Giro Econômico do GGN: veja um panorama da economia global

PIB dos EUA deve subir 4,7% com primeira rodada de estímulos, Trump bane TikTok dos EUA a partir de domingo e o avanço da coordenação China-Rússia

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A conjuntura global nesta sexta-feira segue refletindo os impactos da pandemia do novo coronavírus, mas outros acontecimentos de impacto econômico (e político) devem ser alvo de acompanhamento nos próximos dias.

Nos Estados Unidos, uma análise elaborada pelo Escritório de Orçamento do Congresso afirma que o crescimento do país deve ser impulsionado em 4,7% por conta da primeira rodada de projetos aprovados neste ano para o combate à pandemia, incluindo a extensão de um programa de empréstimos perdoáveis para as pequenas empresas. A agência ainda diz que os primeiros quatro projetos de lei aprovados vão adicionar cerca de 3,1% ao PIB (Produto Interno Bruto) em 2021, a um custo de quase US$ 2,9 trilhões em dois anos, segundo informações do Market Watch.

Enquanto isso, outras 860 mil norte-americanos solicitam auxílio-desemprego pela primeira vez na última semana, o que foi interpretado por analistas como um sinal de recuperação (embora que lento) da economia norte-americana. De acordo com o Departamento do Trabalho, o número de pedidos contínuos (pessoas entrando com novos pedidos de benefícios em andamento) caiu em quase 1 milhão, para 12,6 milhões, segundo dados da NBC News.

Na política, a administração Trump oficializou o banimento dos aplicativos chineses TikTok e WeChat das lojas de aplicativos do país a partir do próximo domingo (20/09), em mais um capítulo da luta tecnológica do país com os chineses. Para tornar o WeChat inútil nos EUA, o governo também vai proibir empresas norte-americanas de processar transações para o WeChat ou hospedar seu tráfego de internet a partir da meia-noite de domingo. Segundo o jornal The New York Times, restrições semelhantes serão aplicadas ao TikTok a partir de 12 de novembro.

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Na Europa, cresce o temor de uma segunda onda de contágio pelo novo coronavírus. As ações na bolsa de Londres fecharam em queda de 0,5%, encerrando assim uma semana em que 57 das 100 empresas que compõem o índice de referência (FTSE 100 UKX) terminaram em baixa.

Segundo o Market Watch, relatos de que o governo do Reino Unido está cogitando um segundo bloqueio nacional no mês de outubro, como forma de controlar a propagação do vírus.

A restrição já atinge a região de Newcastle desde esta quinta-feira, onde os pubs e restaurantes devem fechar suas portas entre as 22h00 e as 05h00. Segundo a BBC News, empresários do setor dizem que as novas restrições surgiram no momento em que o segmento começou a se recuperar, e outro bloqueio é visto como algo desastroso por empresários.

Outro destaque do dia foi o diagnóstico de covid-19 do ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire. Segundo a Bloomberg, Laire já está isolado em casa e seguindo as regras das autoridades de saúde. Apenas nesta sexta-feira, o país reportou mais de 13 mil novos casos de coronavírus, o maior registro desde o fim do lockdown do país em maio.

Na Ásia, o destaque vai para a pressão que os Estados Unidos estão colocando sobre os países da região, em especial o Japão, para que aumentem seus gastos com armamento militar e equipamentos de segurança.

Segundo o Nikkei Asian Review, o secretário de Defesa norte-americano, Mark Esper, pediu para que “os aliados e parceiros em todo o mundo (…) aumentem seus gastos com defesa para pelo menos 2% do PIB e façam os investimentos necessários para melhorar suas capacidades”, citando “a agressão de Pequim e o desrespeito aos seus compromissos nos mares do Sul e Leste da China”, entre suas “tentativas de remodelar e minar a ordem internacional que beneficiou as nações”. Para o Japão, conhecido aliado norte-americano, isso representa mais do que dobrar o seu orçamento com a defesa.

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Enquanto isso, China e Rússia estão acelerando seus esforços em torno da pesquisa da vacina contra a covid-19: dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que quatro das nove vacinas candidatas que chegaram na Fase 3 de testes são chinesas, enquanto a Rússia foi o primeiro país a registrar uma vacina, chamada Sputnik V. E os russos já mostram entusiasmo em trabalhar em conjunto com os chineses, em mais um sinal da crescente coordenação entre os dois países.

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