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Profissão Professor
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

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Quem virou as costas para quem?

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

 

Da webpágina das Mães de Maio no Facebook
 

Nós respeitamos demais o guerreiro Mano Brown Racionais, entendemos a intenção de chamar a população periférica na responsa para os perigosos rumos do país daqui em diante... Leia mais »

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A marca da sabotagem, por Valter Duarte

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Por Valter Duarte Ferreira Filho

Palavras do presidente da FIESP: “Com um cenário político estável, acreditamos que haverá uma retomada rápida da economia”. Palavras do presidente da CNA: “Temos de fazer um novo pacto social para reconstruir a economia”.

Não me canso de dizer, e tenho um livro fundamentando isso, que economia não existe. Das muitas coisas decorrentes dessa afirmação veio a descoberta de que dinheiro é direito/meio de comando, objeto político representante incruento da violência. Por isso leio de modo diferente o que dizem esses dois presidentes de associações burguesas.

Não me importa que falem em “economia”, pois sei o que pretendem significar e o que estão propondo, conscientes ou não da contradição que praticam. 
Com “economia” apelam para que se entenda uma realidade impessoal e autônoma. É confiança no resultado do que o imaginário liberal logrou produzir com imensa força cultural.

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Estatizações: um tema que virou tabu



Por Roberto Bitencourt da Silva

A mentalidade econômica liberal colonizou de maneira decisiva as consciências no país. O fenômeno é tão evidente que nos acostumamos a não questionar o óbvio: o caráter especulativo e parasitário das grandes empresas, nacionais e internacionais.

Mesmo entre atores individuais e coletivos ditos socialistas, em elevada medida, o tema das estatizações simplesmente sumiu da pauta. Virou um tabu. Uma lástima, pois a reflexão sobre os problemas sociais e nacionais gestados pelas grandes corporações deveria passar, forçosamente, pelo questionamento do cânone da pretensa “iniciativa privada”.  

Em primeiro lugar, porque as empresas concessionárias de serviços públicos, privatizadas, vivem exclusivamente de dinheiro público. Senão todas, desde a era FHC, a maioria foi adquirida por grupos econômicos, por meio de financiamentos e empréstimos públicos. Leia mais »

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A primavera estudantil no Rio de Janeiro, por Roberto Bitencourt da Silva



Por Roberto Bitencourt da Silva

 Por escolhas do governo, um estado em crise

As finanças do governo do estado do Rio de Janeiro encontram-se completamente desequilibradas, implicando em grave crise nos serviços públicos, que transcorre, com maior dramaticidade, há quase um ano.

A segunda parte do 13º salário dos servidores foi parcelada em cinco meses. As datas de pagamento dos salários do funcionalismo já foram modificadas duas vezes, desde dezembro de 2015, importando em um verdadeiro caos na vida dos servidores e seus familiares.

Há dias são noticiadas informações que dão conta de falta de previsão para o pagamento dos vencimentos no mês de abril. Por conta disso, e motivada por outras razões abaixo mencionadas, boa parte da educação pública escolar e universitária (Seeduc, Faetec e Uerj) encontra-se em greve há um mês. A partir do dia 4 de abril também a Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro irá aderir à greve, como ainda está prevista a possibilidade de deflagração de uma greve geral no funcionalismo estadual, após o dia 06/04.

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Apresentação teatral dos alunos da Escola Martins Pena (Faetec), em frente à Alerj.
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Temer, Dilma e as instituições

Por Roberto Bitencourt da Silva

Assistir ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), falar em ética dá embrulho no estômago. Mas, ele salientou, em gravação veiculada pela mídia, uma questão que chama a atenção e integra o acrítico e influente discurso político nacional de anos.

Uma questão que precisa ser muito bem refletida pelas pessoas, especialmente por aquelas que renitentemente repetem o mesmo e difuso jargão. Disse Temer, envolto em mesquinhos e antinacionais interesses próprios, visando nublar as denúncias em torno do golpismo em marcha: "As instituições estão funcionando regularmente". Leia mais »

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Não ao golpe e à frágil bipolaridade!

A narrativa pretensamente bipolar entre um amplo leque de agentes golpistas (Globo, Fiesp, capital internacional, Folha, Estadão, grupo Abril, PSDB, PMDB etc.) e o PT precisa ser revisada urgentemente. Sobretudo pelos próprios petistas. 

O PT - por inegável que sejam determinadas oportunidades oferecidas às camadas populares mais humildes, em alguns anos -, é orientado por uma concepção de país muito similar à apresentada por seus atuais e ferrenhos adversários. Leia mais »

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RJ: ato da Frente Povo Sem Medo diz não ao golpe e ao ajuste fiscal

Por Roberto Bitencourt da Silva

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Cenário espinhoso e escolhas difíceis, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

Estão em jogo na cena política nacional interesses poderosíssimos de setores empresariais internacionais e do país. São alvo, das aves de rapina, importantes garantias constitucionais, como os mínimos orçamentários destinados para a saúde e a educação; a privatização eventual da Petrobras e a entrega do pré-sal ao capital estrangeiro; a intensificação do controle policialesco sobre os movimentos sociais, as classes populares; assim como direitos trabalhistas no regime celetista e estatutário.

Poderosas frações empresariais almejam retirar o que resta de direitos sociais e privatizar o parco patrimônio público de interesse nacional, ainda sob o controle do Estado. A agitação judicial, política e midiática possui esse pano de fundo, precisamente em um contexto em que as exportações caíram bastante e não há como compatibilizar interesses, mesmo que muito desiguais, entre empresários e trabalhadores. O empresariado - a Fiesp, não gratuitamente, é o símbolo do movimento de sabor fascistóide e contra a legalidade - quer o controle absoluto do Estado. Pretende abocanhar todos os recursos orçamentários. Está sedento por isso.

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O “povão” como agente social e político esquecido

Por Roberto Bitencourt da Silva



Para muitos, inclusive aderentes petistas e do governo federal, as últimas semanas foram ricas no aprendizado sobre importantes características de parte estrutural da política e da sociedade brasileira:

1. As direitas são golpistas, violentas, racistas, entreguistas e elitistas.

2. A burguesia e estratos das classes médias revelam uma mentalidade colonizada, oligárquica, antipopular e escravista. Leia mais »

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Riscos e lacunas no cenário brasileiro

Por Roberto Bitencourt da Silva



 

Em tese, não haveria motivos para grandes preocupações com a participação de cerca de 4 milhões de pessoas destilando ódios fascistóides nas ruas. Nem mesmo contando com apoio e enorme cobertura midiático-judicial-policial.

A população brasileira supera a casa dos 200 milhões, tornando tímidos os números de aderentes aos protestos reacionários de domingo. Mas, o fenômeno suscita enorme preocupação e receio por conta das motivações abaixo: Leia mais »

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À vista um lastimável 7x1 na política nacional

Por Roberto Bitencourt da Silva




Há pouco mais de uma semana o ex-presidente Lula foi arbitrariamente conduzido para prestar depoimento à Polícia Federal. Na sexta-feira foi submetido a nova vexação, com um igualmente grotesco e abusivo pedido de prisão.

No dia seguinte, em convenção do PMDB, pulularam brados de “Fora Dilma” e “Fora PT”, defendendo independência do governo federal, sem largar os cargos ministeriais. Leia mais »

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A marcha dos golpistas, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

De ontem para hoje:

1. A polícia invadiu sindicato em São Paulo, para intimidar os integrantes da reunião. Uma invasão "motivada" por debates em defesa de Lula. As liberdades de expressão e organização, ao menos em São Paulo, tudo indica, parecem estar suspensas.

2. Fascistóides atacaram sede da UNE.

3. Morreu gente em cidades do estado de São Paulo, não na capital, por conta das chuvas. Mas, há pessoas a reclamar da Dilma e do Haddad. O governador tucano Geraldo Alckmin vive em um paraíso sem cobrança e fiscalização.

4. Amanhã reacionários de todos os quadrantes, além de inúmeros incautos teleguiados, irão lotar a av. Paulista no show de horrores já conhecido, com os "corruptos bons". Também com aqueles cartazes e apelos pró-EUA. Um colonialismo mental, um entreguismo deslavado e uma veia antipopular e antidemocrática a pulular e ofender a consciência nacional.

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Como falar em democracia?

O ex-presidente Luiz Inácio é reconhecido por adotar, em boa parte de seu período de governo, uma orientação de política econômica que, na melhor das hipóteses, pode ser classificada como um keynesianismo raquítico.

Quer dizer, esteve atento à criação de estímulos da capacidade de consumo do mercado interno. Contudo, sem reformas fundamentais, inclusive sem uma reforma tributária progressiva. Mobilizou a combinação desigual dos interesses das oligarquias burguesas do país e do capital estrangeiro, com os das classes populares. 

Tal fórmula durou alguns anos, em que a capacidade redistributiva esteve lastreada no "boom" das exportações, ampliando o consumo popular de certos bens e, parcialmente, serviços imprescindíveis, em especial, educacionais.
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Dilma e Lula não são Vargas e Jango, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

Convido o leitor a acompanhar uma proposta de interpretação um pouco distante das emoções e das crenças em conflito no jogo político do momento, que pululam na imprensa e nas redes sociais. Isso após o circo midiático em torno da arbitrária e injustificável semiprisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Procuro ampliar a escala de observação para sair do calor da conjuntura. O debate estabelecido entre, de um lado, petistas empedernidos e acríticos e, de outro, líderes demotucanos e frações de classes médias teleguiadas pelos conglomerados de mídia, convenhamos, mais embota do que auxilia a compreensão do crítico momento.

Em primeiro lugar, é necessário frisar que nos encontramos em um contexto de crise capitalista mundial, em que as fronteiras da mercantilização de serviços, bens materiais e intangíveis, necessidades individuais e coletivas têm sido intensificadas há tempos.

Sem territórios novos para a incorporação ao “mundo do mercado”, a ânsia especulativa do grande capital invade as mais diferentes esferas da vida. Hoje, a própria educação pública é alvo de extração privada de rendimentos, via expropriação orçamentária, com parcerias feitas entre Poder Público e empresas privadas, fundações e ONGs.

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A falácia da segurança como prioridade no RJ, por Roberto Bitencourt da Silva

 

A falácia da segurança como prioridade no Rio de Janeiro

Por Roberto Bitencourt da Silva

O tema da segurança pública no Rio de Janeiro, há décadas, principalmente por meio da agenda formatada pelos veículos corporativos de comunicação, tem representado uma prioridade pública. Não deixa de ser uma falácia.

Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, nos anos 1980, em circunstâncias históricas muito especiais, alcançaram êxito eleitoral e credibilidade política dando ênfase à educação, que chegava a cerca de 50% do orçamento do governo estadual trabalhista.

Nenhum deles achava que iria promover uma "revolução" com esse eixo de governo, restrito à esfera estadual. Visavam assegurar uma "escola honesta", em horário integral, para o filho do trabalhador, do favelado, do banguelo, para que tivesse oportunidade de estudo, de mobilidade social. Para que não ficasse abandonado nas ruas.

Foram boicotados e desqualificados pela mesquinha mentalidade elitista, entreguista, reacionária e racista do estado e do país. A Rede Globo em muito contribuiu para a demonização da dupla Brizola/Darcy e para a definição da segurança enquanto prioridade pública.

Moreira Franco, em 1986, ganhou de Darcy a eleição para o governo fluminense, asseverando que se dedicaria, em especial, à segurança pública: "acabo com a criminalidade em 6 meses". A respeito, são dispensáveis maiores comentários.

A partir de 1995, com Marcello Alencar (lembram-se da "gratificação faroeste" conferida à PM?) e todos os demais governadores conservadores até Pezão, a segurança pública tornou-se um tema incontestável, alcançando a condição de prioridade absoluta.

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