Revista GGN

Assine
imagem de Roberto Bitencourt da Silva
Profissão Professor
Formação Doutor em História (UFF) e mestre em Ciência Política (UFRJ)

Conteúdos do usuário

Postagens

Sobre a sondagem eleitoral para 2018, por Roberto Bitencourt da Silva

Fontes das imagens: respectivamente, webpágina do ex-presidente Lula e O Cafezinho

Sobre a sondagem eleitoral para 2018

por Roberto Bitencourt da Silva

Os números apresentados pela CNT/MDA, a respeito das intenções de voto para presidente da República, oferecem algumas informações que podem ser consideradas alvissareiras. Contudo, especialmente o perfil do acolhimento desses números – nas redes sociais, no jornalismo dos conglomerados e mesmo alternativo – requer maior prudência e reflexão. Senão, vejamos.  

A sondagem confere liderança folgada para o ex-presidente Lula. Os números poderiam ser ainda maiores, considerando o poder dos meios de comunicação na moldagem da opinião pública e a característica maior das sondagens, que tradicionalmente buscam mensurar a capacidade de influência da pauta e dos enquadramentos dos conglomerados de mídia.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.2 (21 votos)

Os protestos dos servidores do Rio e a participação da segurança: observações marxistas, por Roberto Bitencourt

Fontes da imagem: respectivamente, Antônio Luis/Folhapress e Muspe

Os protestos dos servidores do Rio e a participação da segurança: observações marxistas

por Roberto Bitencourt


"Se o tigre parar, as presas possantes do elefante irão transpassar. Mas o tigre jamais vai parar e o elefante de hemorragia e exaustão morrerá" (Ho Chi Minh).


As manifestações de descontentamento demonstradas por familiares de segmentos dos policiais militares, do Rio de Janeiro, representam o mais recente desdobramento dos dilatados protestos organizados pelos servidores públicos do estado, que ocorrem há meses.

Especialmente, esposas de PMs têm se dirigido nesses últimos dias às portas dos batalhões e lá se instalado, de modo a repercutir as mazelas que atingem aos servidores do setor da segurança pública e às suas famílias.

O descalabro administrativo e fiscal realizado pela dupla Cabral/Pezão, à frente do governo estadual, é por demais conhecido. Contínuos atos de corrupção, motivados pela flagrante submissão governamental aos interesses do grande capital nacional e internacional, sangraram as contas públicas e têm redundado na opção pemedebista em desmontar as condições de trabalho e vida dos servidores e da população.

Leia mais »

Média: 4.2 (5 votos)

CIA sempre esteve de olho no petróleo brasileiro, por Eduardo Vasco

Enviado por Roberto Bittencourt

Do Diário Liberdade

CIA sempre esteve de olho no petróleo brasileiro

por Eduardo Vasco

Relatórios disponibilizados pela CIA (Agência Central de Inteligência dos EUA) desde o final do ano passado permitem traçar um histórico do monitoramento a respeito da exploração do petróleo brasileiro.  

Praticamente todos, desde a década de 1950, ressaltam as possibilidades do Brasil alcançar a autossuficiência e também de abrir o setor do petróleo para empresas estrangeiras.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (7 votos)

A mistificação em torno da queda da inflação, por Roberto Bitencourt da Silva

A mistificação em torno da queda da inflação

por Roberto Bitencourt da Silva

Jornalista dedicada aos temas relacionados à economia, a sra. Flavia Oliveira, muito festejada inclusive entre setores progressistas, anunciou na edição dessa quarta-feira do "Estúdio I" - programa da Globo News - que a inflação está caindo.

Oliveira celebrou o fenômeno, muito entusiasmada. Por conta do fato de a inflação tratar-se de tema renitentemente mobilizado e endeusado pela pauta jornalística dos conglomerados de comunicação, vale tecer algumas ponderações a respeito. Sem me estender demasiadamente, faço poucas observações esquemáticas, chamando a atenção para a mistificação que enreda o assunto:

Leia mais »

Imagens

Média: 4.4 (7 votos)

Emissora argentina de TV afirma que a Globo é “um meio de comunicação diabólico”

por Roberto Bitencourt da Silva

O canal argentino de televisão C5N, em programa jornalístico apresentado por Victor Hugo Morales, veiculou notícia sobre a morte da ex-primeira dama brasileira, Marisa Letícia Lula da Silva, fazendo duras críticas aos conglomerados de comunicação do Brasil. Sobretudo, às Organizações Globo.

Chamando a atenção para as perseguições sofridas pela família do ex-presidente Lula, a emissora C5N classificou a Globo “como um meio de comunicação dominante e diabólico”.

Também criticou de maneira ácida aos setores judiciais e políticos golpistas, como o ilegítimo presidente Michel Temer, que “queriam tomar o poder para si para instalar um governo neoliberal”.
Leia mais »

Média: 4.6 (28 votos)

Freixo afirma que privatizar a CEDAE é um mau negócio, por Roberto Bitencourt da Silva

Marcelo Freixo: "Privatizar a CEDAE é um mau negócio"

por Roberto Bitencourt da Silva

Como destacado em oportunidade anterior no blog, pretensamente visando debelar a crise financeira e administrativa do estado do Rio de Janeiro, os compromissos firmados entre o espúrio Michel Temer e o seu correligionário pemedebista Pezão, envolvem medidas tipicamente privatistas e draconianas para os servidores públicos e a população.

Por conta do absoluto desprezo autoritário do governador em relação às opiniões oferecidas e às iniciativas levadas a cabo, ano passado, pelos servidores - culminando na rejeição parlamentar pelos deputados da Alerj, de boa parte das medidas uma vez mais apresentadas -, novos protestos estão sendo realizados e articulados.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (1 voto)

Trump e a frustração da estrutura de poder no Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

O desespero de parte da estrutura de poder no Brasil com a ascensão do neofascista Donald Trump, à presidência dos Estados Unidos, está beirando o cômico.

Fazendeirões, como Ronaldo Caiado, multinacionais – sob as capas da Fiesp e da Firjan –, conglomerados de mídia e bancos, todos os principais pilares da dominação do grande capital no Brasil apoiaram a ilegítima destituição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O grosso das oligarquias políticas, igualmente. Todos manipulando preconceitos e estigmas reacionários e pretensamente moralistas, entre as frações mais altas dos trabalhadores e, sobretudo, entre segmentos da pequena burguesia. Um golpismo galopante e, até há pouco, bastante exitoso.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.7 (13 votos)

As barreiras ao terrível pacote de Pezão e Temer contra os servidores e a população do RJ, por Roberto Bitencourt

por Roberto Bitencourt da Silva

A grave crise fiscal e administrativa que assola o estado do Rio de Janeiro tem como responsável direto e principal o PMDB, hoje capitaneado por Pezão. O governador busca no apoio do correligionário de partido em âmbito federal, o ilegítimo e golpista presidente Michel Temer, caráter de irreversibilidade ao draconiano pacote de medidas que há tempos tenta impor à população e aos servidores do estado.

Pezão fechou o acordo na esfera federal, que prevê, entre outros, privatização da empresa de tratamento de esgoto e distribuição de água (uma empresa superavitária); aumento da contribuição previdenciária nos vencimentos do funcionalismo para 14%, com adicional de 8% “provisórios” por três anos; elevação do ICMS; cortes nos serviços públicos da ordem de R$ 9 bilhões.

Faltou “combinar” com os sujeitos diretamente afetados: a população e os servidores públicos estaduais. Por razões abaixo destacadas, é pouco provável que esse espúrio acordo tenha aplicação, sobretudo em sua integralidade.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.3 (6 votos)

O desprezo das esquerdas pela questão nacional, Paul Baran e os excedentes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Talvez a principal lacuna do pensamento e da ação política das esquerdas brasileiras seja o desprezo pela questão nacional. Não é gratuito que, há décadas, sobretudo com a hegemonia alcançada pelo petismo e seus filhos partidários desgarrados, os temas propostos, em regra, mal arranham a estrutura brasileira de poder.

As questões sociais – relativas às desigualdades entre as classes – e aquelas associadas ao ordenamento do regime democrático representativo, a partir dos anos 1980, alcançaram primazia no debate conduzido pelas esquerdas. Hoje, acrescentem-se ainda demandas relativas aos direitos civis.

Não surpreende que, estando no governo ou na oposição, infelizmente, as esquerdas têm demonstrado incapacidade de oferecer visões e projetos de País.

Leia mais »

Imagens

Média: 4 (4 votos)

A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe, por Roberto Bitencourt

A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe

por Roberto Bitencourt

Os termos das negociações que se têm estabelecido entre os governadores estaduais e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, são expressão de nova e superior etapa do golpe capitaneado por Michel Temer (PMDB).

Especificamente em relação ao estado do Rio de Janeiro, nessa semana foram costurados parâmetros e medidas para a renegociação da dívida com a União, assim como pretensamente atenuar a intensa crise fiscal e administrativa.

Diga-se, crise em elevada medida criada pelos anos de governo Sergio Cabra Filho – hoje preso – e Pezão, ambos integrantes de uma camarilha (o PMDB) de testas de ferro de empreiteiras e multinacionais, que sangraram os orçamentos do estado, para satisfazer os grupos representados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Leia mais »

Imagens

Média: 3.7 (9 votos)

A maioria precisa do país e virar povo, mesmo que não saiba, por Roberto Bitencourt da Silva

Sucessivas violações do governo Temer exigem mais articulação e união contra desmonte da democracia no país

por Roberto Bitencourt da Silva

Amesquinhamento absoluto do ensino médio, decidido às portas fechadas entre oligarquias políticas, sem consulta e debate com a sociedade. Eliminação de históricos direitos trabalhistas e previdenciários. Alienação dos valiosos patrimônios das nossas Petrobras e Eletrobras. Violação de garantias constitucionais elementares para a saúde e a educação.

Desinvestimentos na produção do conhecimento, em ciência e tecnologia. Incremento da desnacionalização do setor produtivo. Defesa de chacinas e outras intervenções ou ações, incompatíveis com qualquer noção minimamente relacionada a uma sociedade que se possa atribuir atenção com padrões de civilidade, justiça social, democracia e interesse nacional.

O golpismo, o entreguismo e o reacionarismo encarnados na abjeta figura do presidente Michel Temer (PMDB) impõem flagrantes e imensuráveis retrocessos culturais, políticos e econômicos ao Brasil.

Os personagens espúrios que formam o ilegítimo governo Temer demonstram, aberta e despudoradamente, o que são e o que pensam as classes dominantes no Brasil: fazendeirões, multinacionais, especuladores financeiros e imobiliários, bancos.

Leia mais »

Média: 4 (13 votos)

Utopias políticas para o Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

 

por Roberto Bitencourt da Silva

Experimentamos as agruras de um cenário nacional em que prevalecem absoluta descrença política, amplo e preocupante apassivamento popular, assim como o delineamento de um horizonte civilizatório nefasto para o povo brasileiro. A nossa própria existência enquanto estado nacional, dotado de instrumentos de exercício de soberania, bastante ameaçada.

Em meio às trevas é sempre difícil enxergar saídas e soluções. Se o ambiente é desolador para isso, mais necessárias se tornam as propostas e a capacidade imaginativa e projetiva de futuro.

É a própria condição da vida que impele os sujeitos a seguir em frente, pensando e agindo, principalmente em se tratando de uma sociedade como a brasileira, riquíssima, mas submetida a uma espúria degradação política e a um nefasto neocolonialismo econômico.

Nesse sentido, são propostas fecundas e visões mais generosas de país que o livro “Uma nova utopia para o Brasil”, de Ruben Bauer Naveira, aborda. O autor é funcionário de carreira da Petrobras, doutor em Engenharia de Produção e colaborador da plataforma Brasil Debate.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.2 (5 votos)

O presidente Jango e o filho, em livro de memórias, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

João Vicente Goulart, diretor do Instituto João Goulart e filho do ex-presidente destituído e perseguido pela ditadura civil-militar de 1964, há pouco publicou importante livro: Jango e eu – memórias de um exílio sem volta.

Abordando aspectos da trajetória familiar no exílio, sobretudo referindo-se a Jango, a obra é uma grande contribuição para o resgate de traços da personalidade do antigo líder trabalhista. Também tece um rico panorama das vicissitudes vivenciadas pelos exilados e, em especial, pelos povos do Cone Sul, entre as décadas de 1960 e de 1970.

Lançado pela editora Civilização Brasileira, Jango e eu apresenta o comportamento simples de João Goulart, mais afeito e confortável no trato e nas conversas com os colaboradores e empregados de suas fazendas, do que em eventos da “grã-finagem”.

Leia mais »

Média: 5 (8 votos)

Urge mudar nossa visão sobre economia e política, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

Levando em conta fenômenos econômicos e políticos da conjuntura e mirando o retrovisor do tempo, assim como algo que se possa chamar de futuro em nosso país, abaixo chamo a atenção para sérias limitações em nossas percepções de sociedade e Estado, derivadas da hegemonia do pensamento liberal.

Limitações com força de incidência na ação e no pensamento político, sobretudo das esquerdas e dos movimentos sociais. Somente esses atores políticos podem ser os mais consequentes para desempenhar o papel de inibir o golpismo entreguista em curso, proteger as garantias individuais e sociais da Constituição, perseguir mudanças sociais e políticas progressistas, como também defender a soberania nacional.

Mas, para isso, faz-se necessário escantear categorias de percepção, não raro, assimiladas da retórica das estruturas de poder mundial e eivadas de preocupações e sentidos que são incompatíveis com o nosso tempo ou com os desafios relacionados ao nosso perfil de inserção no mundo.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (5 votos)

Moniz Bandeira analisa o cenário mundial, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

O historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira lançou recentemente importante obra intitulada “A desordem mundial”. Publicado pela editora Civilização Brasileira, o denso livro descreve e analisa o panorama contemporâneo das relações internacionais.

Residindo na Alemanha há cerca de 20 anos, Moniz Bandeira, aos 80 anos de idade, produziu mais um relevante trabalho para a compreensão do nosso tempo. Trata-se de uma fecunda demonstração do seu conhecimento sobre as estruturas de poder em escala internacional.

Talvez não seja exagero afirmar que Moniz Bandeira representa uma espécie de Nicolau Maquiavel brasileiro. Nenhum estudioso no país melhor conhece as formas do exercício de poder mundial e a força de ingerência que manifesta nas vidas dos povos. O poder, em estado bruto ou dissimulado, é o foco da sua investigação.

Ademais, o autor não deixou de experimentar os sabores e as vicissitudes da atuação prática na seara política. Jovem, foi assessor parlamentar de um deputado federal de esquerda, Sergio Magalhães (PTB) – uma liderança proeminente da antiga Frente Parlamentar Nacionalista (1956-1964), também presidente da mesma entre 1963 e 1964.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (10 votos)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.

Comentários

01/11/2016 - 17:13

Maria Luisa, muito obrigado por essa dica de leitura de pesquisa. Parece muito interessante mesmo. Gdes abços.

01/11/2016 - 17:10

José, eu me atreveria apenas a dizer, em relação aos temas, programas, que a retomada da chamada questão nacional deve ser urgente. Só as esquerdas podem fazer isso, mas precisam mexer no vespeiro. Pensar e problematizar o perfil de inserção do Brasil na divisão internacional do trabalho, a nossa dependência e subalternidade semicolonial tecnológica e econômica do capitalismo central. Essa dimensão afeta todas as áreas e setores de atividades, implicando em retração de investimentos em educação, desemprego, subemprego, controle foraneo da vida nacional etc. Agora, do angulo organizacional, como havia escrito, precisa ser pensado e colocado em pra´tica de maneira coletiva. O problema é sério e espinhoso. Gdes abços.

05/04/2016 - 21:58

Prezado Marcelo,

Você tem toda razão. A informação relativa à premiação, que registrei no texto, está realmente equivocada, sendo observada por mim somente agora, por meio da sua pertinente intervenção. Pessoalmente não tenho como editar, depois de publicado, mas fica o registro de concordância com o seu esclarecimento, por fragilidade da informação/fonte que mobilizei. Agradeço bastante a correção e o esclarecimento.

Grandes abraços,

Roberto.

 

05/04/2016 - 21:43

Grande Paulinho!! Cara, vc é imprescindível, tá sumido demais!! Me envie um e-mail, tô sem qqer contato seu, vamos mudar isso! betobitencourt@hotmail.com . Saudades de ti tbm! Gdes abços!

05/02/2016 - 16:49

Muito obrigado, Anna, pela dica do ótimo texto, sobre um pensador essencial. Grandes abraços.