Covid-19: 10 meses depois, Pazuello diz que Brasil precisa produzir vacina

"Nosso País precisa da produção nacional. Na Fiocruz, no Butantan, que nós vamos ter a produção de grande quantidade para vacinação em massa"

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, concede entrevista coletiva após anúncio do Plano Nacional de Operalização de Vacinação contra a Covid-19.

Jornal GGN – Após o fracasso da diplomacia brasileira, o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro e as críticas pelos problemas de logística de Eduardo Pazuello, aos 10 meses de pandemia no Brasil, o ministro da Saúde disse agora que o país precisa ter uma produção nacional de vacinas contra a Covid-19. “Esse é o objetivo do Ministério da Saúde”, disse.

A fala -na contramão das políticas adotadas até agora pelo governo- foi feita ao receber, na noite desta sexta-feira (22), as 2 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

“Essas doses importadas são para dar início ao processo, mas nosso País precisa da produção nacional. É a produção nacional na Fiocruz, no Butantan e provavelmente numa empresa particular para produção da vacina da Sputnik, que está sendo negociada para isso, que nós vamos ter a produção em massa, a produção de grande quantidade para vacinação em massa”, afirmou Pazuello.

A declaração, ainda, omite os esforços do Instituto Butantan, em São Paulo, em plena produção da Coronavac, a partir dos insumos trazidos da China, em acordo fechado no ano passado com o laboratório chinês Sinovac.

Até agora, o Instituto distribuiu o primeiro lote, com 6 milhões de doses, ao Plano Nacional do governo Bolsonaro, e tem insumos para finalizar a produção de mais 4,1 milhões de vacinas. Depois, precisará de mais matéria-prima importada da China, o que dependerá da negociação do governo junto ao país.

Mas com a chegada do imunizante da Índia para a Fiocruz, Pazuello comemorou e não falou mais sobre a possível escassez de insumos para a Coronavac do Butantan: “Estamos negociando para receber mais doses [da Oxford/AstraZeneca] agora no começo de fevereiro e o IFA é necessário para que a Fiocruz comece a produzir até 15 milhões de doses por mês.”

 

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