. Me sinto segura quando sei o que está acontecendo ou sei o que pode acontecer, esquecendo da regra universal de que não existe controle: há, sim, o planejamento e uma série de pequenas ações que ele de certa forma organiza para que "as coisas" aconteçam. 

Acontece, amigos, que sou ansiosa. Minha cabeça vive num tempo que não é o presente, e mesmo praticando meditações e fazendo terapia, esta é uma condição que me acompanha desde muito tempo, a de não estar satisfeita com a vida agora. E que problema! Imagine um dia comum onde tenho uma serie de tarefas pra executar, como todas as pessoas do mundo. Pra quem é ansioso, este dia (ou seja, quase todos!), já começa com uma sensação de "não vai rolar". Porque são tantas pequenas coisas e cadê o resultado que desejo que não chega logo e está muito sol pra isso, está chovendo praquilo e quando o relógio badala o meio dia, ai, caramba!, metade do dia já passou e ao invés de estar executando ações eu ainda estou numa intensa batalha pra tentar organizar meu pensamento e, então, começar a realmente movimentar as mãos pros afazeres. 

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Um lugar onde as meninas têm medo de ir ao banheiro na escola, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Boquiaberta, li a matéria na BBC que retrata o triste cenário na Nicarágua, um dos lugares onde o machismo atua livre e culturalmente de forma forte e constante. 

"Polyana, abra os olhos: o pior sempre pode existir". Ok, constatação aceita, continuo embasbacada que qualquer sociedade no atual momento do mundo faça vista grossa para meninos - e homens - que tratam a mulher como objeto. Como se não fôssemos humanas, como se não tivessemos o direito de pertencer ao todo, como se fosse difícil a simples e natural tarefa de existir. 

Esta semana estive em uma palestra do rabino Nilton Bonder (cadê pessoal falando da catequização por meio dos meus post? Aqui tem de tudo, de macumba à cabala, vem!). O tema do encontro, que aconteceu na Unibes, em São Paulo, era auto-estima - e auto-estima tem muito a ver com esta sensação de "ok, posso ser eu". Um dos pontos fortes abordados por ele foi a questão da sensação de sermos piores ou melhores e, ainda, sermos menos. Define o rabino, embasado pela história bíblica e por todo seu background de evolução do indivíduo - leia os livros dele, especialmente A Alma Imoral, baita livro! - que quando uma pessoa se considera pior (do que outra, do que si mesma) ainda existe a confguração mental de uma possível melhora, ou seja, resumindo bastante, esta pessoa está possibilitada a pertencer, mesmo que não em sua melhor forma. 

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Quando a identidade com o invisível salva a vida, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

É provável que esta história seja mais um conto, uma prosa, do que o registro de um fato verídico. É possível, também, que eu seja daquelas que tem predileção por inserir pitadas de realidade camufladas nas palavras compartilhadas e, portanto, peço carinho e atenção à leitura. 

Era uma vez alguém que estava cansado, exausto de viver. Quase que literalmente, perceba. Havia gastado tanta energia numa batalha de quase 100 anos entre acreditar-se ou acatar àquilo que diziam ser. É simples e fácil, e rápido também, assimilar adjetivos quando não se tem a identidade primária bem formada, firme, forte. A identidade daquele alguém tinha um quê de mistério invisível e nesta procura também foi investida energia enorme, "de onde eu venho, afinal?" é pergunta que sabe-se lá quando vai ter resposta mas que, hoje, inteligência desenvolvida, não consome mais: alimenta a movimentação pra frente, que é onde está a calmaria.

Aprender isso, entretanto, também levou embora boa parte das calorias vitais e, num não tão belo dia, encontrou-se, este alguém, simplesmente esperando que o dia, que a noite, que a vida, que tudo isso e mais um tanto, enfim, passasse. Nem mesmo a dor de tamanho incômodo, este de estar em aguardo por nada, incomodava a ponto de se fazer sentir. 

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Uma pausa na política pra falar sobre famílias e finitude, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Nesta semana faleceu um dos velhinhos mais queridos da minha família. Ele era um legítimo contador de histórias, com uma memória impressionante, e caminhava devagar com sua bengala enquanto lembrava em voz alta dos movimentos políticos pelos quais havia passado. Possuia um apurado senso de justiça, embora carregasse certo machismo em seu discurso, fruto de uma criação que hoje já não faz sentido - e, por saber-se sem sentido, apesar de enraizado nesta cultura, fez questão de acolher cada modernidade da família com carinho peculiar. Abraçava cada uma de nós, as divorciadas, e falava sobre companheirismo e solidariedade como quem quer plantar esperança. 

Minha família é extremamente grande e se organiza em formato de gueto: praticamente metade dela ocupa um só prédio, tanto do lado paterno quanto do materno, e esta mistura garante que a gente se encontre eventualmente no elevador, no supermercado. Foi lá, aliás, que ouvi outros dois senhores comentarem sobre o estado de saúde do meu velhinho: "você viu? a doença o corroeu e ele já não é mais o mesmo, não deve durar muito mais". Pois é, não durou. Neste mesma semana, ele partiu, cercado pela família próxima e pela terceirizada, com amigos do prédio entrando em casa sem tocar a campainha e se despedindo dele ali, deitadinho na cama, e desejando força pros que ficaram. 

A parte mais interessante deste tipo de passagem, esta que acontece em casa, no conforto ds palavras de despedida tranquilas e amorosas, está no que vem depois. Um trâmite imenso que inclui liberação de atestado de óbito, encomenda de funerária, transporte para a cidade natal - me deixou com a impressão de que morrer tranquilo não é assim tão fácil. Mas estávamos todos lá, a família complexa e completa, amparando uns aos outros, contando uma ou outra historia e especulando como seria dali pra frente, honrando nosso velhinho ao garantir seu legado de sorrisos e aventuras, tão lindamente plantado ao longo destes 91 anos. 

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Um pouco de Jung em momentos de crise, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Ai, que fase! Bombas explodindo ali e acolá - algumas não metafóricas, não é mesmo, polícia civil? Pendendo pra um lado ou pro outro, acaba por excluir e exigir que cada um de nós tome partido, também não somente no sentido figurado. 

Diferentes rodas - das de choro às de chororô - são pautadas pelo clima tenso/desesperador que contagia quem ousa viver. Crise, crise, crise: independente do próximo passo, da decisão futura, a crise está instaurada. Parabéns aos envolvidos! 

Há, enfim, uma parcela da sociedade, que vem se revelando aos poucos, ainda com mais coragem após o vídeo do Wagner Moura (olha o mimimi aparecendo nos comentários, "Matê cita ator global no post, logo o post não presta!), que clama por um cenário ainda não apresentado oficialmente: a reforma política, o terceiro caminho dentre os opostos aparentes. 

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A agressão até na fila do supermercado, por Matê da Luz

A agressão até na fila do supermercado

por Matê da Luz

A campanha da violência corre solta. 

Comentário impossível de ser apartidário no atual cenário, mas que eu ingenuamente expressei no meu post anterior e, claro, estimulei a torcida do "é preciso escolher um lado". É óbvio que eu tenho meus princípios e convicções políticas, acontece que aquele foi um texto sobre o que eu, indivíduo, gostaria que acontecesse. Ser chamada de imatura por expressar uma opinião particular diz muito sobre o climão ansiolitico que assola não só o País, por motivos factíveis, mas especialmente as pessoas comuns, numa solução bizarra de que ao agredir o outro, me posiciono e defendo minha causa.

Desculpe, não consigo achar isso normal ou sequer racional de qualquer forma que seja. 

Moro em cima de um supermercado, bairro de classe média alta em São Paulo, uma localização privilegiada e, diga-se, bem próxima à Avenida Paulista, palco dos protestos com ou sem hora marcada. Ontem fui comprar um simples pãozinho no comecinho da noite, quando a manifestação na avenida começava a tomar forma. Estava na fila e adentrou o mercado uma mãe com um bebê de colo. Ela vestia uma camiseta vermelha. O bebê chorava muito. Ela pediu abrigo ao segurança do mercado, "moço, estou sendo praticamente apedrejada na rua, estou com medo por causa do nenê", como se fosse preciso uma justificativa que envolvesse algo tão emocional quanto um bebê num contexto de agressão verbal. 

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O bonde da democracia num modelo que sabe-se lá se existe, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Votei no Lula. De novo e de novo, e depois na Dilma, também de novo. Esclareço isso, hoje, com uma só certeza: a de que serei encaixada em um dos extremos políticos que, ao meu ver, dominam o país atualmente. 

Sinto falta, entretanto, do caminho do meio. "Não existe meio na política, Matê, deixa disso, escolhe logo um lado". O meu lado, o lado que eu desejo pro Brasil, sincera e honestamente, não existe. Não que eu seja de todo utópica - um pouco sim, eu sou, você não? - mas meus sonhos beiram a igualdade social com menos prejuízos econômicos, promessa e expectativa real de crescimento ordenado, sólido e, não tão obviamente quando se trata de política por aqui, com leis que se apliquem de forma mais clara e objetiva sobre todos, todos mesmo. 

Parece simples, não é mesmo? 

Pois tente argumentar que é "só isso" o que você deseja, pra qualquer um dos lados. "Idealista, isso é impossível", dirá o mais comentarista mais ameno. "Fica em cima do muro porquê é petista, tá com vergonha", atacaria um que caminha mais pra lá. "Mas como assim, você não defende o seu governo?", se espantaria um que acha que estamos no mesmo saco. 

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O que a prisão do Lula me ensinou sobre meus amigos, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Ontem, o ex-presidente Lula foi levado pela operação Lava Jato numa das ações que contém mais atos ilegais do que a própria acusação. Isso porque a condução coercitiva só pode acontecer via de regra quando há a recusa do réu em comparecer à intimação para depoimento - e isso nunca aconteceu. 

"Ah, mas o lula roubou, mas o Lula é ladrão, mas o Lula é isso e aquilo" - ao que eu respondo, quase que incansável: "ah, mas ele não pode ser levado à força sob este argumento e não adianta, pra ser levado preso é preciso que haja uma organização e levantamento de provas que ultrapassam as vontades egóicas e poderosas de tantos, inclusive dos poderosos."

Ou você acha que os amigos que estão compartilhando a foto com algemas, o estádio do Corinthians e a visão aérea da região onde Lula estava na hora da sentença são os únicos poderosos do time do "eu disse, bandido tem que estar preso" que clamam por justiça e não estão levando-a em consideração? Acho que não: acho mesmo que os próprios poderosos, os que tomam as decisões por aqui e acolá, estão pouco se lixando pro que vai acontecer daqui pra frente, visto que o espetáculo de levar o Lula garante todo e qualquer apoio, todo e qualquer holofote - independente te haver ou não razão comprovada. 

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Oscar 2016 e uma ou duas comoções verdadeiras, por Matê da Luz

Cultura popular das mais atuantes, o cinema traz pra gente alguns conteúdos maravilhosos nestes filmes que a academia premiou e mostrou neste último domingo

Cultura popular das mais atuantes, o cinema traz pra gente alguns conteúdos maravilhosos nestes filmes que a academia premiou e mostrou neste último domingo

Por Matê da Luz

Sim, vou falar sobre o Oscar. Certeza que os "anti" vão vir com mimimi nos comentários mas, como já bem disse ali ou acolá, pode vir, anti, que sua visita contabiliza views e eu me alimento (também) de quem me contradiz. 

Cultura popular das mais atuantes, o cinema traz pra gente alguns conteúdos maravilhosos nestes filmes que a academia premiou e mostrou neste último domingo. Transexualidade, solidão e contato com a natureza, além de infância imaginária, pedofilia no alto escalão da igreja (e na sociedade, né gente) e, claro, algum romance trazem pra vida real uma pitada do que será tendência neste 2016 que, sim, aqui no Brasil, pelo menos, acabou de começar - carnaval é ano novo segunda parte, lembra?

E o que será tendência? Ao meu ver, os assuntos incômodos, estes que grande parte da galera não quer ver. Saindo debaixo do tapete logo ali, num cinema perto de você. "Benhê, vamos ali ver uma esposa que apoia o marido na primeira cirurgia de troca de sexo naquelefilme premiado no Oscar?" ou "Gatinha, que tal uma sessão de denúncia sobre aqueles que devem cuidar e acabam com a vida das criancinhas na igreja?" - segura essa, reaça! 

A cerimônia de entrega do Oscar este ano teve um ou dois momentos, na minha opinião, que foram verdadeiramente emocionantes: o primeiro deles foi a apresentação da Lady Gaga, por quem nutro profunda admiração e um certo amor (tenta escutar as músicas dela com atenção às letras, sério, eu encontro diversos viéses de evolução e pertencimento na mensagem da rainha pop). Leia mais »

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Algumas questões sobre psicologia-paciente identificado, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Você já fez terapia? Não? Não precisa, né? Ninguém precisa, afinal... o problema é a mãe, o cachorro, o gato, o pai, os irmãos e nunca as decisões que tomamos pra lidar com cada um deles. E quem faz terapia tem mania de psicologizar tudo, né? Uhun, tem sim, porque vez ou outra esta é a única forma de manter/equilibrar/viver sem se perder, porque haja normativa pra atenuar alguns cenários familiares. 

Eu, que acredito piamente em motivação evolutiva, aquela que diz que cada um "cai" na família que tem que cair pra que possa desenvolver algumas aptidões, engrosso o coro que diz "procure análise, procure análise, procure análise", especialmente quando muito tudo e qualquer coisa começar a cair nas suas costas. Toda família, enquanto grupo, tem seus contextos, seus segredos, suas dinâmicas - até aí, ok. Doentio mesmo é quando enorme parcela das respostas para as problemáticas recai sobre um elemento, transformando esta pessoa no paciente identificado, um dos fenômenos terapêuticos mais complexos de desenvolver, na minha opinião, pois mexe com ciclos enormes e profundos de pertencimento, identidade e amor - que, em algum momento, alguém falou, deve ser disso que se tratam as famílias (mesmo que a gente saiba que nem é preciso chegar tão perto assim pra perceber que, bem, o buraco é mais embaixo).

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O lado de dentro é sempre o mais bonito, por Matê da Luz

O lado de dentro é sempre o mais bonito, por Matê da Luz

Ando encantada com um aplicativo de meditação que uma amiga apresentou, chamado Headspace. Consegui finalizar o primeiro turno de meditações diárias e tenho sentido vontade de meditar, veja bem, logo eu que sou tão agitada! Este movimento de olhar pra dentro tem tomado um tanto do meu tempo desde o ano passado e, confesso, a agitação que me é peculiar causa tumultos quase impossíveis de apaziguar - é um tal de querer fazer e acontecer que briga com a necessidade (inclusive a física!) de ficar mais recolhida, gostando de mim em silêncio. 

Daí que além de tudo isso, o aplicativo tem um blog delicioso com textos desses que poderiam ter sido escritos por mim, sabe, cheios de emoção e soluções prósperas e escolhi um deles pra compartilhar com vocês. Ele está em inglês neste link aqui e, enfim, vale dar uma olhada nos conteúdos de amor que eles postam por lá. Traduzi por aqui com a rapidez de quem precisa postar logo, então me dêem um desconto, combinado? 

Aproveito pra dizer que concordo com tudo o que a fofinha que escreveu o texto falou, achei de uma delicadeza e olhar amoroso que só. 

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As mães da microcefalia, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Há tanto pra ser falado e tenho certeza de que não vou conseguir abordar todos os aspectos que gostaria neste texto. Serve pra uma longa e profunda conversa, porque envolve não somente uma questão de saúde pública, mas tantos outros pontos que passeiam por práticas de maternidade, paternidade, religiosidade, responsabilidade social, aborto e amor, pra dizer o mínimo. 

Antes de mais nada, mais nada mesmo, peço e estimulo que você visite o site CABEÇA E CORAÇÃO - um projeto simples com a intenção nobre de encurtar o caminho entre quem precisa de ajuda e quem pode ajudar. 

Passeando pelo site, algumas perguntas não saíram da minha cabeça e, então, resolvi compartilhar com vocês, bem como uma pequena reflexão sobre o que EU ACHO sobre cada ponto. (o eu acho vai bem grande pra estimular que os comentários igam na mesma linha, expondo opiniões pessoais com respeito à opinião pessoal do outro, que é o idela e ah!, como o mundo seria mais bacana se a gente começasse a fazer o que acha que é ideal, né?)

- Cadê os pais nessas fotos? 
Toda e cada foto tem uma mãe e uma criança. "Ah, que paranóica eu sou, colocando minha experiência própria como óculos para avaliar o contexto alheio". E logo em seguida "ah, que chata eu sou comigo mesma, é óbvio que meu óculos impacta na forma de ver o mundo, então serviço próprio é ampliar o alcance das lentes". E lá vou eu, ler uma ou outra história e, ufa!, na minha amostragem consta que tem pai sim, que tem pai que trabalha e que está ali, do lado da mãe, cuidando, dando amor, procurando respostas. A questão é só que ele não aparece na foto e, ufa de novo!, isso parece não ser um problema tão grande quanto o que eu pensava ATÉ LER ESSA MATÉRIA AQUI.  Pois é, meus óculos de ficar enfurecida com pai que abandona filho estão contaminados porque, droga!, isso acontece mesmo. Que saco!

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Carta à filha da mãe, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Querida minha,

Vez ou outra eu escrevo pra voltar a caber em mim, e hoje estou assim. Chorona também, você me conhece o suficiente pra saber que meu maremoto é natural, forte e movimenta oceanos. 

Daí que chegou um momento da vida que eu entendi porque a coisa toda com seu pai me incomoda tanto, mesmo que pareça não te incomodar. Você é esta menina sensível, que consegue amar e ser amada e não apresenta sinal visível de dano emocional, é uma moça equilibrada, linda, tão linda que até manhã cedo me faz sorrir e que fica doentinha vez ou outra mas não acredita que pode ser emocional. Verdade seja dita, uma ou duas vezes no ano você vem pra cima de mim com unhas e dentes, mas pode vir, querida, vem mesmo, não guarda isso pra você não e pode ter certeza que nenhum desses momentos vai fazer com que meu olhar de amor, meu compromisso de amar você e de me transformar com você, meu desejo de viver a vida com você, enfim, nada do que aconteça vai fazer isso mudar. Nada, nem a pior coisa do mundo que eu nem quero imaginar qual seja, porque em mim dói tanto essa coisa de imaginar coisa ruim acontecendo com você. 

Aprendi que em psicologia o indivíduo tem medo de deixar de receber o amor dos pais, querida, e faz sentido pra mim, porque eu me enrolei toda na minha própria vida por conta de umas trezentas e noventa e nove situações que representam essa rejeição e, ufa, você sabe, tem sido uma batalha filha da puta e dolorida e exaustiva pra sair daqui, mas vamos lá, né, esse maremoto todo também serve pra lavar a alma e realizar a tal da evolução a qual a gente se pré-dispôs antes de vir pra cá, pra esse planeta de evolução, concorda? Não, você não concorda porque esse papo místico é um saco pra você e aí está mais uma coisa que eu acho muito foda em você que é esse seu lance de acreditar no que você quer acreditar, sendo autêntica, que é uma característica incrível num ser humano e eu te admiro demais da conta por isso. 

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A minimização da pedofilia e a bizarra matéria do G1, por Matê da Luz

Por Matê da Luz

Precisei respirar por uns 10 minutos no saco de pão pra me reintegrar e conseguir finalizar este post.

Que a pedofilia é minimizada no Brasil - e, creio eu no mundo - culpabilizando a vítima - "isso não é roupa de criança"; "com 12 anos já dá pra saber bem o que quer"; "se não falou nada pra ninguém não era tão incômodo assim" - já é sabido. Que estes "argumentos" profanam o emocional de qualquer pessoa que tenha passado pela infeliz situação, deixando marcas que desestruturam formações tão profundas quanto importantes para a própria existência do indivíduo, bem, é algo que deveria ser sabido.

Mas, se fosse, como aceitar a matéria jornalística, assim mesmo, em itálico, publicada sobre um caso e estupro de menor realizado pelo padrasto - pedofilia -, grávida (!!!) no portal G1?

Alguns pontos discutidos pela página  Empodere duas mulheres

1) "Os encontros amorosos entre a criança de 11 anos e o padrasto de 40 anos": "estupro de vulnerável" no lugar de "encontros". Sério que vocês acham que isso era um encontro?;

2) "O padrasto confirmou que mantinha relação sexual com a menina": não existe relação sexual com criança;

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