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CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Feminismo e paranoia sexual

Por Francisco Bosco, na Revista Cult

Há alguns meses foi publicado nos Estados Unidos um livro tão interessante quanto preocupante: Unwanted advances: sexual paranoia comes to Campus, da professora feminista Laura Kipnis. O livro é uma mistura de ensaio e relato de tribunal; no caso, o tribunal em curso nas universidades americanas, fruto de uma mudança recente numa legislação específica para os campi. Um tribunal que só produz julgamentos de exceção, mantidos na obscuridade porque se revelam insustentáveis sob o escrutínio público. Laura Kipnis compara o que está acontecendo nessas universidades a momentos inglórios da história americana, períodos de delírio coletivo em que perseguições e punições são instauradas por meras delações, os indivíduos perdem direitos fundamentais, as instituições fraquejam e reina uma violência arbitrária e oficialmente sancionada.
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O real significado da ameaça da Coreia do Norte à Ilha de Guam, por Richard Parker

no Politico Magazine, de Arlington, VA

O real significado da ameaça da Coreia do Norte à Ilha de Guam

Por Richard Parker

Tradução de Ricardo Cavalcanti-Schiel

Os trechos entre colchetes são esclarecimentos do tradutor.

Kim Jong-un sabia o que estava dizendo quando ameaçou atacar a Ilha de Guam. Antes que mero blefe na escalada de hostilidades verbais entre Estados Unidos e Coreia do Norte, a declaração agressiva do líder norte-coreano mirava o calcanhar logístico das forças militares norte-americanas no Pacífico, como se dissesse: “nós conhecemos muito bem os seus pontos nevrálgicos, e eles estão ao nosso alcance de tiro”.

Numa tarde úmida de maio na base de Anderson da Força Aérea, na Ilha de Guam, o tráfego aéreo militar parece convergir de todas as partes: [bombardeiros] cinzentos B-52, vindos da Dakota do Norte; KC-130 [Hércules de abastecimento], vindos da Pensilvânia; e C-130 [Hércules de transporte], vindos da Coréia do Sul.

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Curvar-se à prepotência dos senhores é decretar a própria morte. A Coreia do Norte aprendeu essa lição

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no blog do Alok

A Coreia do Norte, RPDC, conhece as lições brutais da 'mudança de regime' à EUA e não se desarmará

por Neil Clark

Originalmente no Russia Today, traduzido pelo Coletivo Vila Vudu.

Será que a 3ª Guerra Mundial começará essa semana, por causa das ações belicosas de um presidente fanfarrão com corte de cabelo patético e seu sinistro estado bandido belicista armado com bomba atômica? Ou ainda é possível conter Donald Trump e os EUA?

Claro que na mídia ocidental, sempre a favor do que ordene o Departamento de Estado, é a Coreia do Norte e o governante norte-coreano que aparecem pintados como se fossem os doidos da hora. Mas você não precisa carregar tochas pela rua a favor do governo coreano, nem ser membro de carteirinha da Sociedade dos Adoradores de Kim Jong-un para saber que, dessa vez, o governo da Coreia do Norte está agindo muito racionalmente. Porque a história recente ensina que o melhor meio para conter ataques dos EUA e aliados absolutamente não é desarmar-se, fantasiar-se de John Lennon e pôr-se a fazer declarações sobre o quanto você deseja a paz. Nas circunstâncias presentes, doido é quem não souber que é preciso fazer exatamente o oposto.

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A bravata de Trump com a Venezuela não caiu bem, nem nos EUA nem na América Latina

no Rebelión

A bravata de Trump com a Venezuela não caiu bem, nem nos Estados Unidos nem na América Latina

Por Álvaro Verzi

Tradução de Ricardo Cavalcanti-Schiel

(Os trechos entre colchetes são esclarecimentos do tradutor).

“Temos muitas opções para a Venezuela, incluindo uma possível opção militar, se for necessária”, disse o magnata nova-iorquino aos jornalistas, em seu luxuoso clube de golfe de Bedminister, Nova Jersey, depois de se reunir com seu Secretário de Estado (e alto executivo da transnacional petroleira Exxon Mobil) Rex Tillerson, com a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, e com seu conselheiro de Segurança Nacional, general H. R. McMaster [que agora, tal como o demitido Reince Priebus, que vazava para a imprensa informações contra Trump, é suspeito de ser agente da antiga administração Obama, do Estado Profundo e de George Soros, agindo contra o presidente].

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Por que a estratégia de Kim Jong-un é implacavelmente racional, por Federico Pieraccini

Foto Agência Brasil

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no blog Mberublue

Por que a estratégia de Kim Jong-un é implacavelmente racional

Por Federico Pieraccini

Originalmente em Strategic Culture, tradução de Roberto Pires Silveira.

Para observadores dos dois recentes testes de mísseis intercontinentais pela Coreia do Norte, fica a impressão de que Pyongyang deseja aumentar ainda mais as tensões na região. Porém, uma análise mais cuidadosa mostra que a República Popular Democrática da Coreia está dando curso a uma estratégia que pode vir a ter sucesso para evitar uma desastrosa guerra na península.

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Mapa da derrota da direita na Venezuela

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Por Marco Teruggi, no blog do Alok.

Originalmente em La Tabla.

Tradução do Coletivo Vila Vudu

A essa hora a direita estaria, pelos cálculos dela mesma, numa posição de força totalmente diferente da atual. Ou sentada no Palácio de Miraflores, ou tratando de um governo paralelo combinado com movimentos de massa e ações violentas, inclusive militares. Apostou no tudo ou nada/agora ou nunca, e hoje está enredada numa disputa interna para ver como seguir, tentando para não acabar pior que ao começar a escalada dos 100 dias.

Aconteceu o que tantas vezes acontece à direita: erraram nas análises. Superestimaram a própria força, subestimaram o chavismo, leram de maneira errada o estado de ânimo das massas, calcularam mal as coordenadas do campo de batalha. E nas batalhas as responsabilidades são coletivas, mas diferenciadas: o peso maior cai sobre os generais – como ensina, dentre outros livros, A Estranha Derrota, de Marc Bloch.

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A síndrome da guerra, que tudo cega, por John Pilger

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no blog Mberublue

A síndrome da guerra, que tudo cega

por John Pilger

Originalmente no Information Clearing House, tradução de Roberto Pires Silveira.

O comandante do submarino dos EUA diz: "Todos nós vamos morrer um dia, alguns mais cedo e outros mais tarde. O perturbador sempre foi que nunca se está pronto para isso, pois não se sabe quando é que chega o momento. Bem, agora sabemos e não há nada a fazer".

Ele diz que estará morto em setembro. Levará cerca de uma semana para morrer, embora ninguém possa estar muito certo. Os animais viverão mais.

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China já tem a alavanca para derrubar o petro-dólar, por Jim Willie C. B.

China já tem a alavanca para derrubar o petro-dólar

Por Jim Willie C. B.

no Russia Insider

Tradução de Ricardo Cavalcanti-Schiel

(os trechos entre colchetes são elucidações do tradutor)

Quando Pequim começar a comprar o petróleo saudita em yuan todo o equilíbrio geopolítico sofrerá uma maciça perturbação tectônica.

O governo chinês está extremamente agastado com a imposição do uso do dólar americano no pagamento de petróleo bruto no mercado global. Mas agora, as autoridades de Pequim finalmente conquistaram poder de influência para estabelecer um significativo acordo de pagamento de petróleo bruto em renmimbi (ou yuan). As negociações avançam há alguns meses, com escassa cobertura da mídia financeira, inclusive dos meios alternativos. Mas para que aconteça pode já não ser mais que uma questão de tempo, e seus efeitos serão de grande alcance e provavelmente devastadores.

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De como a lógica cultural americana da dominação está indo para o buraco

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

no blog Mberublue

O pensamento linear na política externa dos EUA

por Michael Brenner

Originalmente em Moon of Alabama, tradução do Coletivo Vila Vudu.

Emergências (contingências) são parte da ordem natural da vida. Coisas acontecem sobre as quais não temos controle ― ou as quais não podemos nem, pelo menos, determinar. O inesperado acontece ― e nos pega desprevenidos. É uma das razões pelas quais “The best laid schemes o’ mice an’ men gang aft a-gley” [“Os melhores planos que ratos e homens fazem quase sempre dão em nada” ― verso do poema “Para um rato” (1786), de Robert Burns, que inspirou o título do livro de John Steinbeck, De ratos e homens (1937)]. E se acontece de os seus projetos serem também muito mal feitos, então o problema é ainda maior. Se você se instala em castelos no ar, os riscos e custos também aumentam. Isso, precisamente é o que está acontecendo na política exterior dos EUA para o Oriente Médio.

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O fim da supremacia militar mundial dos EUA

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

The Saker: Para EUA, fim das "guerras a preço de ocasião"

Do blog do Alok, originalmente em The Unz Review.

Traduzido pelo Coletivo Vila Vudu.

Com o golpe dos neoconservadores contra Trump agora já completado (pelo menos no objetivo principal, i.e., com Trump já neutralizado, o objetivo subsidiário, i.e., tirar o presidente da presidência, pode ser adiado para algum momento, não se sabe quando, no futuro), o mundo tem de lidar, mais uma vez, com situação muito perigosa: o Império Anglo-sionista está em rápida decadência, mas os neoconservadores voltaram ao poder. E farão de tudo, qualquer coisa que esteja ao alcance deles, para deter e reverter aquela decadência.

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Assassinos da SS com doutorado

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

O trabalho de Christian Ingrao é um bom ponto de partida para questionar o mito iluminista de que educação e informação produzem "esclarecimento" (Aufklärung) e que isso responderia naturalmente a valores "humanistas". Independentemente do grau de instrução, as pessoas agem porque abraçam causas e valores. É através das lógicas simbólicas da cultura -- ou lógicas discursivas -- que se podem encontram as razões para as escolhas políticas -- quaisquer que sejam -- e não em alguma pretensa racionalidade universal.

do El País

Assassinos da SS com doutorado

Em estudo monumental, historiador francês Christian Ingrao ressalta o papel decisivo dos intelectuais na elite da Ordem Negra de Himmler

por Jacinto Antón

A imagem que se tem popularmente de um oficial da SS é a de um indivíduo cruel, chegando ao sadismo, corrupto, cínico, arrogante, oportunista e não muito culto. Alguém que inspira (além de medo) uma repugnância instantânea e uma tranquilizadora sensação de que é uma criatura muito diferente, um verdadeiro monstro. O historiador francês especializado em nazismo Christian Ingrao (Clermont-Ferrand, 1970) oferece-nos um perfil muito diverso, e inquietante. A ponto de identificar uma alta porcentagem dos comandantes da SS e de seu serviço de segurança, o temido SD, como verdadeiros “intelectuais comprometidos”.

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Mudanças geopolíticas e a memória da guerra em torno da Coreia


Comandante da Frota Americana do Pacífico, Almirante Scott Swift, a bordo do USS Ronald Reagan em Brisbane, Austrália, 25 de julho de 2017 - Foto: Reuters

Enviado por Ricardo Cavalcanti-Schiel

Por Pepe Escobar

Na dúvida, bombardeie a China

Do blog do Alok

*Publicado originalmente em inglês no Asia Times, traduzido pelo Coletivo Vila Vudu

(Sobre os termos gerais do contexto geopolítico, ver: "Nova guerra fria: faz sentido?")

O colapso atual do mundo unipolar, com a emergência inexorável de quadro multipolar, está deixando correr solta uma subtrama aterradora – a normalização da ideia de guerra nuclear. A prova mais recente disso apareceu sob a forma de um almirante dos EUA que diz a quem queira ouvi-lo que está pronto a obedecer ordens do presidente Trump de disparar um míssil nuclear contra a China.

Esqueçam o fato de que guerra nuclear no século 21 que envolva as grandes potências será A Última Guerra. Nosso almirante, almirantemente chamado Swift ["rápido", "veloz"], só está preocupado com minúcias democráticas tipo "todos os membros das forças armadas dos EUA fizeram um juramento de defender a Constituição dos EUA contra todos os inimigos estrangeiros e domésticos e obedecer aos oficiais superiores e ao presidente dos EUA como comandante-em-chefe e chefe de todos nós".

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O território perdido dos EUA no Oriente Médio, por M. K. Bhadrakumar

Foto CNN

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

O território perdido dos EUA no Oriente Médio

por M. K. Bhadrakumar

no blog Mberublue, tradução do Coletivo Vila Vudu. Originalmente no Indian Punchline (blog do autor)

O futuro pós-ISIS do Iraque e da Síria tem sido tópico de discussão calorosa nos think-tanks norte-americanos, sob o pressuposto de que os EUA estariam montando um retorno militar ao Iraque e já bem adiantados no processo de estabelecer presença de longo prazo na Síria. A verdade é que os ventos políticos já estão soprando na direção oposta. Leia mais »

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O programa secreto do capitalismo totalitário, por George Monbiot

Sugestão de Ricardo Cavalcanti-Schiel

no Outras Palavras

O programa secreto do capitalismo totalitário

Por George Monbiot

originalmente em The Guardian, de Londres.  Tradução de Antonio Martins.

Como Charles Koch e outros bilionários financiaram, nas sombras, um projeto político que implica devastar o serviço público e o bem comum, para estabelecer a “liberdade total” do 1% mais rico.

É o capítulo que faltava, uma chave para entender a política dos últimos cinquenta anos. Ler o novo livro de Nancy MacLean, Democracy in Chains: the deep history of the radical right’s stealth plan for America [Democracia Aprisionada: a história profunda do plano oculto da direita para a América] é enxergar o que antes permanecia invisível.

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E se os bancos tivessem quebrado?: Um panorama britânico, por Craig Murray

no Blog do Alok

E se os bancos tivessem quebrado?: Um panorama britânico

por Craig Murray

tradução do Coletivo Vila Vudu. Originalmente no blog do autor.

Eis uma surpreendente verdade. Os salários médios reais na Grã-Bretanha são hoje 5% inferiores ao que eram há precisamente uma década.



Pagamento semanal total médio: real e nominal, economia total, ajustada, 2015, em % – Janeiro 2005 a abril 2017 (Gabinete de Estatísticas Nacionais da Grã-Bretanha) Leia mais »

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Vídeos

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Documentos

A política indigenista, para além dos mitos da Segurança Nacional

Cavalcanti- Schiel, Ricardo. 2009. “A política indigenista, para além dos mitos da Segurança Nacional”. In: Estudos Avançados 23(65): 149-164. (São Paulo: Instituto de Estudos Avançados- Universidade de São Paulo). Disponível em:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-40142009000...

Quando nem todos os cidadãos são pardos

Artigo que publiquei na coletânea Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo (sobre ela: http://pt.wikipedia.org/wiki/Divis%C3%B5es_Perigosas:_Pol%C3%ADticas_Rac... ). A revisão editorial (não a dos organizadores do volume), a pretexto de "corrigir" o texto, realizou pequenas adulterações semânticas, que aqui nesta versão corrijo.

Áudio

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