Cenário político faz bolsa brasileira fechar em queda de 1,29%

Preocupações com coronavírus também influenciaram operações ao longo do dia; cotação do dólar sobe 0,27%, a R$ 5,25

Jornal GGN – As preocupações com a pandemia do coronavírus no Brasil continuaram a influenciar o ritmo dos negócios no mercado doméstico, que também foi influenciado pela movimentação no cenário político. Assim, o índice brasileiro não acompanhou o avanço visto no exterior e encerrou as operações em queda.

O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) encerrou em queda de 1,29%, aos 77.811 pontos e com um volume negociado de R$ 21,169 bilhões.

A troca do ministro da Saúde nesta tarde foi um dos pontos de referência do dia. Após um período de embate com o presidente Jair Bolsonaro devido a estratégia de combate ao Covid-19, Luiz Henrique Mandetta foi demitido no cargo, que passou a ser ocupado pelo oncologista Nelson Teich.

Ao mesmo tempo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou que não existe necessidade em substituir o projeto de socorro aos Estados e municípios produzido pelos deputados por um de autoria do Senado, sob a justificativa de que essa troca geraria um impasse entre as duas Casas.

Segundo informações da agência de notícias Reuters, o noticiário externo foi outro ponto de destaque, muito por conta das expectativas em torno da fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prometeu o anúncio de novas diretrizes para a reabertura da economia do país após um mês de isolamento devido à pandemia do coronavírus.

No câmbio, a cotação do dólar comercial terminou o dia em queda em alta de 0,27%, sendo negociada a R$ 5,2554 na compra e R$ 5,2565 na venda. O Banco Central atuou neste pregão, colocando os 10 mil contratos de swap cambial tradicional (equivalente a US$ 500 milhões) em oferta líquida.

(com informações da Reuters)

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