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Lula é o novo preto, por Sérgio Saraiva

O ex-presidente Lula voltou à moda e deve ser a tendência deste alto verão - as capas de revistas semanais e primeiras páginas de jornais transbordam de Lula.

Por Sérgio Saraiva

Após a capa da Isto É, que nos renderá ainda boas risadas por algum tempo, a Folha on line, deste domingo, 19 de fevereiro de 2017, é Lula de ponta a ponta.

As manchetes seguem o modelo “o maior escândalo de todos os tempos da última semana”. O conteúdo das matérias, no entanto, é fraco, na base do “é o que temos para o momento”. E ainda que o jornalismo sempre tenha se apoiado em manchetes, o jornalismo atual parece tentar viver apenas delas – como memes de internet.

Odebrecht bancou treinamento empresarial para filho caçula de Lula

“Um dos favores feitos pela Odebrecht para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pagar um orientador de carreira para ajudar seu filho Luís Cláudio a colocar de pé a empresa Touchdown Promoções e Eventos Esportivos, que organizava um campeonato de futebol americano. A informação consta da delação premiada da empresa, que ainda está sob sigilo”.

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O leite das crianças e o jornalismo que não ousa dizer o nome, por Sérgio Saraiva

O leite das crianças e o jornalismo que não ousa dizer o nome

por Sérgio Saraiva

Doria corta mais da metade do Leve Leite

Esta é a manchete correta.

A partir de março de 2017, o Programa Leve Leite da prefeitura de São Paulo deixará de atender às crianças com mais de 7 anos de idade. Hoje, o programa atende crianças da rede municipal de ensino de 0 a 14 anos.

João Doria determinou uma redução de mais de 53% em relação ao atendimento atual. O programa será reduzido a menos de sua metade. Mais de 480 mil crianças deixarão de receber o benefício do fornecimento de leite.

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O prefeito marqueteiro e o jornalismo merchandising, por Sérgio Saraiva

O prefeito marqueteiro e o jornalismo merchandising

por Sérgio Saraiva

Chamou-me a atenção o uso do advérbio de exclusão “apenas” na manchete da Folha on line a respeito da pesquisa de aprovação do prefeito de São Paulo – João Doria. Seu uso denota uma opção do autor, um destaque que o jornalismo isento deveria evitar e que em análise de dados estatísticos já entrou no campo da opinião.

“Apenas 13% reprovam gestão de prefeito; aprovação cai nas classes mais baixas de SP”.

No impresso, a manchete é mais comedida, mas não menos laudatória: “Paulistano aprova Doria em seus principais programas.

Atenção para esse “principais programas”, comentaremos logo abaixo, mas é chave para entender como pesquisa foi feita.

A pesquisa é extemporânea e o porquê está no próprio texto da matéria:

“O levantamento atual não permite comparações com prefeitos anteriores, já que pesquisas de avaliação nos últimos mandatos foram feitas somente após os cem primeiros dias de gestão”.

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Um ministro só para mim

 

 

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Quatro quadras do homem de bem

Ah, essa mentira cômoda que acalanto,

esse meu ódio santo que me faz dormir em paz,

beijo a boca do inimigo necessário e em espanto

quebro espelhos e cristais.

 

Ah, esse calão bendito que me lava a alma,

que grito ao mundo de peito nu,

como um peido que me alivia e acalma:

vai tomar no cu.

 

Ah, esse delírio de poder imaginário,

minha covardia cotidiana que transmuta

impotência e medo em seu contrário

a cada “vaca, filha de puta”.

 

Ah, esse meu reflexo em teus olhos claros.

Teus olhos, onde me enxergo tal e qual,

maldição que me jurou, quero arrancá-los,

para não me ver como sou: abjeto e amoral.

 

Oficina de Concertos Gerais e Poesia

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Discrição e elegância no STF - um elogio a Carmén Lúcia

Um trabalho profissional e elegante.

Bastaram duas semanas.

Assim foi a transição do falecido ministro Teori Zavascki para o ministro Edson Fachin. Rápida, elegante e sem deixar arestas. Em seu primeiro desafio na presidência, a ministra Cármen Lúcia saiu-se muito bem.

Cada risco foi tratado com ações adequadas e discretas.

Morto Zavascki em 19 de janeiro, poderia dizer-se que a “sorte sorrira seus dentes de chumbo” para os implicados na Lava Jato – os implicados que ainda não estão cumprindo pena de prisão preventiva, bem entendido. Imediatamente surgiram os comentários de que Temer, implicado 43 vezes, deveria célere indicar um nome para o ministro que herdaria a vaga de Teori e os processos da Lava Jato. Surgiram inclusive os nomes. E que nomes!

Criava-se uma situação anômala onde os réus poderiam escolher seu próprio juiz. Leia mais »

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Marisa - reflexões sobre a morte de uma mulher comum

por Sérgio Saraiva

Para uma mulher que tinha como traço de personalidade ser uma mulher comum, para uma mulher que teve como missão de vida cuidar do marido e da família, para uma mulher da qual pouco se conhece de declarações públicas, impressiona a presença que Dona Marisa teve na vida política nacional.

A repercussão de sua morte esteve à altura dessa presença.

Não teria muito o que falar dessa mulher. Mas é interessante o que sua morte e seu funeral trouxeram a público.

Quantas vezes o poder político e popular de Lula será reafirmado?

Pois bem, este momento de dor foi mais uma dessas vezes.

Quando Temer, na condição de “presidente da República” julga importante estar presente e, para tanto, busca permissão para fazê-lo, pode se avaliar o poder político de Lula.

Milhares de pessoas comparecendo ao Sindicato dos Metalúrgicos ABC para as despedidas e para abraçar Lula.

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Os sapatos de Lula e a hipocrisia, por Sergio Saraiva

Vivemos tempos de tal hipocrisia que a manchete de ontem não pode ser confrontada com a de hoje. Destruiria a reputação de jornais e de próceres do Judiciário. Mas quem se importa?

moreira-lula

por Sergio Saraiva

O silêncio ensurdecedor da hipocrisia

As manchetes acima em relação à nomeação de Lula para ministro em março de 2016 – parece que foi no século passado – e as não manchetes em relação à nomeação de Moreira Franco em fevereiro de 2017 formam um capítulo à parte na história da hipocrisia.

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Dos fins e dos meios do "consulado Temer", segundo Frias Filho

Otávio Frias Filho justifica Michel Temer: nem virtù, nem fortuna, apenas o meio disponível.

O golpe que vivenciamos no Brasil em 2016 tem raízes e motivações mais profundas que o inconformismo de Aécio Neves com a derrota ou o gangsterismo instalado por Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados e Romero Jucá no Senado. Esse pode até ser responsável por Michel Temer ter chegado à presidência, mas não é responsável pelo golpe, apenas percebeu a oportunidade de apoia-lo.

O golpe tem raízes nos interesses americanos contrariados pela política externa independente e nacionalista mantida pelos governos de Lula e Dilma; as oportunidades surgidas a partir da descoberta do pré-sal, entre eles. E pelo poder de contraposição geopolítica representado pelos BRICS, sem dúvida. Leia mais »

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O dolorido canto de uma sociedade adoentada

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O Papa Francisco e a voz do Brasil, por Sergio Saraiva

Por Sergio Saraiva

Nestes tempos de tragédia, entre Trump e Zavascki, mesmo o Papa pode ficar em segundo plano. Pontos da entrevista de Francisco ao El País. Interessantes recados involuntários ao Brasil.

Passou quase que desapercebida a entrevista do Papa Francisco ao El País. Nada a se estranhar quando estamos mais preocupados, e com razão, em sabermos se um juiz da Suprema Corte foi ou não assassinado em um atentado digno dos melhores filmes sobre a máfia.

Ou quando o país mais poderoso do mundo passa a ser governado por alguém que transita entre o folclórico e o insano. Leia mais »

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A mão da tragédia conduzindo a política brasileira, por Sergio Saraiva

O que comove na morte de Teori Zavascki não é a morte em si. Homens morrem. O que comove na morte de Zavascki é a tragédia. Ou ainda, como a mão da tragédia molda a política brasileira.

A morte do ministro Teori Zavascki mudará a política brasileira. O Brasil seria um com ele à frente da relatoria da Lava Jato. Será outro, agora.

Teori Zavascki – juiz austero e experimentado era uma ilha de equilíbrio dentro do STF.

Os ministros do STF têm mostrado, em várias situações, facetas de suas personalidades que de modo algum tranquilizam a população. Alguns claramente partidários e boquirrotos, outros, extravagantes de várias formas ainda que formalmente enegrecidos em suas togas circunspectas. Outros ainda, simplesmente parecem frágeis demais ou influenciáveis demais para o cargo que ocupam.

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Quando o carnaval chegar, solta o cano

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Alguém avise ao major

A palestra, aparentemente, é de 2010

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A crise do macho branco adulto no comando, por Sérgio Saraiva

O macho branco adulto é um ser em crise e perigoso. Frustrado e inseguro e sob um experimento de manipulação social que só encontra paralelo no nazismo, a violência é sua resposta.

por Sérgio Saraiva

“Enquanto os homens exercem seus podres poderes, índios e padres e bichas, negros e mulheres e adolescentes fazem o carnaval”.

São versos de Caetano Veloso para a música “Podres Poderes”. A composição é de 1984. O que talvez explique a citação a padres fazendo o carnaval – vivíamos os tempos da Teologia da Libertação, ainda na Ditadura e antes da Constituição Cidadã de 88.

A sociedade da descriminação

Há uma clara dualidade e antagonismo nesses versos: homens se contrapondo a índios e padres e bichas e negros e mulheres e adolescentes. Os podres poderes se contrapondo ao Carnaval. Claramente também se nota não se tratar de qualquer homem e sim do homem branco, adulto e heterossexual.

Há duas coisas que sempre me incomodaram nesses versos.

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Fotos

GloboDatafolha

Dilma X Dilma

guerra fria

Mesa redonda com Tio Rei

datafolhajulho14

Pesquisa CNI IBOPE

sabesp

Vídeos

Romário calado é um poeta. Ou, traíra não nada no Rio Tejo.

Autopsicografia

Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que leem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

 

Pós-7 de setembro

Obsolescência Programada

Defamation

Documentos

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

Verão de 2010. Ou, o momento em que Serra vacilou.

 

Este é texto que provavelmente contém erros factuais, já que escrevo basicamente de memória. Não tem a intenção de documentar a história, mas sim, de questionar-me por que um político experimentado, após uma carreira longa, vacila no seu melhor momento.

Ocorre que no Brasil ainda não votamos em partidos e sim em nomes e um partido poder sequer existir na prática e, ainda assim, eleger um presidente. Leia mais »

EEUU 2011

EEUU, 2011

 

Da Carta Maior

 O pior acordo do mundo Leia mais »

Paternidade impossível

OPINIÃO

Paternidade impossível

O GLOBO  08/07/2011 

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Política paulista, problema, solução ou fase de transição?

 

A questão é que, para o bem e para o mal de São Paulo, tanto PT como PSDB foram, e são até hoje, em grande parte, fortemente paulistas. E esses dois partidos têm dirigido o Brasil nas duas últimas décadas.

Assim seus políticos têm já de início a esfera federal como alvo e não a construção de uma carreira local para depois alçar postos nacionais.

Foi assim que se construiu a política na redemocratização e principalmente após a morte de Tancredo. Leia mais »

Áudio

Sem colaborações até o momento.

Comentários

18/02/2017 - 14:42

E cultura é como pipa mandado, não tem dono, é de quem pegar primeiro.

18/02/2017 - 14:03

Só quem sabe se um branco é racista é outro branco.

Um negro não tem condições de avaliar qualquer postura assumida por um branco porque lhe falta vivência do que é ser branco.

Portanto, qualquer opinião de um negro sobre um branco já vem por si só impregnada de racismo.

Pronto, bastou usar os mesmos argumentos, mas com sinal invertido. Ficou absurdo.

E desde quando ter vivência sobre alguma coisa representa ter o monopólio sobre o pensar sobre a coisa?

Maitê, você é racista? Avalie suas atitudes. Analise sua consciência e o código penal em relação a elas. Mas não permita que usem falácias para te convencer que você é aquilo que não é. E, outra coisa, não peça autorização a ninguém para ter opinião sobre qualquer coisa.

 

18/02/2017 - 14:00

vai ter de apontar em mim alguma coisa a mais que a cor da minha pele.

16/02/2017 - 11:54

Cobramos dos negros, que sofrem com o racismo, há séculos, que não demonstrem atitudes que possam ser entendiadas como racista. Isso no justo momento em que começam a se afirmar como etnia.

Barra pessada. Mas você vê outro caminho?

O racismo branco, e não é só branco, em relação aos negros, só espera uma justificativa para nos enfiar goela abaixo o "multiculturalismo" que é aquela coisa do "iguais mas separados".

E o que tenho percebido é que essa armadilha seria facilmente comprada por uma parte do movimento negro.

16/02/2017 - 11:10

e só isso.

Afinal, um branco e um negro podem ser sushiman e os japoneses não têm nada a ver com isso.

E japones pode tocar samba e jogar futebol. O samba de raizes africanas e o futebol que praticamos é de origem europeia.

Veja lá se alguém deva levar isso em consideração para praticá-los

É apropriação cultural. Toda criação humana pertence á humanidade, ainda que seja traço identitário de um povo.

Se tudo der certo, um dia, meus tataranetos viverão sob uma única cultura e seu traço identitário será a humanidade. Sei lá qual será a cor da pele dos meus tataranetos. Serão meus tataranetos, e isto me basta.

Esse é meu país. E a cultura do meu país é antropofágica. Tudo junto e misturado, deglutido e parido novo. Pode não ser o país em que eu vivo, mas esse é o meu país. É o pais que eu cultivo.

Se algum item cultural for interdidato por qualquer grupo em relação a outro, é racismo.

E o que me menos me importa é a cor desse racismo.

E racismo disfarçado de "ação afirmativa" é tudo que os racistas brancos querem como justificativa.

Tem gente do movimento negro dando isso de bandeja para eles.

05/02/2017 - 08:30

por Putin no seu encontro com Temer.

01/02/2017 - 07:33

E se Frank Sinatra cantasse sua canção testamento na voz de Elza Soares?

Por certo não seria:

 

“I planned each chartered course

Each careful step along the by way

And more, much more than this

I did it my way”.

 

Talvez, no meu mau inglês, seria algo assim:

 

“Let me sing to the end

I went beyond what they allowed me to

They charge me "the price"

More than I had to give

And I gave more than they deserved

And I gave all

I did it as I could, but I did

So now,

Let me sing to the end”.

01/02/2017 - 07:26

"Deixem-me cantar até o fim".

O verso síntese do poema e de toda uma vida.

Na voz de Elza Soares. Voz temperada pelos tempos do fim do mundo.

Quase choro.

Não sei se de emoção ou de inveja.

01/02/2017 - 06:08

Texto longo com muitos adjetivos desabonadores, farta documentação, que nada prova e muita, muita ilação.

Bastante trabalho de pesquisa em páginas oficiais da internet abertas para consulta pública. Ou seja, não são informações que os citados no texto tivessem a intenção de manter em sigilo e uma fonte do reporte tivesse entregado.

No mais, o mesmo tom depreciativo que temos visto nas reportagens sobre os filhos do presidente Lula, por exemplo. Estranho que tenha vindo ao blogue.

 

07/01/2017 - 08:21

Mais um que vai responder a seus processos em liberdade. 

03/01/2017 - 10:09

Se houvesse um decreto do Lula autorizando tal compra, seria hipocrisia.

02/01/2017 - 15:20

"A melhor maquiagem não faz da bunda um rosto apresentável."

Dependendo da bunda, isso não faz a menor diferença.

02/01/2017 - 09:33

"Pois nada há de oculto que não venha a ser revelado, e nada em segredo que não seja trazido à luz do dia" Agora leia o comentário do Rui Ribeiro acima e perca as esperanças 

01/01/2017 - 17:31

Veja como ele termina seu texto:

"Agradeço, com franqueza, a divulgação e os comentários, mesmo não sendo poucos os discordantes, do que pude publicar na Folha, ao longo do ano, com total liberdade e frequentes divergências com o próprio jornal. A todos, os votos de que a sorte lhes alivie o 2017".

 

01/01/2017 - 11:17

O mestre Jânio de Feitas, em sua mensagem de ano novo, cunha uma frase lapidar sobre o Brasil. Algo para definir o momento atual que vivemos. E que talvez sempre tenhamos vivido:

“Neste país, só duas coisas levam adiante: ou ter sorte ou não ter caráter”.

E complementa para aqueles que ainda caem no golpe da “meritocracia”:

“No primeiro caso, o mérito é um coadjuvante, mas não indispensável. No segundo, isso não interessa”.

Logo, como diz o próprio mestre:

“Nesse encontro do passado perdido com o não futuro, desejar "feliz 2017" é uma extravagância cômica. Ou sádica”.

Começamos bem 2017