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Momento mágico no Vaticano: Misa Criolla

O fantástico Papa Francisco levou a Misa Criolla ao Vaticano, em missa registrada em dezembro último.

Trata-se de uma das maiores peças da música latino-americana, uma criação imortal de Ariel Ramirez e de Félix Luna.

Fez mais: o coral era fundamentalmente feminino. E, no piano, o filho de Ariel, meu amigo Facundo Ramirez, pianista clássico talentosíssimo, cantor admirável.

Os hermanos quebraram tabus mas testemunharam, ao vivo, o ódio latente da burocracia do Vaticano contra os argentinos, devido ao fato do Papa ter colocado os holofotes do mundo contemporâneo sobre os bolores seculares do Vaticano.

O vídeo traz coisas interessantíssimas, como a sensualidade argentina de Patricia Sosa, contrastando com o formalismo do Vaticano. Observem a cara assustada de alguns religiosos vestidos de vermelho

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Ousadia argentina

Um tabu deve ter se quebrado com essa apresentação na Basílica de São Pedro: tambores de coro sendo soados na casa maior da cristandade. Já houve algum precedente?

Só esse episódio já vale um papado.

É claro que a pompa vaticana não ia deixar a Misa Criolla soar sozlnha, as interferências das musicalidades européias entremeando a obra de Ariel Ramirez ficam na conta da cúria milenar.

Quanto à fidedignidade da obra, alguns reparos: a voz da moça não compromete, com sua impostação branca avessa às tradições barrocas impregnadas nesse Vaticano, ainda avesso à pluralidade cultural do séculoo XXI. A peça foi escrita para solo de tenores cantando em terça, conforme a tradição que se desenvolve na simbiose operada pela cultura missioneira, integrando europeus e guaranis, e que temos presente nas nossas tradições sertanejas. Ouví-la em versão univocal empobrece a composição e apaga sua principal marca, e sua ponte com a estrutura harmônica do barroco europeu. Algumas passagens de peças do Vivaldi podemos encontrar algumas sequencias de linhas melódicas sobrepostas em intervalos de terças; herança que os jesuítas nos legaram. O piano também insere uma sonoridade estranha aos timbres sul-americanos do charango e do samponho; a peça foi escrita para cravo, mas a viola caipira daria mais parentesco que o piano.

Não ouvi a versão com a Mercedes Sosa, mas julgo a de Los Fronterizos bastante fiel à partitura do Ariel Ramirez. 

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Batata

eu adoro o papa francisco!

eu adoro o papa francisco!

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Péssimo solo vocal

1. Para quem já viu essa missa tocada nos Andes, apesar da wiphala estendida na basílica de São Pedro, faltaram sicus (vejam a diferença: https://www.youtube.com/watch?v=fnJzmjAa1Lc).

2. Agora, essa cantora é horrorosa!!! Cheia de maneirismos norte-americanos. Simplesmente faltou o gosto da terra ao canto dessa senhora e sobrou afetação. Essa baboseirada está mais para rock porteño de adolescentes que para as coplas profundas da Quebrada de Humahuaca. Ché, se ha quedado muy mersa. Ah, que saudades da "negra" la Sosa!

(Só por curiosidade, notem a belíssima sutileza da inflexão "coplera" que La Negra faz a partir dos 3 minutos do Kyrie desse registro clássico: https://www.youtube.com/watch?v=gqVYE9RrpFU . Agora, comparem isso com o que acontece no Vaticano a partir dos 9 minutos do registro linkado na matéria. Brutal diferença!!!!)

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imagem de RIATA VALENTE
RIATA VALENTE

Misa Criolla

Nesta versão, Mercedes Sosa está emocionante!! vale conferir.

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É verdade

Ricardo,

De certa forma você tem razão. Há de se descontar de que tratava de uma cerimônia no Vaticano, cheia de pompa.

A cantora chama-se Patricia Sosa e iniciou a su carreira como vocalista numa banda de rock de Rosário chamada La Torre, na decada de 80. É conhecida pelo seu potente vozarrão, que dependendo da pessoa pode não agradar nesse estilo de música (liturgica folklorica?). Seu forte mesmo é o rock. Enveredou para o folklore mas não se deu bem...

 ou aqui https://www.youtube.com/watch?v=XdtRATiDyT8

A versão de Mercedes realmente é demais, mas na minha modesta opinião, não sei, a melhor versão é a original com o histórico conjunto Los Fronterizos no vocal, acompanhando por Ariel Ramirez. Aqui, ao vivo:

Aqui, a versão original gravada:

https://www.youtube.com/watch?v=9f8OBHVql7Y

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