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O programa secreto do capitalismo totalitário, por George Monbiot

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no Outras Palavras

O programa secreto do capitalismo totalitário

Por George Monbiot

originalmente em The Guardian, de Londres.

Como Charles Koch e outros bilionários financiaram, nas sombras, um projeto político que implica devastar o serviço público e o bem comum, para estabelecer a “liberdade total” do 1% mais rico.

É o capítulo que faltava, uma chave para entender a política dos últimos cinquenta anos. Ler o novo livro de Nancy MacLean, Democracy in Chains: the deep history of the radical right’s stealth plan for America [Democracia Aprisionada: a história profunda do plano oculto da direita para a América] é enxergar o que antes permanecia invisível.

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Bilhões de dólares em armas para os jihadistas sírios: quem as forneceu?

Bilhões de dólares em armas para os jihadistas sírios: quem as forneceu?

Por Thierry Meyssan, no Réseau Voltaire.

Tradução de Ricardo Cavalcanti-Schiel

Ao longo de 7 anos, bilhões de dólares em armamento ingressaram ilegalmente na Síria, fato suficiente para desmentir a narrativa pela qual essa guerra seria uma revolução democrática.

Por ocasião da libertação de Alepo e da captura do estado-maior saudita que aí se encontrava, a jornalista búlgara Dilyana Gaytandzhieva constatou a presença de armas do seu país nos recém abandonados depósitos dos jihadistas. Ela anotou cuidadosamente os registros inscritos nas caixas e, de regresso à Bulgária, investigou a forma como essas armas teriam chegado à Síria.

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O capitalismo morrerá de overdose por excesso de sucesso, diz Wolfgang Streeck

Ilustração Outras Palavras

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

do Outras Palavras

Entrevista com Wolfgang Streeck, sociólogo, diretor do Instituto Max-Planck (Alemanha)

Tradução publicada no Outras Palavras. Originalmente publicado no L'Espresso, de Roma.

O diagnóstico de Wolfgang Streeck, diretor do Instituto Max-Planck de Colônia, é implacável: “A crise atual não é um fenômeno acidental, mas o auge de uma longa série de desordens políticas e econômicas que indicam a dissolução daquela formação social que designamos capitalismo democrático”.

“O capitalismo está morrendo de overdose de si mesmo.” Esta é a tese do sociólogo Wolfgang Streeck, diretor do Instituto Max-Planck de Colônia, um dos centros de pesquisa mais importantes da Europa. Em seu último livro, Como Acabará o Capitalismo? Ensaios sobre um Sistema Fracassado, Streeck conduz um diagnóstico impiedoso sobre a patologia do capitalismo democrático, aquela formação social particular que, no pós-guerra, havia alinhado democracia e capitalismo em torno de um pacto social que lhe conferia legitimidade. Por volta dos anos 1970, com o fim do crescimento econômico, e depois, com o avanço da revolução neoliberal, aquele pacto social começa a acabar. O capital avança, a democracia recua. Ele atropela as limitações políticas e institucionais que haviam contido o “espírito animal” do capitalismo. Que vence — mas vence demais… Hoje, a revolução cumprida, o capitalismo está em ruínas porque teve muito sucesso, diz Wolfgang Streeck. Leia mais »

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Curdos: a nova bucha-de-canhão dos Estados Unidos no Oriente Médio

Foto Diário Liberdade

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no Blog do Alok

(traduzido pelo Coletivo Vila Vudu), originalmente em AlraiMediaGroup

Curdos: a nova bucha-de-canhão dos Estados Unidos no Oriente Médio

por Elijah J. M.

O líder do Curdistão Iraquiano, presidente Masoud Barzani, convocou um (segundo) referendum geral sobre a independência dos curdos, com data já marcada para 25 de setembro desse ano. Parece determinado a concretizar o sonho de estabelecer um estado curdo no Oriente Médio.

Esse movimento coincide com o apoio, pelo governo dos EUA, aos curdos sírios nas províncias do norte, em al-Hasaka, Raqqah e Deir al-Zour. O objetivo é constituir outra Federação Curda que siga os passos dos "irmãos" iraquianos – ou até mesmo os preceda. Leia mais »

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A Revolução na Finlândia, por Eric Blanc

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

no Esquerda.net, de Lisboa. Originalmente na revista Jacobin

A Revolução na Finlândia

A esquecida Revolução Finlandesa talvez tenha mais lições para nós hoje do que os acontecimentos de 1917 na Rússia

por Eric Blanc

No último século, histórias sobre a revolução de 1917 geralmente focaram-se em Petrogrado e nos socialistas russos. Mas o Império Russo era predominantemente composto por não-russos – e os levantes na periferia imperial eram, frequentemente, tão explosivos quanto os do centro.

A queda do czarismo em fevereiro de 1917 desencadeou uma onda revolucionária que imediatamente engoliu toda a Rússia. A Revolução Finlandesa, que um estudioso definiu como “a mais nítida guerra de classes na Europa do século XX”, talvez tenha sido a mais excepcional dessas insurgências. Leia mais »

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Uma síntese do aecismo

por Conceição Leme, no Viomundo

Rogério Correia, que há 13 anos investiga a turma de Aécio Neves: todos sabiam das denúncias, mas Aécio foi blindado. Leia mais »

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Nova guerra fria: faz sentido?, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Nova guerra fria: faz sentido?

por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Comentário ao post "A miopia da 'nova guerra fria' sob a perspectiva anti-Rússia e anti-bolivariana"

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: a ideia de nova guerra fria faz sentido a meias, como síntese discursiva com certo apelo retórico.

Da mesma maneira como a primeira guerra fria não era a confrontação diplomática, propagandística, de inteligência e de armamentismo entre o "mundo livre" e o "mundo novo" da utopia socialista, mas sim a confrontação entre dois blocos de poder geopolítico, também a nova guerra fria insinua-se como a mesma coisa, sem ser o que declara: a "(pseudo-)democracia americana de livre-comércio" contra "o ingerencismo autoritário sino-russo".

Quem cair na leitura estreitamente ideológica (mesmo que seja só para qualificar um dos lados e manter silêncio sobre o outro) estará caindo numa esparrela.

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Inglaterra: o vendaval Jeremy Corbyn, por Antonio Martins

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

do Outras Palavras

Inglaterra: o vendaval Jeremy Corbyn

por Antonio Martins

Últimas pesquisas revelam: líder trabalhista, claramente identificado com esquerda e nova cultura política, está a um passo de vencer eleições. Repercussão internacional seria imensa

Uma sondagem eleitoral divulgada esta manhã (6/6), em Londres, voltou a sobressaltar os conservadores – e a mostrar que continua aberta, em meio à crise global, a porta para uma alternativa de esquerda renovada. O Partido Trabalhista ampliou seu avanço notável, e está agora apenas 1,1 ponto percentual atrás dos Conservadores, na disputa das eleições parlamentares marcadas para esta quinta (8/6). O movimento é surpreendente por três motivos. Uma vitória trabalhista era considerada sonho lunático há apenas seis semanas, quando a primeira-ministra Theresa May convocou o pleito antecipado. A campanha trabalhista, liderada por Jeremy Corbyn, propõe uma reviravolta completa nas políticas de “austeridade” praticadas na Europa e em quase todo o Ocidente. Além disso, inclui um forte aspecto de nova cultura política: é fruto de uma rebelião das bases trabalhistas contra a política de conciliação e de alinhamento com os EUA, adotada pelo partido há pelo menos quatro décadas.

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O pragmatismo de curto fôlego de uma certa esquerda, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Foto: Agência PT

Por Ricardo Cavalcanti-Schiel

(comentário ao post “Podemos fazer mais?”, de Ion de Andrade)

A análise que Ion de Andrade oferece – ao debate que aqui se vem travando sobre as "possibilidades" de uma esquerda petista – se concentra quase exclusivamente na dimensão institucional da política, ou seja na dimensão de governo, supondo como pacífica a tese de que Lula será eleito como próximo Presidente da República.

Creio que isso produz um duplo efeito perverso sobre o sentido da análise. Primeiro, que a torna meramente instrumental(izada) quanto à percepção do que seja o campo da política, sobretudo no que respeita às construções simbólicas nesse campo (algo sobre o quê os antropólogos teríamos algo a dizer, mas que os cientistas políticos em geral não têm). Segundo, que a hipótese Lula é apenas uma hipótese e que, ao absolutizá-la como alguns pretendem (talvez para lhe outorgar o efeito performativo de verdade), não se faz mais que continuar míope dentro do campo mesmo da institucionalidade política.

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A nova aliança do empresariado com o Judiciário

Foto - CartaCapital

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Entrevista com o cientista político Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), na Carta Capital.

na CartaCapital

"Aliança das empresas com o poder político foi incapaz de estancar sangria"

por Débora Melo

Diante da incapacidade de Michel Temer e seu grupo político de “estancar a sangria” provocada pela Operação Lava Jato, o setor produtivo brasileiro decidiu romper sua aliança com a classe política. Esta é a análise que faz o cientista político Vitor Marchetti, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), sobre o vazamento da delação de Joesley Batista, um dos donos da JBS.

Temer foi gravado dando aval a Batista para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A gravação foi feita em ação conjunta da Polícia Federal com a Procuradoria-Geral da República. Para Marchetti, o que está em curso pode ser um novo pacto, desta vez entre os agentes econômicos e o Judiciário.

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Bancos devoram metade da renda de quase 30% da população mais pobre

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

da Agência Brasil

Quase 30% da população mais pobre comprometem metade da renda com empréstimos

por Bruno Bocchini

Estudo da Serasa Experian mostra que 27% da população de baixa renda, com ganhos de até R$ 2 mil, tem mais de 50% de seus rendimentos comprometidos com produtos financeiros, como cartão de crédito, empréstimo consignado, empréstimo pessoal, financiamento de automóvel, financiamento imobiliário e cheque especial.

Entre os brasileiros de alta renda, que recebem acima de R$ 10 mil, o percentual é de 13%.

Os dados foram divulgadosno dia 9 de maio, no Recover Money 2017, evento que reúne, na capital paulista, economistas, especialistas, empresas do segmento financeiro e fornecedoras de serviços de recuperação. Os números levam em conta cerca de cinco milhões de consumidores que aderiram ao cadastro positivo da Serasa Experian.

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Foi a Dilma, estúpido!, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Foi a Dilma, estúpido!

por Ricardo Cavalcanti-Schiel

O choque neoliberal causou a maior crise da história

Pelo Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp (Cecon), na Carta Capital

O Centro de Estudos de Conjuntura e Política Econômica da Unicamp (Cecon) inicia neste mês de maio a publicação de uma série de notas de conjuntura. A primeira, “Choque recessivo e a maior crise da história: A economia brasileira em marcha ré” , de autoria de Pedro Rossi e Guilherme Mello, discute as causas da atual crise econômica brasileira e apresenta um diagnóstico segundo o qual o choque recessivo de 2015 foi o seu principal fator explicativo.

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Governos progressistas da América do Sul evitaram mudanças estruturais, diz Fabio Luis Barbosa

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Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Entrevista com Fabio Luís Barbosa dos Santos, no Correio da Cidadania

Incapazes de responder à crise estrutural do capitalismo global, que já alcança uma década, os governos de esquerda da América Latina vão beijando a lona ou vendo o ressurgimento de alternativas radicalmente antissociais, sem formular respostas à altura. Para analisar o desencanto, entrevistamos Fabio Luís Barbosa dos Santos, que acaba de lançar o livro "Além do PT . A crise da esquerda brasileira em perspectiva latino-americana", que se presta a analisar as razões do fim do ciclo.

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Marcha pela Ciência: um gesto contra ofensiva irracionalista, por Roberto Leher

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel


Foto: Diogo Vasconcellos - CoordCOM/UFRJ

Manifesto do Reitor da UFRJ sobre a Marcha pela Ciência

Por Roberto Leher
Reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ

Do portal da UFRJ


O Brasil caminha na contramão do que seria a melhor estratégia para enfrentar uma crise econômica: investir em conhecimento científico, pesquisa e inovação. Não nos faltam exemplos de povos que também passaram por momentos dramáticos nesse sentido, mas que apostaram no fortalecimento das universidades, dos institutos públicos de pesquisa e do aparato de Ciência e Tecnologia, por meio dos blocos de poder que se reconfiguravam no calor das lutas sociais.

Foi assim no contexto da Revolução Francesa, em que as grandes Écoles e universidades foram apoiadas vigorosamente; na criação da Universidade de Berlim, que se deu em um contexto de severa crise e de guerra; e na crise de 1929, em que a universidade estadunidense foi ampliada progressivamente e a pesquisa foi fortalecida com forte apoio estatal. Países como a China respondem à crise econômica mundial com mais investimentos em ciência.

O dramático quadro da economia no Brasil ganhou novos contornos com o agravamento da crise política. Como corolário, é tomado ainda por uma tectônica crise de legitimidade do Executivo, da grande maioria do Legislativo, de setores do Judiciário e de vastos segmentos da grande imprensa.

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O atestado de um suicídio político, por Ricardo Cavalcanti-Schiel

por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Publicado no Periódico Diagonal, de Madrid

Tradução para o português do autor

Projetos políticos não são aquilo que se põe no papel. Não são os programas que se apresentam nas eleições. Projetos políticos são antevisões de sociedade, ou seja, de maneiras de regulação da vida comum. Eles vão sendo buscados, construídos, polidos, insinuados antes ou até além do que se explicita. Às vezes é preciso até decifrá-los. Às vezes, acabam não sendo encontrados, porque, de tão erráticos, acabam se perdendo: enunciam uma coisa e na prática produzem o contrário.

Esse é o momento em que um projeto político ―se antes existia― perde seu combustível, perde o ar que o mantém vivo: o momento em que já não tem mais legitimidade. Muitas vezes persiste como um zumbi, porque sua legitimidade lhe é emprestada por aquilo que o nega; respira o ar de outro e já não vive mais por razões próprias; se converteu em sua negação. E se torna um zumbi antes de mais nada porque não se dá conta de nada disso. Não se trata aqui de reivindicar algum tipo de fundamentalismo (e a consequente negação das mudanças conjunturais), como um certo “esquerdismo”, essa “doença infantil”. Antes de mais nada, trata-se aqui de reivindicar a capacidade de se dar conta.

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Fotos

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Vídeos

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Documentos

A política indigenista, para além dos mitos da Segurança Nacional

Cavalcanti- Schiel, Ricardo. 2009. “A política indigenista, para além dos mitos da Segurança Nacional”. In: Estudos Avançados 23(65): 149-164. (São Paulo: Instituto de Estudos Avançados- Universidade de São Paulo). Disponível em:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142009000...

Quando nem todos os cidadãos são pardos

Artigo que publiquei na coletânea Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo (sobre ela: http://pt.wikipedia.org/wiki/Divis%C3%B5es_Perigosas:_Pol%C3%ADticas_Rac... ). A revisão editorial (não a dos organizadores do volume), a pretexto de "corrigir" o texto, realizou pequenas adulterações semânticas, que aqui nesta versão corrijo.

Áudio

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