Revista GGN

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imagem de Roberto Bitencourt da Silva
Profissão Professor
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Os debates televisivos sofrem com a interferência da pauta midiática

 

O oligopólio midiático, sobretudo a televisão, influi decisivamente na construção da agenda pública. Valores, ideias, vozes e temas privilegiados pelo noticiário permitem enquadrar o que merece ser debatido na sociedade. Obscurece tantos outros assuntos, ideias e vozes, tornados invisíveis e desimportantes. Outros tantos demonizados. O oligopólio midiático revela também forte incidência na definição dos programas político-eleitorais dos partidos. Questões como a receptividade e a baixa capacidade de gerar controvérsia, frente aos meios massivos de comunicação, entram na mesa da escolha dos temas a serem abordados por muitos candidatos. Comumente, incidem na própria escolha dos candidatos pelos partidos políticos. Como bem frisa o sociólogo Pierre Bourdieu, a preocupação em “passar bem na TV”, em buscar alguém que se “adapte melhor ao formato televisivo”, constituem critérios levados em conta pelos partidos na escolha dos seus candidatos.

Às vezes, as coisas ganham proporções muito grandes, como foi a interferência do oligopólio na opção do PSB por Marina Silva, após a trágica morte de Eduardo Campos. Uma pressão midiática que não pretendia dar espaço à reflexão política interna ao próprio partido. Mas, os debates televisivos que têm ocorrido nessa e na anterior campanha eleitoral à Presidência (2010), têm mostrado um grau de ingerência do oligopólio sobre as eleições, que reserva escassa possibilidade de liberdade e reflexão autônoma para os candidatos. Refiro-me às perguntas feitas por jornalistas. O apriorismo na formulação das perguntas aos candidatos tem sido a tônica, desde 2010. É o que se pode afirmar já realizado o segundo debate ocorrido na atual corrida eleitoral.

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O PT precisa mudar o discurso

A direção nacional do PT precisa atentar urgentemente para um fato: o discurso polarizado e comparativo com o PSDB está perdendo fôlego. É preciso reconhecer que esse discurso tem demonstrado menor apelo político e eleitoral, recentemente. A dicotomia entre o presente petista e o passado tucano, cada vez mais, tem revelado frágil potencial de convencimento junto a amplas camadas da população. As sondagens feitas por diferentes institutos de pesquisa, apontando crescimento da candidata Marina Silva, representam indicadores importantes. De um lado, inflada pelo noticiário favorável do oligopólio midiático e, de outro, contando com as renitentes críticas do mesmo oligopólio ao PT e ao governo Dilma Rousseff, todavia, a candidatura Marina não deixa de expressar um descontentamento em importantes setores da população, com a exaustiva retórica polarizada entre tucanos e petistas. Não é exagero argumentar que a limitação de tal retórica tem relação direta com um fenômeno demográfico. Leia mais »

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CEPAL divulga números sobre a participação dos salários no PIB latino-americano

A edição de agosto da Revista da Cepal traz um esclarecedor estudo sobre a participação salarial no Produto Interno Bruto de 15 países latino-americanos, entre eles Brasil, Argentina e México, as maiores economias da região (*). A pesquisa publicada pela Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) foi realizada pelo economista peruano Germán Alarco Tosoni e oferece uma visão abrangente sobre o poder de incidência dos salários na riqueza regional, durante o intervalo de tempo de 1950 a 2011. A participação dos salários no PIB, diga-se, reflete um importante indicador de distribuição da renda. Em que pese a expressiva heterogeneidade da região – marcada por complexas e diversificadas realidades sociais, políticas, culturais e econômicas entre os países – algumas informações são bastante esclarecedoras a respeito dos percursos social e econômico da América Latina, nas últimas décadas, em especial do Brasil. Abaixo destaco e interpreto alguns dados que chamam a atenção:

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Por que os partidos de esquerda não se unem?

A pesquisa divulgada pelo Datafolha, nesta segunda-feira (18/8), com a inclusão do nome de Marina Silva, apresenta três candidaturas bastante competitivas à corrida presidencial. Uma de nítido corte liberal-conservador, personificada por Aécio Neves. Outra, mais à esquerda do espectro ideológico, tem a presidente Dilma Roussef liderando a sondagem. Por sua vez, Marina, como em 2010, visa a se apresentar ao eleitorado como uma alternativa à polarização PT/PSDB, buscando um caminho intermediário, que reflete um propósito conciliador entre os projetos da renitente polarização. Leia mais »

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Entrevista com Mauro Iasi (PCB), candidato à Presidência

Segundo Iasi, “é necessário quebrar o enorme poder dos monopólios midiáticos”.

"A auditoria das remessas de lucros das empresas transnacionais é um primeiro passo para superar nossa subordinação internacional”, diz o presidenciável do PCB.


Especial para o Jornal GGN

Por Roberto Bitencourt da Silva (*)


O Partido Comunista Brasileiro (PCB), fundado em 1922, é a organização partidária mais antiga da história brasileira. Em grande medida, a trajetória do PCB foi marcada por uma atuação na clandestinidade. Décadas seguidas perseguido pelas forças políticas e sociais conservadoras. Nos últimos anos perdeu apelo na sociedade brasileira. Hoje tem buscado recuperar o seu espaço na vida política nacional. Contudo, o seu papel histórico na luta por direitos sociais no país é inegável, sobretudo tendo a sua mensagem libertária e igualitarista alcançado importante repercussão em diferentes setores da sociedade brasileira, durante o período anterior à ditadura civil-militar instalada em 1964. Leia mais »

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Getúlio Vargas: conflitos de memória

A memória consiste em um processo de seleção de acontecimentos, ideias e personagens do passado. Relega tantos outros às sombras do esquecimento. Sempre apoiado nas aspirações e nas preocupações do presente, bem como de olho no futuro, o processo de construção da memória é marcado por versões do passado, não raro conflituosas. Nesse sentido, o ex-presidente Getúlio Vargas (1930-1945 e 1951-1954) representa um dos ícones mais contraditórios da memória política brasileira. Nesse mês de agosto completam-se sessenta anos da sua trágica morte, o que provavelmente abrirá possibilidades para a proliferação de interpretações sobre o legado e o grau de importância de Vargas na história brasileira.

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Jornalismo "abutre": o noticiário da Globo sobre a Argentina

Tudo na vida é questão de parâmetro. Nós julgamos um fenômeno, ser ou objeto a partir de referências e valores, que conformam parâmetros para dizer se algo vai bem ou não. Desse modo, quando assistimos a uma sucessão de notícias negativas sobre a Argentina, sobretudo nas Organizações Globo, temos que pensar com quais critérios as empresas da família Marinho operam para afirmar que o país vizinho vai "mal". A imagem que nos é passada pelos informativos do conglomerado midiático da Globo - sejam espaços noticiosos reservados à política e à economia, sejam mesmo inserções em programas de entretenimento - é de mais absoluta "crise" e " decadência". Um cenário que beira à tragédia.
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Paes Deixa Família dos Educadores sem Condições de Viver em Julho!

Via Tribuna da Imprensa online


Por DANIELA ABREU -

  Profissionais da Educação do Município em Greve tem seus salários descontados! Ao verificar o contracheque pela internet, profissionais da educação da Rede Municipal do Rio de Janeiro ficaram indignados, valores que variam entre 22,17 a 123,15 reais. O Prefeito Eduardo Paes descontou todos os dias parados como se ao estar em greve, o professor, a agente auxiliar de creche, a cozinheira, estivessem faltando o trabalho.
  A decisão de participar de uma greve não é fácil para nenhum profissional, pois ao estar dentro dela o tempo de dedicação é superior a carga horária do trabalho diário. Profissionais enfrentam um grande desgaste físico e emocional, organizam e participam de atos, assembleias, corridas de gabinetes, passeatas, intervenções durante todo o período da greve. Quando esta invade o recesso dos lutadores e lutadores perdem o direito ao descanso, a viagens, não podem ser tratados como irresponsáveis que não trabalharam e terão seus pontos perdidos. Leia mais »

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Dez anos sem Leonel Brizola: balanço e legado político

Político controverso, odiado e igualmente reverenciado por muitos, Leonel de Moura Brizola faleceu em junho de 2004 e, ainda hoje, não são poucos os debates acalorados que giram em torno do seu nome e do seu legado político. Algumas ideias e iniciativas adotadas pela longeva carreira política de Brizola, já na segunda década do século XXI, persistem em ser apropriadas por diferentes agrupamentos políticos, organizados sob a forma dos partidos políticos ou por demais modalidades de ativismo político, sobretudo entre os jovens ciberativistas. Nesse sentido, ao expressar um vigor que consegue ultrapassar as barreiras do tempo e das gerações, vale fazer algumas observações sobre o legado desse importante personagem da história republicana brasileira.

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Tempo de exceção

Por Roberto Bitencourt da Silva
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