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Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

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Freixo afirma que privatizar a CEDAE é um mau negócio, por Roberto Bitencourt da Silva

Marcelo Freixo: "Privatizar a CEDAE é um mau negócio"

por Roberto Bitencourt da Silva

Como destacado em oportunidade anterior no blog, pretensamente visando debelar a crise financeira e administrativa do estado do Rio de Janeiro, os compromissos firmados entre o espúrio Michel Temer e o seu correligionário pemedebista Pezão, envolvem medidas tipicamente privatistas e draconianas para os servidores públicos e a população.

Por conta do absoluto desprezo autoritário do governador em relação às opiniões oferecidas e às iniciativas levadas a cabo, ano passado, pelos servidores - culminando na rejeição parlamentar pelos deputados da Alerj, de boa parte das medidas uma vez mais apresentadas -, novos protestos estão sendo realizados e articulados.

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Trump e a frustração da estrutura de poder no Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

O desespero de parte da estrutura de poder no Brasil com a ascensão do neofascista Donald Trump, à presidência dos Estados Unidos, está beirando o cômico.

Fazendeirões, como Ronaldo Caiado, multinacionais – sob as capas da Fiesp e da Firjan –, conglomerados de mídia e bancos, todos os principais pilares da dominação do grande capital no Brasil apoiaram a ilegítima destituição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O grosso das oligarquias políticas, igualmente. Todos manipulando preconceitos e estigmas reacionários e pretensamente moralistas, entre as frações mais altas dos trabalhadores e, sobretudo, entre segmentos da pequena burguesia. Um golpismo galopante e, até há pouco, bastante exitoso.

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As barreiras ao terrível pacote de Pezão e Temer contra os servidores e a população do RJ, por Roberto Bitencourt

por Roberto Bitencourt da Silva

A grave crise fiscal e administrativa que assola o estado do Rio de Janeiro tem como responsável direto e principal o PMDB, hoje capitaneado por Pezão. O governador busca no apoio do correligionário de partido em âmbito federal, o ilegítimo e golpista presidente Michel Temer, caráter de irreversibilidade ao draconiano pacote de medidas que há tempos tenta impor à população e aos servidores do estado.

Pezão fechou o acordo na esfera federal, que prevê, entre outros, privatização da empresa de tratamento de esgoto e distribuição de água (uma empresa superavitária); aumento da contribuição previdenciária nos vencimentos do funcionalismo para 14%, com adicional de 8% “provisórios” por três anos; elevação do ICMS; cortes nos serviços públicos da ordem de R$ 9 bilhões.

Faltou “combinar” com os sujeitos diretamente afetados: a população e os servidores públicos estaduais. Por razões abaixo destacadas, é pouco provável que esse espúrio acordo tenha aplicação, sobretudo em sua integralidade.

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O desprezo das esquerdas pela questão nacional, Paul Baran e os excedentes

Por Roberto Bitencourt da Silva

Talvez a principal lacuna do pensamento e da ação política das esquerdas brasileiras seja o desprezo pela questão nacional. Não é gratuito que, há décadas, sobretudo com a hegemonia alcançada pelo petismo e seus filhos partidários desgarrados, os temas propostos, em regra, mal arranham a estrutura brasileira de poder.

As questões sociais – relativas às desigualdades entre as classes – e aquelas associadas ao ordenamento do regime democrático representativo, a partir dos anos 1980, alcançaram primazia no debate conduzido pelas esquerdas. Hoje, acrescentem-se ainda demandas relativas aos direitos civis.

Não surpreende que, estando no governo ou na oposição, infelizmente, as esquerdas têm demonstrado incapacidade de oferecer visões e projetos de País.

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A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe, por Roberto Bitencourt

A renegociação das dívidas dos estados como nova etapa do golpe

por Roberto Bitencourt

Os termos das negociações que se têm estabelecido entre os governadores estaduais e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, são expressão de nova e superior etapa do golpe capitaneado por Michel Temer (PMDB).

Especificamente em relação ao estado do Rio de Janeiro, nessa semana foram costurados parâmetros e medidas para a renegociação da dívida com a União, assim como pretensamente atenuar a intensa crise fiscal e administrativa.

Diga-se, crise em elevada medida criada pelos anos de governo Sergio Cabra Filho – hoje preso – e Pezão, ambos integrantes de uma camarilha (o PMDB) de testas de ferro de empreiteiras e multinacionais, que sangraram os orçamentos do estado, para satisfazer os grupos representados pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

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A maioria precisa do país e virar povo, mesmo que não saiba, por Roberto Bitencourt da Silva

Sucessivas violações do governo Temer exigem mais articulação e união contra desmonte da democracia no país

por Roberto Bitencourt da Silva

Amesquinhamento absoluto do ensino médio, decidido às portas fechadas entre oligarquias políticas, sem consulta e debate com a sociedade. Eliminação de históricos direitos trabalhistas e previdenciários. Alienação dos valiosos patrimônios das nossas Petrobras e Eletrobras. Violação de garantias constitucionais elementares para a saúde e a educação.

Desinvestimentos na produção do conhecimento, em ciência e tecnologia. Incremento da desnacionalização do setor produtivo. Defesa de chacinas e outras intervenções ou ações, incompatíveis com qualquer noção minimamente relacionada a uma sociedade que se possa atribuir atenção com padrões de civilidade, justiça social, democracia e interesse nacional.

O golpismo, o entreguismo e o reacionarismo encarnados na abjeta figura do presidente Michel Temer (PMDB) impõem flagrantes e imensuráveis retrocessos culturais, políticos e econômicos ao Brasil.

Os personagens espúrios que formam o ilegítimo governo Temer demonstram, aberta e despudoradamente, o que são e o que pensam as classes dominantes no Brasil: fazendeirões, multinacionais, especuladores financeiros e imobiliários, bancos.

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Utopias políticas para o Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

 

por Roberto Bitencourt da Silva

Experimentamos as agruras de um cenário nacional em que prevalecem absoluta descrença política, amplo e preocupante apassivamento popular, assim como o delineamento de um horizonte civilizatório nefasto para o povo brasileiro. A nossa própria existência enquanto estado nacional, dotado de instrumentos de exercício de soberania, bastante ameaçada.

Em meio às trevas é sempre difícil enxergar saídas e soluções. Se o ambiente é desolador para isso, mais necessárias se tornam as propostas e a capacidade imaginativa e projetiva de futuro.

É a própria condição da vida que impele os sujeitos a seguir em frente, pensando e agindo, principalmente em se tratando de uma sociedade como a brasileira, riquíssima, mas submetida a uma espúria degradação política e a um nefasto neocolonialismo econômico.

Nesse sentido, são propostas fecundas e visões mais generosas de país que o livro “Uma nova utopia para o Brasil”, de Ruben Bauer Naveira, aborda. O autor é funcionário de carreira da Petrobras, doutor em Engenharia de Produção e colaborador da plataforma Brasil Debate.

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O presidente Jango e o filho, em livro de memórias, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

João Vicente Goulart, diretor do Instituto João Goulart e filho do ex-presidente destituído e perseguido pela ditadura civil-militar de 1964, há pouco publicou importante livro: Jango e eu – memórias de um exílio sem volta.

Abordando aspectos da trajetória familiar no exílio, sobretudo referindo-se a Jango, a obra é uma grande contribuição para o resgate de traços da personalidade do antigo líder trabalhista. Também tece um rico panorama das vicissitudes vivenciadas pelos exilados e, em especial, pelos povos do Cone Sul, entre as décadas de 1960 e de 1970.

Lançado pela editora Civilização Brasileira, Jango e eu apresenta o comportamento simples de João Goulart, mais afeito e confortável no trato e nas conversas com os colaboradores e empregados de suas fazendas, do que em eventos da “grã-finagem”.

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Urge mudar nossa visão sobre economia e política, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

Levando em conta fenômenos econômicos e políticos da conjuntura e mirando o retrovisor do tempo, assim como algo que se possa chamar de futuro em nosso país, abaixo chamo a atenção para sérias limitações em nossas percepções de sociedade e Estado, derivadas da hegemonia do pensamento liberal.

Limitações com força de incidência na ação e no pensamento político, sobretudo das esquerdas e dos movimentos sociais. Somente esses atores políticos podem ser os mais consequentes para desempenhar o papel de inibir o golpismo entreguista em curso, proteger as garantias individuais e sociais da Constituição, perseguir mudanças sociais e políticas progressistas, como também defender a soberania nacional.

Mas, para isso, faz-se necessário escantear categorias de percepção, não raro, assimiladas da retórica das estruturas de poder mundial e eivadas de preocupações e sentidos que são incompatíveis com o nosso tempo ou com os desafios relacionados ao nosso perfil de inserção no mundo.

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Moniz Bandeira analisa o cenário mundial, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

O historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira lançou recentemente importante obra intitulada “A desordem mundial”. Publicado pela editora Civilização Brasileira, o denso livro descreve e analisa o panorama contemporâneo das relações internacionais.

Residindo na Alemanha há cerca de 20 anos, Moniz Bandeira, aos 80 anos de idade, produziu mais um relevante trabalho para a compreensão do nosso tempo. Trata-se de uma fecunda demonstração do seu conhecimento sobre as estruturas de poder em escala internacional.

Talvez não seja exagero afirmar que Moniz Bandeira representa uma espécie de Nicolau Maquiavel brasileiro. Nenhum estudioso no país melhor conhece as formas do exercício de poder mundial e a força de ingerência que manifesta nas vidas dos povos. O poder, em estado bruto ou dissimulado, é o foco da sua investigação.

Ademais, o autor não deixou de experimentar os sabores e as vicissitudes da atuação prática na seara política. Jovem, foi assessor parlamentar de um deputado federal de esquerda, Sergio Magalhães (PTB) – uma liderança proeminente da antiga Frente Parlamentar Nacionalista (1956-1964), também presidente da mesma entre 1963 e 1964.

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Algumas razões para a derrota eleitoral de Marcelo Freixo, por Roberto Bitencourt


 

Algumas razões para a derrota eleitoral de Marcelo Freixo

por Roberto Bitencourt da Silva

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) perdeu a eleição à prefeitura do Rio de Janeiro para o senador Marcelo Crivella (PRB). Os números totais atribuídos aos candidatos foram de 1.700.030 votos para Crivella e 1.163.662 para Freixo.

A alienação eleitoral, ou seja, a soma das abstenções e dos votos nulos e brancos foi privilegiada por quase 50% do eleitorado carioca. Número elevadíssimo, que relativamente expressa fenômeno nacional, devido a decantada crise da democracia representativa brasileira.

Desse modo, algumas importantes questões são colocadas pelo processo eleitoral carioca e por  seus números finais. Seguramente necessárias para a reflexão sobre o comportamento político local e, talvez, tendam a guardar certa possibilidade de atenção para outras paragens municipais e estaduais.

Para o que nos importa em especial, essa eleição carioca merece detida reflexão por parte das esquerdas da cidade e do País, como um todo, já que muitos, em todo o Brasil, canalizaram esperanças para o Rio.

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Crivella: conservadorismo, oportunismo e casos polêmicos, por Roberto Bitencourt


por Roberto Bitencourt da Silva

O senador Marcelo Crivella (PRB), líder nas sondagens eleitorais para a prefeitura do Rio de Janeiro, há anos tem conseguido projetar uma imagem razoavelmente positiva. 

Dotado de retórica articulada, simpático e costumeiramente sereno, o candidato tem perseguido a construção de uma identidade propositiva e acima das “disputas” e dos “interesses políticos”.

O “bem comum”, habitualmente argumenta, é o seu objetivo maior. Tem conseguido convencer a muitos. Desde o início da década de 2000, paulatinamente vem galgando posições importantes no cenário municipal e estadual do Rio de Janeiro.

Senador há mais de 10 anos, as frequentes participações nas corridas eleitorais da capital e do estado demonstram crescente influência política e obtenção de votos.

Porém, muito longe da imagem projetada, Crivella possui lado e representa interesses bastante claros: a inserção e o aumento do poder de ingerência da cúpula da Igreja Universal, da qual é bispo licenciado, na formação da opinião e na construção da agenda pública brasileira.

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A contrarreforma da educação e a coerência de Temer, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

A proposta de reformulação curricular do ensino médio, apresentada pelo presidente Michel Temer (PMDB), guarda aspectos decisivos de coerência com a natureza do seu governo.

Tendo nascido de uma ampla articulação nacional e internacional para destituir uma presidente eleita e legítima, o golpismo que tipifica o governo Temer forçosamente dispensa o diálogo com a sociedade civil. No caso, especificamente com os professores e os estudantes.

Aspectos que marcam essa contrarreforma já eram ventilados durante o primeiro governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Porém, como se tratava de um governo eleito, expressão da vontade soberana dos eleitores, após questionamentos do professorado, foram engavetados.

O ensino de espanhol desconsiderado e a disciplina de inglês, acompanhada de português e matemática, será obrigatória. Nada mais natural para um governo ilegítimo e reacionário que está reorientando as relações externas do país.

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As eleições no Rio de Janeiro e a alternativa Freixo, por Roberto Bitencourt da Silva

As eleições no Rio de Janeiro e a alternativa Freixo

Por Roberto Bitencourt da Silva

O cenário político e econômico do estado do Rio de Janeiro e da sua capital é bastante desolador. Anos a fio a "Cidade Maravilhosa" e o estado têm sido administrados pelo mesmo e amplo agrupamento político, envolvendo inúmeros partidos e tendo como pólo irradiador o PMDB.

As consequências têm sido devastadoras, especialmente, para o povo carioca: a depreciação constante dos serviços públicos; uma obscura trama de interesses empresariais com agentes políticos, que financiam a especulação imobiliária e a acumulação de capital pela parasitária burguesia dos setores de construção e transportes, que vivem às custas de vultosos recursos públicos.

O governo estadual provocando a sangria dos serviços públicos, por intermédio de descontroladas e injustificáveis desonerações fiscais para o grande capital nacional e internacional, assim como a prefeitura carioca transferindo recursos do erário para ONGs, fundações e empresas privadas, em vários setores e de diferentes formas. Há anos.

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Temer escancara as portas para a privatização, por Ivan Valente



Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

Por Ivan Valente

Do Facebook do deputado federal


O presidente ilegítimo Michel Temer anunciou nesta terça-feira a lista dos bens públicos que serão entregues à iniciativa privada. Para começar, concessão de aeroportos de Porto Alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza, terminal de combustível em Santarém e do terminal de trigo no Rio de Janeiro, com abertura de editais ainda este ano. 


A lista prevê um entreguismo ainda mais pesado para o ano que vem, envolvendo estradas e ferrovias que atravessam o país inteiro, grandes campos de petróleo e gás natural, vastos recursos minerais e várias companhias elétricas. Mais parece uma lista negra, em que tudo o que é nosso será riscado, transferido para o capital internacional e para o controle de poucos magnatas.  Leia mais »

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