Bolsonaro corta verba da produção nacional de EPIs e fica dependente da China

Ao mesmo tempo em que fragiliza a indústria nacional, o governo fica dependente da China, que não está dando conta da demanda mundial por EPIs

Jornal GGN – Um comunicado da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgado no dia 1º de abril, mostra a gravidade dos sinais trocados no governo federal em meio à pandemia de coronavírus.

Enquanto o Ministério da Saúde alega dificuldade de adquirir EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para os profissionais da saúde, que são a linha de frente no combate à COVID-19, Bolsonaro edita Medida Provisória que reduz a verba do Sistema S, que poderia colocar sua estrutura para ajudar na produção de itens como máscaras, roupas impermeáveis e respiradores.

Ao mesmo tempo em que fragiliza a indústria nacional, o governo federal fica dependente de nações como a China, que não está dando conta da demanda mundial por EPIs e tem priorizado os países com maior poder de compra que o Brasil.

Nesta quinta (2), o Ministério da Saúde admitiu em reportagem do Globo que já não tem mais estoque de EPI e não poderá defender que o isolamento social seja afrouxado sem poder garantir o novo abastecimento de hospitais e unidades de saúde.

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Ações de ajuda ao combate do coronavírus podem ser inviabilizadas

Além de descontinuar diversos serviços e prejudicar milhões de jovens e trabalhadores e suas famílias, a redução nas contribuições das empresas pode inviabilizar também os esforços que o SENAI e do SESI têm feito para ajudar o combate à pandemia do novo coronavírus. Em ação articulada com associações setoriais e federações estaduais da indústria, o SESI e o SENAI vêm realizando diversas ações direcionadas a suprir hospitais públicos com insumos e equipamentos necessários ao tratamento de doentes, como máscaras, aventais e respiradores mecânicos. Além disso, as duas entidades destinaram R$ 15 milhões em recursos, via Edital de Inovação, para projetos destinados a prevenir, diagnosticar e a tratar a covid-19.

Ainda no âmbito da pandemia da covid-19, a CNI apresentou recentemente ao presidente da República, Jair Bolsonaro, uma proposta para criação de um sistema de controle e monitoramento para o retorno gradual das atividades produtivas no país, a ser implementado pelo SESI e pelo SENAI. O sistema proposto prevê a realização de testes rápidos do novo coronavírus nos cerca de 9,4 milhões de trabalhadores da indústria nacional. A proposta prevê também o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica para a rede de atenção primária, com um sistema de  monitoramento baseado em georeferenciamento dos casos.

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“O objetivo é reduzir a pressão sobre a rede de emergência hospitalar e estabelecer uma melhor coordenação da agenda de política pública de saúde, bem como criar as condições para um retorno gradativo das atividades produtivas, de forma responsável e segura”, explica o presidente da CNI.

O SENAI também já colocou à disposição, de forma gratuita, 100 mil vagas em cursos a distância sobre a indústria 4.0. O SESI, por sua vez, está realizando vacinações contra H1N1 em diversos estados e tem capacidade para realizar 1,4 milhão de imunizações.

Caso haja este corte, todas as ações em andamento podem ser prejudicadas ou, até mesmo, inviabilizadas.  “O Sistema Indústria está à disposição das autoridades brasileiras para adotar outras iniciativas que se façam necessárias no combate ao Covid-19 e no esforço para a recuperação da economia. Para isso, entretanto, é fundamental que a redução nas contribuições feitas pelas empresas ao SESI e ao SENAI sejam revistas e mantidas no patamar atual, para que possamos ajudar a salvar empresas, empregos e, sobretudo, vidas humanas”, defende Robson Andrade.

 

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3 comentários

  1. Que na próxima cirurgia dele, os profissionais desconsiderem o pouco caso e apreço pelas suas vidas e a dos brasileiros, que o presidente tem demonstrado.

  2. GRANDE FAKE, sistema S não ajudará em nada esforço de EPI de saúde. Se pelo menos estivessem organizando a industria nacional pra fornecer o possível, nem isso, que é a atividade fim deles. Realmente tem que mudar o nome para CNI (Confederação Nacional dos IMPORTADORES)

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