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imagem de Roberto Bitencourt da Silva
Profissão Professor
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Entre nós, os economistas II, por Nildo Ouriques

Seleção de Roberto Bitencourt da Silva

A ideologia da crise fiscal, por Nildo Ouriques

Ideologia sempre é arma perigosa. De minha parte, rechaço qualquer ideologia pois somente quando os trabalhadores estão armados com o pensamento crítico é quando, de fato, se apresentam como o inimigo real para as classes dominantes.

A burguesia criou a ideologia de que o estado brasileiro vive severa crise fiscal. Todos os dias de manhã, a tarde e a noite, fomenta a ideologia da crise fiscal do estado brasileiro; no rádio, jornal e TV repete a ladainha; o resultado pode ser visto na declaração do líder sindical bocó, do cretinismo parlamentar e do jornalista cínico, todos indicando que é preciso fazer um "ajuste fiscal" para recolocar o Brasil na "rota do crescimento". É farsa completa, mas é o alimento cotidiano de milhões, resultado necessário da manufaturação do consenso que funciona com perfeição tal como no Brasil indiciou Lima Barreto no início do século passado no insuperável romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha (1909) e, antes dele, John Hobson, no também indispensável Estudios sobre el imperialismo, 1902). George Seldes, Lippmann (o reaça), Orwell e Chomsky ainda não existiam.

Abismo que criaste com teus pés

Pois bem, hoje um jornal paulista (FSP) indica que no coração burguês do país, "o grau de endividamento pulou de 148% de sua receita corrente líquida em 2014 para 168%".  Ora, o estado de São Paulo é administrado por tucanos há quase duas décadas. No parlamento, a bancada tucana defende com unhas e dentes a ideologia que, como diz Cartola num samba genial, agora também pode ser vista no "abismo que cavaste com os teus pés". O petismo cala sobre o essencial, evita a crítica como se o rombo fiscal tucano não existisse porque, há tempos, também adotou a ideologia da "austeridade fiscal" que marcava os governos neoliberais. Enfim, tucanos primeiros e petistas mais tarde, adotaram a mesma ideologia. Dilma no Planalto e Alckmin em São Paulo dão de ombros. Ambos endividam o estado, apoiam a política de austeridade e justificam tudo em nome da responsabilidade fiscal.  Mas para nossa sorte, a realidade é tenaz e não se curva às ideologias!

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Como o povo cubano é afetado pelo bloqueio dos EUA?

Traduzido por Roberto Bitencourt da Silva

Da Telesur

Apesar da aproximação entre os EUA e Cuba, o bloqueio continua

Neste 7 de fevereiro completaram-se 54 anos do mais longo bloqueio financeiro, econômico e comercial na história da humanidade: o bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba. Todos os setores da nação cubana têm sido afetados não só em questões econômicas, mas também em outros serviços básicos, como saúde, educação, tecnologia e turismo.

Em 7 de fevereiro de 1962, após o presidente dos Estados Unidos J.F.Kennedy suspender totalmente a quota de açúcar oriundos de Cuba, o governo dos EUA decretou, por ordem executiva presidencial, o embargo total sobre o comércio entre os EUA e Cuba.

Os danos humanos causados pelo bloqueio são inúmeros e a sua duração no tempo tem consistido em fato duríssimo e insustentável.

Quanto Cuba tem perdido economicamente?

O governo cubano informou que as multas aplicadas pelos EUA e sua atual gestão governamental alcançam cifras superiores a 11,5 bilhões de dólares. Por outro lado, as perdas monetárias totais devidas ao bloqueio atingem mais de 116 bilhões de dólares. Ademais, Cuba não pode exportar e importar livremente produtos e serviços com os EUA, utilizar o dólar nas transações financeiras internacionais, ter acesso ao crédito de bancos nos EUA, de suas subsidiárias em outros países e das instituições financeiras internacionais.

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Cuba: anseios materiais e idealismo

Por Roberto Bitencourt da Silva


Bandeira de Cuba hasteada em frente à embaixada dos EUA, em Havana. Foto: Denise Felipe Ribeiro.


Cheguei essa semana de viagem a Cuba. Trata-se de um país sensacional, com um povo tão simpático e acolhedor como o nosso, que revela traços culturais muito semelhantes, na música, na alimentação, no jeitão descontraído.

Em função das imagens depreciativas e preconceituosas a respeito da nação coirmã da América Latina, que grassam nos principais meios de comunicação brasileiros, me vejo impelido a tecer algumas observações sobre o que vi, li e ouvi no belo país caribenho.

Privilegio impressões que tive do cotidiano, especialmente da cidade de Havana e em conversas com moradores, trabalhadores e estudantes.

Assim, essas observações possuem um caráter fragmentário, mas que procuram destacar algumas características, virtudes, problemas e dilemas vivenciados pelo povo cubano. Leia mais »

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Cem anos de Sérgio Magalhães, o nacionalismo e o capitão Vitorino

Imagem de Sérgio Magalhães (PTB) em campanha eleitoral para o governo da Guanabara (Fonte: Novos Rumos, 30/09 a 09/10/1960)

Por Roberto Bitencourt da Silva

Uma época bastante adversa

Experimentamos no Brasil um árido tempo marcado por muita angústia e ansiedade, com perceptível perda de esperanças e horizontes individuais e coletivos.

Refiro-me a nós, trabalhadores dos estratos médios e populares, ao povão subempregado e desempregado, à pequena burguesia, aos micros e pequenos empresários.

Os bancos, o grande capital internacional e nacional, os parasitas e os rentistas de títulos, dividendos e imóveis, estes, vão muito bem, obrigado.

Nadam de braçadas em um dos países socialmente mais injustos, dotados de maior concentração de rendimentos do planeta. A crise? Que crise!? A turma do alto da pirâmide (anti)nacional e antipopular desconhece.

Todavia, a cada dia fica mais claro o desapossamento do povo brasileiro sobre qualquer instrumento de participação e decisão em torno dos negócios púbicos. Desapossamento sobre direitos e suas próprias margens de liberdade de escolha e, em muitos casos, de sobrevivência.

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A educação cubana após a revolução, vista por um consultor do Banco Mundial



Por Roberto Bitencourt da Silva


No primeiro dia do ano, Cuba celebrou o 57º aniversário da sua revolução popular, nacionalista, anti-imperialista e socialista. Em que pesem limitações e problemas de natureza política e econômica, inegavelmente o povo cubano tem muito o que celebrar, especialmente em relação à educação proporcionada pelo Estado.

Recente e esclarecedor estudo produzido por Aviva Chomsky (“História da revolução cubana”, editora Veneta, 2015) destaca os esforços de erradicação do analfabetismo, imediatamente após a ascensão dos revolucionários, liderados por Fidel Castro, ao poder.

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Livro de Valter Duarte analisa a realidade política do dinheiro


Por Roberto Bitencourt da Silva

Vivemos em um tempo em que a ficção interfere decisivamente na realidade. A propaganda, o cinema, a televisão, o jornalismo – como também os próprios círculos acadêmicos, portadores de status científico –, constroem imagens e difundem valores e símbolos que dão os contornos sobre o mundo, como pensar e agir nele.

Nesse sentido, como a civilização contemporânea está assentada no modo de existência capitalista, proliferam imagens e interpretações que procuram oferecer credibilidade ao “mercado”, tomando-o como superior e insuperável forma de vida das sociedades.

Não há existência possível além do “livre fluxo de capitais”, do “mercado” e da “liberdade individual” (o que não nos dizem: liberdade do proprietário), eis a velha e sistematicamente reaquecida cantilena.

Inúmeras são as imagens benevolentes em torno do capitalismo, refletidas nas produções culturais, jornalísticas e acadêmicas. Igualmente, importantes e variadas são as contestações a tais imagens, que denunciam a incompatibilidade com o mundo tal como ele é. Contestações, naturalmente, escanteadas no imaginário dominante.

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A honestidade combativa de Prestes faz falta, por Marcio Sales Saraiva

Por Marcio Sales Saraiva


Nesse tempo em que esquerda quase se transformou em sinônimo de banditismo governista e traição dos trabalhadores, lembrar-se dos 118 anos do líder Luiz Carlos Prestes é fazer memória do verdadeiro patrimônio das lutas de nosso povo. Mesmo que você não concorde com todas as concepções ideológicas do Cavaleiro da Esperança, é inegável sua honestidade intelectual e pessoal.

 

No dia 3 de janeiro de 1898, em Porto Alegre, nascia Luiz Carlos Prestes. O ícone do movimento comunista brasileiro deixou-nos em março de 1990, depois de testemunhar a derrota de seu candidato, Leonel Brizola (PDT), nas eleições presidenciais de 1989. Leia mais »

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FHC, a ovelha desgarrada de uma família nacionalista e democrática

Na sequência, imagens de FHC, Felicíssimo Cardoso e Leônidas Cardoso.

Por Roberto Bitencourt da Silva

Lendo importante livro do historiador Leonardo Brito, a respeito do jornalismo brasileiro com linha editorial nacionalista (1), me deparei com uma instigante informação.

O autor faz referência a um periódico que circulou de 1949 a 1957, chamado “Emancipação” e que guardava relações com o Centro de Estudos e Defesa do Petróleo e da Economia Nacional (CEDPEN) e com a Liga da Emancipação Nacional (LEN).

Ambos os organismos coletivos preconizavam bandeiras sintonizadas com o nacionalismo econômico e com o anti-imperialismo. Basicamente defendiam o controle nacional e estatal das riquezas naturais e do processo de industrialização do país.

O jornal “Emancipação”, de acordo com Brito, teve como um dos editores o general Felicíssimo Cardoso, tio do sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Fazendo um rápido levantamento em dois jornais dos anos 1950 – o getulista “Última Hora” e o comunista “Imprensa Popular” –, não é difícil observar o destaque alcançado pelo tio de FHC, na defesa dos interesses nacionais.

Presidente do CEDPEN e conselheiro da LEN, Felicíssimo constantemente questionava os “trustes” e os “interesses estranhos”, que “querem deixar o país em situação degradante de semicolônia fornecedora de matérias-primas” (“Imprensa Popular”, 07/03/1951, p.1). Leia mais »

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Mídia esconde regressões na Argentina, por Altamiro Borges

Do Blog do Miro
 

Por Altamiro Borges

 

A mídia brasileira, com seus dogmas neoliberais e seu complexo de vira-lata, comemorou a vitória de Mauricio Macri na vizinha Argentina. “Fim do kirchnerismo”, soltou rojões. Mas ela poderá morder a língua mais cedo do que tarde. Em menos de um mês da sua posse, o queridinho dos EUA e das elites locais e latino-americanas já desponta como um ditador de quinta categoria, que poderá incendiar o país vizinho. Os trabalhadores argentinos, conhecidos por sua combatividade, já dão sinais de que não vão aceitar passivamente a truculência do empresário mafioso que agora ocupa a Casa Rosada. Leia mais »

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Reforma migratória de Obama é hipocrisia, afirma imigrante guatemalteca

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Do Diário Liberdade

De origem guatemalteca e residente não documentada em Chicago [Estados Unidos], Ilka Oliva Corado é uma prolífica escritora, que se inspira nas lutas sociais em favor dos direitos dos não documentados e da diversidade sexual, e contra a discriminação de gênero e o racismo, no coração do império.

Ilka Oliva Corado (Comapa, Jutiapa, Guatemala, 08 de agosto de 1979) é colunista para vários meios de informação [dentre eles o Diário Liberdade] e autora de ensaios e poesia. Sua última obra, surgida em novembro de 2015, é um poemario, intitulado "Luz de Faro” [Luz de Farol].

Nesta entrevista, a autora analisa a situação dos seus compatriotas da "Pátria Grande”, no contexto pré-eleitoral de um país governado durante sete anos pelo "primeiro presidente negro da sua história”.

Qual é a situação atual da comunidade latino-americana nos Estados Unidos?

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A diferença entre socialismo e capitalismo em três atos, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

Algumas comparações extremadas tendem a iluminar os problemas sociais e econômicos e as visões de mundo das pessoas e dos grupos sociais.

Assim, a respeito da grave crise econômica, administrativa e moral que assola o Rio de Janeiro, bem como por conta das gratuitas ofensas recebidas por Chico Buarque, na capital, talvez valhar assinalar as diferenças de atitudes e de visão, como também possibilidades de ação, a partir de personagens e experiências modelares:

1. O nacionalista e socialista Leonel Brizola, após longo exílio, foi governador do Rio, nos anos 1980, para o profundo desgosto da ditadura empresarial-militar e da Globo. Em seu governo, não recebia verbas federais para nada. Não havia Fundeb, royalties de petróleo e outras transferências "constitucionais", já que, a rigor, não havia Constituição, apenas arbítrio e boicote federal, primeiro com os milicos, depois com José Sarney. Ainda teve a dívida do Metrô, que era federal, transferida para o estado. Brizola governou em um período marcado pela crise da dívida externa do Terceiro Mundo, com repercussões muito negativas no país e no estado. Mesmo assim, privilegiou a educação, dotando cerca de 50% do orçamento no setor.

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Colapso do Rio Doce é a maior tragédia socioambiental brasileira, por Clarice Macieira

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Por Clarice Macieira

Do Diário Liberdade

Passaram-se 47 dias desde o rompimento criminoso da barragem de rejeitos de minérios de Fundão no dia 5 de novembro, que destruiu completamente o município de Bento Rodrigues e também cobriu Paracatu de Baixo com lama tóxica, distritos próximos a Mariana, no estado de Minas Gerais.

A lama de rejeitos alcançou rapidamente o Rio Doce e seguiu devastando não só a bacia hidrográfica, a maior do sudeste brasileiro, como afetou diretamente a vida da população que dependia do rio, seja para a captação de água, seja para atividades de autossustento como a pesca e a agricultura familiar; a morte do Rio Doce também ocasionou a perda de uma entidade espiritual para os índios da etnia Krenak e de toda uma forma de viver relacionada a ele.

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As perdas internacionais estimuladas pelo governo do Rio de Janeiro

Por Roberto Bitencourt da Silva

Foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ontem, sessão extraordinária para propor e votar emendas ao orçamento de 2016.

Todas as emendas que visavam assegurar investimentos nos serviços públicos e condições salariais e de trabalho aos servidores foram vetadas.

A maioria absoluta dos deputados estaduais constitui folgada base parlamentar ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Servidores de diferentes instituições públicas e estudantes compareceram à sessão legislativa, visando pressionar pela aprovação das emendas. Derrotados, ainda sofreram com agressões físicas.

Após a sessão legislativa, representantes dos servidores (bombeiros, universidades, escolas etc.) participaram de uma reunião com o governador, no Palácio Guanabara. O tema do encontro foi a polêmica em torno do pagamento do 13º salário.

O governador pagou apenas 1/5 da segunda parcela do benefício e estabeleceu, como alternativa, a obtenção de empréstimo bancário em nome do servidor.

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Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em um Estado falido, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva

Conquistada a condição de sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, as diferentes autoridades públicas alegaram almejar “legados sociais” para promover a realização do grande evento esportivo no Rio de Janeiro.

A cidade torna-se, assim, a primeira na América do Sul a organizar as Olimpíadas e as Paralimpíadas. Aproveitando o ensejo, a peça publicitária veiculada pela Prefeitura do Rio de Janeiro tem feito uma deselegante e infantil ironia com os argentinos: “Estamos à frente da Argentina”, diz a propaganda.

Ironia que apenas demonstra a sofrível e mesquinha qualidade dos homens públicos em posição de poder na cidade e no estado do Rio de Janeiro.

Uma contrapropaganda, por outro lado, seria bem favorável aos hermanos, precisamente por não sediarem os Jogos. Senão vejamos.

Eis o “legado” dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, até o momento: desapropriações de casas de milhares de famílias das classes populares, gentrificação, caos urbano – em que se torna cada dia mais difícil transitar no Rio –, degradação ambiental, especulação imobiliária e falência do caixa do governo estadual. Fiquemos exclusivamente com este aspecto que nos tem sido "legado".

Nos últimos dias, a rede de saúde mantida pelo governo do estado entrou em colapso absoluto. Falta de pagamento de funcionários, de higiene, insumos elementares e condições mínimas de funcionamento dos hospitais, tem implicado em suspensão dos atendimentos à população.

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Sacrifício da população e financiamento do capital estrangeiro no Rio de Janeiro

Os hospitais mantidos pelo governo do estado do Rio de Janeiro estão em crise. Encontram-se impossibilitados de oferecer atendimento, por conta da falta de pagamento dos funcionários.

O secretário de Saúde, Felipe Peixoto, do ex-trabalhista, ex-nacionalista e ex-brizolista PDT, afirma que os hospitais estão funcionando, ao contrário dos fatos amplamente noticiados.

O salário de novembro dos servidores estaduais foi parcelado em duas vezes. O 13º salário será dividido em cinco, com último pagamento previsto para abril de 2016. Leia mais »

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