Crise desnuda operações especulativas no mercado internacional, similares às de 2008

Com as cotações despencaram 20%, bem além dos limites de garantia da margem pelos bancos, os clientes foram jogados ao mar. Os banqueiros liquidaram as posições financiadas por dívida de clientes, impondo perdas pesadas.

A crise dos mercados globais desnuda mais uma vez as bolhas especulativas criadas com a liquidez mundial e a queda dos juros.

Os grandes bancos gerenciadores de carteiras, como o UBS, o Credit Suisse, JPMorgan Chase e Goldman Sachs, montaram uma operação similar às de 2008. Os clientes adquiriam os ativos bancando 25%. Tomavam emprestado o restante e ganhavam com as cotações em alta. Além disso, os bancos asseguravam um percentual de crédito para a chamada de margem. (A chamada de margem ocorre quando as cotações caem abaixo do preço fixado pelo comprador. Nesse caso, ele é obrigado a depositar a diferença.) Em contrapartida, os bancos ficam com direito de liquidar as posições. Isto é, encerrar os contratos.

Com as cotações despencaram 20%, bem além dos limites de garantia da margem pelos bancos, os clientes foram jogados ao mar. Os banqueiros liquidaram as posições financiadas por dívida de clientes, impondo perdas pesadas.

Agora, os clientes preparam enxurrada de ações, segundo o Financial Times.

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2 comentários

  1. Tem problema não!
    Os bancos e instituições financeiras vão lançar “Corona Bonds” para resgate em 3 a 6 anos e negociá-los desde já entre derivativos, swaps, hedges e pqp’ s, permitindo pagar bônus bilionários a seus “diretores”.
    Quando a pirâmide desabar, os Estados (devidamente “minimizados” para que eles não paguem nem impostos em divisão com a sociedade) os socorrem, viabilizam novos bônus, os clientes ficam com o mico, o mundo entra em nova recessão e a vida segue.
    Não é assim que funciona?!

  2. Nassif,
    Em princípio, o cliente investidor que faz estes tipos de operação não são pessoas alienadas, logo, sabem ler os contratos que regem tais operações.
    Chorar pelo leite derramado significa compreender o mercado como algo que só caminha numa direção, pra cima.
    Esta situação talvez não ocorresse, caso houvesse uma regulação de mercados minimamente decente, mas parece que o bom é deixar tudo ao deus dará e, se mais à frente der errado, quantitative easing porque ninguém é de ferro. E não se precisa falar do mercado de commodities, aquele em que, no mercado da prata, um grande banco girava diariamente contratos que se traduziam numa quantidade de prata maior que a quantidade existente daquele elemento na face da Terra.

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