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O corporativismo e a nota deprimente da ANMP, por Weden

O corporativismo e a nota deprimente da ANMP

por Weden

Para que serve a Associação Nacional do Minstério Público? Para defender a sociedade, garantindo a atuação séria dos seus filiados, ou para defendê-los a qualquer custo? A nota distribuída, de "repúdio" às críticas recebidas pela República de Curitiba, após o espetáculo deprimente proporcionado principalmente pelo procurador Deltan Dallagnol, não é tão espetacular quanto o evento que resultou em reprovações dos mais amplos setores sociais, preocupados com o solapamento das garantias democráticas; mas é igualmente deprimente.

O que a ANMP fez foi tentar deslegitimar, demonstrando intolerância com a divergência, o que juízes e juristas, outros procuradores, jornalistas, intelectuais, empresários, políticos e boa parte da opinião pública, enxergaram de tão evidente: a prática abusiva de perseguição politica por parte de membros do MP, em consonância com a atuação de grandes e bilionárias corporações midiáticas, contra um cidadão brasileiro.

Em vez de repreender e advertir os membros do MP responsáveis por tais despropósitos, a Associação preferiu protestar contra twitters e postagens de Facebook. Não está longe da verdade a frase que circula desde a quarta-feira de triste memória. Um dos procuradores realmente disse que não tinha provas contra Lula no caso do apartamento. E o chefe da turma só tentou demonstrar "convicções", sem provas. "Não temos prova, mas convicções", é uma síntese perfeita produzida pela sabedoria popular.

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STF: A posse da presidenta contou com discursos exaltados e hipocrisia à flor da pele

 

Foi uma tarde gloriosa, quando alguns personagens de nossa República exerceram o direito pleno à própria falta de coerência. O mais verborrágico, Celso de Melo caprichava no tom na esperança de ter suas palavras realçadas nas páginas dos jornais e na edição da segunda do Jornal Nacional. Mas enquanto falava de facções criminosas, era aplaudido por Temer e Renan, membros do partido de seu padrinho, José Sarney. O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, como é de praxe se esmerava no auto-elogio (quando ele fala do Lava Jato, no fundo ele quer a glória de si), dizendo-se sério e imparcial, uma semana depois de nomear um vice-procurador ligado a Aécio Neves, de tantas denúncias engavetadas. A OAB esteve presente, e seu presidente jurou de pé junto não ser partidário: lógico, apenas pediu o impeachment de Dilma, sem qualquer remissão as galopadas - pedaladas estendidas - do vice futuro presidente. E assim a tarde testemunhou as cores da hipocrilândia que vigora debaixo da linha do Equador. Machado de Assis não conseguiria tanto. Dá asco.

 

Do Brasil 247, com texto da Agência Brasil.

 

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Teori deveria ser citado em denúncia à ONU, por Weden

por Weden

O modo austero e discreto do ministro Teori Zavascki trazia a esperança de estarmos diante de alguém que pudesse dignificar um Supremo Tribunal marcado por atuações vergonhosas de juízes midiáticos, ministros incivis, militantes partidários e frasistas de efeito fácil. Evidentemente, há as exceções eTeori, aparentemente, seria uma delas. 

Mas o modo como reteve o processo contra Eduardo Cunha, que contou por isso com tempo o suficiente para o encaminhamento do golpe parlamentar, já acendera a luz amarela, diante da possibilidade de que tanto silêncio pudesse esconder na verdade um pendor à omissão.

Segui-se outra atuação duvidosa, quando limitou-se a construir textos ornados, em vez de agir seriamente contra a usurpação de competências por parte da República de Curitiba, que chegara ao desplante de fazer gravações clandestinas no Gabinete da Presidência da República. Em qualquer outro país, uma Corte, compromissada com a democracia, daria um basta e levaria o usurpador a julgamento.

A bola estava com Teori, e nada, de novo, aconteceu.

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Ignorância de Carmem Lúcia é linguistica e social, por Weden

A ministra Carmem Lúcia representa aquele tipo de magistrado que, ao entender razoavelmente de Direito, dispensou-se de se preparar melhor intelectualmente para compreender a complexidade histórica e social dos novos tempos. Aliás, se é que isso serve de atenuante, esta parece ser uma marca não muito exclusiva dela no nosso STF.

Dada a frases de efeito, com o intuito de aparecer bem em manchetes, Carmem Lúcia saiu-se, recentemente, com um sofisma envolvendo as palavras “esperança” e “medo”. Regina Duarte, na sua alienação interessada, fez melhor. A ministra foi esperta. Sabia que o destempero contra o PT seria contemplado com boas citações na mídia. Foi o que aconteceu. Mas Carmem não se deu por satisfeita.

Esta dependência da mídia, própria de alguns juízes, é típica de uma sociedade da exposição, mas no Brasil esta patologia institucional se alça a níveis compulsivos. O prêmio Faz a Diferença, do Globo, do qual Carmem Lúcia foi “merecedora”, é o seu emblema. Leia mais »

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31/08/2016 a 31/12/2018: Período será conhecido como A República dos Canalhas

por Weden

Nâo há outra denominação possível para este período de exceção. Mas vamos aos fatos.

1. Armação de Rodrigo Janot com Gilmar Mendes arquiva denúncias contra Temer e Serra, desconsiderando delação da OAS. Lava Jato começa a ser desmontada, resumindo-se somente à caça à Lula.

2. PGR partidária também pretende impedir Dilma de continuar na vida política.

3. Jornais despem a máscara e no dia seguinte à consumação do golpe já pedem retirada imediata dos direitos dos trabalhadores. Federações de empresários também começam a cobrar a fatura. É a hora dos abutres.

4. Receita Federal, sob novo governo, quebra sigilos e passa a perseguir desafetos.

5. Jornalistas estão sendo incluídos em delações forjadas para silenciarem oposição a Temer.

6. Desvinculação de verbas da saúde e educação reduzirá investimentos e liberará recursos para Temer pagar a fatura do golpe.

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O juiz, o delegado e o ex-presidente: a história como tragédia e como farsa

 

Já mostrei aqui como a República de Curitiba age exatamente como o Comando Geral de Investigações, um órgão da ditadura que, em nome de um suposto combate à corrupção, foi instaurado, na verdade, para perseguir inimigos políticos e livrar amigos.

Ver aqui http://jornalggn.com.br/blog/weden/lava-jato-nao-tem-nada-a-ver-com-maos-limpas-mas-com-a-cgi-por-weden

Mas a recuperação de documentos do jornalista Mário Magalhães é preciosa.

"Depois de deixar a Presidência, Juscelino Kubitschek (1902-1976) foi morar num apartamento novinho em folha na avenida Vieira Souto, Ipanema, o metro quadrado mais caro do país.

A empreiteira que ergueu o prédio havia tocado na região Sul uma obra concedida pela administração JK (1956-1961). Leia mais »

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Objetivo do aparato jurídico-midiático é levar Lula à morte política e social, por Weden

Enviado por Weden

Quando Lula chegou ao poder, milhões de pessoas eram mantidos sob estado de miséria e dependência de serviços básicos, como forma de perenização do estatuto escravagista disfarçado e herdado do século XIX. Sabemos perfeitamente que em algumas funções no campo, e em outros rincões citadinos brasileiros, a baixíssima remuneração, por vezes menor que 10% de um salário mínimo, era a estratégia adotada para se manter a relação de servidão com vistas a se maximizar a produção de riqueza concentrada. Os programas sociais desestabilizaram perigosamente esta relação sócio-econômica incrustada no atraso nacional.

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Janot sabia. Moro sabia. Até o japonês da Federal sabia

Essa história do procurador, que não quis se identificar, admitir, para a imprensa, que "há um consenso" no Lava Jato de que foram usados para fins políticos é conversa para boi dormir. 

A atuação do Lava Jato sempre foi política. Do japonês da Federal até Janot, passando pelo justiceiro Moro, todos sabiam e compactuaram com isso.

Podem se fazer de vitima. Mas isso também é uma farsa.

 

 

 

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CGI de Curitiba investe contra família de Lula

 

A Comissão Geral de Investigações*, versão Curitiba, comandada por arqui-inimigos políticos de Lula, avança sobre a família do ex-presidente como retaliação contra a ação da vítima na ONU. É o que denunciam os advogados de Lula. A julgar por este argumento, estamos diante de uma clara tentativa de intimidação, de uma demonstração de força e arbítrio; o que em nenhum país com o estado de direito preservado seria permitido. As atitudes persecutórias empreendidas pela turma de Curitiba, conforme vêm denunciando insistentemente os advogados de Lula, são o reflexo de um país que perdeu o rumo, com justiça partidarizada e jornalismo de campanha sem freios éticos.

Não foram poucos os exemplos de comportamento abusivo durante a  operação Lava Jato; visando o espetáculo midiático, numa associação promíscua entre servidores públicos, agentes do estado, e grandes e bilionárias empresas de comunicação.

O delegado que intimou dona Marisa é o mesmo que, há dois anos, chamava Lula de anta, em  plena campanha eleitoral, de que tomou parte como simpatizante de Aécio Neves.  Leia mais »

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Lava Jato não tem nada a ver com Mãos Limpas, mas com a CGI, por Weden

por Weden

A turma de Curitiba e a PGR veem alimentada a própria vaidade, quando comparam a Lava Jato com a operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália, nos anos 90. Essa comparação deve ficar para os entusiastas; possivelmente, parte da população menos informada, setores da mídia e facções políticas beneficiadas com a atuação do juiz Sérgio Moro, MPF e Polícia Federal.

Em nenhum momento, a operação Mãos Limpas teve tendências partidárias. Muito pelo contrário. Ela devastou o quadro político italiano justamente porque não escolheu agremiação.

A LJ deve ser vista como realmente é: uma operação política que teve como álibi o combate à corrupção. È incrível como até os críticos da atuação da República de Curitiba acabam incorrendo na mesma comparação ingênua.

O modelo mais apropriado para se compreender a LJ é a Comissão Geral de Investigações, criada logo após o golpe de 1964 e, depois de breve pausa, recriada em 1968 (ver link 1).

A CGI, que teve como primeiro chefe o general Oscar Luis da Silva (ver link 2), nasceu com o suposto objetivo de combate à corrupção. Tal qual a LJ. Mas da mesma forma visava em última instância banir opositores ao regime. A diferença está no fato de que a LJ visa destruir não opositores, mas o próprio governo e um partido, ou principalmente seu maior nome.

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"Denunciar golpe ao mundo é crime", diz Cristovam

por Weden

O que restou de coerência e seriedade num senador que chegou a ser um dos mais promissores políticos do país? Nada sobre a perda de direitos dos trabalhadores; nada sobre a redução absurda de investimentos em educação e saúde prevista por Temer; nada sobre a quantidade de denunciados no governo interino; nada sobre os laudos e as perícias demonstrando que não há sustentação jurídica para o impeachment. Para Cristovam Buarque, crime mesmo é denunciar o golpe ao mundo.  Em entrevista recente, disse com todas as letras:

“As ‘pedaladas’ eu não sei se são crime, mas a presidente cometeu o crime de espalhar pelo mundo a ideia de que o impeachment é golpe. Isso foi crime e é um crime do qual estou sendo vítima. Estou ouvindo muito, me escrevem, protestam – por enquanto com respeito – porque eu ainda não votei”, afirmou.

Para o senador, a certeza de que foi golpe não deveria ser levada ao mundo, ou denunciada à imprensa internacional, às organizações internacionais, não deveria sair aqui da província.  Cristóvam acha que os golpes devem ficar bem escondidinhos, bem safadinhos, bem nas alcovas da democracia do país. Ou da falta dela.

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O fantasma da direita: Um "governo Lula" já em 2016?, por Weden

por Weden

Os analistas e futurólogos têm todo o direito de dizer que são mínimas as chances de Dilma voltar ao governo, sem se comprometer, na votação final do golpe com novas eleições. Mesmo esse compromisso não seria garantia de um retorno ainda que provisório. Mas nenhum analista e ou futurólogo pode afirmar que Dilma não tem qualquer chance de retorno, principalmente, se levarem em conta que a ela faltam apenas seis votos.

Não é possível afirmar de uma vez por todas que não tenhamos seis votos a mais a seu favor, ou algumas abstenções ou ainda ausências. Portanto, se as chances de retorno da presidenta ao poder são pequenas, elas não são inexistentes. E é isso que mais preocupa a direita mais selvagem. Se Dilma volta, no dia seguinte, Lula é o ministro da Casa Civil, o que determinará o reenvio de todo e qualquer processo contra ele para uma corte mais equilibrada (embora falha e muitas vezes negligente): o STF.

A tensão atual é que os juízes de primeira instância, que atuam a soldo ideológico do grande capital e da direita patrimonialista - incluindo aí a mídia - percam a chance de fazer o serviço da capatazia. O STF costuma ser mais lento e um processo de Lula no Supremo, além de não poder se configurar como caçada politica, demoraria possivelmente o bastante para que 2018 fosse logo ali.

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Os capatazes nunca entram para a História pela porta da frente

 

Oportunistas e muitas vezes incensados pela imprensa, eles sonham em ter seus nomes gravados na História. Mas a fama se esvai ainda em vida, quando passam em muito pouco tempo a serem lembrados somente como personagens obscuros do jogo do poder.

Os capatazes da política, geralmente, ligados a forças policiais e jurídicas, tornam-se, ao fim, figuras sem brilho, sem grandeza, sem dignidade, sem nome. São apenas os responsáveis pelo trabalho sujo e sob demanda de certas forças políticas conservadoras. 

Os capatazes são funcionários servis de um dos lados do jogo político. O lado mais sombrio, por certo.

Pergunte a qualquer brasileiro, fora os historiadores muito devotados ao caso, se lembram de algum nome da República do Galeão. Não. O cadáver de Getúlio sepultou muito precocemente aqueles que gostariam de viver a glória de escurraçá-lo do poder. Leia mais »

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STF é omisso em relação à perseguição política a Lula, por Weden

por Weden

Que o juiz Sérgio Moro age como juiz acusador e com o intuito de perseguir  Lula politicamente já não cabem muitas dúvidas. Mas é preciso compreender também que o Supremo Tribunal Federal vem avalizando de maneira irresponsável este tipo de comportamento absolulutamente contrário aos direitos de um cidadão previstos numa democracia. Na verdade, o que aconteceu até agora é que, assim como no caso do golpe de estado por via parlamentar, o que o Supremo fez foi lavar as mãos. Mas sem a justificativa. agora. da tese da não intervenção em decisões de outro Poder.

Não estamos nos referindo aos militantes anti-PT do Supremo, como Gilmar Mendes e, mais discreto mas não menos partidarista, Celso de Mello. A surpresa para a maioria dos observadores atentos vem de outro lado, daqueles que supostamente pautaram suas carreiras sob o rigor da doutrina jurídica e se inserem numa tradição mais garantista.

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A dramaturgia publicitária de Janot

Esses vazamentos de diálogos - com clara simulação por parte de Machado - é teatro. Ninguém pense que Aecio, Renan, Jucá e demais vão ser investigados por iaso, que não vão. Trata-se só de um marketing da PGR (e Moro) para ataques futuros e não serem acusados de partidarismo. E vão parar assim que peceberam abalos sérios na opinião pública.

Está tudo montadinho, vocês não desconfiam? As falas de Machado têm claras marcas de texto escrito. Com elogios ao Lava Jato que só uma agência de publicidade ruim seria capaz de fazer ao próprio cliente. "Janot quer criar uma nova casta" quaquaqua.

Revelar que foi golpe, isto todos já sabem. Mas proteger os golpistas ele sabe como ninguém.

Janot quer Lula Ele está incumbido de derrubar Dilma em definitivo e provocar a prisão ou inviabilização política do ex-presidente. E vai cumprir a missão atribuída. Mesmo que tenha que criar outras dramaturgias.

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Comentários

12/08/2016 - 15:55

E o PSDB de fora, apesar das denúncias.

Mas quem escolheu o farsante do Janot mesmo?

Ah,sim. Republicanismo.

 

 

10/08/2016 - 20:19

 

Sinceramente, não entendi este post.

Para tecer loas a Moro basta a imprensa.

Para um blog tradicionalmente crítico, soa estranho. Quando Moro fala, por exemplo, que o Lava Jato denunciou 6 bilhões de desvios, uma pequena nota poderia mostrar que causou prejuízos na ordem de 1% do PIB. Também não houve referências às ilegalidades cometidos por este juiz.

De novo, para só  reproduzir suas palavras, é melhor ler O Globo.

 

 

 

02/05/2016 - 17:47

Mas as contas não foram julgadas meu caro. E mesmo que fossem o critério foi mudado em outubro e elas ocorreram em julho e agosto. É por isso que não querem julgar primeiro .

Leia mais. .

09/03/2016 - 13:42

Isso Nassif...

Esse é o bom combate. E espero que os cariocas façam o mesmo!!!!

Abraços.

 

 

23/02/2016 - 10:53

 

Não caro. É apenas alguém preocupado com o estado de direito.

Seja lá o que você entende por isso.

 

 

25/01/2016 - 17:17

 

Sem meias palavras.

Votei em Dilma e não me arrependo.

Mas Dilma é conivente com este tipo de prática criminosa da Polícia Federal. Não há como negar isso. Ela não sabe discernir entre autonomia da PF e desmando.  No futuro, diremos que os anos Dilma foram anos sombrios nos  porões da PF. Uma solução seria fazer denúncias internacionais contra o governo.

 

 

25/12/2015 - 22:11

 

Sim, em relação à PF, o governo Dilma beira o escárnio. Ivan esqueceu da estupidez de nomear Joaquim Levy.

Uma decepção atrás da  outra.

No fundo, defendemos a democracia. Dilma, é difícil defender.

23/12/2015 - 13:17

 

Isso  é  que dá colocar o  nome  de Tribunal num  órgão consultivo.

 

As pessoas  juram  que seus atos  são  "julgamento".

23/12/2015 - 08:53

 

Prezado Clever, 

Eu só relatei o que está na pesquisa Datafolha:  a pior avaliação recua 13  póntos no Nordeste, 6 pontos no Norte, Sul e Centro Oeste, e  dois no Sudeste, que eu desconsiderei.

Não fiz projeções.

Abraços.

 

 

 

23/12/2015 - 08:49

 

Prezado, 

Me baseei nos números da pesquisa. Consulte-a. Quanto à população, ela basicamente quer saber de preços, salários e emprego.

Os 10% de inflação assustam. Mas as projeçoes para  o próximo ano voltando  à casa dos 6% já traz sensação de alívio, principalmente pelo fato de que a percepção é sempre comparativa.

O desemprego está alto para Dilma. A última  taxa em novembro ainda é menor do que a  crise de  2009. E dezembro não ultrapassará com certeza, por ser um mês tradicional de baixa.

Todos os outros detalhes  econômicos são bons pra discussão em blogs, mas seu Manoel e dona Maria estão pouco se lixando. Eles são mais pragmáticos do que os sábios.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

23/12/2015 - 08:44

Leia a pesquisa. Está disponível.

08/12/2015 - 07:44

 

A suposta carta de Temer supostamente escrito para supostamente Dilma ler, rs, é um mimimi danado. Mas estão atacando o cara sem ele dizer uma  palavra. Aliás, por isso mesmo. . Lógico que ele é ambíguo, escorregadio, mas isso está longe de  representar que o sujeito tenha um ministério pronto pra assumir. Devagar com o andor. Ontem Gleisi já partiu pra cima. Eu começaria a ficar realmente irritado.

Temer não é santo. Mas as diabruras que poderia fazer não chegam perto do que oposição e  Cunha estão fazendo.

Se a carta for verdadeira é bom para colocar as coisas em dia. Só isso. Pelo menos as fofocas...

 

 

 

06/12/2015 - 17:45

 

Nassif,

Não se pode esquecer o que é mais contraditório: por incrível que pareça só Dilma tem legitimidade para seguir a pauta recessiva (não deveria, mas tem). Porque sabe que o arrocho é interpretado não como guinada definitiva para o neoliberalismo ultra conservador, mas como medidas de superação de dificuldades, que podem ser atenuadas mais para a frente.

Uma pauta recessiva na mão de Temer nunca seria interpretada assim. Para movimentos sociais, sindicatos, universidades, intelectuais de esquerda, etc, se trataria só de um começo para coisas muito piores (como disse num post anterior): o início do desmantelamento de direitos e do precário estado de bem estar social que temos.

É lógico que esta pauta pode ser tocada, e será tocada por Temer, se no poder.

Mas ele deve ter em conta que é muito diferente, por exemplo, fazer greves contra Dilma. Pisa-se em ovos. Contra Temer, os ovos serão quebrados sem qualquer cerimônia. O país se dividiria definitivamente. No pior momento. Carregando para o fundo o PT com certeza, mas todos os patrocinadores do golpe juntos.

06/12/2015 - 17:44

 

Nassif,

Não se pode esquecer o que é mais contraditório: por incrível que pareça só Dilma tem legitimidade para seguir a pauta recessiva (não deveria, mas tem). Porque sabe que o arrocho é interpretado não como guinada definitiva para o neoliberalismo ultra conservador, mas como medidas de superação de dificuldades, que podem ser atenuadas mais para a frente.

Uma pauta recessiva na mão de Temer nunca seria interpretada assim. Para movimentos sociais, sindicatos, universidades, intelectuais de esquerda, etc, se trataria só de um começo para coisas muito piores (como disse num post anterior): o início do desmantelamento de direitos e do precário estado de bem estar social que temos.

É lógico que esta pauta pode ser tocada, e será tocada por Temer, se no poder.

Mas le deve ter em conta que é muito diferente, por exemplo, fazer greves contra Dilma. Pisa-se em ovos. Contra Temer, os ovos serão quebrados sem qualquer cerimônia. O país se dividiria definitivamente. No pior momento. Carregando para o fundo o PT com certeza, mas todos os patrocinadores do golpe juntos.

06/12/2015 - 13:08

Prezado, 

 

A debacle argentina não tem nada a ver com a esquerda. Pelo contrário. Ela  começa na segunda metade do século e vai se anunciando paulatinamente, através de governos de direitas e ditaduras, com intervalos peronistas.

Abraços.