Bolsa fecha em menor patamar desde julho de 2017

Ibovespa fecha em queda de 5,22%, em meio a repercussão de anúncios para contenção do impacto do coronavírus na economia; dólar sobe 2,21%, a R$ 5,138

Mercado começa a semana em queda. Foto: Reprodução

Jornal GGN – A bolsa brasileira começou a semana em queda, com os agentes repercutindo o noticiário sobre o avanço da pandemia de coronavírus, enquanto o presidente Jair Bolsonaro continua agindo como se não tivesse ideia do cargo que ocupa.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou o dia em queda de 5,22%, aos 63.569 pontos e com um volume negociado de R$ 25,006 bilhões. O indicador atingiu seu menor patamar desde 10 de julho de 2017.

As operações foram afetadas pelo clima de aversão global por conta das medidas socioeconômicas para o combate ao coronavírus: enquanto economias como Alemanha e até mesmo a Venezuela injetam recursos para manter a população em casa e incentivar o combate ao Covid-19, o presidente Bolsonaro editou medida provisória que permite às empresas suspenderem os contratos de trabalho dos funcionários, e sem pagamento de salário, durante quatro meses – essa parte do texto foi revogada da Medida Provisória, como o próprio presidente anunciou nesta tarde.

Enquanto isso, o Federal Reserve – o Banco Central dos Estados Unidos – anunciou que vai começar a dar respaldo para uma gama de crédito para diversos segmentos da economia, como forma de compensar os efeitos causados pela pandemia na economia norte-americana.

Depois de duas quedas consecutivas, a cotação do dólar comercial terminou o dia em alta de 2,21%, negociado a R$ 5,1357 na compra e R$ 5,1385 na venda.

Nem mesmo a intervenção feita pelo Banco Central ajudou a conter a valorização – a autoridade monetária realizou três leilões de venda de dólares à vista, em um total de US$ 739 milhões.

 

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(com informações do UOL)

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