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Doria para inglês ver, por Sergio Saraiva

Um novato com credenciais frágeis e ar de metrossexual, e ainda assim com chance de ser presidente. Eis como a “The Economist” enxerga João Doria.

Doria para inglês ver

por Sergio Saraiva

Doria parece não ter impressionado muito à “The Economist”.

Pelo menos é o que se denota da reportagem de 15 de junho de 2017:  ”Who will survive Brazil´s political cull?”– algo como “quem irá sobreviver no refugo político do Brasil”. Cull também pode significar lixo.

Escândalos abrem oportunidades para recém-chegados, complementa a revista.

Doria é visto como um político neófito que tem como principais características um charme discreto de comunicador profissional e um ar de metrossexual.

Nenhuma menção à sua LIDE e aos eventos que promove, nem à forma como suas revistas sobrevivem sendo praticamente desconhecidas do público. A única menção sobre a experiência anterior de Doria é como apresentador de “O Aprendiz” e, se serve como elogio, uma citação à Trump que também apresentou o programa nos EEUU.

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A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão, por Sergio Saraiva

Não pretendia tratar do assunto da “agressão de petistas a Miriam Leitão”. Desde o início, pareceu-me algo como a tal “agressão de moças pretas à moça branca que usava turbante afro”.

Miriam

A pimenta e os olhos azuis de Miriam Leitão

por Sergio Saraiva

E talvez, melhor, pelo tempo decorrido entre o fato e sua denúncia e pelos desmentidos de terceiros que presenciaram ocorrido, pareceu-me com aquela história mal contada do ministro Gilmar Mendes em relação a uma ameaça feita a ele por Lula no apartamento de Nelson Jobim.

Porém, dada a repercussão na imprensa, em solidariedade a Miriam, não vejo como não me posicionar.

Primeiro, achei um absurdo os posicionamentos de Merval Pereira, no Globo, e Vera Magalhães, na Folha. Ambos acabaram, em seus textos sobre o assunto, por responsabilizar a própria Miriam pela agressão sofrida. Culpabilizaram a vítima.

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O demônio também escreve por linhas tortas

O demônio é o pai da ironia. O que mais dizer ao assistir o Ministro Gilmar Mendes absolver Dilma Rousseff? E para isso ter de desdizer todos os argumentos que utilizou para processá-la.

Gilmar ri

Batalhou para que novas provas fossem incluídas no processo, argumentou contra o absurdo de incluir novas provas em um processo já em andamento.

Poderíamos até acreditar que Gilmar Mendes odeia os relatores dos processos que julga. Ficou contra a relatora que recomendava o arquivamento da reclamação do PSDB contra a chapa Dilma-Temer, em 2015. Ficou contra o relator que em 2017 recomendou a cassação da mesma chapa. Leia mais »

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2018 - um exercício de futurologia reversa, por Sergio Saraiva

E se Aécio, Temer, Eduardo Cunha e Sergio Moro pudessem voltar ao passado e reescrever o presente?

Dilma presidente

2018 - um exercício de futurologia reversa

por Sergio Saraiva

Faltando um ano e meio para seu término, o segundo governo Dilma coleciona sucessos e fracassos. Ônus e bônus. Mas, sem dúvida, ele é o grande peso que o PT terá de carregar nas próximas eleições.

É um governo com a marca social petista, mas os custos políticos da reforma da previdência e da contenção orçamentária empreendida desde o início do segundo mandato o inviabilizam eleitoralmente. É voz corrente que Dilma preparou o terreno para o próximo presidente, mas que dificilmente seu sucessor sairá do PT.

Lula não será candidato, isso é fato. O PT não porá em risco sua reserva moral. E, no partido, não há nomes de peso nacional para encabeçar a empreitada. Pimentel já avisou que vai tentar a reeleição em Minas. Uma parada indigesta dado o domínio de Aécio na política mineira, mas, ainda assim, sua melhor opção. E Fernando Haddad, reeleito em um duríssimo 2º turno contra o PSDB de João Doria para a prefeitura de São Paulo, não vai se arriscar a dar um passo maior do que a perna. É carta fora do baralho para 2018.

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O espantalho da corrupção: uma carta a Deltan Dallagnol, por Sergio Saraiva

Prezado Deltan Dallagnol, não foi sem um bom bocado de preocupação que terminei a leitura de mais um dos seus artigos para a imprensa, neste caso, o ”As ilusões da corrupção” para a Folha de São Paulo de 04 de junho de 2017.

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A "ISO 9000" não é contra o trabalhador, professor, por Sérgio Saraiva

O conhecimento é neutro, virtuoso ou imoral podem ser os usos que dele se faz.

Não é ISO
Por Sérgio Saraiva

No meio empresarial, é comum associar-se as “Normas ISO 9000” ao conceito de excelência. Isso é um engano motivado pela noção moral de qualidade e pelo pouco conhecimento do que vem a ser gestão da qualidade.

Há tempos venho protelando um texto sobre a qualidade como valor moral e como valor objetivo. A Norma ISO 9001 – sim, esse é o nome da “ISO 9000” - trata da qualidade como valor objetivo.

Qualidade = atender aos requisitos estabelecidos.

A melhoria contínua, preconizada pela “norma ISO 9000”, é um conceito correlato ao de excelência, mas são conceitos diferentes. A “ISO 9000” não exige o nível de excelência de nenhuma organização que a adote.
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Ideologia e fortuna, por Sérgio Saraiva

Lagoa
Por Sérgio Saraiva

O velho jornalista, quando menino, sonhou servir a igreja do Cristo. No seminário, ensinaram-lhe latim, mas cobraram-lhe o cumprimento de três votos: obediência, castidade e pobreza.

Feito rapaz, percebeu só ter forças e vontade para atender a um desses três votos. Conservou para si o latim e abandonou o seminário.

Seguindo a vocação dos que têm latim, mas não têm dinheiro, tornou-se jornalista.

O voto de castidade abandonou na primeira oportunidade que surgiu, o de pobreza cumpriu por contingência, não por obrigação moral. Abandonaria-o assim que oportunidade surgisse; e ela surgiu. O de obediência manteve por toda a vida.
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Carta ao meu amigo coxinha, por Sergio Saraiva

Carta ao meu amigo coxinha

por Sergio Saraiva

Qual a solução para a atual crise política do Brasil?

Simples.

Primeiramente, Fora Temer. Depois, a Dilma volta e completa o mandato interrompido. Eleições gerais em 2018 e a gente finge que nada aconteceu. Vida que segue.

Você acha minha proposta absurda?

É, talvez seja mesmo.

Mas é pelo menos tão absurda quanto a de Michel Temer continuar no poder e a gente fingir que nada está acontecendo.

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O novo, o velho e o velhaco

Na Folha de São Paulo deste 14 de maio de 2017 - Dia das Mães, uma viagem pelo novo, pelo velho e pela velhacaria de sempre.

marisa loja

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Ato Falho de São Paulo, por Sergio Saraiva

Freud poderia construir sua obra sobre o inconsciente apenas lendo as matérias dos jornais brasileiros sobre Lula.

Por Sergio Saraiva

Ato falho - também conhecido como lapso freudiano, é um erro na fala, na memória, na escrita ou numa ação física que seria supostamente causada pelo inconsciente. Freud evidenciou que o ato falho era sintoma da constituição de compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido. Através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado.

Lula já está condenado há anos, em quilômetros de folhas de papel-jornal e tonéis de tinta de impressão. As provas é que não têm colaborado.

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Lula imperdoável, por Sergio Saraiva

É necessário que Lula seja condenado. Não por uma questão de justiça, mas de coerência narrativa. A coerência dos obcecados.

imperdoável

Lula imperdoável, por Sergio Saraiva

Uma ponderação que me chamou a atenção no depoimento de Lula ao juiz Moro foi a em que ele descreveu a armadilha em que a mídia se colocou. Após tantos anos acusando Lula, não é mais possível aceitar que ele seja inocente.

Doentio. Obsessão.

Não é mais uma questão de justiça, é uma questão de coerência. É necessário que Lula seja condenado, talvez preso, para que, a partir desse estabelecimento da coerência narrativa, possa a imprensa começar a avaliar objetivamente os fatos.

E talvez, a partir daí, reconhecer que Lula é inocente. Por paradoxal que pareça.

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Um ano bissexto de governo Temer - uma homenagem, por Sergio Saraiva

Nesta efeméride de um ano bissexto do governo Temer, uma homenagem ao poeta e presidente bissextos. E a seu governo bissexto. Um ano de governo azarento como todo ano bissexto.

vultos

Um ano que se embaralha de canalha a canalha

por Sergio Saraiva

De um setembro traidor a um agosto canalha,
um ano só de migalha.
No qual um coração valente em descompasso se atrapalha
na crença de que a justiça que hoje tarda, tarda, mas não falha.
A esperança e o fio da navalha,
na tarde cinza, minha criança grisalha.
A ilusão ensandecida dançando envolta em sua mortalha
é a amada enlouquecida que em seus braços me agasalha.
Na névoa descida sobre o campo de batalha,
vultos buscam o caminho de um futuro que lhes valha.
Um futuro que por ora se fechou em sua crisálida.
Tramando um setembro partido em um agosto que se cisalha,
um ano que se embaralha em um fio que se contorce
de canalha a canalha.

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Aula de sociologia comparada

abril 2017

É essa cor que me encanta. Não sei se é a luz da lua. Esse tom castanho em tua pele, que te faz único, que te faz povo, que te faz diferente de outras cores e outras ruas tão iguais.

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O toque de silêncio das classes trabalhadoras, por Sergio Saraiva

Largo da Batata

 

Este ano, o 1º de Maio foi antecipado em alguns dias, começou na última sexta-feira do mês de abril. Sexta-feira santa.

Feriado prolongado, tudo parado como se fosse uma greve geral.

Uma greve sui generis, sem piquete e sem palavras de ordem. E tudo parado, como desencantados, os trabalhadores não foram trabalhar.

Estranha paz reinando nas cidades. Ruas silenciosas como as alamedas dos cemitérios. Comércio, escolas, bancos, fábricas e repartições. Portas fechadas. Tudo parado como se fosse dia de luto. Era dia de luta, feriado nacional.

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Lula - somente preso não ganha em 2018, por Sergio Saraiva

Por Sergio Saraiva

Lula é hoje o maior risco e a única esperança para a retomada da normalidade democrática no Brasil. A resolução desse paradoxo está nas ruas.

Datafolha3 30 abr 2017

A manchete da Folha de 30 de abril de 2017, sobre a pesquisa de intenção de voto para as eleições presidenciais de 2018 no Brasil traz dois erros. Um jornalístico e outro de análise estatística.

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Fotos

GloboDatafolha

Dilma X Dilma

guerra fria

Mesa redonda com Tio Rei

datafolhajulho14

Pesquisa CNI IBOPE

sabesp

Vídeos

Romário calado é um poeta. Ou, traíra não nada no Rio Tejo.

Autopsicografia

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

 

Pós-7 de setembro

Obsolescência Programada

Defamation

Documentos

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

 

Este é texto que provavelmente contém erros factuais, já que escrevo basicamente de memória. Não tem a intenção de documentar a história, mas sim, de questionar-me por que um político experimentado, após uma carreira longa, vacila no seu melhor momento.

Ocorre que no Brasil ainda não votamos em partidos e sim em nomes e um partido poder sequer existir na prática e, ainda assim, eleger um presidente. Leia mais »

EEUU 2011

EEUU, 2011

 

Da Carta Maior

 O pior acordo do mundo Leia mais »

Paternidade impossível

OPINIÃO

Paternidade impossível

O GLOBO  08/07/2011 

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Política paulista, problema, solução ou fase de transição?

 

A questão é que, para o bem e para o mal de São Paulo, tanto PT como PSDB foram, e são até hoje, em grande parte, fortemente paulistas. E esses dois partidos têm dirigido o Brasil nas duas últimas décadas.

Assim seus políticos têm já de início a esfera federal como alvo e não a construção de uma carreira local para depois alçar postos nacionais.

Foi assim que se construiu a política na redemocratização e principalmente após a morte de Tancredo. Leia mais »

Áudio

Sem colaborações até o momento.