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Profissão Professor
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

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Brizola é incluído no Livro dos Heróis da Pátria

do Congresso em Foco

Comissão do Senado inclui Brizola entre Heróis da Pátria

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou, nesta terça-feira (12), projeto que inclui o nome de Leonel de Moura Brizola no Livro dos Heróis da Pátria. Lançado na vida política por Getúlio Vargas, ele foi o único político do país eleito em votação popular para governar dois estados diferentes – Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Também se notabilizou pela atenção que sempre deu ao tema da educação e pela resistência ao regime militar instalado em 1964.

A matéria, que agora irá a Plenário para decisão final, teve origem na Câmara dos Deputados. De autoria do ex-deputado Vieira da Cunha, o projeto (PLC 67/2014) também altera a legislação para diminuir a exigência de 50 anos da morte do homenageado para a inclusão de seu nome no livro.

O autor sugere o tempo máximo de dez anos. Para isso, muda a Lei 11.597/2007, que trata da inscrição de nomes no Livro dos Heróis da Pátria. Para Vieira da Cunha, é de fato necessário um período de tempo entre a data da morte e a edição de lei para que os homenageados ganhem lugar no Livro dos Heróis. Porém, considera que 50 anos “é tempo excessivamente longo, que não se justifica”.

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TV brasileira: a mídia sem regulação, por Gustavo Gindre

Por Gustavo Gindre (*)

A recente recusa da presidente da República em convocar a tradicional cadeia de rádio e TV no Dia do Trabalhador, 1° de maio, foi defendida por parte da militância do Partido dos Trabalhadores (PT) como prova de perda de importância da TV aberta. Mas, será mesmo?

Segundo a pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), provavelmente a mais confiável sobre a realidade brasileira do setor, em 2013, 52% dos lares urbanos e 85% daqueles em áreas rurais não possuíam um computador ou um tablet conectado a Internet. No total, eram 56% das residências brasileiras sem acesso. Como não poderia deixar de ser, este percentual aumenta nas camadas menos remuneradas. Cerca de 88% de quem ganha até 1 salário mínimo e 73% daqueles que recebem entre 1 e 2 salários mínimos não possuem acesso residencial à Internet.

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AGB-RJ posiciona-se contra demissão de professor no RJ

 

Por Roberto Bitencourt da Silva

Precisamente no dia (04/05) em que publicamos matéria sobre o processo de demissão do professor Breno Mendes,  da Rede Municipal do Rio de Janeiro, a Prefeitura carioca publicou no Diário Oficial a sua exoneração

Saiba mais: http://jornalggn.com.br/blog/roberto-bitencourt-da-silva/educacao-e-dire...  

Sob a alegação de violação do Código de Ética, por proferir críticas ácidas, em rede social, a políticas voltadas à educação do município, por conta das problematizações tecidas pelo professor, o processo administrativo, de maneira célere e com sombrio corte ditatorial, teve um desfecho desfavorável ao professor Breno. 

A respeito, a Associação dos Geógrafos Brasileiros (seção RJ) emitiu nota, demandando esclarecimentos da Prefeitura. Para a entidade, a Prefeitura adotou medida arbitrária, pois "criticar medidas governamentais que se acredita ir contra o interesse da população e, por conseguinte, da Administração Pública municipal, é exercer um direito, e não violar deveres. É defender a instituição pública, e não desrespeitá-la". Leia mais »

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Os 80 anos da Aliança Nacional Libertadora

Muniz Ferreira (*)

Frente política de massas anti-imperialista, antilatifundiária e antifascista, a Aliança Nacional Libertadora – ANL – foi oficialmente instituída no dia 30 de março de 1935, em ato público realizado no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro. 

Agregou em torno de si personalidades, organizações de trabalhadores, partidos e movimentos de corte revolucionário, democrático e progressista e sua construção contou com a participação ativa dos comunistas, tendo em Luiz Carlos Prestes, militante do PCB desde 1933, um de seus principais dirigentes, aclamado como presidente de honra. Leia mais »

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Educação e direito à opinião: ameaça de demissão de professor no Rio de Janeiro

Por Roberto Bitencourt da Silva

O capitalismo, como bem assinala o sociólogo Zygmunt Bauman, é um sistema parasitário de organização social. No afã de reproduzir e pôr em circulação o capital, o sistema sempre persegue novas fronteiras para a acumulação. Há décadas a educação tem se convertido em foco parasitário e terreno explorado pelo capital.

Conhecida e remota é a atuação de empresas na educação básica e superior, alcançando lucros com mensalidades, subsídios fiscais e baixos salários oferecidos aos docentes. Ademais, a depreciação da escola pública – com investimentos escassos – tradicionalmente criou campo fértil à proliferação de unidades privadas de ensino. Fato sobejamente conhecido no país.

Contudo, nos últimos anos, a expropriação privada dos fundos públicos, em especial na educação, tem sido disseminada. Contratos com ONGs, fundações e empresas terceirizadas pululam em diferentes sistemas públicos de ensino Brasil afora. São materiais e programas educacionais, concebidos à revelia do envolvimento pedagógico dos professores, bem como contratos voltados a serviços de apoio e limpeza, nas escolas e universidades públicas, iniciativas que em muito têm comprometido os recursos públicos da educação.

Nesse sentido, em meio à atual crise econômica, as mazelas têm sido incrementadas na escola pública, afetando ainda mais as condições de trabalho dos professores. Profissionais desprezados pelos meios massivos de comunicação. Tidos, de maneira velada, como atores “ilegítimos” para participar da construção da opinião pública. Portanto, desconsiderada a sua voz crítica na esfera pública, a educação e o seu protagonista, o professor, agonizam.

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Rede Globo: o dia após a primeira transmissão televisiva

A Rede Globo de Televisão, que ora completa 50 anos de existência, teve a primeira transmissão realizada em 26 de abril de 1965, por meio do seu canal televisivo original: a TV Globo, canal 4 do Rio de Janeiro.

O jornal O Globo, no dia seguinte, publicou animadas matérias a respeito. Em notícia editada na página 6, o periódico oferecia um registro parcial da recepção política sobre o acontecimento. Afirmava que a transmissão televisiva inaugural havia sido motivo para aplausos na Assembleia Legislativa da Guanabara (atual município do Rio de Janeiro, à época cidade-estado).

Destacou, em especial, os nomes de alguns parlamentares que faziam parte da base legislativa do governador Carlos Lacerda (UDN), assim como congratulações oferecidas pela bancada udenista.

Como exercício de memória, cumpre observar que a UDN foi o partido que preconizava, aberta e histericamente, durante o regime democrático de 1946, a exclusão do trabalhismo, do comunismo e das forças populares da cena pública. Um bastião do golpismo.

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Crise capitalista, terceirização e parasitismo empresarial

Capitalismo e a criação de valores de uso e de troca

Sem deixar de caracterizar uma propriedade peculiar à sua história, há anos o capitalismo vivencia uma aguda crise. Em razoável medida, a crise contemporânea deve-se às limitações da expansão territorial contínua, que favoreça a criação e a ampliação dos negócios. O mercado mundial tornou-se realidade nesse século. A última grande fronteira para o capital, o Leste europeu, caiu com a dissolução do bloco soviético. Leia mais »

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Jovens comunistas se reúnem no Rio de Janeiro

Delegações nacionais e internacionais de juventudes comunistas estão reunidas no Rio para uma série de eventos.

Por Fania Rodrigues (*)

A Juventude Comunista Brasileira (UJC) se reúne com delegações internacionais para discutir o rumo das lutas e os desafios da esquerda em diferentes países do mundo. A série de eventos, que começou no dia 16 e vai até 21 de abril, foi aberta com o "Seminário Internacional: 70 anos da Federação Mundial da Juventude Democrática e a luta anti-imperialista hoje". Na ocasião estiveram presentes dirigentes da Juventude Comunista Grega, Aris Evangelidis, da Federação dos Jovens Comunistas, do México, Omar Cota, do Partido Comunista do Paraguai, da Marcha Patriótica e Juventude Rebelde, as duas da Colômbia.

O evento foi realizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e representou um momento único de debate entre a juventude comunista, universitária e o público em geral.

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Protestos golpistas no Brasil e a rejeição ao governo venezuelano

Neste domingo, na esteira das manifestações reacionárias que se desenrolam no país, chamou bastante a atenção uma faixa estendida na Avenida Paulista: "Aqui não é a Venezuela". No que tange às referidas manifestações, aquela é a única mensagem ou ideia com a qual tendo a concordar com a turma reacionária, vestida com o verde-amarelo "by CBF". Uma turma teleguiada, sobretudo, pelas Organizações Globo.

Do ponto de vista histórico, remotamente, Brasil e Venezuela guardam em comum a experiência de um passado colonizado, escravista e oligárquico, que ainda hoje possui força de incidência sobre as suas respectivas estruturas sociais.

Contemporaneamente, ambos os países, na condição de periferia capitalista, apresentam uma inserção econômica e tecnologicamente dependente no "sistema-mundo" (como chama Immanuel Wallerstein ao capitalismo mundial, hierárquico e desigualmente espoliativo).

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Presidente João Goulart: importante e injustiçado líder das esquerdas

Por Roberto Bitencourt da Silva

Uma das ideias mais marcantes na memória construída em torno do golpe empresarial-militar de 1964, especialmente disseminada pela produção jornalística dos conglomerados da mídia, é a seguinte: o ex-presidente João Goulart era temido por setores da sociedade (não-dito: altos e médios), assim como por parcelas das Forças Armadas, por "aproximar-se da esquerda".

Trata-se de uma ideia, no mínimo, controversa, mas convencionalmente veiculada e aceita, que acompanha as interpretações correntes sobre o golpe, que ora completa 51 anos (1).

Não apenas na grande mídia, mas também em uma miríade de trabalhos acadêmicos – inclusive produzidos por pesquisadores considerados de esquerda –, vemos acentuada a referida ideia. Deliberadamente ou não, ela, de maneira "semi-ingênua", revela um viés interpretativo que coloca Goulart na condição de um político "oportunista", que buscou se "aproveitar" do cargo e do momento, em que foi pujante a mobilização popular. Nesse sentido, em respeito às memórias brasileira e do ex-presidente, algumas considerações se fazem necessárias:

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51 anos do golpe: os “patriotas” de hoje são os velhos entreguistas

O golpe empresarial-militar, que ora completa 51 anos, promoveu não poucos males à sociedade brasileira, com frutos ainda perceptíveis. Frutos danosos que tolhem o adensamento da democracia brasileira, a redução das grotescas disparidades sociais e a ruptura com o nosso papel dependente e subordinado na cena mundial. 
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Manifestações golpistas: sobre identidades e empoderamentos coletivos

Para aqueles/as que já participaram de uma greve ou de qualquer outro movimento ou mobilização coletiva, com conteúdo político, sabe que as pessoas tendem a se sentir empoderadas, empolgadas, com uma sensação de direitos e capacidades individuais afirmadas.

Tendem a construir identidades, que envolvem a gestação de solidariedades entre os/as integrantes do movimento, assim como lemas comuns e a cristalização dos sujeitos antagonistas.

Uma gana muito grande tende a emergir entre os/as integrantes, visando atingir os fins almejados. Isso tudo descrevo a partir de um ponto de vista elementar da sociologia, bem como de experiências politicas de esquerda e no mundo do trabalho. Portanto, sendo, em regra, um conjunto de fenômenos suscetíveis à satanização pelos diferentes circuitos do poder: mídia, governo, patronato.

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A crise econômica brasileira: o que está sendo esquecido?

O tema da crise econômica no Brasil, desde o início do ano, tem se tornado uma verdadeira cantilena, repetida exaustivamente por diferentes atores institucionais. "Arrumar a casa", "cortar e equilibrar gastos públicos", eis algumas expressões recorrentes na retórica mobilizada pelos poderes midiático e econômico, bem como por parlamentares conservadores, governos estaduais e federal.

O destino dos "gastos públicos" não tem sido submetido a uma avaliação mais criteriosa, restando a ênfase oferecida à redução de investimentos públicos no bem-estar social, à retração de direitos coletivos, trabalhistas. O "ajuste" – tentam convencer-nos os seus adeptos – deve ter como destinatário as classes trabalhadoras, populares e médias. Aumento de taxas e impostos, com nítido caráter regressivo, afetando especialmente os mais pobres.

Em um impressionante giro discursivo, os governantes eleitos em 2014, que no período eleitoral procuraram atenuar qualquer problema fiscal e econômico, assim que assumiram deram início a medidas restritivas e operaram com um discurso bastante diferente, acenando com um cenário negativo à população. Leia mais »

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Brasil: a racionalidade dos interesses e o imponderável

Determinadas linguagens e certos comportamentos políticos, que guardam expressivos traços de golpismo, a princípio, não passam de espuma raivosa de setores sociais específicos, particularmente frações das classes médias. Em boa medida, geograficamente identificáveis, mais especificamente de São Paulo.

Na contramão, a insignificância do fenômeno no país salta às vistas, sendo marcante no Rio de Janeiro, nas redes e nas ruas: um protesto marcado para esta quarta-feira (11/03) conseguiu contar com não mais do que 30 pessoas. Virou motivo de chacota. Leia mais »

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Alvo de inquérito, campo de golfe gera polêmica na Olimpíada

BBC - Brasil
 

O campo de golfe olímpico é um dos pontos mais sensíveis na organização dos Jogos de 2016: além de ser considerado uma das três obras com cronograma mais apertado, gerou uma saia-justa entre o prefeito Eduardo Paes e o presidente do COI, Thomas Bach, na visita ao Rio que se encerra hoje.  Leia mais »

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