Revista GGN

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Profissão Professor
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Um enredo previsível



“Dizem por aí que os realistas só olham a parte má das coisas. Mas que querem? A parte boa da sociedade quase que não existe. De resto é bom a gente acostumar-se logo com as misérias da vida. É melhor do que o indivíduo, depois de mergulhado em pieguices, deparar com a verdade nua e crua” (Graciliano Ramos).

 

A sessão que ora transcorre no Senado para cassar o mandato da presidente Dilma Rousseff (PT) – é para cassar, não para julgar, muito menos avaliar o processo – caracteriza-se como mais um espetáculo dantesco. A hipocrisia dos parlamentares e demais personagens associados ao golpismo não tem limite. Nauseante.

A presidente Dilma está sendo defenestrada por uma verdadeira gangue, vende-pátria, autocrática, que despreza qualquer imagem de democracia, de respeito à vontade popular. Com todas as limitações do processo eleitoral brasileiro, se tem uma coisa que a maioria do eleitorado não apoiou e não apoia é um programa privatizante e de desmonte da nação. Leia mais »

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Um ícone a ser saudado: Fidel faz 90 anos, por Roberto Bitencourt da Silva



O aposentado comandante Fidel Castro Ruz completa 90 anos de idade, em 13 de agosto. Convenhamos, o aniversário do líder cubano corresponde a um acontecimento que merece ser saudado. Um bom motivo, também, para a reflexão política sobre a América Latina.  

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Filho de João Goulart propõe a realização de plebiscito

por Roberto Bitencourt da Silva

João Vicente Goulart, filho do ex-presidente João Goulart, está envolvido com a pregação a favor de um plesbiscito que permita a realização de novas eleições para a Presidência e a Vice-Presidência da República.

O apelo em torno do plebiscito defende o resgate da soberania política e eleitoral do povo brasileiro, por conta da "usurpação da democracia em nossa país", e questiona o "entreguismo" do governo Temer, que está comprometendo as "riquezas do país em tão curto tempo".

A campanha promovida pelo filho do ex-presidente Jango está apoiada no projeto de decreto legislativo no. 16, de 2016, do Senado Federal. O projeto parlamentar é assinado, entre outros, pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede), Roberto Requião (PMDB), Cristóvam Buarque (PPS) e Vanessa Graziottin (PC do B). Leia mais »

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O PDT morreu, mas o brizolismo está vivo

Por Roberto Bitencourt da Silva



Na segunda-feira (25/07) o PDT fluminense lançou o nome da deputada estadual Cidinha Campos como candidata a vice-prefeita, para compor a chapa eleitoral com o deputado federal Pedro Paulo (PMDB), que concorre à Prefeitura carioca.

Pedro Paulo é tido como fiel escudeiro do prefeito Eduardo Paes (PMDB) e, há meses, tem sido apresentado como nome de continuidade da administração pemedebista.

A aliança do PDT com o candidato de Paes surpreendeu a muitos no Rio de Janeiro. Virou voz corrente que “Brizola deve estar se revirando no caixão”.

Isso não tenho condições de saber. O que sei é que não espanta esse mais novo capítulo da degradação do antigo partido do ex-governador Leonel Brizola.   

Há anos o PDT converteu-se em mero satélite do PMDB, oferecendo estreito apoio parlamentar e ocupando cargos nos governos do estado do Rio de Janeiro e da capital.

Está muito à vontade e enfronhado na orientação elitista e empresarial dos governos capitaneados pelo PMDB no estado. Leia mais »

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Venda do controle da BR é início da privatização da Petrobras, diz AEPET

 
Jornal GGN - A Associação dos Engenheiros da Petrobras afirmou que a venda do controle da BR Distribuidora é "o início do desmonte e privatização da Petrobras". Em nota oficial, a AEPET disse que as justificativas apresentadas pelo Conselho de Administração da estatal, que seria uma forma de reduzir a dívida de R$ 450 bilhões da estatal, "não se sustentam".
 
Os engenheiros explicam que o problema da dívida já está sendo resolvido, com extensão de prazos e empréstimos com contrapartida na produção de petróleo. "A Petrobrás tem reservas e novas plataformas entrando em operação, vantagem estratégica na relação com credores e países dependentes de petróleo importado. A recente desvalorização do dólar, com a recuperação do preço do barril de petróleo e a valorização do real já fez mais para a solução da dívida do que a venda de ativos", publicaram.
 
Além de denunciar o desmonte da estatal brasileira, com o início da venda do controle da BR, a Associação afirma que o "Brasil corre o risco de entrar em novo ciclo do tipo colonial", diante do cenário de desintegração e a entrega do pré-sal. "O fim do regime de partilha, maximizando a riqueza do petróleo para o Estado brasileiro, completará o quadro, transferindo a propriedade do petróleo para o consórcio das empresas produtoras. Nenhum país se desenvolveu exportando petróleo por multinacionais", completou.
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Elogio a Glauber Rocha, por Nildo Ouriques

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Por Nildo Ouriques

De seu blog



Quando vi por primeira vez aquela parte do documentário realizado por Silvio Tendler chamado Glauber labirinto do Brasil, no qual Darcy Ribeiro faz eloquente discurso em homenagem ao amigo morto, julguei apressadamente que, talvez, se tratasse do tradicional exagero que costuma acompanhar uma perda definitiva. Darcy dizia ser Glauber o "mais indignado" de toda uma geração, um sujeito que oscilava "entre a esperança e o desespero" porque o Brasil nunca realizava nossas imensas possibilidades.

 Aquele pungente discurso de Darcy me tocou profundamente. Após ver e revê-lo muitas vezes, guardei a cena como quem guarda um trecho decisivo de um autor importante ou ainda o verso de poema triste como aquele de Cesar Vallejo, à disposição da memória para ilustrar uma situação real. (Me moriré en Paris con aguacero, un día del cual tengo ya el recuerdo. Me moriré en París - y no me corro - tal vez un jueves, como es hoy, de otoño") Na semana passada encontrei num sebo de Salvador - o Sebo do Brandão - um velho e preservado exemplar do livro Revolução do Cinema Novo (1981) de Glauber. Estou lendo aos pedaços, na verdade aos saltos, movido pelas sacadas sucessivas do gênio baiano que surgem a cada página. A oralidade da escrita é insuperável, Não conheci alguém capaz de afirmar seu estilo com tanta força. Pode-se imaginar Glauber falando, feito vulcão, convincente, profundo, seguro, profético.  

Alguém poderá afirmar tardia minha descoberta. É fato. Eu devo a Gilberto Vasconcellos a insistência sobre a estética de Glauber, de quem já tinha visto todos os filmes sem perceber a grandeza e profundidade do fenômeno. Enviei a Giba quase tudo de Ludovico Silva e alertei à ele sobre Gunder Frank e Marini. Na boa, nada de troca desigual entre nós. Troca de equivalentes. Mas Glauber tem algo de muito especial. É síntese potente entre política e cultura.  

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O “príncipe eletrônico”: a Globo contra o Povo Brasileiro em dois atos

Por Roberto Bitencourt da Silva


Octavio Ianni enxergava longe

Inspirado nas ideias dos pensadores Nicolau Maquiavel e Antonio Gramsci, o grande sociólogo brasileiro Octavio Ianni cunhou, ao final do século passado, a expressão “príncipe eletrônico”.

Então envolvido com os seus estudos relativos aos processos da globalização – isto é, a expansão da civilização capitalista no mundo, após o fim da guerra fria –, Ianni apropriou-se e redesenhou a figura meio mítica, meio conceitual do “príncipe”.

Para o antigo filósofo florentino, o “príncipe” referia-se a um líder individualizado, condutor de vontades e eventual construtor de estados. Na perspectiva bem posterior de Gramsci, o “príncipe” consistia em singular ator coletivo: o partido político.

Das reflexões de ambos, Octavio Ianni, em contexto histórico que nos é mais próximo, salientava o papel desempenhado pelos conglomerados de comunicação, enquanto principais agentes formuladores de ideias e galvanizadores de vontades mundo afora.

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Defesa e acusação sobre o "Escola Sem Partido", por Aluizio Alves Filho

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Considerações do experiente professor, sociólogo e cientista político Aluizio Alves Filho em torno do debate promovido pelo canal Futura, esta semana, acerca do projeto “Escola sem partido”. O debate envolveu o professor Fernando de Araujo Penna, da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense, e o advogado Miguel Naggib, autor do projeto “Escola Sem Partido”

Por Aluizio Alves Filho

O professor Fernando Penna, contrário ao projeto “Escola sem partido”, falava pausadamente e valendo-se de argumentação racionalmente fundamentada para defender o seu ponto de vista. A argumentação era típica e usual por professores experientes, colocando pontos que dão margem para o diálogo, como propôs Paulo Freire.

Durante a sua exposição acompanhei a reação do defensor do “Escola sem partido”: semblante fechado, as pernas balançando nervosamente, sinais típicos de insegurança e ansiedade. Se fosse um educador, com manejo de sala de aula, saberia disso.

Mas não é, como deixa claro, pois começa a falar esbravejando, dizendo que não é educador e que Paulo Freire “não entendia nada de Direito Constitucional”. Deduzo daí tratar-se da fala de um advogado constitucionalista e, a considerar suas palavras iniciais, que não entende nada de pedagogia, nem de educação.

Interessante um advogado confessar que não entende do assunto que está tratando para condenar Freire, que, ao que eu saiba, nunca falou em Direito Constitucional limitando-se a produzir na área de sua competência. Competência que é reconhecida pelos pares, nacional e internacionalmente.

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O projeto “escola sem partido” e as incoerências das direitas



Por Roberto Bitencourt da Silva

Muitos personagens individuais e coletivos têm se manifestado com bastante propriedade acerca do projeto de lei do Senado no. 193, de 2016. De autoria do senador Magno Malta (PR-ES), o projeto é conhecido como “escola sem partido” (1). Trata-se de uma excrescência autoritária e obscurantista.

O projeto legislativo visa suspender a liberdade de pensamento e a autonomia pedagógica no ambiente escolar. O seu próprio nome de “batismo” é destituído de sentido, já que sugere a absurda ideia de que as escolas e as universidades estão sob o controle de partidos políticos, especialmente de esquerda.

Um projeto dessa natureza é que se propõe a partidarizar, direta ou indiretamente, a educação brasileira.

Contudo, um dos aspectos que mais chamam a atenção na retórica e nas iniciativas dos respectivos apoiadores do projeto é, precisamente, o uso irrestrito e abusivo da liberdade de pensamento.

Consiste em um caso curioso no panorama das direitas brasileiras de nossos dias. Sempre ciosas na mobilização de categorias como “mérito” e “competência”, praticamente não se tem notícias de professores que apoiem o tal projeto.

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A Eletrobras sob o risco da privatização, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva*

“Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobras foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente” (Carta-Testamento do Presidente Getúlio Vargas).

Importância estratégica e um pouco de história

A Eletrobras é uma empresa estratégica para o Brasil. Ela é fundamental para o domínio e a formação técnico-científica nacional e para a tomada de decisões soberanas sobre o desenvolvimento. Igualmente decisiva para o controle e o uso nacional dos nossos excedentes econômicos.

De acordo com os dados disponibilizados pelo relatório de sustentabilidade da estatal de 2014, a Eletrobras é, em nossos dias, “a maior companhia de capital aberto do setor de energia elétrica da América Latina” (1).

Atuando na geração, na distribuição, na transmissão e na comercialização por meio de 16 empresas, a Eletrobras possui uma participação, majoritária, de 33% da capacidade de geração de energia elétrica do país. Responde por 48% do total de transmissão de energia e, na distribuição, “cobre uma área correspondente a 31% do território brasileiro”.

A história da formação desse gigante nacional envolveu muitos atores sociais e políticos, individuais e coletivos, civis e militares, bem como diferentes lutas do povo brasileiro a favor da emancipação econômica em relação aos espoliativos grupos estrangeiros.

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Mito e verdade da revolução brasileira, por Nildo Ouriques

Resenha da reedição do livro "Mito e verdade da revolução brasileira", de Alberto Guerreiro Ramos. Florianópolis: editora Insular, 296 páginas. O livro foi originalmente publicado em 1963


Por Nildo Ouriques

Mito e verdade da revolução brasileira  é um retrato do clima intelectual e político do início da década de sessenta e condensa, sobretudo, a intensa polemica no interior da esquerda entre as tendências socialistas e os nacionalistas, capítulo inconcluso da Revolução Brasileira.

Não cometo injustiça em dizer que Alberto Guerreiro Ramos era o intelectual mais importante do país antes da ditadura; era também a cabeça pensante mais importante e fecunda do trabalhismo brasileiro e do ISEB. Guerreiro Ramos foi pioneiro em divulgar a força da obra de Lúckacs no Brasil e, tal como o filósofo marxista húngaro, abriu ácida polêmica em relação ao “marxismo-leninismo”, a ideologia de estado divulgada na Rússia e adotada, sem restrições, por grande parte da esquerda no mundo.

No entanto, ele não confundiu o essencial: Marx e Lenin figuram para Guerreiro Ramos como homens de excepcional capacidade intelectual e, no caso do revolucionário russo, um gênio de “irrepreensível honradez revolucionária” pelo qual nutria admiração, especialmente pela sua “sincera convicção de que estava trabalhando pelo desaparecimento da espoliação do homem”. Guerreiro Ramos acusou o caráter obsoleto da teoria leninista do partido indicando que o problema da organização não poderia mais ser resolvido nos termos da Revolução Russa.
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Instalado o pior cenário: um golpe acompanhado da desmobilização popular

por Roberto Bitencourt da Silva

A todo momento o presidente interino Michel Temer alardeia o objetivo de adotar “medidas impopulares”. Despudorada e frequentemente, um dos principais agentes da movimentação golpista, que está ofendendo a consciência nacional e democrática do povo brasileiro, reúne-se com círculos empresariais, interpelando por apoio aos donos do capital.

Todo e qualquer discurso proferido pelo entreguista, reacionário e golpista Temer tem como foco exclusivo os agentes capitalistas forâneos e do país. E os trabalhadores, como ficam? Absolutamente desconsiderados enquanto sujeitos políticos portadores de direitos.

Isso surpreende? Não a quem acompanhou com atenção os setores sociais, econômicos e políticos, bem como as intenções fragmentárias que giravam em torno da movimentação golpista, desde o ano passado.

Após recente reunião do ilegítimo presidente da República nesses circuitos empresariais, o povo brasileiro tomou conhecimento da proposta feita pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade – um mero testa de ferro das multinacionais, que dominam a indústria no país –, de reduzir os direitos trabalhistas, visando ampliar ilimitadamente a jornada de trabalho.

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Educação e questão nacional



A crise instalada no estado do Rio de Janeiro é séria e tem como um dos resultados mais visíveis a ocorrência de greve dos professores da educação básica e superior, há quase quatro meses.

Longe de constituir um fenômeno limitado ao povo fluminense e carioca, a crise é bastante reveladora de traços característicos da preocupante cena política e econômica nacional.

O governo fluminense, bem como os espúrios agentes que se apossaram do governo federal, por meio de um grotesco golpe parlamentar-judicial-midiático, são expressões odientas da lastimável condição brasileira, remota e atual.

A crise, a qual experimentam o estado do Rio de Janeiro e o país, está longe de ser momentânea. Entre outros, é manifestação aguda da inserção subordinada do país na divisão internacional do trabalho.

O nosso crítico cenário deriva da acentuada queda dos preços dos produtos primários – o país e o RJ vivem deles –, reduzindo drasticamente as receitas obtidas com exportações. Leia mais »

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As desonerações e a grave crise no estado do Rio de Janeiro, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

Meses atrás tivemos a oportunidade de abordar o tema da crise no estado do Rio de Janeiro. Tínhamos em vista, especialmente, chamar a atenção para uma das raízes mais flagrantes da crise e, ainda hoje, silenciada pelos conglomerados de mídia: a elevada e injustificável desoneração tributária.

Operamos com alguns números parciais, relativos a dados disponíveis em orçamentos dos últimos anos do governo fluminense. Ademais, foi identificada uma e outra vantagem concedida a determinadas empresas, sobretudo multinacionais.

Os números eram e são chocantes, porque há casos em que somente uma empresa, como a Volks Caminhões, consegue alcançar, em benefícios, os orçamentos anuais somados de duas grandes instituições educacionais públicas: a Uerj e a Faetec (1).

Contudo, nos últimos dias, foram divulgados importantes e esclarecedores números pertinentes ao montante de recursos que o governo do estado deixou de arrecadar, em todo o sombrio período de gestão do PMDB/PP, com Sergio Cabral Filho, Pezão e Francisco Dornelles.

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A Rede Globo é a mãe do analfabetismo político, por Roberto Bitencourt da Silva

por Roberto Bitencourt da Silva

Do ponto de vista político, o domínio da escrita e a habilidade da leitura consistem em recursos importantes para o exercício da cidadania. Como diria Paulo Freire, contribuem para a leitura do mundo.

Mas, infelizmente, é forçoso lembrar que não são os fatores decisivos para a alfabetização política. As experiências cotidianas e os contornos do tempo em que agem os sujeitos são aspectos mais importantes para uma politizada “leitura do mundo”.

Nos anos imediatamente anteriores ao golpe civil-militar de 1964, grossa parte da população não era letrada. Era “analfabeta” do ponto de vista escolar.

Porém, prevalecia uma imprensa não oligopolizada – somente na cidade do Rio de Janeiro havia mais de 20 jornais em circulação –, e uma televisão que não possuía influência maior nos esquemas de percepção da população.

Ademais, entre os estratos baixos e altos das classes trabalhadores, bem como em frações da pequena burguesia, as experiências cotidianas no trabalho, nas escolas, nas universidades e nos quartéis, permitiam uma percepção mais aguçada do país em que viviam.

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