IBGE: Subutilização da força de trabalho avança em dez estados

Percentual apurado no primeiro trimestre chegou a 24,4%; total de pessoas desalentadas chegou a 4,8 milhões

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A taxa composta da subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação a força de trabalho ampliada) chegou a 24,4% no Brasil durante o primeiro trimestre.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), houve crescimento da subutilização em dez estados, enquanto os dados nos demais 17 estados permaneceram estáveis.

O Nordeste foi a região com as maiores medidas de subutilização da força de trabalho, enquanto as menores foram apuradas na Região Sul. Entre os estados, as maiores taxas foram no Piauí (45%), Maranhão (41,9%), Bahia (39,9%), Rio Grande do Norte (36,5%), Sergipe (35,9%) e Paraíba (35,1%). Santa Catarina (10,0%), Mato Grosso (14,8%) e Rio Grande do Sul (15,9%), tiveram as menores taxas.

O número de desalentados foi de 4,8 milhões de pessoas, com destaque para a Bahia (774 mil), que respondia por 16,3% do contingente nacional. O percentual de pessoas desalentadas (em relação à população na força de trabalho ou desalentada) no primeiro trimestre de 2019 foi de 4,3%, alta de 0,2% na comparação com o quarto trimestre de 2019 e estável ante o primeiro trimestre de 2019. Maranhão (17,8%) e Alagoas (15,5%) tinham os maiores percentuais e Santa Catarina (0,8%) e Rio de Janeiro (1,2%), os menores.

De acordo com os dados divulgados, as unidades da federação com os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria foram Amapá (39,5%), Pará (35,2%) e Amazonas (34,3%) – todos acima da média nacional de 26,2% – os menores estavam no Distrito Federal (19,3%), São Paulo (21,9%) e Santa Catarina (22,9%).

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1 comentário

  1. Do IBGE dominado pelo “mito”,
    População fora da força de trabalho (pessoas que não estavam ocupadas nem desocupadas na semana em referência, isto é, na semana da pesquisa) – 67,3 milhões.
    Seria bom que, ao invés de ficar criando terminologias que a maioria não compreende, o IBGE utilizasse os dados reais, a não ser para aqueles que consiguem acreditar que os desocupados no momento da pesquisa fossem arrumar um vínculo nos próximos 30 dias.

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