Revista GGN

Assine
imagem de Roberto Bitencourt da Silva
Profissão Professor
Formação Doutor em História (UFF) e mestre em Ciência Política (UFRJ)

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Cracolândias, população sobrante e reformas de base, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto El Pais

Cracolândias, população sobrante e reformas de base

por Roberto Bitencourt da Silva

O fenômeno das cracolândias tem se revelado nos grandes centros urbanos brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo, um tenebroso espetáculo midiático e humanitário. Há anos.

As medidas repressivas e destituídas de qualquer sensibilidade social, adotadas pelo prefeito paulistano, João Dória (PSDB), constituem capítulo mais recente e que incidiram na pauta jornalística, como no debate público.

O perfil das iniciativas levadas a cabo pela gestão Dória é tão grotesco que consegue recordar as diatribes do personagem Simão Bacamarte, de “O alienista” de Machado de Assis.

A diferença, bastante desfavorável ao prefeito, é que o romance foi escrito há mais de cem anos e tinha como pano de fundo certa crítica machadiana ao cientificismo da época, alçado à condição de última palavra e critério de saber e poder.

Até onde se sabe, Dória não é investido de qualquer “autoridade” nesse sentido.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

As opções abertas em meio à crise brasileira, por Roberto Bitencourt da Silva

As opções abertas em meio à crise brasileira

por Roberto Bitencourt da Silva

O cenário nacional está totalmente imprevisível, contando com possibilidades e alternativas as mais diferentes para responder aos dilemas presentes. Evidentemente, o jogo articulado por cima prevalece no horizonte.

Mas, não enclausura as possibilidades de tentativas radicalmente diferentes de equacionar a crise política, econômica e moral que assola o País. Muito esquematicamente, considerando que, mais dia menos dia Temer seja carta fora do baralho, abaixo menciono algumas possibilidades advogadas e hipóteses ventiladas por distintos setores da sociedade.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder, por Roberto Bitencourt da Silva

Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder

por Roberto Bitencourt da Silva

A figura da vítima, do sujeito martirizado, perseguido e acossado pelo poder é um arquétipo muito poderoso no imaginário dos povos ocidentalizados e cristianizados.

Grandes personagens na literatura, líderes políticos icônicos e indivíduos santificados no universo religioso, são frutos daquele imaginário.

No dia a dia, quantas vezes não nos pegamos torcendo por um time de futebol mais frágil tecnicamente, por um personagem cinematográfico em posição, tendencialmente, desfavorável em relação ao meio em que se desenvolve a narrativa?

Pois é. A estrutura associada de poder nacional e gringo que manda em nosso País está conseguindo incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva naquele panteão vitimizado (e por isso glorificado) de personagens políticos. Deliberadamente, mas a contragosto.

Leia mais »

Média: 3.6 (11 votos)

Na visão de Darcy Ribeiro, “fomos nós que criamos o problema indígena”, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto - Valter Campanato/Ag. Brasil

Na visão de Darcy Ribeiro, “fomos nós que criamos o problema indígena”

por Roberto Bitencourt da Silva

Em meio às notícias de horror e de ameaças de extermínio das populações indígenas, como recentemente ocorrido no Maranhão, notícias que nos chegam parca e timidamente das regiões distantes do nosso autocentrado mundo sudestino, não é exagero afirmar que os graves problemas que envolvem os nossos coirmãos pátrios são absolutamente desprezados pelas luzes da agenda midiática massiva e comercial. Ocioso mencionar as razões.

Raras são as notícias produzidas e veiculadas ao eixo mais urbanizado do País. Quando nos chegam são as mais pavorosas possíveis, expressando os agudos conflitos de terras que têm no agronegócio, nas madeireiras e na grilagem os personagens centrais das atrocidades e ilegalidades que assombram as vidas dos povos indígenas. Estes, costumeiramente, abandonados pelo Estado, destituídos do abrigo protetor da lei e da justiça.  

Nesse sentido, tropeçando na leitura de fecundos escritos de Darcy Ribeiro (1922-1997) – grande pensador social, militante político e antropólogo brasileiro, notório estudioso das populações indígenas brasileiras – reproduzo abaixo curto fragmento de texto seu.

Leia mais »

Média: 4.8 (6 votos)

O deboche do latifúndio tem que parar, por Elaine Tavares

Foto - IELA

Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

do Instituto de Estudos Latino-Americanos

O deboche do latifúndio tem que parar

Por Elaine Tavares

O ataque de jagunços e fazendeiros a uma comunidade indígena do Maranhão, com requintes de crueldade, não é uma coisa isolada nesse país. A violência dos grandes fazendeiros contra as populações originárias cresce a cada dia, em número e grau, na medida em que esse grupo – incensado como “agronegócio” – vai ficando mais poderoso. Liderando uma bancada considerável no Congresso Nacional, os representantes do latifúndio têm como objetivo principal acabar com as demarcações de terras, tornando os indígenas “trabalhadores assalariados”, como – sem qualquer prurido – observou o deputado catarinense Valdir Colatto. 

Os fazendeiros, que seguem expandido as fronteiras agrícolas, no melhor estilo da acumulação primitiva – ou seja, à custa da expulsão dos pequenos agricultores e também dos indígenas – não querem saber de terras protegidas, florestas resguardadas, águas abrigadas da poluição, e muito menos de gente disposta a cuidar de tudo isso. Seu negócio é esgotar o solo com a monocultura ou com a exploração de minérios. Para essa gente, os povos originários são um atrapalho que precisa ser eliminado, de vez.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (7 votos)

Greve geral: os enquadramentos e a aula de (não) jornalismo, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva

Observando o desespero demonstrado nas expressões faciais dos repórteres de campo, assim como o desconforto manifestado por analistas nos estúdios televisivos dos grandes meios de comunicação, sobretudo das Organizações Globo, pode-se afirmar que a greve geral alcançou extraordinário êxito.

Teve a feliz capacidade de repercutir e expressar as reivindicações, os protestos, as angústias e os pontos de vista de milhões de trabalhadores brasileiros. Mesmo que demasiadamente a contragosto, a grande mídia se vê forçada a noticiar a força mobilizatória do mundo do trabalho.

As narrativas e abordagens, como habitualmente ocorre naquilo que importa aos interesses populares, tenderam a demonizar os manifestantes e os grevistas. As suas vozes, praticamente silenciadas, significativamente desconsideradas pelo noticiário. Aos trabalhadores grevistas e manifestantes não é conferida qualquer legitimidade para falar.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (10 votos)

A greve geral contra a escravidão e o atraso, por Roberto Bitencourt da Silva

A greve geral contra a escravidão e o atraso: quando os trabalhadores querem, eles podem

por Roberto Bitencourt da Silva

Os empresários brasileiros do campo e da cidade nunca engoliram as leis trabalhistas. Nos primórdios da República Velha, as reivindicações sindicais e operárias por uma legislação que protegesse os trabalhadores eram tratadas como problema policial, pelo sistema político oligárquico e econômico agroexportador, então vigente.

As leis trabalhistas, após duras e longas lutas sociais dos trabalhadores brasileiros, sobretudo urbanos, são uma conquista social derivada de uma (semi)revolução, inicialmente política, contra o império liberal e vende-pátria das oligarquias paulistas do café.

Além da trajetória das atividades das organizações e das mobilizações dos trabalhadores, colocando o tema na agenda pública, foi necessária a atuação do Exército, como um dos pilares da Revolução de 1930, para que se desenhasse o escopo das leis do trabalho.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.3 (6 votos)

A "oposição democrática" na Venezuela: pior do que o fascismo, por Atilio Borón

Imagem da violência gerada pela oposição venezuelana em frente ao Parlamento. Foto: Carlos Garcia Rawlins/ Reuters.

Publicado no Cubadebate

A "oposição democrática" na Venezuela: pior do que o fascismo

Por Atilio Borón

A sequência de eventos que ocorre na República Bolivariana da Venezuela mostra que a estratégia da chamada "oposição democrática" é uma conspiração sediciosa para destruir a ordem democrática, devastar as liberdades civis e fisicamente aniquilar as principais figuras do chavismo, começando com o próprio presidente Nicolás Maduro, sua família e entorno afetivo próximo. Oponentes estão metodicamente atravessando os passos indicados pelo manual desestabilizador "Sem violência estratégica" (sic!) do consultor da CIA, Eugene Sharp.

Não pode haver a menor ambiguidade na interpretação das intenções criminosas dessa oposição que, se chegar a ter êxito, seria capaz de colocá-las em ação. Se os seus chefes conseguirem envolver militarmente os Estados Unidos na crise venezuelana, propiciando a intervenção do Comando Sul – com a tradicional colaboração militar dos infames peões de Washington na região, sempre dispostos a respaldar as aventuras de seus amos do Norte – jogariam uma faísca que iria inflamar a pradaria América Latina. As consequências seriam catastróficas, não somente para os nossos povos, senão também para os Estados Unidos, que certamente iriam colher, como na invasão da Baía dos Porcos (Cuba, 1961), mais uma derrota em nossas terras.

Leia mais »

Média: 4.4 (16 votos)

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio, por Roberto Bitencourt da Silva

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio

por Roberto Bitencourt da Silva

Dia 21 de abril. Feriado nacional e data comemorativa em homenagem a um dos grandes símbolos nacionais, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um dos líderes da Inconfidência Mineira, que questionou abertamente o estatuto colonial imposto pelo colonizador português.

Consagrada e justa homenagem a um herói da Pátria que, após ser enforcado no Rio de Janeiro, ainda teve o corpo esquartejado e exibido na principal praça da belíssima Ouro Preto. Era um dos personagens que portava condição social mais baixa entre os inconfidentes. O ódio de classe do poder contra os Libertadores da Nação perdura até os nossos dias.

É contra a sua memória e a do seu significado simbólico, ou seja, a libertação e a soberania nacional, que as Organizações Globo persistentemente atuam. Décadas a fio. É pela submissão do Brasil, exatamente ao que Tiradentes combatia, que a Globo age.

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)

A burguesia doméstica não merece solidariedade. Mas, o que fazer?, por Roberto Bitencourt da Silva

Síndrome de Estocolmo? Apeada do governo, militância petista está revelando acentuada compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Amplos setores da militância petista, dos seus aliados políticos e simpatizantes, sobretudo, no webjornalismo alternativo, estão demonstrando significativos sintomas da síndrome de Estocolmo.

Covardemente apeados do governo, demonizados e perseguidos pela estrutura de poder no Brasil, esses setores estão revelando acentuada e curiosa compaixão com os seus ex-aliados e hoje algozes, quais sejam, os segmentos da grande burguesia doméstica, sócia menor e subalterna ao capital estrangeiro. Particularmente, com as empreiteiras e o agronegócio.

Atentos às ações do Judiciário brasileiro – um dos núcleos da dominação oligárquico-burguesa multinacional no país, núcleo que sistematicamente têm contribuído para retirar credibilidade e reduzir os negócios das mencionadas frações da burguesia interna –, não são poucos os agentes políticos e jornalísticos que frisam os riscos envolvidos em tais ações.  
Leia mais »

Média: 3.2 (19 votos)

Globo, Firjan e o governador Pezão estão em campanha para iludir a população, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bittencourt da Silva

A importância dos servidores públicos para a economia do estado do Rio de Janeiro é notória. Reflexo de processo histórico remoto. Eles têm bastante expressão, sobretudo, na capital fluminense, que já conformou o antigo centro político e administrativo do País.

São funcionários de órgãos federais – provavelmente militares e Petrobras à frente –, de municípios e do governo estadual. Somente na cidade do Rio, aproximadamente 13,5% da população empregada encontra-se no setor público, com vínculo estatutário, segundo dados do IBGE. Talvez apenas Brasília reserve relevância similar aos funcionários do setor público, no tocante ao mercado consumidor, de trabalho e à arrecadação de impostos.

Leia mais »

Imagens

Média: 3.8 (10 votos)

Liberdade para o almirante Othon Pinheiro, por André de Paula

 
Enviado por Roberto Bitencourt

da Tribuna da Imprensa Sindical

Liberdade para o almirante Othon Pinheiro

por André de Paula

A Lava-Jato peca por fazer Justiça unilateralmente. Até agora não prendeu nenhum tucano, embora estes tenham feito barbaridades como a quebra do monopólio do petróleo por FHC que ainda “doou” a Vale do Rio Doce, entre outras falcatruas, a entrega do nióbio (minério necessário à produção para a indústria aeronáutica, só encontrado no estado de Minas) pelo ex-governador, o playboy Aécio Neves, governador Alckmin do escândalo das merendas e o ex-governador, também de Minas, Eduardo Azeredo (envolvido no mensalão tucano de desvio de recursos públicos), isso sem falar em Temer, Sarney, Jucá, Renan e Pezão, todos do PMDB.

Além disso, aprisionou, sem provas concretas, sem acusações objetivas, o herói brasileiro Almirante Othon Pinheiro da Silva. Othon coordenou a equipe de técnicos do IPEN (Instituto de Pesquisa e Estudos Nucleares) e da Marinha que conseguiu desenvolver o processo de enriquecimento de urânio. Dependendo do grau de enriquecimento, o produto final deste processo  pode servir para gerar eletricidade, impulsionar um submarino ou, até, para confecção de uma bomba que pode servir para a nossa defesa.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.7 (28 votos)

Carnaval, tecnologia, indústria e utopia, por Roberto Bitencourt da Silva

Carnaval, tecnologia, indústria e utopia

por Roberto Bitencourt da Silva

Mazelas e virtudes da sociedade brasileira são facilmente perceptíveis e motivos para reverberação durante o carnaval. Uma linda e animada festa que integra, com bastante vigor, a identidade nacional, a imagem do País também projetada no exterior.

O caráter subversivo do carnaval tende a ser facilmente evidenciado, no sentido em que proporciona a anulação temporária das hierarquias sociais. Claro, não sem ambiguidades e limitações, decorrentes da dilatação progressiva da lógica capitalista que incide sobre a festa.

Em todo caso, uma importante potencialidade democrática e uma significativa veia antirracista são variáveis que compõem um certo imaginário utópico da nossa sociedade, tendo por centro o perfil de inúmeros comportamentos que marcam a folia carnavalesca.

Leia mais »

Média: 4.2 (10 votos)

Depois da Cedae, o alvo destrutivo de Pezão e Temer é a ciência e tecnologia, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

O ilegítimo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), já com mandato cassado pelo TRE/RJ, tem demonstrado absoluto desprezo pelos servidores e serviços públicos. Sobretudo às instituições da Ciência e Tecnologia (Uerj, Uenf, Faetec, Cecierj, Uezo, Proderj e Faperj).

Em relação ao pagamento dos salários e demais direitos trabalhistas do funcionalismo público, há meses tem estabelecido uma divisão hierarquizante entre os setores do estado.

Uns recebem, outros não. Já se convertendo em política de governo, a C&T é sempre relegada ao final da fila, junto com aposentados e pensionistas de diversos órgãos. Até hoje sem receber 13º salário. Os vencimentos de janeiro previstos para serem pagos quase no final de março. Trata-se de uma flagrante e criminosa violação de direitos.

Leia mais »

Imagens

Vídeos

Veja o vídeo
Média: 5 (1 voto)

Sobre a sondagem eleitoral para 2018, por Roberto Bitencourt da Silva

Fontes das imagens: respectivamente, webpágina do ex-presidente Lula e O Cafezinho

Sobre a sondagem eleitoral para 2018

por Roberto Bitencourt da Silva

Os números apresentados pela CNT/MDA, a respeito das intenções de voto para presidente da República, oferecem algumas informações que podem ser consideradas alvissareiras. Contudo, especialmente o perfil do acolhimento desses números – nas redes sociais, no jornalismo dos conglomerados e mesmo alternativo – requer maior prudência e reflexão. Senão, vejamos.  

A sondagem confere liderança folgada para o ex-presidente Lula. Os números poderiam ser ainda maiores, considerando o poder dos meios de comunicação na moldagem da opinião pública e a característica maior das sondagens, que tradicionalmente buscam mensurar a capacidade de influência da pauta e dos enquadramentos dos conglomerados de mídia.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.2 (21 votos)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.