9 de junho de 2026

A monopolização do varejo no Brasil

Por Álvaro

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Comentário ao post “Os falsos e os reais problemas da economia

O VAREJO ESTÁ, SIM, EM CRISE
 
Não gosto do Diogo Mainardi, mas é um exagero o pau que estão dando nele por causa de sua polêmica com dona Luíza (a do Magazine), no programa Manhattan Connection. O varejo brasileiro está, sim, em crise. O varejo que cresce e tende a crescer cada vez mais é o das grandes redes, como o de dona Luíza. Esse tipo de varejo segue turbinado pelo crédito caro das “dez vezes no cartão”, falsamente “sem juros” e pelo comércio eletrônico. Estes dois aspectos têm empurrado fortemente o setor no sentido da monopolização. São exemplos recentes Wal Mart, Ri-Happy/PBKids, Cassino, Net Shoes, o boon da Riachuelo etc.
 
Está se esvaindo a grande teia do varejo físico, de rua, das lojas tocadas com por comerciantes e suas famílias. Nunca tantos estabelecimentos desse tipo se fecharam como nos últimos anos! Basta um passeio pelas ruas de comércio tradicional nos bairros de São Paulo para se ver as portas fechadas.
 
O crédito caro que permite o consumo da chamada nova classe média ainda não bateu na linha d’água para uma crise de inadimplência macroscópica, mas isso é inexorável. Inclusive, entre outras coisas, porque os neo-consumidores parecem ainda não saber aplicar os freios nas compras, talvez pelo destreino nos séculos de marginalidade. É crise, sim. Como em todo quadro de crise, há os que ganham e os que perdem. Dona Luíza está no lado feliz do jogo.

 
Uma coisa é não ir com a cara do Diogo Mainardi, de longa data um idiota; outra coisa é achar que dona Luíza é, agora, a grande heroína nacional por ter se oposto a esse fulano em debate no Manhattan Connection. Repito: o varejo está, sim, em crise. Em crise de monopolização e desnacionalização. O fato de o consumo popular estar bombando não esconde nem remedia a acelerada deterioração da teia doméstica de varejo. Não se trata de torcer contra ou a favor do governo. O que não se pode é tapar o Sol com peneira.
 
A concentração do varejo sobretudo de bens de consumo durável de alto valor agregado anda em paralelo com a desnacionalização do setor, com um agravante: as grandes redes massacram as pequenas lojas que ainda sobrevivem, pois podem fazer compras em fornecedores estrangeiros (na China, digamos) e efetuam pagamentos a partir de suas sedes ou representações fora do Brasil. Assim, podem subfaturar as notas com as quais importam os produtos para cá e driblam a Receita Federal.
 
Entra-se, então, num jogo de máxima deslealdade: os grandes não pagam todos impostos e taxas e, por isso, conseguem mostrar preços finais mais atrativos. Enquanto isso, aos pequenos resta pagar 100% dos impostos de importação ou submeter-se ao achaque de fiscais corruptos. O resultado do dilema tem sido a opção pelo fechamento dos negócios. Não vê quem não quer.
 
Se o governo quer, de fato, estar ao lado dos mais fracos, que faça alguma coisa para conter a farra dos gigantes.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

37 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ataíde Coutinho

    22 de janeiro de 2014 5:46 pm

    Concentração de mercado não é crise !

    Os fatos citados sr. ALVÁRO,  vem ocorrendo há anos veja o setor de supermercados e postos de combustiveis como exemplos ,é cada vez mais raro o mercado de bairro ,mas isso não é crise é politica de expansão de rede.

    O exemplo contrário da Luiza ,são as lojas Mariza no final de 2008 assustados com  a guerra psicológica advinda do tsunami internacional, demitiram funcionários ,cortaram investimentos fechou postos de vendas e a conclusão obvia ,perderam participação no varejo por decisões erradas.

    uma coisa é uma coisa outra coisa é utra coisa….

  2. Alexandre Weber - Santos -SP

    22 de janeiro de 2014 5:57 pm

    A quantidade de inadimplentes irá aumentar

    O crédito fornecido através de moeda fiduciária gera um contrato impossível.

  3. sergio g

    22 de janeiro de 2014 6:04 pm

    Vende pq tem.

    Queria ver vc comprando uma tv ou geladeira último tipo numa loja “familiar”.

    As grandes redes têm a oferecer o melhor com melhor preço.

    Financiar o produto cabe a cada um.

    Não é culpa da “rede” se o consumidor entra sem um tusta e parcela em 10 vezes.

    Falta educação para consumir?

    Falta planejamento?

    De quem é a culpa?

    A lojinha “familiar”, venderá um produto defasado, com meses de janela, a preços maiores e sem acesso a crédito.

    De quem é a culpa?

    Do capitalismo?

  4. Rekern

    22 de janeiro de 2014 6:05 pm

    O Brasil é maior que isso

    E os milhões de pequenos varejos que estão espalhados pelo interior fo Brasil, onde as grandes redes não chegam e o varejo online ainda não fez freguesia? Estes estão crescendo mais que as grandes redes, não sei se pagam ou não pagam impostos, mas movimentam muita grana e dão emprego e renda para milhões. Mainardi covardemente fugiu do Brasil, com medo de suas próprias besteira e a Dona Luiza dá muito emprego e paga muito imposto (não sei se menos do que deveria). Então, entre o verme do Mainardi e a gordinha, ficamos eu e o Brasil com a gordinha. Mas vai com calma seu álvaro que o Brasil tem espaço para as redes e para os pequenos, mas tem cada vez menos espaço para os mainardis e augustos nunes da vida.

  5. Válber Almeida

    22 de janeiro de 2014 6:15 pm

    Pensei que o colega ia trazer

    Pensei que o colega ia trazer dados para rebater as afirmações da Luiza. No entanto, é um texto muito mais baseado em impressões pessoais do que em dados. É como aqueles que tentam generalizar impressões com base em eventos pessoais ou localizados. Isso não pode ser levado a sério.

  6. Flics

    22 de janeiro de 2014 6:17 pm

    O símbolo do Cobre…

    … é Cu. O que tem que ver com as calças?… as imbecilidades do tal Mainari (ou algo assim) e do pessoal desse programa são imbecilidades independente do roubo que fazem com as classes populares no tal de “crédito da casa” e “cartões de crédito”… o cara levou um banho e merecido por ser estúpido.

  7. luis roberto

    22 de janeiro de 2014 6:24 pm

    Voz dissonante.

    Caro Álvaro… acredito que vc não captou o sentido do ” pau” que o Maunardi está tomando por causa da entrevista da Luiza Trajano….também não vi ninguém elevando a mulher de negócios de varejo à categoria de pensadora contemporânea. A questão fundametal é: O DISCURSO NA GRANDE MÍDIA É TÃO ENSAIADO QUE QUANDO SURGE UMA VOZ DISSONANTE (e vc há de convir que o tom dela era muito diferente dos seus entrevistadores) É COMO SE VÍSSEMOS UMA GOTA DÁGUA FRESCA NESSE DESERTO DE IDÉIAS. A dona Luiza merece eleogios, principalmente por não se acovardar como acontece muito com os entrevistados/emparedados dos programa de tv e jornalísticos desse país.

    1. Alexandre Weber - Santos -SP

      22 de janeiro de 2014 8:09 pm

      A rede Globo defende a banca

      O discurso da Luiza saiu e repecutiu na mídia porque defende a banca e os seus jurinhos.

      O varejo brasileiro segue a mesma sina da indústria brasileira.

      1. Ulisses s

        22 de janeiro de 2014 8:59 pm

        A rede globo

        está bloqueando o acesso ao programa. Diz que é direitos autorais. Nem no youtube está mais disponível. Estranho que outros programas continuam disponíveis. A rede globo quer mesmo é esconder a sova que tomou da Luiza. Ela e sua cambada de incompetentes. 

  8. basílio

    22 de janeiro de 2014 6:49 pm

    “Esse tipo de varejo segue
    “Esse tipo de varejo segue turbinado pelo crédito caro das “dez vezes no cartão”, falsamente “sem juros” e pelo comércio eletrônico.”

    Ok, então tente encontrar um preço a vista mais barato no comércio dito pequeno do que nos 10 vezes falsamente sem juros dos grandes magazines.

    “Entra-se, então, num jogo de máxima deslealdade: os grandes não pagam todos impostos e taxas e, por isso, conseguem mostrar preços finais mais atrativos.”

    Compre algo no comércio dito grande e veja se não vão lhe dar nota fiscal mesmo se você não pedir, agora faça o mesmo no comércio dito pequeno e espere o resultado.
    Sugiro levar uma cadeira, já que é usual no Brasil, muitos vão tentar embolsar os impostos que você pagou, engordando a margem de lucro deles.

    Seu artigo apenas confirma o chororô contra aquilo que todos sabem, embora alguns finjam que não, o capitalismo vai cada vez mais se concentrando e acumulando em TODOS os setores, é parte do sistema, até Marx o previu há mais de 150 anos atrás.

    O próprio capitalismo gera crises, a acumulação e a concentração geram taxas de lucro decrescentes a médio e longo prazos, até o dia da crise final, quando tudo estiver nas mãos de pouquíssimas pessoas ou grupos, seus consumidores serão somente seus próprios empregados, não existem outros, o sistema será insustentável.

  9. Jaime Balbino

    22 de janeiro de 2014 6:54 pm

    O que eu vejo em cidades com

    O que eu vejo em cidades com até 30 mil habitantes que visito e na periferia é o AUMENTO de pequenos comércios, já que tem muita gente com dinheiro e querendo comprar. É preciso olhar se aumentou ou diminuiu o número de lojas físicas por causa do crescimento dos grandes magazines e hipermercados. Mas eu aposto uma boa cerveja que o varejo cresceu para todo lado, não só para Luiza, Carrefour e Walmart.

  10. Jaime Balbino

    22 de janeiro de 2014 6:56 pm

    Mas a demanda é igualmente

    Mas a demanda é igualmente muito alta por produtos e são mais de 4 mil cidades precisando de lojas.

    No final de dezembro vocês criticavam que o comércio no natal cresceu “só” 5,9% “por que aumentou o número de lojistas nos shoppings” e isso diluiu o lucro, minando os grandes e tradicionais varejistas.

    Afinal de contas, os pequenos lojistas são bons ou ruins para a economia? Para reclamar das vendas de natal eles são bodes espiatórios, para questionar a expansão das grandes redes de varejo eles são as vítimas.

    Cidades pequenas e muito pequenas é quase a totalidade dos 4 mil municípios brasileiros. Lá não tem Magazine Luiza e nem Walmart. O consumidor depende da vendnha, do supermercado local e dos demais pequenos varejistas. Na periferia das grandes cidades há o mesmo problema. Periferias chiques podem contar com uma filial pequena das Casas Bahia ou da Luiza, mas a periferia onde está a classe C e D não tem hegemonia desse comérico. O consumo cresceu em todolugar porque pegou a renda mais baixa, a base da pirâmide.

    Viajo para cidades pequenas e vejo esses pequenos varejistas crescendo.

    Nos grandes centros, de fato quem tem mais lojas, mais capilaridade e mais estoque consegue negociar preços, vender em mais prestações e ter liquidez para sustentar promoções que parecem absurdas. Sempre foi assim e esse canibalismo é universal no Capitalismo.

  11. Crisento

    22 de janeiro de 2014 7:10 pm

    Confundiu alhos com castanhas de cajú

    Quando uma pessoa diz “é sim!”, geralmente ela mesma está querendo se convencer do que diz, já que não consegue fundamentar muito bem sua “sensação opinática”. Torcedores também são assim.

    Confunde alterações na forma de comercialização com “crise”.

    Se as grandes redes, shoppings e Internet estão “varejando” como nunca, o máximo que se poderia dizer (e lamentar por eles) é que o lojista de rua estaria, aí sim, em crise (por mudança de modelo)

    Mas ainda aí, nem tanto! Em determinadas regiões centrais ou especializadas, o lojista está mudando de ramo:

    De comerciante lojista, está se tornando senhorio, alugando a sua agora sobrespaçosa loja para dezenas de micro-comerciantes em baias ou quiosques que vendem barbaridades; E todos podem mudar rapidamente, tanto de ramo, quanto de tamanho, quanto de lugar, quanto de linha de produtos. Bem dinâmico.

    E o ex-lojista, agora “administrador imobiliário”, troca toda a operação comercial e seus riscos por um diluido risco de muitos aluguéis e receitas mais “tranquilas”.

    E em termos de setor, trocamos um lojista por 10, 20 ou mais. Sem crise para ninguém.

    Outros lojistas de rua estão, há muito, migrando para shoppings ou Internet (loja sem loja, e até mesmo sem estoque próprio).

    O WalMart é detestado historicamente pelos comerciantes nos EEUU exatamente porque foi tomando o espaço dos pequenos, a ponto de em cidades pequenas o comércio desaparacer quase completamente quando um WalMart lá se instalava.

    A menos que haja condições específicas (confiança, simpatia, proximidade, lealdade, praticidade, etc.), quem vai preferir comprar mais caro por 20 itens em 12 lojas diferentes do que mais barato num lugar só? Com estacionamento, lanchonete, banco, serviços, etc.?

    Sou contra monopólios, mas não contra melhores condições para o cliente. O mercado (qualquer um) sempre terá gigantes, grandes médios, pequenos e micros.Só não deve ter monopólios e cartéis.

    Quanto à desnacionalização, que também torço para não ocorrer (desde que sem xenofobia), é infelizmente uma condição que precisamos desenvolver.

    E os governos neoliberais nos enfraqueceram bastante! Este governo pelo menos está incentivando o mercado nacional (sem xenofobia). Depende de nós!

    No varejo de supermercados, o maior era um nacional (Pão de Açucar),e agora os 3 maiores são estrangeiros (Casino e Carrefour franceses, e WalMart); Mas ainda há um bom número de nacionais e o próprio Pão de Açucar ainda tem boa parte nacional.

    Interessante que os que defendem o neoliberalismo agora vêm criticar a fraqueza que eles mesmo criaram!

    Piada de mau gosto.

     

    PS: Apesar do meu desprezo pelo “disgusting” Mainardi, fico me perguntando se ele, um sujeito aparentemente  bem “inteligenciado”, não sinalizou, com a gracinha da Amazon, alguma intenção ou processo estratégico oculto, já que (como bem disse Luiza) o tamanho do mercado brasileiro, ainda em crescimento,  interessa a qualquer empresa de qualquer porte, de qualquer país e setor.

    1. Tiago Bevilaqua

      23 de janeiro de 2014 12:40 am

      “Imaginável”?

      Dá para imaginar a Amazon entrando no varejo físico no Brasil? Mesmo que fosse venda pela Internet já há muita gente nesse mercado, inclusive grandes. Nâo seria uma moleza.

  12. Preto Velho

    22 de janeiro de 2014 7:16 pm

    Lojas de rua fechando ?

    Procure dar uma volta nesse locais que lembro de cabeça:

    Rua Antonio Agu e arredores em Osasco.

    Rua 25 de Março e arredores no centro.

    Ruas Oriente, Bresser, São Caetano e arredores no Brás.

    Largo 13 de Maio e arredores em Santo Amaro.

    Rua 12 de Outubro e arredores na Lapa.

    E por aí vai, e tente comprar ou alugar um ponto a preços módicos.

  13. Jaime Balbino

    22 de janeiro de 2014 7:19 pm

    E o BNDES para pequenos varejistas?

    Estou puxando de memória agora a história de conhecidos meus e tenho os seguintes relatos:

    1. Meu irmão abriu sua primeira loja de serviços há uns 4 anos, um pequeno espaço numa galeria do bairro. No ano passado ele passou a vender pequenos produtos elerônicos, relógios e flores e já abriu mais trẽs lojas. Trabalha pra caramba e continua na Classe C Ascendente, mas vê fôlego no mercado.

    2. Por outro lado eu tenho um amigo que teve de migrar da venda de computadores para serviços de informática por causa da ampla isenção de impostos, que fez o volume de vendas se tornar fundamental no preço final. Agora ele pensa até em fechar a loja e trabalhar em casa. Tem serviço e o mercado está aquecido para ele, mas o foco mudou completamente.

    3. Eu mesmo tenho uma pessoa jurídica, mas não levo jeito pra vendas.

    4. Um outro colega tem uma floricultura e conseguiu um grande financiamento do BNDES para reformar a loja. Ele diz que foi tudo desburocratizado e compra as coisas com o cartão deles.

    1. Frederick Cunha

      22 de janeiro de 2014 8:08 pm

      Os tempos estão mudando e

      Os tempos estão mudando e surgem novos pequenos varejistas acompanhando a mudança dos ventos, enquanto que varejistas à moda antiga sucumbem. O site Mercado Livre é um exemplo gritante disso, porque é um verdadeiro shopping digital de pequenos varejistas. Assim como o Magazine Luiza aproveita a internet para ampliar o seu poder de vendas, também tem pequenos varejistas que se aproveitam do ambiente digital para fazer negócios.

      Os varejistas de rua tem mais problemas com a concorrência dos shoppings, a falta de investimento dos municípios nos espaços públicos e  ausência de segurança policial do que com a concorrência desleal dos grandes grupos varejistas. Shopping por outro lado oferece segurança, lazer, proteção contra o sol forte e a chuva. Porém varejista em shopping tem de pagar 20% do faturamento mensalmente pelo aluguel do espaço, mais um 13º e 14º pagamentos. Ou seja, a vida deles também não é fácil, mas ao menos contam com um local propício à atração de clientes, tanto que as classes ascendentes também querem consumir nestes locais a despeito dos valores mais elevados dos produtos, por causa do valor agregado das facilidades dos shoppings.

      O que podemos perceber na verdade é que gradativamente os espaços de encontro do público se tornam espaços privados, como shoppings, espaços-gourmet e parques em condomínios e clubes. E com isso os varejistas de rua perdem, porque ficam espremidos entre a atratividade desses espaços privados e os preços mais em conta oferecidos pela internet.

  14. Diretor Zinho

    22 de janeiro de 2014 7:26 pm

    Um “causo” de negociação com grandes redes

    Fui diretor de uma empresa de informática média e começamos uma estratégia inovadora de comercializar para supermercados, que à época não vendiam computadores, um artigo então sofisticado e caro, para “iniciados”

    Na primeira reunião marcada com a rede, preferi comparecer, já que era a maior rede do país.

    Acostumado a fazer reuniões com executivos das empresas finais compradoras, vi-me numa sala tipo de aula, sentado no meio do piso, sozinho, em uma dessas cadeirinhas com aba lateral (só faltou o spot no rosto), de frente para um “palco” cerca de 1m mais alto, com uma bancada de compradores a me olharem de cima para baixo e a fazer perguntas rápidas, secas e objetivas. Rapidamente percebi que seria massacrado (e este era o cenário montado) ou teria que vender praticamente a custo, embora em boa quantidade.

    Como sequer consegui falar muito, encerramos rapidamente e fiquei de voltar.

    Para a reunião seguinte, enviei um vendedor macaco-velho com os limites de negociação e…

    Fizemos nossa primeira venda. Em condições pra lá de indesejadas mas … fizemos.

    PC´s, um artigo “de luxo”, agora então em supermercados!

  15. Roberto Monteiro

    22 de janeiro de 2014 7:29 pm

    Desculpem eu gritar.

    MUDANÇA DE PERFIL SETORIAL NÃO É CRISE!!!!

    1. Campos

      22 de janeiro de 2014 9:06 pm

      vou gritar também
       
      MUDANÇA

      vou gritar também

       

      MUDANÇA DE PERFIL SETORIAL NÃO É CRISE!!!!!!

  16. tiodocomputador

    22 de janeiro de 2014 7:35 pm

    Tá com dó? Leva pro cê!

    É o que eu falei pra uma amiga minha, vereadora da ARENA (ops, mudaram de nome outra vez, agora é DEM), eleita com verbas de pequenos comerciantes, quando reclamou que os pequenos estão sendo engolidos pelos grandes:

    Não foram esses mesmos comerciantes que apoiaram em massa Collor e FHC? Não apoiaram uma política neo-liberal e toda aquela ideologia segundo a qual “os fortes sobrevivem, você tem que ser mais competitivo, livre-concorrência, se abrir para novas possibilidades, porque o capital estrangeiro vai ser boooooom para o Brasil”, discurso amplamente utilizado para achatar salários, elevar juros, fechar postos de trabalho e favorecer a especulaćão e o contrabando “made in paraguay”, nos anos 90?

    Pois é, pequenos comerciantes, é uma política que vocês mesmos referendaram, em contratos internacionais que ainda vão durar alguns anos, então não chorem: competitividade no cu dos outros é refresco!

  17. tiodocomputador

    22 de janeiro de 2014 7:40 pm

    LEMBREI DE MAIS UMA!

    Comerciantes, É NA CRISE QUE VOCÊ CRESCE!

    Aproveite a crise para repensar os seus valores!

    Você não não está falido, você é um empresário com tempo disponível, aberto a novas oportunidades, e demandas! Aproveite pra se qualificar, faća um curso de inglês, informática, ouvi dizer que estão precisando muuuuuuuiiiiito de programadores que saibam 42 linguagens de programaćão, com inglês fluente, bem relacionados no mercado e com jatinho particular próprio. Ah! mas cuidado, se você tiver tudo isso, o mercado pode achar que você está qualificado demais para a vaga!

  18. Dudu Cartucho

    22 de janeiro de 2014 7:41 pm

    Em todos os CDLs do Brasil

    Em todos os CDLs do Brasil aumentou o número de logistas, e o sr Álvaro vem dizer o contrário?

    Todos os pequenos comerciantes que eu conheço expandiram seus negócios, e  modernizaram as instalações. Nunca dantes no Brasil os comerciantes cresceram tanto. 

  19. wendel

    22 de janeiro de 2014 7:55 pm

    Curiosos dublê e economistas!!!!!

    Não ví a entrevita de Luiza, e sim no Site do Azenha.

    Este artigo, esta m parecendo um desabafo de alguém afetado, segundo lí, pelo monopólio do varejo.

    Se é este o caso, sugiro ao Sr. Alvaro que tome algumas aulas com a Sra. Luiza e aproveite o momento para faturar esta nova demanda, pois como tudo na vida, – ” não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe”!

  20. will

    22 de janeiro de 2014 8:15 pm

    Concordo com o texto.
    Tenho

    Concordo com o texto.

    Tenho uma pequena loja de varejo, dentro de um shopping, bem igual como o autor do texto descreveu: pequena e de família. 

    Há 2 anos, no mesmo corredor à minha frente, abriu uma Americanas. Eu a princípio fiquei preocupado. Aos poucos, fui vendo que o que eu vendia, algumas coisas eles também vendiam. São poucos ítens que coincidiram aos poucos fui desistindo de concorrer com eles. E meu carro chefe, que é Relógios e assistência técnic, eles não trabalham e não fazem..

    Mas os demais lojistas que trabalham com informática, celular e eletrônicos em geral foram bastante afetados. Empresas como Americanas e Submarino fazem parte da mesma corporação. Além de comprarem preços mais baixos, desconhecia que driblavam os impostos.

    O que ouvi dizer, é que a rentabilidade destas empresas vem do mercado financeiro, através da receita bruta gerada diariamente/ mensamente/ anualmente  que seja. A margem de lucro não tem a mesma importância do que as metas mensais. Ou seja, eles tem uma meta a atingir, e é por isso que os preços despencam, ora para alcançar a meta a todo custo, ora pra queimar estoque. A estratégia, além das metas, e destruir a concorrência, e gerar receita. O pequeno varejista jamais conseguirá por exemplo, vender um celular de R$ 500,00 a 12X sem juros. Se issso pode se chamar de crise, então concordo.

    O governodeve ficar bastante divididonessa questão. Os monopólios podem quebrar pequenas empresas, mas geram muitos empregos.

    Os monopólios oferecem  vantagens para o consumidor, de imediato no preço. 

    AS desvantagens começam quando há demandas de troca, extravio, quebra e atendimento. Este último é crítico.

    1. will

      23 de janeiro de 2014 1:10 am

      So pra completar o
      So pra completar o raciocínio,
      As margens de lucro estao caindo conforme se tenta manter o negócio.
      É uma questão de adaptação. Vários aspectos de uma realização comercial no varejo exige uma demanda, um esforço maior que há 10 anos atrás. Quando se fala em negócios, o interessante é saber o quanto se quer ganhar. Houve uma grande invasão de relogios e muambas de Miami, o que fez com que a indústria relojoeira revisar os precos.
      O markup que era 2.0 até 2.2 hoje, é surreal. Para cobrir as despesas foi necessário diminuir o markup para girar mais o produto.
      O problema consiste na teimosia em cobrar 100% em tudo. Isso é comprovado pelas variações de preços de um mesmo produto em diferentes pontos de vendas. O material escolar é um dos exemplos.
      Outro problema que surge para o varejo, é a falta de preparo do comerciante em resistir às marés baixas. Um dado que mostra o desmpwnho do comércio é o numero de empresas que abrem e que fecham. Me parece que após a posse do primeiro mandato do presidente Lula, o número de empresas que fecharam caiu bastante. Acabou a era do dinheiro fácil. .. O comerciante que quer ganhar mais, tem que trabalhar mais.

  21. Alexandre Weber - Santos -SP

    22 de janeiro de 2014 8:57 pm

    A concentração crescente da riqueza

    O modelo que está ai leva a concentração crescente da riqueza, como são poucos os ricos, brotam aos montes os “defensores dos ricos”, normalmente pessoas vocacionadas ao fracasso, que pensam que defendendo os ricos vai sobrar algum para si.

    O que importa é o que é bom para o povo e a nação.

    O Brasil deixa de ser pais emergente, que emerge da dívida pública, para se tornar submergente, ou seja, vai afogar o povo e a nação na dívida, entregando de graça a soberania e a liberdade do Brasil e dos brasileiros.

    Este é o projeto do PT e da Dilma?

    Tô fora!

    1. ELG

      22 de janeiro de 2014 9:25 pm

      Ok, Follow the money, follow the power

      Profeta do caos, quando seus sombrios vaticínios estiverem se concretizando, você volta aqui para dizer “PT e Dilma tô fora”. Por enquanto você só verbaliza o discurso furado da oposição. Veremos quem tem razão.

    2. will

      22 de janeiro de 2014 9:31 pm

      A expansão do varejo entre os

      A expansão do varejo entre os pequenos mostra o perfil empreendedor. 

      Talvez o modelo ideal pode ser o próximo passo.

    3. Filipe Rodrigues

      22 de janeiro de 2014 10:35 pm

      Onde está o CADE??

      O governo, quando olha como positivo fusões de grandes redes varejistas (pensando que é aumento do investimento) faz papel de otário (talvez seja lobby).

      E o consumidor de trouxa…

  22. Marco St.

    22 de janeiro de 2014 9:52 pm

    Aqui no meu bairro, perto de

    Aqui no meu bairro, perto de casa, abriram recentemente 3 mercados novos, familiares. Também há os super mercados e hipermercados das grandes redes. E ainda há uma penca de mercadinhos, sacolões, lojas  e coisas do tipo. Todos com bom movimento. Aparentemente ninguém em crise. Sem placas de “passo o ponto”.

  23. Sérgio Rodrigues

    22 de janeiro de 2014 9:58 pm

    Varejo no Brasil

    Gente, por favor!…A econômia brasileira é capitalista e, portanto, segue sua dinâmica. Alguns comentários dão a entender que o governo deveria, de modo socialista, regular essa dinâmica, estrutural, diga-se, desse modo de produção!…

  24. Assis-Osasco

    23 de janeiro de 2014 1:04 am

    O Varejo vai bem.
    Sou executivo em uma rede de varejo, afirmo, o varejo tradicional vai bem, o comércio eletrônico melhor ainda (não confundir com comércio de eletrônicos, tvs, celulares, computadores).  O pequeno varejo com boa gestão vai bem, e até incomoda o grande varejo…Vejo muito isto no meu segmento. Lojas pequenas com bons produtos, bons preços (pois, as despesas e custos de manutenção são menores) e bom serviço (flexibilidade que o grande não tem) tomando clientes e disputando em nível superior com algumas de nossas filiais. Mas, nem td é perfeito, o problema do pequeno varejista é a falta de profissionalização, os antigos (muitos deles “brimos”) ganharam muito com a informalidade, souberam surfar na inflação alta e hj sofrem com o controle eletrônico dos tributos e a necessidade de uma gestão mais atual. Outro ponto, o sucesso depende do seu segmento de atuação, eletrônicos, celulares, linha branca, são produtos do grande varejo, pois, as margens são muito baixas e somente muito volume ( e verbas de publicidade) para permitir sobreviver e até lucrar. Logo, não e mercado para pequeno…Mas, roupas, utensílios domésticos, decoração (em geral) e produtos que exijam um bom serviço o pequeno pode dar lavada nos grandes.

  25. Andre SP

    23 de janeiro de 2014 1:14 am

    O Alvaro está certo quanto aos monopolios

    Gente a coisa é muito mais feia! Eles no varejo destroem a industria nacional com produtos importados de eletroeletronico, na área de vestuário pressionam preços e cotas que levam ao trabalho escravo!

    Mas a merda é maior ainda! Na area de alimentação eles estão adquirindo as empresas de alimento. Hoje estes monopolios, produzem, manufaturam e comercializam seus produdos.

    O mercado está a cada dia mais concentrado nas mãos de algumas empresas. A unica questão de eles não terem lojas em todo território nacional é por questão de viabilidade. É só o mercado se configurar e investirão levando os regionais a falência.

    Houve um aumento de comerciantes que montaram suas lojinhas de roupas em bairros em busca de manter sua renda pela falta do emprego. Mas eles vão comprar no Bras e 25 de março, alias vem gente do Brasil inteiro buscar roupas lá para revenda. Poucos compram diretamente da indústria. Geralmente as Grandes Redes compram toda a capacidade produtiva brasileira além de importar.

    É só prestar atenção e verão que a cada dia existem menos marcas a disposição nas prateleiras de supermercados. Na maioria das vezes estas marcas são proprias.

    Na área de móveis é a mesma coisa! As grandes redes possuem marcas próprias e vendem o que produzem em suas fabricas. Existi o mercado de luxo de franquias onde marcas tradicionais vendem seus protudos mais caros, os custos são altissimos e é para um público muito seleto.

     

     

     

  26. Haroldo Werneck

    23 de janeiro de 2014 6:55 am

    Comentário coerente mas fora do contexto inicial.

    O comentário do Álvaro faz bem em trazer à tona um dos grandes problemas do varejo: a monopolização por parte das grandes redes varejistas. Mas considerar isto como crise no setor distorce completamente o motivo inicial da discussão, que é a criação de crises por parte da imprensa mesmo quando são apresentados fatos favoráveis.

    Sobre o monopólio, é importante se observar dois aspectos:

    1. A compra de redes menores por parte dos oligopólios; e 

    2. A centralização da distribuição por parte de grandes grupos regionais.

    No primeiro caso, a força do capitalismo e a disponibilidade de financiamento facilita a aquisição das redes menores e empresas familiares. Isto tem um grande impacto principalmente nas periferias, onde os pequenos mercados tem uma maior participação. O fechamento dos mercados de menor porte também é um problema social, pois acaba com a criação de empregos locais transportados para a área de concentração das grandes redes.

    Isto também deve ser visto como parte de uma política de governo. Quanto mais serviços e opções existirem próximos de casa, menor o tempo perdido com transporte e maior a retenção de pessoas numa região. Os bairros devem ser vistos não como um apêndice para o centro de uma cidade, mas como regiões de desenvolvimento local, com toda a infraestrutura de atendimento, comércio e diversão. O tão citado “rolezinho” é um exemplo de como a falta de opções de diversão local acabam alterando a forma de interagir, com a busca por opções distantes com melhor infraestrutura como os shoppings.

    O segunda caso continua invisível, pois ao contrário das grandes redes varejistas que precisam de propaganda, as redes de distribuição permanecem na moita, sem chamar a atenção. Cito um caso simples que ocorre em Manaus: praticamente todas as redes dependem de um grupo responsável pela distribuição de produtos na região. O poder é tão grande que além do varejo também atua na área farmacêutica, fornecendo remédios para diversas redes na cidade.

    Com tamanho poder, é possível manter o preço sempre acima do mercado nacional, mesmo com o aperfeiçoamento da logística da região. E é frustrante frequentar os mercados, pois a variedade de produtos e marcas é mínima – dependem das escolhas do distribuidor.

    Em ambos os casos, quem perde é o consumidor. Basta fazer compras em um pequeno mercado da periferia para ver que os preços são menores quando comparados com as grandes redes, para os mesmo itens e fabricantes. Além disto, os mercados locais vendem produtos específicos para quem mora na localidade, adaptando-se ao perfil sócio-econômico da região. Isto não acontece nas grandes redes, que seguem um padrão para todas as lojas.

    Todos estes problemas podem e devem ser analisados com uma política adequada para o setor. Mas enfrentar grupos poderosos, principalmente os que andam pela sombra, pode representar uma grande dificuldade em ano eleitoral.

     

  27. Djalma Oliveira

    23 de janeiro de 2014 10:11 am

    Mainardi é um completo

    Mainardi é um completo jumento arrogante e destestável de todo ponto de vista.

    Eu sou pequeno varejista na aérea de informática e digo com todas as letras que as grandes redes de varejo estão nos destruindo dia a dia.

    O cartão do BNDES cobra juros mensal de 0,97% a.m., façam as contas no simulador. É quase impossivel vendr um notebook hoje em dia, pois o produto é encontrato nos grandes magazines com pelo menos 20% a menos e pagos em 10 vezes, inclusive no crediário.

    Só quem não é comerciante não entende isso e deveria não comentar o texto, até mesmo por honestidade.

    Estamos entrando no comércio eletrónico e o problema é o mesmo. No M.Luiza os produtos são vendidos em 10x no cartão, sem juros, enquanto eu sou abrigado a me filiar ao pag seguro que cobra juros de 2,99 a.m., é impossivel concorrer.

    Estamos desemparados, não temos poder de barganha para comprar, não temos acesso a crédito, não temos acesso a importação de produtos, pagamos uma tal de ST que é um inferno.

    A concentração do varejo no Brasil é um crime e vamos pagar caro por isso.

  28. Martin Afonso

    24 de janeiro de 2014 6:42 pm

    monopóli é BEM DIFERENTE de

    monopóli é BEM DIFERENTE de concentração.

    Concentração (que é o que está ocorrendo) traz coias boas e coisas ruins.

    Estamos a anos luz de monopólio no varejo…..

Recomendados para você

Recomendados