Revista GGN

Assine
imagem de Roberto Bitencourt da Silva
Profissão Professor
Formação Pós-doutor e doutor em História (UFF), mestre em Ciência Política (UFRJ)

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Rio de Janeiro como principal laboratório neoliberal da América Latina, por Marcos Pedlowski

Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

do Blog do Pedlowski

Rio de Janeiro como principal laboratório neoliberal da América Latina

por Marcos Pedlowski


O imbróglio envolvendo o chamado “plano de recuperação fiscal” imposto pelo governo “de facto” de Michel Temer sobre o cambaleante (des) governo Pezão seria patético se não fosse trágico. Após exigir e conseguir enormes concessões por parte da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Michel Temer e seu ainda ministro/banqueiro Henrique Meirelles não conseguem (ou não querem conseguir) dar andamento ao que foi obtido. De sua parte, o (des) governador Pezão é a expressão máxima da incapacidade ao demonstrar completa inépcia para dar conta de questões básicas quanto mais de resolver os graves problemas que afogam o Rio de Janeiro numa grave crise neste momento.

Mas esqueçamos por um momento dos personagens toscos que povoam os cargos diretivos para nos concentrar no que efetivamente está sendo feito no Rio de Janeiro. É que somando tudo o que ocorreu após a chegada de Sérgio Cabral et caterva no Palácio Guanabara, o que temos de fato é a transformação do estado num laboratório avançado das piores expressões das políticas de recorte neoliberal em toda a América Latina.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Observações sobre fascismo e entreguismo no Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

Observações sobre fascismo e entreguismo no Brasil

por Roberto Bitencourt da Silva

Volta e meia tropeçamos com esses tipos de denúncias: “vejam o que estão fazendo esses fascistas!”; “os fascistas estão prestes a assumir o poder no Brasil!”; “isso é uma perseguição fascista!”; “esse projeto é fascista!”.

São frases atemorizantes que circulam folgadamente de uns anos para cá, no webjornalismo alternativo, entre círculos partidários e não partidários progressistas, no seio de movimentos sociais, já alcançando certa força retórica elástica em demais círculos da sociedade.

Basicamente, as preocupações que dão suporte às denúncias giram em torno da observação de comportamentos marcados por ódio às classes populares, social e economicamente mais humildes e marginalizadas, por práticas de intolerância criminosa e agressividade contra as diferenças (sejam elas quais forem) e por um desrespeito, em geral, ao primado dos direitos humanos.

Leia mais »

Média: 4.1 (13 votos)

A trajetória de Lula e os dilemas e desafios do Brasil, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto Stringer/Reuters

A trajetória de Lula e os dilemas e desafios do Brasil

por Roberto Bitencourt da Silva

A condenação judicial do ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, representa um novo e grave capítulo do movimento golpista empresarial-midiático-judicial, que destituiu ilegitimamente uma presidente eleita e rasgou a Constituição de 1988.

No momento, as consequências imediatas ao ex-presidente não ultrapassam os limites do aborrecimento e da vexação persecutória. Para o sistema político e demais círculos da institucionalidade brasileira, delineados na transição da ditadura à democracia representativa e normatizados na Carta Constitucional de 1988, os efeitos potenciais beiram a pá de cal.

As atitudes em resposta à arbitrária decisão do Judiciário foram heterogêneas, envolvendo amplíssimo leque de opiniões e predisposições políticas no País. Marcadas tanto por comemorações deliberadas, cínicas e irrefletidas, quanto por gestos de solidariedade a Lula. Em relação aos últimos, manifestações atravessadas por exaltações acríticas, como também por ponderações que não deixavam de lastimar as suas opções políticas.

Leia mais »

Média: 3.2 (9 votos)

Plano Atlanta: o golpe judicial-midiático na América Latina, por Eduardo Vasco

Enviado por Roberto Bitencourt da Silva

Do Pravda.Ru

Plano Atlanta: o golpe judicial-midiático na América Latina

Por Eduardo Vasco

A conspiração internacional para derrubar os presidentes progressistas do continente com uso da mídia e do Judiciário

"Como não podemos ganhar desses comunistas pela via eleitoral, compartilho com vocês isto aqui."

Com essas palavras agressivas um ex-presidente sul-americano iniciava a explicação de um plano conspiratório a outros ex-presidentes latino-americanos, em uma suíte do hotel Marriot, em Atlanta (EUA), no final de novembro de 2012.

A primeira etapa da conspiração seria iniciar uma campanha de desprestígio através dos meios de comunicação contra os presidentes progressistas e de esquerda da região para minar sua liderança. A pressão midiática levaria à segunda etapa: a instauração de processos judiciais para interromper o mandato dos governantes.

Leia mais »

Média: 4.4 (14 votos)

Os partidos políticos ainda servem como instrumentos de representação?, por Roberto Bitencourt da Silva

Os partidos políticos ainda servem como instrumentos de representação?

por Roberto Bitencourt da Silva

A decantada crise da democracia representativa foi colocada em evidência global há aproximadamente duas décadas, por acadêmicos, agentes políticos, atores dos movimentos sociais, jornalistas etc. Não gratuitamente, acompanhou a hegemonia neoliberal no planeta.

Basicamente, o diagnóstico assevera(va) que o poder decisório sobre as vidas das pessoas, dos grupos sociais e das nações transita(va) em escala mundial – personificado, significativamente, pelas corporações multinacionais e pelo sistema financeiro. Enquanto isso, a política e o voto circunscrevem-se aos territórios nacionais.

A força do dinheiro e das determinações e contingências externas incidem diretamente na criação da modelagem de pequenas e tímidas margens de decisão nacional sobre os rumos e as escolhas dos povos.

Leia mais »

Média: 5 (2 votos)

A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto Wilton Jr/Estadao

A tortura com os servidores do Rio de Janeiro e o comportamento dos partidos políticos

por Roberto Bitencourt da Silva

Desde os últimos dias de novembro de 2015 as vidas dos servidores públicos do estado do Rio de Janeiro foram profundamente afetadas pelos desmandos do governo de Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Sobretudo, aposentados, pensionistas e funcionários ativos das secretarias estaduais de ciência e tecnologia e de cultura.

Adotando a prática de dividir para conquistar, o governador tem relegado esses setores ao limbo e ao desespero, no momento, com dois salários atrasados (abril e maio), além do 13º do ano passado. Demais segmentos ou recebem com menor atraso ou estão a receber em dia.

Uma flagrante violação de direitos que conta com a conivência do STF. Ano passado, a corte de Brasília decidiu proibir os arrestos das contas do governo para o pagamento do funcionalismo.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

Cracolândias, população sobrante e reformas de base, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto El Pais

Cracolândias, população sobrante e reformas de base

por Roberto Bitencourt da Silva

O fenômeno das cracolândias tem se revelado nos grandes centros urbanos brasileiros, como Rio de Janeiro e São Paulo, um tenebroso espetáculo midiático e humanitário. Há anos.

As medidas repressivas e destituídas de qualquer sensibilidade social, adotadas pelo prefeito paulistano, João Dória (PSDB), constituem capítulo mais recente e que incidiram na pauta jornalística, como no debate público.

O perfil das iniciativas levadas a cabo pela gestão Dória é tão grotesco que consegue recordar as diatribes do personagem Simão Bacamarte, de “O alienista” de Machado de Assis.

A diferença, bastante desfavorável ao prefeito, é que o romance foi escrito há mais de cem anos e tinha como pano de fundo certa crítica machadiana ao cientificismo da época, alçado à condição de última palavra e critério de saber e poder.

Até onde se sabe, Dória não é investido de qualquer “autoridade” nesse sentido.

Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

As opções abertas em meio à crise brasileira, por Roberto Bitencourt da Silva

As opções abertas em meio à crise brasileira

por Roberto Bitencourt da Silva

O cenário nacional está totalmente imprevisível, contando com possibilidades e alternativas as mais diferentes para responder aos dilemas presentes. Evidentemente, o jogo articulado por cima prevalece no horizonte.

Mas, não enclausura as possibilidades de tentativas radicalmente diferentes de equacionar a crise política, econômica e moral que assola o País. Muito esquematicamente, considerando que, mais dia menos dia Temer seja carta fora do baralho, abaixo menciono algumas possibilidades advogadas e hipóteses ventiladas por distintos setores da sociedade.

Leia mais »

Média: 5 (5 votos)

Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder, por Roberto Bitencourt da Silva

Lula, o martírio e o impasse do condomínio do poder

por Roberto Bitencourt da Silva

A figura da vítima, do sujeito martirizado, perseguido e acossado pelo poder é um arquétipo muito poderoso no imaginário dos povos ocidentalizados e cristianizados.

Grandes personagens na literatura, líderes políticos icônicos e indivíduos santificados no universo religioso, são frutos daquele imaginário.

No dia a dia, quantas vezes não nos pegamos torcendo por um time de futebol mais frágil tecnicamente, por um personagem cinematográfico em posição, tendencialmente, desfavorável em relação ao meio em que se desenvolve a narrativa?

Pois é. A estrutura associada de poder nacional e gringo que manda em nosso País está conseguindo incluir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva naquele panteão vitimizado (e por isso glorificado) de personagens políticos. Deliberadamente, mas a contragosto.

Leia mais »

Média: 3.6 (11 votos)

Na visão de Darcy Ribeiro, “fomos nós que criamos o problema indígena”, por Roberto Bitencourt da Silva

Foto - Valter Campanato/Ag. Brasil

Na visão de Darcy Ribeiro, “fomos nós que criamos o problema indígena”

por Roberto Bitencourt da Silva

Em meio às notícias de horror e de ameaças de extermínio das populações indígenas, como recentemente ocorrido no Maranhão, notícias que nos chegam parca e timidamente das regiões distantes do nosso autocentrado mundo sudestino, não é exagero afirmar que os graves problemas que envolvem os nossos coirmãos pátrios são absolutamente desprezados pelas luzes da agenda midiática massiva e comercial. Ocioso mencionar as razões.

Raras são as notícias produzidas e veiculadas ao eixo mais urbanizado do País. Quando nos chegam são as mais pavorosas possíveis, expressando os agudos conflitos de terras que têm no agronegócio, nas madeireiras e na grilagem os personagens centrais das atrocidades e ilegalidades que assombram as vidas dos povos indígenas. Estes, costumeiramente, abandonados pelo Estado, destituídos do abrigo protetor da lei e da justiça.  

Nesse sentido, tropeçando na leitura de fecundos escritos de Darcy Ribeiro (1922-1997) – grande pensador social, militante político e antropólogo brasileiro, notório estudioso das populações indígenas brasileiras – reproduzo abaixo curto fragmento de texto seu.

Leia mais »

Média: 4.8 (6 votos)

O deboche do latifúndio tem que parar, por Elaine Tavares

Foto - IELA

Sugestão de Roberto Bitencourt da Silva

do Instituto de Estudos Latino-Americanos

O deboche do latifúndio tem que parar

Por Elaine Tavares

O ataque de jagunços e fazendeiros a uma comunidade indígena do Maranhão, com requintes de crueldade, não é uma coisa isolada nesse país. A violência dos grandes fazendeiros contra as populações originárias cresce a cada dia, em número e grau, na medida em que esse grupo – incensado como “agronegócio” – vai ficando mais poderoso. Liderando uma bancada considerável no Congresso Nacional, os representantes do latifúndio têm como objetivo principal acabar com as demarcações de terras, tornando os indígenas “trabalhadores assalariados”, como – sem qualquer prurido – observou o deputado catarinense Valdir Colatto. 

Os fazendeiros, que seguem expandido as fronteiras agrícolas, no melhor estilo da acumulação primitiva – ou seja, à custa da expulsão dos pequenos agricultores e também dos indígenas – não querem saber de terras protegidas, florestas resguardadas, águas abrigadas da poluição, e muito menos de gente disposta a cuidar de tudo isso. Seu negócio é esgotar o solo com a monocultura ou com a exploração de minérios. Para essa gente, os povos originários são um atrapalho que precisa ser eliminado, de vez.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (7 votos)

Greve geral: os enquadramentos e a aula de (não) jornalismo, por Roberto Bitencourt

Por Roberto Bitencourt da Silva

Observando o desespero demonstrado nas expressões faciais dos repórteres de campo, assim como o desconforto manifestado por analistas nos estúdios televisivos dos grandes meios de comunicação, sobretudo das Organizações Globo, pode-se afirmar que a greve geral alcançou extraordinário êxito.

Teve a feliz capacidade de repercutir e expressar as reivindicações, os protestos, as angústias e os pontos de vista de milhões de trabalhadores brasileiros. Mesmo que demasiadamente a contragosto, a grande mídia se vê forçada a noticiar a força mobilizatória do mundo do trabalho.

As narrativas e abordagens, como habitualmente ocorre naquilo que importa aos interesses populares, tenderam a demonizar os manifestantes e os grevistas. As suas vozes, praticamente silenciadas, significativamente desconsideradas pelo noticiário. Aos trabalhadores grevistas e manifestantes não é conferida qualquer legitimidade para falar.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (10 votos)

A greve geral contra a escravidão e o atraso, por Roberto Bitencourt da Silva

A greve geral contra a escravidão e o atraso: quando os trabalhadores querem, eles podem

por Roberto Bitencourt da Silva

Os empresários brasileiros do campo e da cidade nunca engoliram as leis trabalhistas. Nos primórdios da República Velha, as reivindicações sindicais e operárias por uma legislação que protegesse os trabalhadores eram tratadas como problema policial, pelo sistema político oligárquico e econômico agroexportador, então vigente.

As leis trabalhistas, após duras e longas lutas sociais dos trabalhadores brasileiros, sobretudo urbanos, são uma conquista social derivada de uma (semi)revolução, inicialmente política, contra o império liberal e vende-pátria das oligarquias paulistas do café.

Além da trajetória das atividades das organizações e das mobilizações dos trabalhadores, colocando o tema na agenda pública, foi necessária a atuação do Exército, como um dos pilares da Revolução de 1930, para que se desenhasse o escopo das leis do trabalho.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.3 (6 votos)

A "oposição democrática" na Venezuela: pior do que o fascismo, por Atilio Borón

Imagem da violência gerada pela oposição venezuelana em frente ao Parlamento. Foto: Carlos Garcia Rawlins/ Reuters.

Publicado no Cubadebate

A "oposição democrática" na Venezuela: pior do que o fascismo

Por Atilio Borón

A sequência de eventos que ocorre na República Bolivariana da Venezuela mostra que a estratégia da chamada "oposição democrática" é uma conspiração sediciosa para destruir a ordem democrática, devastar as liberdades civis e fisicamente aniquilar as principais figuras do chavismo, começando com o próprio presidente Nicolás Maduro, sua família e entorno afetivo próximo. Oponentes estão metodicamente atravessando os passos indicados pelo manual desestabilizador "Sem violência estratégica" (sic!) do consultor da CIA, Eugene Sharp.

Não pode haver a menor ambiguidade na interpretação das intenções criminosas dessa oposição que, se chegar a ter êxito, seria capaz de colocá-las em ação. Se os seus chefes conseguirem envolver militarmente os Estados Unidos na crise venezuelana, propiciando a intervenção do Comando Sul – com a tradicional colaboração militar dos infames peões de Washington na região, sempre dispostos a respaldar as aventuras de seus amos do Norte – jogariam uma faísca que iria inflamar a pradaria América Latina. As consequências seriam catastróficas, não somente para os nossos povos, senão também para os Estados Unidos, que certamente iriam colher, como na invasão da Baía dos Porcos (Cuba, 1961), mais uma derrota em nossas terras.

Leia mais »

Média: 4.4 (16 votos)

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio, por Roberto Bitencourt da Silva

A visão neocolonial e antipopular da Globo, a favor do agronegócio

por Roberto Bitencourt da Silva

Dia 21 de abril. Feriado nacional e data comemorativa em homenagem a um dos grandes símbolos nacionais, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Um dos líderes da Inconfidência Mineira, que questionou abertamente o estatuto colonial imposto pelo colonizador português.

Consagrada e justa homenagem a um herói da Pátria que, após ser enforcado no Rio de Janeiro, ainda teve o corpo esquartejado e exibido na principal praça da belíssima Ouro Preto. Era um dos personagens que portava condição social mais baixa entre os inconfidentes. O ódio de classe do poder contra os Libertadores da Nação perdura até os nossos dias.

É contra a sua memória e a do seu significado simbólico, ou seja, a libertação e a soberania nacional, que as Organizações Globo persistentemente atuam. Décadas a fio. É pela submissão do Brasil, exatamente ao que Tiradentes combatia, que a Globo age.

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.