Coronavírus: Números na Europa dão alento enquanto EUA entram no pico da pandemia

Espanha, Itália e França relataram bons sinais de que sua luta contra a pandemia começa a mostrar resultados

Foto Sergio Pérez - Reuters

Jornal GGN – Os últimos números de infecções e mortes por coronavírus Covid-19 na Europa começam a demonstrar ligeira queda. Enquanto isso, os Estados Unidos se preparam para o ‘pico de pandemia’ alcançando a marca dos 10 mil mortos.

Espanha, Itália e França relataram bons sinais de que sua luta contra a pandemia começa a mostrar resultados. A Itália registrou 525 casos em um dia, o menor número diário em duas semanas e um indicativo de que a maré pode estar mudando após o enfrentamento do desastre mais mortal desde a Segunda Guerra Mundial.

Mesmo com dados mais animadores, o chefe do serviço de proteção civil italiano, Angelo Borrelli, afirma que não se pode ainda baixar a guarda. A Itália registrou o maior número de mortos no mundo, com 15.887 óbitos e cerca de 129 mil infectados por Covid-19.

A França registrou o menor número diário de vítimas em uma semana e, na Espanha, autoridades disseram que os números de mortes caíram pelo terceiro dia consecutivo, com 674 mortos.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, disse que a Europa precisava de um ‘Plano Marshall’ comum para se recuperar da pandemia. O Plano Marshall era um programa de ajuda iniciado pelos Estados Unidos em 1948 para ajudar os países da Europa Ocidental a se recuperarem após a Segunda Guerra Mundial, que investiu US$ 15 bilhões na reconstrução.

Na Itália, o Papa Francisco, líder de 1,2 bilhão de católicos do mundo, apelou para que as pessoas mostrassem coragem diante da pandemia. Francisco já fez o teste duas vezes contra o vírus. Ele celebrou a missa no Domingo de Ramos por transmissão ao vivo, com a praça deserta das multidões habituais e a basílica quase vazia.

Enquanto os cristãos se preparam para a Páscoa neste fim de semana, o evento mais sagrado em seu calendário religioso, muitas igrejas ao redor do mundo estão fechadas e as missas estão sendo transmitidas na televisão e nas redes sociais.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, entendeu os sinais positivos de mudanças da Europa como um farol de esperança. Para ele, as notícias nos deixam ver uma luz no fim do túnel e que os EUA se preparem que, nos próximos dias, suportará o pico da terrível pandemia.

O total de mortes nos EUA vai chegando a 10 mil e com 337 mil infecções por números deste domingo, dia 5, e dados dos Centros de Controle e Prevenção da Doença.

Mesmo assim, Trump ainda insiste no hidroxicorloquina, dizendo que não havia nada a perder experimentando o medicamento e se gabando de que o governo tivesse estocado 29 milhões de comprimidos.

Anthony Fauci, o principal médico do país em doenças infecciosas, alertou que não há evidências para apoiar o uso da droga no Covid-19, mas Trump se recusou a deixá-lo responder a uma pergunta sobre isso no briefing.

Com informações do The Guardian.

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1 comentário

  1. O que serão das igrejas, seitas e religiões se passados um ou dois anos e as pessoas notarem que suas vidas prescindem de sua existência? Que não fez diferença e pior ainda, caso ocorra o mais lógico neste período de escuridão com mortes, pavor, fome e desemprego sendo anunciado por volta do globo. Tenho muitas dúvidas acerca da continuidade do “negócio” aos que tratam por negócio e a descrença e desinteresse poderão se tornar uma batalha para os religiosos mundo afora continuarem a atrair o rebanho para seus templos.

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