Coronavírus deu trégua na cidade do Rio? O que pesquisadores sabem sobre isso

A tendência é de que o coronavírus se torne endêmico e cause surtos menores. E isso só vai terminar, com segurança, quando tivermos uma vacina

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – O coronavírus circula com menos prevalência no Rio de Janeiro, se comparado ao começo da pandemia, em março, de acordo com os resultados preliminares de uma pesquisa da UFRJ, do Laboratório Central Noel Nutels e do HemoRio. A informação é do jornal O Globo desta quinta (16).

Nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da capital, segundo a pesquisa, a prevalência de infecções por coronavírus é de 8%. A média no interior do Estado está em 18%. “Os 8% de resultados positivos estão longe de serem um percentual baixo. A título de comparação, Chicago, nos EUA, que viu os casos de Covid-19 voltarem a subir na última semana, tem 2% de infectados”, anotou o jornal.

Para os especialistas, três hipóteses, não excludentes, podem explicar a redução de casos na capital.

1 – O Rio foi uma das portas de entrada do vírus no Brasil e já infectou mais gente do que mostram os números.

2 – O vírus talvez tenha se tornado “menos virulento”. Para investigar a hipótese de que o Sars-CoV-2 em circulação agora é menos agressivo, o Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ analisará o genoma do coronavírus que circulou em março com amostras mais recentes.

3 – A pandemia perdeu um pouco de fôlego porque, como muita gente suscetível foi infectada, o coronavírus começa a encontrar mais pessoas com imunidade inato

Para Amílcar Tanuri, da UFRJ, “a tendência, até este momento, é de que o coronavírus se torne endêmico e cause surtos menores. E isso só vai terminar, com segurança, quando tivermos uma vacina”.

Segundo ele, enquanto Chicago faz 40 mil testes por dia, o Estado do Rio de Janeiro, de acordo com Tanuri, realiza cerca de 2 mil. Os EUA testam 500 mil pessoas por dia; no Brasil, não passam de 10 mil.

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