O coronavirus trará uma nova civilização ou a volta à idade média, entrevista com Jamil Chade

Há tempos, Jamil Chade se tornou um dos principais correspondentes internacionais brasileiros, atuando em Genebra. Passou a cobrir as principais organizações multilaterais, da Organização Mundial de Saúde à FIFA.

Ao mesmo tempo, tem sido um jornalista permanentemente preocupado em defender os valores civilizatórios.

Na entrevista, ele discute as dúvidas em relação ao futuro do mundo. A coronavirus trará solidariedade ou acirrará o individualismo?

Na OMS, há convicção de que a única maneira de enfrentar a peste será com uma resposta coordenada de todos os países. Ao mesmo tempo, o caráter essencialmente democrático da coronavirus – atacando pessoas de todos os extratos sociais – mostra que a saúde das classes mais abastadas depende da saúde da periferia do mundo. E essa constatação implicará em fortalecimento das políticas públicas.

Segundo Chade, depois de ocupar posição de destaque nos organismos mundiais de saúde, o Brasil se tornou uma caricatura. Não apenas em função de Bolsonaro, mas da arrogância despreparada do Itamarati.

 

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14 comentários

  1. O COVID-19 só servirá para acelerar algo iminente e construído desde a crise do Capital financeirizado de 2008, os regimes de exceção permanente e o fim da democracia.

  2. O coronavírus veio ensinar àqueles que defendem o estado minimo, que ele, mesmo democrático, deve ser forte, para possibilitar educação, saúde e ação social, além, é claro, da segurança a todos os segmentos da sociedade.

    Vejam que não é só recursos à saúde que irão propiciar a defesa de todos os segmentos da sociedade, diante de doenças, mas, inclusive, a educação, que permite ao povo ter melhor compreensão do que ocorre e tomar as medidas necessárias, para a não propagação da doença.

    Inclusive, o povo tem que se alimentar, para que possam ter saúde, melhores condições de imunidade, que não permita a fácil transmissão do vírus, o que nos mostra que as ações sociais são importantes.

    Assim, Estado mínimo não irá dar proteção aos poderosos, se não há o mesmo tratamento para as classes menos favorecidos. O Estado tem que ser forte, insista-se, para ter condições de proteger a sociedade como um todo.

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  3. A primeira coisa que deve ocorrer é o reconhecimento da necessidade permanente das pesquisas nas universidades e institutos públicos.
    São eles que podem dar a resposta necessária neste caso, podemos cortar verbas públicas para tudo, menos para pesquisa e desenvolvimento.

    As empresas privadas tem seu papel, mas são antes de mais nada empresas, neste caso por exemplo, que demanda muitos recursos para pesquisa, as empresas tem um limite natural, as doenças virais são de alto risco para o investimento, já que muitos pessoas ficaram imunes e não precisarão de remédios ou vacinas, ou ainda o vírus pode mudar e quando os remédios e as vacinas ficarem prontas já não terão mais aplicação, dependo dos investimentos realizados sem retorno, a empresa pode até falir, não restando nem o conhecimento.

    Para o setor público restará no mínimo o conhecimento adquirido, para ser utilizados nas próximas infecções, assim como está sendo aplicado neste caso.

    Agora vamos acabar com esta lei do teto, e liberar verba para pesquisa, e pele menos neste caso sem os tradicionais superfaturamento, o caso é urgente e estamos todos no mesmo barco.

    Ou seja podemos não estar aqui para contar ou aproveitar, ou pior perder alguém do qual gostamos imensamente.

    Como já foi dito, a resposta está na ciência e nas pesquisas científicas.

  4. Evolução é sempre interessante e louvável. Quando Lula era presidente e o Brasil tinha respeito internacional, esse rapaz atuava como consultor de etiquetas para o Estadão. Em todas as viagens de Lula, invariavelmente, só conseguia escrever sobre o que ele julgava gafes presidenciais. Assim, também adubou o golpe… Neoliberalismo de tucano limpinho, pode. Dos feiosos Trump e Bolosonaro, não.

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  5. Acioli Cancellier de Olivo
    1 h ·
    Vale para Bolsonaro.

    👆Publicação na revista SCIENCE

    O presidente dos EUA Donald Trump, escreveu uma carta para a comunidade científica americana pedindo que eles criem uma vacina contra o Coronavírus com muita rapidez.

    O pesquisador e editor H. Holden Thorp da renomada e centenária revista científica SCIENCE postou essa maravilhosa matéria, onde em resumo ele diz:

    “Você atacou a ciência nos últimos 4 anos, cortou verbas, chamou os cientistas de mentirosos e agora quer velocidade? Ciência não se faz da noite para o dia, precisa de investimento e, sobretudo para uma vacina, precisa-se de tempo e investimento.
    Você não pode atacar os cientistas quando não gosta da ciência e cobra-los quando resolve que gosta e precisa deles”

    Essa matéria foi uma resposta ao Trump, mas poderia ser usada por qualquer pesquisador brasileiro para responder a presidência da república e a todos os brasileiros que aprovam (sem conhecer as possíveis consequências) o estado mínimo.
    https://web.facebook.com/gauchevivido.olivo/posts/1352770124908112

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    Irmão do ex-reitor da UFSC Luiz Carlos Cancellier

  6. Visão sugere que capitalismo selvagem lembra cavernas…

    e cavernas, lembram aprimoramento da espécie humana? Não! é claro que o sair delas é que lembra

    e o sair delas, foi bom para todos? Não! visão sugere que apenas os mutantes mais aptos sobreviveram
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    chega de visão, peregrino!
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    o Brasil vinha bem! afastando-se pouco a pouco das cavernas
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    2030

  7. …da distancia entre a abelha e a flor ….segundo Spinoza nào há distancia entre Deus e Natureza : são a mesma coisa

    ..veio pra por na roda a questão longe vs perto

    ….veio para afastar ou distanciar avós e netos, já que os netinhos são como que imunes ao coronavirus, o que não é o caso das vovós e vovôs : enfim, um virus como que criado pra melhorar as contas do necropoder, com a morte dos aposentados que, aliás, sustentam os netinhos : mas o necropoder não entende isso : a cupula mundial do neropoder necropoder, embora negue, está toda sob o subjugo de um animal, no csso um virus e, como sabemos, os sócios de uma cidade são as 3 personalidades ou individualidades animal, humana ou juridica: o #coronavirus para por em questão a distancia entre teus socios : amor ou distancia : amor, não fostes expulse do paraiso e sim percebestes o quanto estavas longe do teu ponto de origem : volte : aproximem-se

  8. “””JA VOLTAMOS A IDADE MEDIA COM ‘ESSA AVENTURA BOÇAL’ MAL SUCEDIDA DE ELEGER A EXTREMA DIREITA”””. Felizmente essa IGNORÂNCIA mundial é uma onda que está passando, ao se observar as quedas de popularidade do Trump nós Estados Unidos, da Pinheira no Chile, do Macron na França e do Bolsonaro; além da vitória da ESQUERDA pela primeira vez no México, e a volta da esquerda na Argentina.

  9. por falar em idade média, seria bom reler o poeta francisco villon e o francisco rabellais que, segundo alguns, retrataram as maldades;absurdidades do fim de uma era – a idade média…
    gargantua e pantagurelicamente, diziam-se as maiores besteiras com a maior naturalidade como se a natuieeza humana fosse só isso mesmo – besteirol tipo bolsignaro, em rabellais, claro -,,
    mas depois cheio de razão veio o iluminimos e deu no que deu….

  10. Hora de voltar a Kant: Paz perpétua entre as nações. É em tempos de crise profunda que a humanidade pode reinventar a governabilidade do mundo, disse o filósofo. Mas com Trump, Putin, Bolsonaro etc… é difícil.

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  11. A taxa de mortalidade é e foi baixa nos países que adotaram medidas duras para conter a doença. Na Itália, a taxa de mortalidade é de 6.6%, considerando a subnotificação e etc. ainda fica em 3%. Então vamos para de dizer que a taxa de mortalidade é baixa. Numa situação normal, sem bloqueios, sem proibir eventos e etc., a taxa é de mais de 6% e o número de doentes dobra a cada 3 dias. Essa é a realidade na Itália e Espanha. Vamos para de levar a situação pro lado ideológico e encarar com a gravidade que se deve.

  12. + comentários

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