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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Chico, 73 anos

Chico. Bastaria escrever Chico e todos saberiam de quem estamos falando. Chico é ícone, domínio público, no sentido mais exemplar. Escreva-se Chico disse, Chico esteve presente, Chico assinou. Basta. Todos já saberão de que Chico estamos falando.

Trata-se de um HOMEM EXPLÍCITO. Explícito no seu sentir, no seu ser e estar. Quem duvidaria do HOMEM CHICO BUARQUE? Sempre claro em suas posturas e procederes, sempre de frente, enfrentando o que tem ser enfrentado.

Na verdade, creio que Chico seja uma ameaça a muitos que sequer chegam próximo de sua conduta moral, ética, humana. É modelo de SER HUMANO. Tem imperfeições em sua perfeição e isso o torna um deus grego, daqueles cheinhos de humanidades.

Amo o artista e sobretudo o ser humano FRANCISCO BUARQUE DE HOLLANDA, o nosso CHICO.

Parabéns, meu artista brasileiro. 

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Fernando Haddad: “Vamos expandir oportunidades ou ficar 20 anos congelados no tempo?”

Em entrevista para o site da UBES durante o 3º ENG, ex-ministro explica os riscos que a educação corre hoje e afirma: “A luta é de longa data e vai se manter” 

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Lua

Leminski

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Andréa Daltro, uma explosão de sentimento

Cantora. Estudou música na Universidade Federal da Bahia. Professora de canto para jovens e adultos. Recebeu por mais de uma vez o troféu Caymmi por seu trabalho como cantora e educadora.

Iniciou a carreira cantando ainda como estudante quando ingressou como cantora no Madrigal da Escola de Música. Embora inicialmente trabalhasse com música erudita logo passou a dedicar-se à música popular interpretando um repertório baseado em modinhas e canções. Em 1983, participou do LP "Auto da catingueira", lançado por Elomar e gravado inteiramente  na Sala de visitas da Casa dos Carneiros na fazenda do cantor e compositor.

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Marisas, Maísas, Marias …

VIOLÊNCIA , AOS COSTUMES

 

Nas noites …

reprime a fala

maltrata o sentir

encosta o açoite sutil da moeda

encosta o açoite do domínio sexual

encosta o açoite do poder físico

cala as mãos, os pés, o olhar

cala a partida

cala , amedronta, ameaça.

Marisa engole

Marisa sufoca

Marisa implode

Maísa bebe

Maísa enlouquece

Maísa explode

Maísa se suicida.

Maria grita

Maria berra

Maria enfrenta

Maria desacata

Maria chora

Maria enxerga as pedras

Maria enxerga a luta

Maria faz jardins

Maria faz poesia.

 

Odonir Oliveira

 

Originalmente publicado em : https://poesiasdemaosquesentem.wordpress.com/2017/02/03/marisas-maisas-marias/

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Uma mineira guerreira: Clara Nunes

Enviado por Odonir Oliveira

Nasceu em Paraopebas, MG,1943 e faleceu no Rio em 1983.

Encanto de mulher brasileira que deixou seu perfume em nossos ouvidos para sempre.

Fala, Clara !

Canta, Clara !

Paulo Cesar Pinheiro conta 

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Então... "Deixa-me ser poesia", por Odonir Oliveira

Enviado por Odonir Oliveira

POETAÇÃO

Não, não sou poeta de revoluções estéticas

porque não sou uma revolucionária mais.

Os anos vieram,

brinquei com eles,

brindei-os todos.

Hoje sou uma jardineira de rosas,

nos intervalos bebo versos,

mastigo pétalas,

danço com prazeres.

Não, não esperem de mim arroubos mais.

Escrevo o que escorre por meus dedos

o que sentem minhas mãos.

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CANCIONISTAS: "A música veio para o mundo para embelezar as almas" (Nando Cordel)

 

Vídeo com ponto de vista de Nando Cordel sobre o assunto aqui: https://www.facebook.com/nando.cordel/videos/1013530015410644/

 

CANCIONISTAS

Odonir Oliveira

 

Acordam

acendem

iluminam

acompanham

encantam

ecoam sílabas, frases ...

Letras

ensaboam e enxaguam dores e mágoas.

Cancionistas, companheiros fiéis.

 

 

DOCUMENTÁRIO: "Vivas por dentro" (Pessoas inertes, em estado de quase morte e que foram revividas por causa e com música em fones de ouvidos). Genial.

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Achados e perdidos

 

ACHADOS E PERDIDOS

Odonir Oliveira 

 

É sangue isso que escorre da minha boca

Não me segurem

não me acudam

não me acalmem.

Minha boca escorre catarro vermelho

visgo

estrato de alma podre de fel

charco de ferida biliosa

amargor de pus em traqueia.

 

Não me afaguem

não me toquem acordes de violinos ou de acordeões 

esse tango é noite

essa mordaça é fina.

Grito, grito e grito.

 

A boca é minha.

A purulência é minha.

O estupor é meu.

Os dentes que marcam a pele são meus.

O contrato que reproduz a ferida é mal cheiroso e meu.

É dor, é rasgo, é contágio.

 

Não há mais tempo para rotatórias.

Não há mais espaços para benfeitorias ou rapapés.

O osso roído, a carne exposta, o tumor revelado.

Fétido.

Ludibrioso.

Panaceico

Patético.

É escárnio, é troça, é truque, é fosso, é falso.

(Dedicado aos corruptos e corruptores da res pública nacional)

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"BRASIS"

  

BRASIS

Odonir Oliveira

 

UMA ESTRADA REAL

 

No rumo, na rota , no traço

uma estrada real sangra meus olhos.

Parto com Beatles a meu lado

ora  cantam

ora apenas orquestrados

ora apenas sussurrados.

 

O sol ao meio

as nuvens na ponta do para-brisas

o vento de acordes doces.

No caminho, um aceno do pai na beira da estrada,

no outro lado, a mãe me sorri,

mais à frente vejo avôs e avós que me estendem as mãos.

No azul do céu mineiro uma seta desenhada cuidadosamente

por tios e tias como se preparassem uma festa de batizado.

Esse é meu torrão.

Essa é a minha vereda, a minha picada.

Estou entre os meus.

Tiradentes corre nas minhas veias.

 

ESTRADA, DERRAMA, ÓDIO

 

Passadas largas

tropeços

Passadas curtas

tormentas

Passadas trôpegas

Medo.

 

Quem vem lá?

É dia

Há pedras Leia mais »

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Luna, a companheira fiel

Quando vi minha cadelinha, meio vira-lata meio Border Collie, para ser adotada, ela estava com pelos ralos nas 4 patinhas e quase nenhum, no rabinho. Apenas dois meses de vida e abandonada, com toda a sua turma de irmãozinhos, em uma caixa. Os machos já haviam ido logo. As duas fêmeas, ninguém as quisera, porque fêmeas, sabem né, têm cio, sangram, cruzam, procriam, amamentam e por aí vão os desditos de ser ... fêmea! A escolha do nome deve-se ao filme La Luna.

Sua maninha foi adotada por meu irmão caçula que a levou para o Rio. Não sem antes as vacinarmos. Aprendi a vacinar animais, faz mais de 30 anos.Vermifugamos ambas, cuidamos de suas dermatites com atenção e as encaminhamos para seus novos lares.

Luna sempre foi dengosa e, porque linda, obtinha tudo que queria.

Eu já tinha outra cadela, a Menina, adulta, que não se sabe bem por quê contraiu sarna negra pouco tempo depois, vindo a falecer.

Luna não entendia a falta da mais velha. Procurava-a sempre.
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Chico Buarque, um ser totalmente explícito

Enviado por Odonir Oliveira
 
Chico é um homem totalmente explícito.
Explico: entorna lirismo que nasce de um sujeito masculino, feminino, heterossexual, homossexual, marginal...
Derrama o escondido, o camuflado, o cabotino, em torrentes caudalosas sobre nós.
Chico explicita os eus de nós da forma mais bela. Liricamente.
 
"Passas sem ter teu vigia/ Catando a poesia / Que entornas no chão"
 

DESENCONTRO

A sua lembrança me dói tanto

Eu canto pra ver
Se espanto esse mal
Mas só sei dizer
Um verso banal
Fala em você
Canta você
É sempre igual
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AQUI HAVIA UM RIO: " A terceira margem do rio", ramais, caminhos, escolhas e travessias

 

- Pai, cadê o rio que tinha aqui, pai?!

- A lama varreu, filho, o ferro lambeu.

- Mas como foi isso, meu pai?!

- Filho, isso começou quando .... 

 

 

A Terceira Margem do Rio

Guimarães Rosa


Nosso pai era homem cumpridor, ordeiro, positivo; e sido assim desde mocinho e menino, pelo que testemunharam as diversas sensatas pessoas, quando indaguei a informação. Do que eu mesmo me alembro, ele não figurava mais estúrdio nem mais triste do que os outros, conhecidos nossos. Só quieto. Nossa mãe era quem regia, e que ralhava no diário com a gente — minha irmã, meu irmão e eu. Mas se deu que, certo dia, nosso pai mandou fazer para si uma canoa. Leia mais »

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Filósofos do cotidiano: Cartola, Zeca, Pixinguinha, Noel...

Enviado por Odonir Oliveira

"As rosas não falam... Simplesmente exalam o perfume que roubam de ti" (Cartola)

"QUERO VER SEMPRE NO TEU ROSTO ESSA FELICIDADE"

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Nós, todos negros brasileiros...

Por Odonir Oliveira

Poetas, jornalistas, educadores, formadores de opinião. Quem somos? Quem está nessa luta? Ainda.

Não tenho pele negra, mas tenho numa pele a alma dos injustiçados, aviltados, depreciados, desmerecidos e sofridos, dentro de mim. Por isso, talvez, não seja de leveza constatável, apreciável e saboreável, como são as frutas leves da estação.

Tenho as dores de muitos em mim.

SOLANO TRINDADE 

CANTO DOS PALMARES (trechos)

Ainda sou poeta
meu poema
levanta os meus irmãos.
Minhas amadas
se preparam para a luta,
os tambores
não são mais pacíficos
até as palmeiras
têm amor à liberdade.

POEMA AUTOBIOGRÁFICO

Quando eu nasci,
Meu pai batia sola,
Minha mana pisava milho no pilão,
Para o angu das manhãs…
Portanto eu venho da massa,
Eu sou um trabalhador… 
Ouvi o ritmo das máquinas,
E o borbulhar das caldeiras…
Obedeci ao chamado das sirenes…
Morei num mucambo do “”Bode”",
E hoje moro num barraco na Saúde… 
Não mudei nada…
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Fotos

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Vídeos

Toda nudez será perdoada

Nua, sempre nua

Narciso

Emoção estética

Sorriso de estrela

Abelha no meu quintal

Noite

Sina de heroína romântica

O monstro do lago largo

Afirmações

Raízes de homens

Mundo velho sem porteira

Um poema de amor

Documentos

Relatório EACH-USP- diminuição de vagas

Este é o relatório sobre o estudo para diminuição de vagas nos cursos da EACH-USP.

Áudio

Sem colaborações até o momento.