Estudo mostra que Brasil não terá UTI suficiente mesmo em cenário otimista

A OMS projeta que 14% dos infectados precisam de internação e 5%, de equipamentos das UTIs

A equipe médica sai de uma barraca em uma das estruturas de emergência criadas para facilitar os procedimentos no hospital de Brescia, norte da Itália. CRÉDITO : Luca Bruno / AP

Jornal GGN – Um estudo de um grupo ligado ao Cedeplar (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional) da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), publicado pela Folha nesta sexta (3), mostra que mesmo no cenário mais otimista da pandemia de coronavírus, o Brasil sofrerá com falta de leitos de UTI para atender pacientes mais graves.

Se a disseminação de COVID-19 atingir a taxa de 0,1% em um mês, considerada otimista, 44% das regiões cobertas pelo SUS ficariam prejudicadas. Num cenário mais pessimista, de contágio de 1% em um mês, 95% das regiões ficariam sobrecarregadas e sem leitos. Se 12% dos infectados precisarem de cuidados especiais, como na Itália, os recursos se esgotariam em poucos dias, diz o jornal.

O Brasil tem pelo menos 33 mil leitos de UTI para adultos no SUS e nos hospitais particulares, mas a distribuição é desigual. Mesmo usando hospitais privados, como ocorreu na Espanha, a oferta de leitos se esgotaria em uma semana.

A OMS projeta que 14% dos infectados precisam de internação e 5%, de equipamentos das UTIs.

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