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imagem de Roberto Bitencourt da Silva
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

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A diferença entre socialismo e capitalismo em três atos, por Roberto Bitencourt da Silva

Por Roberto Bitencourt da Silva

Algumas comparações extremadas tendem a iluminar os problemas sociais e econômicos e as visões de mundo das pessoas e dos grupos sociais.

Assim, a respeito da grave crise econômica, administrativa e moral que assola o Rio de Janeiro, bem como por conta das gratuitas ofensas recebidas por Chico Buarque, na capital, talvez valhar assinalar as diferenças de atitudes e de visão, como também possibilidades de ação, a partir de personagens e experiências modelares:

1. O nacionalista e socialista Leonel Brizola, após longo exílio, foi governador do Rio, nos anos 1980, para o profundo desgosto da ditadura empresarial-militar e da Globo. Em seu governo, não recebia verbas federais para nada. Não havia Fundeb, royalties de petróleo e outras transferências "constitucionais", já que, a rigor, não havia Constituição, apenas arbítrio e boicote federal, primeiro com os milicos, depois com José Sarney. Ainda teve a dívida do Metrô, que era federal, transferida para o estado. Brizola governou em um período marcado pela crise da dívida externa do Terceiro Mundo, com repercussões muito negativas no país e no estado. Mesmo assim, privilegiou a educação, dotando cerca de 50% do orçamento no setor.

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Colapso do Rio Doce é a maior tragédia socioambiental brasileira, por Clarice Macieira

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Por Clarice Macieira

Do Diário Liberdade

Passaram-se 47 dias desde o rompimento criminoso da barragem de rejeitos de minérios de Fundão no dia 5 de novembro, que destruiu completamente o município de Bento Rodrigues e também cobriu Paracatu de Baixo com lama tóxica, distritos próximos a Mariana, no estado de Minas Gerais.

A lama de rejeitos alcançou rapidamente o Rio Doce e seguiu devastando não só a bacia hidrográfica, a maior do sudeste brasileiro, como afetou diretamente a vida da população que dependia do rio, seja para a captação de água, seja para atividades de autossustento como a pesca e a agricultura familiar; a morte do Rio Doce também ocasionou a perda de uma entidade espiritual para os índios da etnia Krenak e de toda uma forma de viver relacionada a ele.

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As perdas internacionais estimuladas pelo governo do Rio de Janeiro

Por Roberto Bitencourt da Silva

Foi realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, ontem, sessão extraordinária para propor e votar emendas ao orçamento de 2016.

Todas as emendas que visavam assegurar investimentos nos serviços públicos e condições salariais e de trabalho aos servidores foram vetadas.

A maioria absoluta dos deputados estaduais constitui folgada base parlamentar ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Servidores de diferentes instituições públicas e estudantes compareceram à sessão legislativa, visando pressionar pela aprovação das emendas. Derrotados, ainda sofreram com agressões físicas.

Após a sessão legislativa, representantes dos servidores (bombeiros, universidades, escolas etc.) participaram de uma reunião com o governador, no Palácio Guanabara. O tema do encontro foi a polêmica em torno do pagamento do 13º salário.

O governador pagou apenas 1/5 da segunda parcela do benefício e estabeleceu, como alternativa, a obtenção de empréstimo bancário em nome do servidor.

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Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos em um Estado falido, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva

Conquistada a condição de sede dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, as diferentes autoridades públicas alegaram almejar “legados sociais” para promover a realização do grande evento esportivo no Rio de Janeiro.

A cidade torna-se, assim, a primeira na América do Sul a organizar as Olimpíadas e as Paralimpíadas. Aproveitando o ensejo, a peça publicitária veiculada pela Prefeitura do Rio de Janeiro tem feito uma deselegante e infantil ironia com os argentinos: “Estamos à frente da Argentina”, diz a propaganda.

Ironia que apenas demonstra a sofrível e mesquinha qualidade dos homens públicos em posição de poder na cidade e no estado do Rio de Janeiro.

Uma contrapropaganda, por outro lado, seria bem favorável aos hermanos, precisamente por não sediarem os Jogos. Senão vejamos.

Eis o “legado” dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, até o momento: desapropriações de casas de milhares de famílias das classes populares, gentrificação, caos urbano – em que se torna cada dia mais difícil transitar no Rio –, degradação ambiental, especulação imobiliária e falência do caixa do governo estadual. Fiquemos exclusivamente com este aspecto que nos tem sido "legado".

Nos últimos dias, a rede de saúde mantida pelo governo do estado entrou em colapso absoluto. Falta de pagamento de funcionários, de higiene, insumos elementares e condições mínimas de funcionamento dos hospitais, tem implicado em suspensão dos atendimentos à população.

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Sacrifício da população e financiamento do capital estrangeiro no Rio de Janeiro

Os hospitais mantidos pelo governo do estado do Rio de Janeiro estão em crise. Encontram-se impossibilitados de oferecer atendimento, por conta da falta de pagamento dos funcionários.

O secretário de Saúde, Felipe Peixoto, do ex-trabalhista, ex-nacionalista e ex-brizolista PDT, afirma que os hospitais estão funcionando, ao contrário dos fatos amplamente noticiados.

O salário de novembro dos servidores estaduais foi parcelado em duas vezes. O 13º salário será dividido em cinco, com último pagamento previsto para abril de 2016. Leia mais »

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Desafios para as esquerdas, no presente e em futuro próximo

Por Roberto Bitencourt da Silva

O presente cenário político é demasiadamente desolador para as esquerdas. A correlação de forças é flagrantemente desfavorável ao campo popular-democrático.

Isso por conta de uma saliente capilaridade social de valores sintonizados com ideias neoliberais, do ponto de vista político e econômico, e conservadores, sob o ângulo da moralidade cotidiana.

Ademais, anos sucessivos de governos, naturalmente, tendem a desgastar a qualquer partido político. Escolhas adotadas para o exercício de governo podem, é claro, incrementar o desgaste.

O acentuado abandono de valores e propostas de esquerda, assim como a opção pela tradicional e antipopular transação política pelo alto, bem refletida em alianças institucionais conservadoras, sobretudo com o PMDB, marcam o período de governos do PT.

A fatura tem sido entregue ao partido. Aliados de véspera, todos pimpões, descaradamente flertam com o golpe. Aliam-se ao PSDB, empedernido adversário eleitoral do PT.

Com a eventual aplicação do golpe sobre a vontade eleitoral expressa nas urnas ano passado, não seria exagero argumentar que o horizonte potencialmente seria a emergência de um semi-Estado policial.

Um possível governo norteado por ações que avancem nas privatizações, no desmonte dos direitos sociais e na entrega do patrimônio e dos centros decisórios nacionais para o exterior, que ainda restaram do legado nacionalista popular de Getúlio/Jango.

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A história econômica do Equador, por Luiz Gonzaga Belluzo

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O bolivarianismo venezuelano: dificuldades, derrota eleitoral e vitória moral

Por Roberto Bitencourt da Silva

A oposição conservadora venceu as eleições parlamentares na Venezuela, com ponderável diferença.

De um total de 167 cadeiras para a Assembleia Nacional, foram confirmados 99 assentos para a oposição (Mesa da Unidade Democrática – MUD) e 46 para o bloco governista Grande Pólo Patriótico – GPP.

O GPP é formado, entre outros, pelo Partido Socialista Unido de Venezuela – PSUV, de inspiração chavista, e pelo Partido Comunista – PCV.

Resta definir a distribuição de 22 cadeiras parlamentares (17 nominais, duas em lista fechada e 3 indígenas).

O presidente Nicolás Maduro, imediatamente após a divulgação dos resultados eleitorais, reconheceu, com absoluta dignidade e emocionado, a adversidade política.

Definiu os resultados como “um tapa” no seu governo, frisando a necessidade de “retificar” os rumos do socialismo bolivariano. Conclamou os imperativos do diálogo e da paz política para superar os sérios problemas econômicos enfrentados pelo povo venezuelano.

Contudo, não deixou de salientar a pressão financeira-midiática internacional sofrida pelo bolivarianismo. Denunciou a sabotagem empresarial, que estoca alimentos e paralisa a produção.

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Jango, mártir da democracia: 39 anos sem ele, por João Vicente Goulart

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Do Instituto Presidente João Goulart

Por João Vicente Goulart

É com muitas saudades que nós do Instituto João Presidente João Goulart, lembramos hoje, neste 6 de dezembro, o dia de seu desaparecimento físico.

Morreu no exílio em circunstâncias ainda em investigação pelo Ministério Público Federal do Rio Grande do Sul; mas sua principal lembrança foi sua luta tenaz contra a ditadura, sem nunca envergar, esmorecer ou dobrar-se aos ditadores e àqueles políticos que embarcaram na aventura do golpe em 1964  elevados pela mosca azul do poder e que foram, literalmente abatidos, levando junto nosso povo à desgraça da  ditadura que acabou fechando o Congresso Nacional e instalou um regime de prepotência e falta de liberdade que imperou no Brasil durante 21 anos de escuridão, quebra da legalidade e perseguições aos direitos constitucionais e individuais.

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As eleições na Venezuela e a imprensa de oposição ao governo, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva

A eleição para o Legislativo venezuelano ocorrerá no domingo e tem servido de mote para os conglomerados brasileiros de mídia acusarem de “ditatorial” ao governo bolivariano.

Concedendo credibilidade apenas às vozes da oposição conservadora, os veículos hegemônicos de comunicação, em nossos país, vêm apresentando contornos noticiosos aterrorizantes, em que chamam a atenção preocupações com a lisura da eleição. Com isso, salientam um pretenso “autoritarismo” do governo de Nicolás Maduro.

A respeito, pretendo problematizar a tentativa de monopólio do significado de democracia, pela mídia tupiniquim, e o perfil das matérias políticas de dois jornais venezuelanos de oposição ao governo bolivariano, El Nacional e La Verdad, às vésperas da eleição.

Isso porque a crítica à “ditadura bolivariana”, habitualmente, é acompanhada de denúncias em torno do cerceamento das liberdades de opinião e de imprensa, liberdades intrinsecamente associadas a ideais, sociedades e governos comprometidos com a democracia.

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Rio de Janeiro em crise: os números contradizem o governador Pezão

O ano tem sido marcado por inúmeros cortes orçamentários na educação básica e superior do estado do Rio de Janeiro. Com isso, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) vem realizando a suspensão, sistemática, de aulas, cursos e vagas públicas no ensino carioca e fluminense.

Segundo informações da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, desde o início do governo Sérgio Cabral Filho (PMDB), em 2007, mais de 250 escolas de ensino médio foram fechadas pela Secretaria de Educação.

Pezão aprendeu com Cabral Filho, o seu padrinho político, e esse ano estendeu a lastimável prática de encerramento de vagas públicas à Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), que se dedica à oferta dos ensinos superior e técnico em nível médio.

O governo tem criado condições inadmissíveis para a manutenção das unidades educacionais. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) talvez configure o símbolo maior de desprezo do governo peemedebista com a educação.

Endividada, a Uerj teve que suspender as aulas por uma semana, em novembro, por falta de pagamento dos trabalhadores terceirizados. A insalubridade das instalações motivou a iniciativa da reitoria. Leia mais »

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Um Ipes renovado: a imagem da Venezuela na Band

O Jornal da Band, desde terça-feira, tem veiculado uma série de reportagens sobre a Venezuela. Trata-se de uma produção da própria equipe de jornalismo da empresa da família Saad. Intitulada “Venezuela no fundo do poço”, a série resvala no grotesco, distante de qualquer prática que se possa chamar adequadamente de jornalismo.

O unilateralismo domina a cena. São entrevistados, única e exclusivamente, atores que manifestam clara oposição ao governo de Nicolás Maduro. Os enquadramentos noticiosos apoiam-se decididamente em imagens associadas ao caos, a descontentamentos e ao medo.

A respeito, a memória pode evocar com facilidade o perfil de abordagem que a mídia carioca, sobretudo as Organizações Globo, privilegiava no noticiário sobre os governos de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro (1983-1986 e 1991-1994). Semelhanças claras e de triste lembrança, em virtude do uso de contornos interpretativos criminalizantes, que visa(va)m causar repulsa no telespectador. Leia mais »

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Entre Minas e Paris, a demanda crítica pelo direito à informação

 
Por Roberto Bitencourt da Silva
 
Muitos aspectos negativos são mencionados a respeito da disseminação do uso das redes sociais. Chamam demasiadamente a atenção expressões deselegantes e preconceituosas de comunicação, que se encontram a léguas de distância de um ideal habermasiano da deliberação pública, racional e argumentativa, eventualmente (a ser) transposto para o ambiente em redes.
 
As recorrentes manifestações de ódio e intolerância em rede derivam de fato elementar: a técnica é fruto da cultura e apropriada pelas aspirações, os esquemas de percepção, os interesses e os costumes dos sujeitos individuais e das classes sociais. Desse modo, em elevada medida, a cultura antecipa e molda a apropriação da técnica.

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A crise econômica e o amesquinhamento do professorado como política “pública”

Limitações e problemas impostos à educação pública são fenômenos recorrentes na sociedade brasileira. Contudo, neste ano, a educação pública está sendo submetida a especiais testes de sobrevivência. Isso devido à decantada crise econômica do país e a constrangimentos orçamentários, pelos quais governos das diferentes esferas da Federação alegam encontrarem-se sujeitados.

Em São Paulo, o governo estadual adota a medida do fechamento de cerca de cem escolas. Em Goiás, outro governador tucano especula a introdução de iniciativas consoantes à terceirização do ensino e à suspensão definitiva do ingresso ao magistério via concurso público. Em âmbito federal, o governo petista impôs às universidades, meses a fio, a suspensão dos salários de trabalhadores terceirizados e um raquítico reajuste para o professorado. Leia mais »

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O futuro do mundo será a energia renovável e limpa, por Leonel Brizola Neto

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

O futuro do mundo será a energia renovável e limpa

Do Facebook de Leonel Brizola Neto (*).

O professor Bautista Vidal afirmava que o futuro do mundo será a energia renovável e limpa. E de onde vem a energia renovável e limpa? Dos trópicos e nos trópicos, o Brasil é uma grande potência. Com base nesta situação, podemos inferir o que Bautista Vidal pensaria sobre um projeto energético baseado no combustível fóssil. O que ele diria do Pré-sal? Ele aprovaria esse caminho, considerado obsoleto e antiecológico?

Bautista Vidal analisou a importância da Petrobrás nos anos 50, mas dizia que a Petrobrás não deveria ficar restrita ao petróleo, pois uma vez esgotado o petróleo, como é que ficaria a Petrobrás. Então, para o maior entendido de energia na cultura brasileira, o destino da Petrobrás estaria na utilização do álcool combustível e dos óleos vegetais.

Mas atenção: Bautista Vidal concebia estes combustíveis não apenas para encherem os tanques dos automovéis, esses combustíveis seriam uma alavanca da civilização da fotossíntese, limpa, renovável, solidária e apontando rumos para uma sociedade socialista no Brasil.

A calamidade natural é uma calamidade ambiental e de caráter social. Se o combustível fóssil é o responsável pela ameaça do dilúvio, se a alternativa encontra-se na energia vegetal (biomassa), e se o trópico é a geografia por excelência dessa energia do sol, então porque o governo brasileiro insiste em furar o oceano com o Pré-sal em busca de um combustível que é anacrônico e danificador do ambiente?

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