Não procedem boatos sobre situação alarmante nos grandes hospitais paulistas

Há um aumento na demanda, sim, houve um adicional no Einstein, por ter entrado no noticiário. Mas nada que se assemelhe a um estado de alerta.

Dias atrás, mostramos aqui a gravação sobre o que estava ocorrendo no Hospital Sancta Maggiore da rede Prevent Senior. A vontade era segura e a convesa verossímil. Os dados acabaram sendo confirmados.

Um outro áudio está circulando, sobre uma suposta operação do Sírio Libanês e do Albert Einstein propondo a transferência de doentes para outra rede, devido ao acúmulo de internações, inclusive na UTI.

Conversei agora com um alto diretor do Sirio, e as informações não procedem. Há um aumento na demanda, sim, houve um adicional no Einstein, por ter entrado no noticiário. Mas nada que se assemelhe a um estado de alerta.

Segundo ele, São Paulo está relativamente protegido, devido ao fato da população ter entendido a gravidade do problema. Ruas estão vazias, assim como consultórios médicos e outros locais públicos.

O atendimento ambulatorial não exige grandes especializações, diz ele. Até ortopedista dá conta, diz ele, fazendo blague com uma antiga gozação de médicos sobre seus colegas. Na UTI, o quadro é outro, exigindo mais especialização. Mas em São Paulo há uma boa quantidade de hospitais de todos os níveis com sistemas aparelhados de UTI.

O problema maior são os ambulantes que, desassistidos, terão que escolher entre enfrentar a doença ou morrer de fome, devido à extrema insensibilidade e falta de ação dos Ministérios de Bolsonaro (aí, é opinião minha).

A preocupação maior é com a disponibilidade de produtos de saúde. Há a possibilidade de importar produto usado da China, agora que a pandemia recuou por lá. Havia uma lei que proibia, mas os advogados do Ministério da Saúde encontraram um artigo na Constituição que permite abrir exceções em períodos de calamidade pública.

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Ele considera muito difícil trabalhar com cenários, devido a várias incertezas. A primeira, sobre o nível de eficiência da luta contra a coronavirus. Depois, sobre as possibilidades de cura.

Ele se disse animado com informações de que a Unversidade de Stanford teria conseguido misturar duas drogas, com resultados satisfatórios. Ainda não tinha lido as conclusões do trabalho.

 

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16 comentários

  1. Nassif, tenho insistido neste assunto, peço desculpas pela insistência, mas ainda me incomoda tomar por interlocutores “altos diretores” de grandes instituições particulares, de planos privados de saúde, para saber da situação do avanço do COVID-19 aqui em São Paulo. Penso que eles falam a partir do atendimento em suas instituições, e de seus clientes privilegiados. A mim me preocupa mais como os hospitais públicos, o SUS, que vai atender a maior parte da população, está se preparando, e qual a situação atual do atendimento para os casos identificados. Não há nenhum diretor de hospital público, nenhuma autoridade da Secretaria de Saúde, para conversar sobre o assunto?

  2. Egoisticamente pergunto:
    Tem mesmo importância a superlotação do Santa Maggiore, Einstein, Sirio Libanês, Oswaldo Cruz, Beneficência Portuguesa, que têm quem cuide deles para eles cuidarem de seus restritos clientes?
    Ninguém pergunta sobre a situação das santas casas, dos hospitais municipais, dos hospitais dos servidores públicos (municipal e estadual, todos podres de tão mal cuidados)

  3. O pai do guilherme Boulos, renomado infectologista da USP, cujo nome não me recordo agora, que está envolvido com o caso, deu uma entrevista ao DCM há uma semana, declarando que a chegada do vírus ao Brasil ia ser branda, também em função da existência do SUS, apesar da sua precarização nos últimos 4/5anos. Claro que a situação de uma semana para cá pode ter mudado a sua opinião radicalmente, mas seria interessante ouví-lo novamente. pois de uma coisa sabemos de antemão; inconsequente e bolsonarista ele não é. É uma opinião que vai, ou ia, na contramão da maioria.

  4. Hoje ouvi um pessoa dizendo algo que me deixou perplexo. As palavras dela pareciam ter um pouco de humor: “Deus é brasileiro, isso vai passar logo e todos vão ficar bem.” Pensei: Se Deus é brasileiro, o diabo também. Não preciso dizer quem é o diablo.

  5. O Brasil está desgovernado no sentido literal do termo.

    Os governados estaduais e prefeitos estão atuando como deveria atuar o Presidente da República.

    Apesar da enormes diferenças com os EUA aqui O presidente além de não saber nada, está cercado de pessoas que sabem menos ainda, e ouviu e não está procurando os especialistas de saúde.

    Nos EUA, no início foi como aqui, atuando conforme a sua intuição, depois que o caso foi se agravando, sentou junto com vários especialista, e representantes das farmacêuticas e começou a mudar de posição em relação ao novo coronavírus.

    Aqui parece que temos um Presidente que não sabe de nada, e não escuta ninguém, e quando escuta é alguém que sabe menos ainda.

    A diferença pode estar na origem, um é gestor de empresa outro é ex-capitão e chefe de não sei o que e ex-deputado do baixo clero.

  6. A classe média de São Paulo tem uma proximidade muito grande com a Europa, principalmente a Itália.

    enquanto o novo coronavírus estava restrito a China,aqui era motivo de piada, agora com a tragédia na Europa, os paulistanos de classe média estão assustados, para não dizer apavorados, principalmente vendo a não reação do Presidente da república.

    O contato com a Europa é até muito íntimo via rede sociais, com muitos participantes de grupos de aplicativos de celulares, fazendo parte dos contatos do grupo de familiares nas agendas de telefone.

  7. Imigrantes italianos: entre a italianità e a brasilidade(https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/italianos.html)

    Foram muitas as nacionalidades de imigrantes que vieram para o Brasil desde as primeiras décadas do século XIX, mas o italiano, mesmo não sendo o “mais branco e instruído”, ficou marcado como um imigrante adequado e confiável para a execução das tarefas que o Brasil dele esperava.

    A importância deste grupo no movimento migratório europeu que teve como destino o Brasil é enorme por várias razões:

    – Uma delas é de ordem quantitativa: entre 1870 e 1920, momento áureo do largo período denominado como da “grande imigração”, os italianos corresponderam a 42% do total dos imigrantes entrados no Brasil, ou seja, em 3,3 milhões pessoas, os italianos eram cerca de 1,4 milhões.

    – Outras são de natureza qualitativa: o italiano reuniu as duas condições de imigração mais valorizadas por autoridades públicas, por intelectuais e por empresários privados. A proximidade de língua, religião e costumes, fez o imigrante italiano mais facilmente assimilável por nossa sociedade do que os alemães ou japoneses, por exemplo; além disso, correspondeu aos ideiais de branqueamento de nossa população, acreditado como desejável para que nos tornássemos mais “civilizados” diante de nossos próprios olhos e aos olhos do mundo.

    Um pouco da história da imigração italiana está contada nos temas abaixo.

    Razões da emigração (https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/italianos/razoes-da-emigracao-italiana)
    Regiões de origem(https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/italianos/regioes-de-origem)
    Regiões de destino(https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/italianos/regioes-de-destino)
    Os imigrantes nas cidades(https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/italianos/os-imigrantes-nas-cidades)
    Ser italiano no Brasil: a identidade italiana(https://brasil500anos.ibge.gov.br/territorio-brasileiro-e-povoamento/italianos/ser-italiano-no-brasil-a-identidade-italiana)

    Fonte: GOMES, A. C. Imigrantes italianos: entre a italianità e a brasilidade. In: INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de Janeiro, 2000.

  8. A China enviou 42 mil profissionais médicos a Hubei durante o surto, e nenhum foi infectado, disse Guo.—
    —“Também convidamos especialistas em controle de infecção hospitalar para Hubei”, disse Guo, acrescentando que uma grande quantidade de materiais de proteção foi enviada a Hubei em um curto período de tempo para atender à demanda entre médicos e enfermeiros.—-

    Membros da equipe médica de Henan fazem sinal com o polegar para Wuhan antes de sua partida de Wuhan, Província de Hubei, centro da China, —19 de março de 2020. (Xinhua/Fei Maohua)(http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/20/c_138899203.htm)

    Beijing, 20 mar (Xinhua) — Doze mil profissionais médicos que apoiaram a Província de Hubei, epicentro da COVID-19, já deixaram a província e voltaram para casa desde terça-feira, pois a situação epidêmica vem sendo notavelmente mitigada, informaram as autoridades da saúde da China nesta sexta-feira.

    Os médicos que partem são principalmente os que trabalharam em hospitais temporários e hospitais designados para casos não graves, disse Guo Yanhong, funcionária da Comissão Nacional da Saúde em uma coletiva de imprensa.

    Os especialistas e equipes médicas que tratam dos casos graves ainda estão trabalhando em Hubei e ficarão até que todas as missões médicas sejam completadas, disse Guo.

    As províncias e cidades têm preparado planos detalhados para receber os médicos em casa, disse ela.

    O pessoal médico fará um descanso bem merecido durante o isolamento na volta e receberá uma observação médica próxima, acrescentou a funcionária.

    A China enviou 42 mil profissionais médicos a Hubei durante o surto, e nenhum foi infectado, disse Guo.

    Segundo ela, a comissão emitiu uma série de documentos e diretrizes sobre como proteger o pessoal médico e prevenir as infecções nos hospitais.

    “Também convidamos especialistas em controle de infecção hospitalar para Hubei”, disse Guo, acrescentando que uma grande quantidade de materiais de proteção foi enviada a Hubei em um curto período de tempo para atender à demanda entre médicos e enfermeiros.
    http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/20/c_138899203.htm

  9. Em resposta às perguntas sobre medidas específicas de prevenção e controle, Du simplesmente enfatizou “teste, teste e teste”.–
    —“Além dos testes, não tenho ideia de como você pode identificar casos suspeitos e colocar em quarentena os contatos próximos”, salientou ele, acrescentando que o ponto de virada do surto epidêmico em Wuhan ocorreu apenas quando todos os pacientes suspeitos e contatos próximos ficaram isolados.—

    Prevenção e controle são prioridades no combate à COVID-19, diz especialista
    2020-03-17 12:17:30丨portuguese.xinhuanet.com
    —— O diretor da UTI médica do Peking Union Medical College Hospital, Du Bin, disse nesta segunda-feira que prevenir e controlar são as ações mais importantes na batalha contra a doença do novo coronavírus (COVID-19). Em uma entrevista coletiva, ele compartilhou a experiência de combater a epidemia com colegas de outros países.

    O tratamento é apenas secundário, enquanto a prevenção e o controle têm efeitos primários, destacou o especialista, que agora é membro de uma equipe médica nacional na cidade chinesa de Wuhan, Província de Hubei, afetada severamente pela epidemia.

    “Você deve ter planos e a falta de preparação é a preparação para o fracasso”, apontou Du, acrescentando que mesmo agora com menos casos recentemente relatados em Wuhan, é necessário permanecer alerta.

    Em resposta às perguntas sobre medidas específicas de prevenção e controle, Du simplesmente enfatizou “teste, teste e teste”.

    “Além dos testes, não tenho ideia de como você pode identificar casos suspeitos e colocar em quarentena os contatos próximos”, salientou ele, acrescentando que o ponto de virada do surto epidêmico em Wuhan ocorreu apenas quando todos os pacientes suspeitos e contatos próximos ficaram isolados.

    http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/17/c_138886956.htm

  10. Segundo surto de COVID-19 na China não é grande preocupação, diz especialista chinesa(http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/17/c_138886949.htm)
    2020-03-17 12:11:04丨portuguese.xinhuanet.com (http://portuguese.xinhuanet.com/index.htm)

    Cao Wei, do Peking Union Medical College Hospital, discursa em uma entrevista coletiva realizada pelo Departamento de Comunicação do Conselho de Estado em Wuhan, Província de Hubei, no centro da China, em 16 de março de 2020. (Xinhua/Xiao Yijiu)(http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/17/138886949_15844182641401n.jpg)

    Beijing, 17 mar (Xinhua) — Um segundo surto da epidemia da COVID-19 na China não seria uma grande preocupação sob as medidas atuais de prevenção e controle, comentou uma especialista chinesa nesta segunda-feira.

    O surto na China quase chegou ao fim, salientou Cao Wei, médica de doenças infecciosas do Peking Union Medical College Hospital, em uma entrevista coletiva.

    Ela acrescentou que o número de casos recentemente relatados de COVID-19 no país, incluindo importados, pode permanecer em um nível relativamente baixo, mas duraria por um certo período de tempo, pois os casos importados se tornaram uma fonte importante da epidemia.

    A China ainda precisará esperar mais um mês para fazer a avaliação final da situação da epidemia, assinalou Cao.

    http://portuguese.xinhuanet.com/2020-03/17/c_138886949.htm

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