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DOI-CODI 2017: A polícia política da Lava Jato, por Sergio Saraiva

Por Sergio Saraiva

“Se pensas que burlas as normas penais, insuflas, agitas e gritas demais, a lei logo vai te abraçar, infrator com seus braços de estivador”.

A reportagem do caderno Poder da Folha de S. Paulo de 24 de março de 2017 descreve o método de perseguição ao blogueiro Eduardo Guimarães e às suas fontes jornalísticas. Traz também dados do inquérito da Polícia Federal que levou à detenção de Eduardo, acusado por ter antecipado – em um furo de reportagem – a condução coercitiva do presidente Lula.

“Se tu falas muitas palavras sutis E gostas de senhas, sussurros, ardis, a lei tem ouvidos pra te delatar nas pedras do teu próprio lar”.

Interessante é percebermos que a Policia Federal parece, nesse caso, atuar como polícia política. Não parece que o vazamento em si seja mais do que um mote para o constrangimento de adversários do “regime imaginário de poder” que a Lava-Jato passou a representar.

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Eu não vim para explicar - o jornalismo Chacrinha da Folha de S.Paulo, por Sérgio Saraiva

Dilma não tratou de dinheiro com Marcelo Odebrecht, mas sabia do caixa dois. Temer recebeu Marcelo Odebrecht em palácio para tratar de doações ao PMDB, mas não sabia de nada. A Folha de São Paulo e sua tentativa canhestra de inverter a lógica.

Eu não vim para explicar - o jornalismo Chacrinha da Folha de S.Paulo

por Sérgio Saraiva

Vejamos os questionamento feitos pelo Ministro Herman Benjamin, relator do processo que julga a cassação da chapa Dilma-Temer, a Marcelo Odebrecht, em seu depoimento ao TSE. Segundo os vazamentos terceirizados pela Folha de São Paulo de 24 de março de 2017.

Dilma não sabia, mas sabia.

O ministro questiona Marcelo sobre se ele já havia conversado com Dilma sobre as dívidas com o PT.

Resposta de Marcelo Odebrecht:

“Não. Veja bem, Dilma sabia da dimensão da nossa doação, e sabia que nós éramos quem fazia grande parte dos pagamentos via caixa dois para o João Santana. Isso ela sabia”.

Um não é um não. E um “veja bem”, ora, todos nós sabemos o valor de um “veja bem”.

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Aula de sociologia comparada

Às multidões anunciei os teus atos de justiça, pois meus lábios não se puderam conter, como tu mesmo sabes. Oh, Eterno. Salmos 40:9

 

PS: Oficina de Concertos Gerais e Poesia: todo artista tem de ir aonde o povo está. Mas tem a turma da pipoca e a turma do cercadinho VIP.

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As leis, as salsichas e a certificação da qualidade, por Sérgio Saraiva

Paralela e independentemente ao controle pelos órgãos de fiscalização governamentais, a segurança alimentar é garantida pela sociedade civil por um complexo e voluntário sistema de certificações.

Por Sérgio Saraiva 

 

A Operação Carne Fraca da Polícia Federal trouxe novamente à baila uma frase de Otto von Bismarck:

“os cidadãos não poderiam dormir tranquilos se soubessem como são feitas as salsichas e as leis”.

Lembrando que Bismarck foi o unificador e primeiro chanceler da Alemanha no final do século XIX – 1871.

Donde se depreende que a preocupação com a segurança alimentar é antiga e internacional.

Logo, não admira a repercussão que a Operação Carne Fraca causou na opinião pública.

De repente ficamos sabendo que comíamos carne podre.

Calma, muita calma, nessa hora.

Não quero aqui tratar do momento do total descrédito nas instituições que vivemos no Brasil. Nem lembrar que a ideia de que comemos carnes podres não encontra apoio na nossa experiência cotidiana.
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Já que tudo virou bosta...

Ruminando a geleia geral – a situação da política brasileira está tão louca que Michel Temer precisou caprichar nas gafes para ser notado. Chacrinha para presidente. Leia mais »

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Para não dizer que não falei de flores

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“João e o beduíno” – o conto de fadas macabro da Folha de S. Paulo, por Sérgio Saraiva

Por Sergio Saraiva

Era uma vez um menino chamado João. Um dia, dois beduínos pegaram João pelos braços e levaram para a “terra do nunca”, onde vivem os meninos pedidos.

Habib´s

João era da Brasilândia e tinha 13 anos. E assim será pela eternidade, por mil e uma noites.

João tinha os dentes quebrados e não tinha escola. Ou tinha, mas ela não o atraia. A rua atraia.

João tinha pai e mãe separados. Uma irmã de 17 anos grávida e uma mãe grávida também.

Quando tinha fome, João pedia comida. Mas não pedia para o pai catador de sucata. Já aprendera que pedir o impossível não é para quem é pobre.

João pedia comida para quem tinha pão, mas não tinha fome… de justiça. Seu erro fatal.

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O nome desta canção é "8 de março"

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Aécio e o caixa dois: seria trágico, se não fosse cômico, por Sergio Saraiva

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O demônio ri dos seus serviçais.

Seria trágico, se não fosse cômico assistir o balé desengonçado que dança o candidato derrotado nas eleições presidenciais de 2014, Aécio Neves, às voltas com as denúncias de que teria recebido dinheiro da Odebrecht via “caixa dois”.

O demônio ri de seus de seus serviçais.

Voltemos a dezembro de 2014, para assistirmos à dança do capeta desde seu início.

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O tempo joga contra Temer, por Sergio Saraiva

Por Sérgio Saraiva

O governo Temer tem uma escala de tempo própria. Não houve e se acabou. E, quando busca invertê-la, o tempo joga contra ele

Leia os blogs da esquerda e leia os jornais da direita e lá está o inaudito consenso - Temer não existe. Sintoma disso é a tal “crise da direita”, que nada mais é do que os grupos ajuntados no governo trocando trancos e empurrões, cada um tentando encontrar um lugar nos poucos escaleres do Titanic.

O melhor historiador deste governo é o Senador Romero Jucá – o governo foi atentado para “estancar a sangria” e tornou-se uma “suruba”. As duas ideias-força que o descrevem à perfeição.

Na parte "suruba", assim que assumiu o poder, Temer usou de um déficit de 154 milhões de reais para a liberação de emendas parlamentares e de aumentos a funcionários federais dos três Poderes e - claro - da bolsa mídia. Modernidade do atraso, comprou até alguns youtubers. Tornou-se inconteste, aprovou de tudo no Congresso e nas primeiras páginas dos jornais.

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Macbeth Macunaíma, por Sérgio Saraiva

Vivemos tempos velozes onde tudo que é sólido se desmancha no ar.

"O que deve ter pensado Sergio Moro ao ver Alexandre de Moraes ser ungido Ministro do Supremo?"

Por Sérgio Saraiva

Há uma personagem que sempre me encantou – Macbeth. Sua grandeza trágica, patética, sua capacidade de trair para alcançar o poder e sua destruição pelas mesmas forças que o levaram até o poder.

A ambição como a dama da tentação: “quando ousaste desejar, foste um homem”.

E as mesmas bruxas a profetizar a derrota final no sortilégio das palavras com que anunciam a glória iminente e certa.

Poucos o representaram tão bem nos tempos velozes que vivemos no Brasil quanto o ex-ministro Joaquim Barbosa.

Mas o Brasil está pródigo em parir um Macbeth Macunaíma a cada queda de um anterior e a pô-los em luta de morte pelo trono, uns contra os outros.

Não me refiro a Michel Temer - traidor, sem dúvida, mas desprovido de qualquer traço de grandeza que o habilitasse ao papel.

Macbeth Macunaíma - Aécio Neves e Eduardo Cunha. E agora Sergio Moro.

O que deve ter pensado Sergio Moro ao ver Alexandre de Moraes ser ungido Ministro do Supremo?
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Sobre apropriação cultural e brasilidade

Sem votos

Lula é o novo preto, por Sérgio Saraiva

O ex-presidente Lula voltou à moda e deve ser a tendência deste alto verão - as capas de revistas semanais e primeiras páginas de jornais transbordam de Lula.

Por Sérgio Saraiva

Após a capa da Isto É, que nos renderá ainda boas risadas por algum tempo, a Folha on line, deste domingo, 19 de fevereiro de 2017, é Lula de ponta a ponta.

As manchetes seguem o modelo “o maior escândalo de todos os tempos da última semana”. O conteúdo das matérias, no entanto, é fraco, na base do “é o que temos para o momento”. E ainda que o jornalismo sempre tenha se apoiado em manchetes, o jornalismo atual parece tentar viver apenas delas – como memes de internet.

Odebrecht bancou treinamento empresarial para filho caçula de Lula

“Um dos favores feitos pela Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pagar um orientador de carreira para ajudar seu filho Luís Cláudio a colocar de pé a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que organizava um campeonato de futebol americano. A informação consta da delação premiada da empresa, que ainda está sob sigilo”.

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O leite das crianças e o jornalismo que não ousa dizer o nome, por Sérgio Saraiva

O leite das crianças e o jornalismo que não ousa dizer o nome

por Sérgio Saraiva

Doria corta mais da metade do Leve Leite

Esta é a manchete correta.

A partir de março de 2017, o Programa Leve Leite da prefeitura de São Paulo deixará de atender às crianças com mais de 7 anos de idade. Hoje, o programa atende crianças da rede municipal de ensino de 0 a 14 anos.

João Doria determinou uma redução de mais de 53% em relação ao atendimento atual. O programa será reduzido a menos de sua metade. Mais de 480 mil crianças deixarão de receber o benefício do fornecimento de leite.

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O prefeito marqueteiro e o jornalismo merchandising, por Sérgio Saraiva

O prefeito marqueteiro e o jornalismo merchandising

por Sérgio Saraiva

Chamou-me a atenção o uso do advérbio de exclusão “apenas” na manchete da Folha on line a respeito da pesquisa de aprovação do prefeito de São Paulo – João Doria. Seu uso denota uma opção do autor, um destaque que o jornalismo isento deveria evitar e que em análise de dados estatísticos já entrou no campo da opinião.

“Apenas 13% reprovam gestão de prefeito; aprovação cai nas classes mais baixas de SP”.

No impresso, a manchete é mais comedida, mas não menos laudatória: “Paulistano aprova Doria em seus principais programas.

Atenção para esse “principais programas”, comentaremos logo abaixo, mas é chave para entender como pesquisa foi feita.

A pesquisa é extemporânea e o porquê está no próprio texto da matéria:

“O levantamento atual não permite comparações com prefeitos anteriores, já que pesquisas de avaliação nos últimos mandatos foram feitas somente após os cem primeiros dias de gestão”.

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Fotos

GloboDatafolha

Dilma X Dilma

guerra fria

Mesa redonda com Tio Rei

datafolhajulho14

Pesquisa CNI IBOPE

sabesp

Vídeos

Romário calado é um poeta. Ou, traíra não nada no Rio Tejo.

Autopsicografia

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

 

Pós-7 de setembro

Obsolescência Programada

Defamation

Documentos

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

 

Este é texto que provavelmente contém erros factuais, já que escrevo basicamente de memória. Não tem a intenção de documentar a história, mas sim, de questionar-me por que um político experimentado, após uma carreira longa, vacila no seu melhor momento.

Ocorre que no Brasil ainda não votamos em partidos e sim em nomes e um partido poder sequer existir na prática e, ainda assim, eleger um presidente. Leia mais »

EEUU 2011

EEUU, 2011

 

Da Carta Maior

 O pior acordo do mundo Leia mais »

Paternidade impossível

OPINIÃO

Paternidade impossível

O GLOBO  08/07/2011 

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Política paulista, problema, solução ou fase de transição?

 

A questão é que, para o bem e para o mal de São Paulo, tanto PT como PSDB foram, e são até hoje, em grande parte, fortemente paulistas. E esses dois partidos têm dirigido o Brasil nas duas últimas décadas.

Assim seus políticos têm já de início a esfera federal como alvo e não a construção de uma carreira local para depois alçar postos nacionais.

Foi assim que se construiu a política na redemocratização e principalmente após a morte de Tancredo. Leia mais »

Áudio

Sem colaborações até o momento.