Pandemia pode empurrar mais 130 milhões de pessoas para a fome, alerta ONU

Esse número se soma aos 690 milhões de pessoas que já não têm o que comer. Ao mesmo tempo, acrescentou a Organização, mais de 3 bilhões de pessoas não têm dinheiro para fazer uma dieta saudável.

Marcando o Dia Mundial da Alimentação (16), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou que a pandemia de COVID-19 intensificou ainda mais a insegurança alimentar em todo o mundo, levando a um nível “não visto há décadas”.

Segundo as Nações Unidas, cerca de 130 milhões de pessoas correm o risco de ficarem à beira da fome até o final deste ano. Esse número se soma aos 690 milhões de pessoas que já não têm o que comer. Ao mesmo tempo, acrescentou a Organização, mais de 3 bilhões de pessoas não têm dinheiro para fazer uma dieta saudável.

O tema do Dia Mundial da Alimentação deste ano é “Crescer, Nutrir e Sustentar. Juntos”.

Guterres destacou que a entrega do Prêmio Nobel da Paz deste ano ao Programa Mundial de Alimentos da ONU (WFP) reconhece o direito de todas as pessoas à alimentação e “nossa busca comum para alcançar a fome zero”.

“Em um mundo de fartura, é uma afronta grave que centenas de milhões de pessoas vão para a cama com fome todas as noites”, disse António Guterres.

“Ao comemorarmos o 75º aniversário da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura [FAO], precisamos intensificar nossos esforços para alcançar a visão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, lembrou. “Isso significa um futuro onde todos, em qualquer lugar, tenham acesso à nutrição de que precisam.”

O chefe da ONU convocou uma Cúpula de Sistemas Alimentares para 2021 com o objetivo de inspirar ações em relação ao tema.

Leia também:  Governo Bolsonaro estuda construir nova estrada na Amazônia

“Precisamos tornar os sistemas alimentares mais resistentes à volatilidade e aos choques climáticos. Precisamos garantir dietas sustentáveis e saudáveis para todos e minimizar o desperdício de alimentos. E precisamos de sistemas alimentares que forneçam meios de subsistência decentes e seguros para os trabalhadores”, enumerou.

Segundo ele, a humanidade já possui o conhecimento e a capacidade de “criar um mundo mais resiliente, justo e sustentável”.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome