Pergunta fundamental: quantas mortes a mais por causa do vírus?, por Andre Motta Araujo

Esta epidemia não tem a dimensão e letalidade de epidemias do passado, como a "gripe espanhola" que matou milhões de todas as idades. MAS a reação a ela está sendo muito maior do que a qualquer outra epidemia

Pergunta fundamental: quantas mortes a mais por causa do vírus?

por Andre Motta Araujo

Uma pessoa de 80 anos com doença crônica é contaminada pelo Covid-19 e morre, morreu por causa da doença anterior ou por causa do vírus?

A esmagadora maioria dos que morreram após infectados pelo vírus JÁ TINHA QUADRO DE DOENÇA CRÔNICA ANTERIOR, podem ter tido a causa mortis pela doença anterior ou pelo vírus ou por uma combinação de ambas. É preciso comparar estatísticas de mortalidade no ano anterior, 2019, com as do período de epidemia. Na Itália, no primeiro levantamento, NÃO houve aumento de mortalidade comparando-se o mesmo período de 2019 com o início da epidemia e comparando-se período a período, quer dizer, SE NÃO EXISTISSE O VÍRUS, a mortalidade na Itália seria praticamente a mesma.

Haveria uma real dimensão da epidemia se HOUVESSEM CAUSAS MORTIS ADICIONAIS AO NORMAL, mas isso não tem se manifestado o que pode ser interpretado como sendo ‘AS CAUSAS MORTIS OCORRERIAM DE QUALQUER MODO MESMO SEM O VIÍUS COVID-19, POR CAUSAS ANTERIORES’.

Editorial de 18 de março no The Wall Street Journal aponta que, desde a 1ª morte por esse vírus nos EUA, há 21 dias, morreram pelo coronavírus 150 pessoas e nesse mesmo período morreram 162.000 pessoas por outras causas e, no entanto, fecharam-se setores inteiros da economia americana em função do pânico causado pela epidemia, o jornal pede mais equilíbrio na percepção e na resposta a esse desafio, que está sendo tratado emocionalmente e de forma bastante irracional, com perspectiva de causar um desequilíbrio econômico e financeiro monumental nos EUA por anos.

Leia também:  TV GGN: Jandira Feghalli explica a nova Lei Aldir Blanc, para os músicos

Políticos de todas as linhas ideológicas pelo mundo, no Brasil governadores e prefeitos tem aproveitado AO MÁXIMO a possibilidade de exposição na mídia ávida por notícias de impacto, para espalhar mais paranoia na população, com determinações drásticas de fechamento de setores cruciais da economia, visando demonstrar AUDÁCIA E VALENTIA,  sem medir consequências, custos e benefícios, riscos e vantagens para medidas radicais tomadas sem NENHUM ESTUDO CONCRETO do que está em jogo.

Esta epidemia não tem a dimensão e letalidade de epidemias do passado, como a “gripe espanhola” que matou milhões de todas as idades. MAS a reação a ela está sendo muito maior do que a qualquer outra epidemia, reação potencializada pela mídia ávida por ocupar espaços e pelos políticos para USAR A EPIDEMIA para encobrir problemas anteriores.

O pior que pode haver em elaboração e avaliação de estratégias é um EFEITO MANADA puxado pela política e instrumentado pela irresponsável e falha Organização Mundial de Saúde, cuja  liderança NÃO está à altura da magnitude  desse problema, suas manifestações  são alarmistas e não propõe estratégias claras, não tem visão global e jamais se preparou para uma  crise dessa dimensão, virou uma agência de notícias.

Estamos vendo no Brasil uma corrida de políticos para ver quem é mais radical nas medidas de travamento da economia, quem é mais valente para fechar estradas e aeroportos, quem é mais ousado para prender todo mundo em casa, tudo sem medir resultados, vantagens e consequências.

A tragédia dessa epidemia é que encontra o mundo sem grandes lideranças, muitos países importantes chefiados por políticos de ocasião, sem estatura para esses enfrentamentos, sem ideias próprias, operando pelo efeito manada, levando o mundo a um cenário de DESASTRE GLOBAL, não pelo vírus  e sim pelas reações de pânico irracional a essa virose, desprezando estatísticas e visão estratégica mais ampla.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

47 comentários

  1. Que muitos políticos querem faturar em cima da crise, não há dúvida. Mas dizer que as mortes estão dentro da normalidade é ignorar as imagens dos caminhões do exército retirando os caixões e os corpos sendo acondicionados em igrejas na Itália. Sem contar que 800 mortes num dia não podem ser todas de idosos. Oxalá se tratasse somente de histeria, mas td indica que não .

    18
    2
  2. Concordo, porém é bom lembrar que diferentes países e regiões adotaram medidas de prevenção mais ou menos eficazes, obtendo melhores ou piores resultados. Menor ou maior índices de mortalidade.

  3. Na gripe espanhola nada se fez para enfrenta-la, morreram na melhor análise, 50 milhões de pessoas, na pior100.
    Se André estiver certo, só ele, Wall Street, Bozo e o Veio da Havan estão certos. Deixa os pobres morrerem que é melhor para a economia.
    Não sabia que André fosse virologista.

    17
    2
    • A minha preocupação é exatamente com os pobres.Todas as medidas tomadas são factiveis para a
      classe media e NÃO nas grandes comunidades de pobres, que serão as mais afetadas pela perda
      de renda de subsistencia. NÃO DÁ PARA FAZER QUANTENA EM BARRACOS.

      3
      2
      • Pois é, entao faltou tratar justamente sobre este tema no seu texto alarmista “às avessas”. A comecar pela fonte que o senhor usa acriticamente (The Wall Street Journal?!)…

  4. A OMS tem muitos e excelentes epidemiologistas, a instituicao esta sendo muito bem assessorada.
    Se o número de mortos ainda não explodiu, e ainda pode explodir, é pq medidas radicais foram tomadas. Na Itália já não há mais espaço nos necrotérios e em algumas cidades faltam caixões mas vc ainda acha que é tudo exagero.

    15
    • E me aparece o André Motta Araújo pra nos dizer que se não tivéssemos a epidemia, a mortalidade na Itália seria praticamente a mesma. Realmente …

      3
      1
    • O caso da ITALIA DO NORTE, especialmente a Lombardia e menos a Toscana, Trentino e Veneto e muito menos o Sul é especifico e não se repete na Alemanha, Poloniia, Hungria e Republica Tcheca.
      Na onda de calor de 2019 morreram na Europa 47.000 idosos, sem que o panico se registrasse.
      Na Holanda e Reino Unido, onde o confinamento é voluntario, as medias são menores que na Italia.

      1
      1
      • e pq isso ocorre? o que aconteceu no norte da Itália que a diferencia?

        Teria alguma relação que o norte da Itália foi um dos primeiros a serem atingidos e todos os outros lugares tiveram tempo de tomar alguma medida ainda que não fosse a quarentena total?

        Vc tem acompanhado o site do John Hopkins? Lá tem todos os números. Os EUA há dois dias tinha 25.500 casos, hj tem mais de 43 mil. Que vc acha que aconteceria se uma curva de contagio dessa ordem seja permitir correr seu curso sem essas medidas de contenção?

        Vc alega que o mesmo não se repete na Alemanha, numa boa de onde vc tira isso?
        Segundo os dados do John Hopkins a Alemanha no dia 17/03 tinha 7.800 casos. Hoje, menos de uma semana depois tem 29 mil, quase quadruplicou e vc diz que na Alemanha não está acontecendo do mesmo jeito, cara de onde vc tira essas informações?

  5. Interessante, André.
    “Na Itália, no primeiro levantamento, NÃO houve aumento de mortalidade comparando-se…”
    Para não correr o risco de uma fake qualquer, você poderia escrever mais sobre isso com Fontes e Links? Você já as deve ter e não há tempo a perder. Grato.

    13
  6. AMA, claro que há exploração política, claro que há interesse e intenção em aparecer mais, claro que há muitas mortes por outros fatores e seria de bom termo informar a fonte dos 162.000 mortos por outras causas no mesmo período de 21 dias. Mas tudo bem, vamos lá. A letalidade do COVID-19 parece ser baixa (entre 2 e 3 por cento). Só que o problema não é esse. O problema é a facilidade de disseminação que levará, num curto espaço de tempo, muitas pessoas a necessitarem de internação e recursos hospitalares que não existem em quantidade suficiente para atender à demanda. Essa insuficiência aumentará em muito a letalidade. Na Itália, pior caso, está em 9,25% neste momento em que escrevo. Ora, você que é economista, sabe muito bem calcular. Quantas pessoas irão morrer por falta de atendimento, ou atendimento insuficiente, e quantas irão morrer pela letalidade padrão do vírus? A questão a meu meu não é só econômica porque a economia já vinha muito mal no Brasil e no mundo todo. Claro que a pandemia veio piorar a situação e muitos a usam como desculpa. Mas a questão principal é a humana. Em pelo século XXI, com todos os avanços na medicina, na ciência e tecnologia vamos deixar pessoas morrerem por falta de atendimento, por falta de planejamento, por falta de gestão numa crise, por falta de líderes competentes pelo mundo afora. Deixe a economia para trás vamos cuidar das pessoas porque, neste momento, cuidar da economia significa cuidar de um sistema que já estava ruindo.

    15
    • Alto lá.. o André Araújo e advogado, e quando escreve sobre economia erra praticamente em tudo, e de forma bizarra. O André manda bem em história.

      3
      2
  7. “Estamos vendo no Brasil uma corrida de políticos para ver quem é mais radical nas medidas de travamento da economia, quem é mais valente para fechar estradas e aeroportos, quem é mais ousado para prender todo mundo em casa, tudo sem medir resultados, vantagens e consequências.”
    Tipo a China, que até onde sei não se costuma muito fazer pirotecnia para se obter algum ganho politico já que lá a coisa é bem mais seria. A matéria parece coisa encomendada, fazendo uma das tantas possíveis para dados estatísticos.

  8. Artigo com meras opiniões, sem dados ou argumentos que as fundamentem.
    A “dimensão” da pandemia do COVID-19 não pode ser comparada à da gripe espanhola? É mesmo? Com que fundamento se afirma isso?
    Os governadores tomam medidas “para travar a economia”? Onde o subscritor viu isso? As medidas visam prevenir o contágio e isolar as pessoas.
    Esperava um mínimo de qualidade no portal GGN. Esse LIXO poderia estar em qualquer blog terraplanista.

    9
    1
  9. O André Motta não fez um cálculo Básico. A letalidade da doença é baixa, comparada com a gripe esponhola, mas sua taxa de difusão é assustadora. Basta fazer um cálculo simples. Pelas estimativas (dependendo da qualidade de atendimento médico) a taxa de letalidade está entre 2% e 10% sobre os casos notificados, que representam 14% do total. Estima-se que no melhor cenário 60% vão se contaminar. O resto é fazer a conta. (2% a 10%) de 14% vezes 60% x total da população brasileira. Isto vai de 350.000 a 2.000.000 de mortos num período menor do que um ano. Se aplicar a correção da letalidade por faixa etária, isto vai de 150.000 a 1.300.000 de mortos. Para ter uma ideia se este número é grande ou pequeno, compare com o número médio de mortos no Brasil em um ano que é de 1.400.000. É uma enormidade em termos de saturação do sistema de saúde publica. O problema básico desta doença não é sua letalidade e sim sua propagação rápida para a maioria da população.

    • Agradeço os cálculos. E o André está tratando do problema como fosse algo de fácil previsão do que irá acontecer. Como ele gosta de dizer, tem-se modelos, mas quem disse que a realidade irá se adequar a eles?Vamos pegar leve que não é esse horror todo que se anuncia. Bem, primeira vez que nos deparamos com algo deste tipo. Seguro morre mas de velho.

  10. É impressionante, o André não entendeu o que está acontecendo, da mesma forma que nunca entenderá a macroeconomia.

    5
    1
  11. Então tá. Eu vou acreditar nos dados comparativos do Wall street journal e sair por aí me contaminando. Não é isso que a “economia produtiva” quer? Acabar com os idosos e oh! eles são aposentados que roubam dinheiro do estado neo liberal. Menos, Andre. Não quero ver os idosos da minha família que tem problemas de saúde morrerem . Além do que é preciso mais estudos para descartar, em cima de dados de um jornal que representa a banca neo liberal, cuidados com a vida humana.

  12. André, não dá para comparar Merkel, Putim Xi Gi Ping com Trump e bolsonaro, no entanto a baixa letalidade do vírus nesses países se deve basicamente a medidas de contenção que outros não tiveram desde o início, Itália, Espanha, França e agora EUA e Brasil, que pelo menos tem o SUS.

    O que se está fazendo e acho que você não se deu conta é o achatamento da curva, de tentar conter o vírus para que todos que precisarem de UTI, de serem entubados tenha essa oportunidade, caso contrário estaremos entrado no estágio de morte eletiva, pois não haverá ventilação mecânica para todos. Vai ser uma carnificina. É difícil compreender isso?
    A questão maior não é de letalidade mas de velocidade de propagação e falta de estrutura adequada em todo o mundo para responder a isso na velocidade que o vírus impõe. O que se tenta fazer é frear a velocidade dele. Mata pouco mas contagia rapidamente asfixiando o sistema de atendimento.

  13. O Aidético não morre de AIDS, mas de outra infecção qualquer, já que seu sistema imunológico encontra-se indefeso por causa da AIDS. Logo, vamos baixar a guarda em relação à AIDS, já que não é ela que leva diretamente a óbito

  14. Acho que já se explicou isso, que o problema não é exatamenté a doença em si e sua taxa de mortalidade, e sim a sobrecarga no sistema de saúde pela explosão de casos. Se, digamos, toda a população humana na terra pegasse essa doença, mas num período de 10 anos, não teria tanto problema. O problema é que, se deixar, grande parte pegará num período de meses.
    O problema não é todos serem contaminados, mas todos serem contaminados ao mesmo tempo.

  15. Prezado André,

    Como fã dos seus textos, sobre o assunto do coronavírus, só tenho a lhe pedir: eduque-se.

    Comece pelo paper do Imperial College, que estimou em 550 mil mortes no Reino Unido e 2,2 milhões nos EUA se essas nações deixassem a doença correr seu curso normal. Até agosto deste ano.

    https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-NPI-modelling-16-03-2020.pdf

    Tal estudo foi responsável direto pela mudança de postura de Donald Trump e Boris Johnson, da complacência à absoluta preocupação. Leia-o.

    Essa não é uma doença normal. A saturação do sistema de saúde leva a uma letalidade altíssima.

    Sua análise olha onde a bola está, e não aonde ela está indo.

  16. Prezado André,

    Como fã dos seus textos, sobre o assunto do coronavírus, só tenho a lhe pedir: eduque-se.

    Comece pelo paper do Imperial College, que estimou em 550 mil mortes no Reino Unido e 2,2 milhões nos EUA se essas nações deixassem a doença correr seu curso normal. Até agosto deste ano.

    https://www.imperial.ac.uk/media/imperial-college/medicine/sph/ide/gida-fellowships/Imperial-College-COVID19-NPI-modelling-16-03-2020.pdf

    Tal estudo foi responsável direto pela mudança de postura de Donald Trump e Boris Johnson, da complacencia à absoluta preocupação. Leia-o.

    Essa não é uma doença normal. A saturação do sistema de saúde leva a uma letalidade altíssima.

    Sua análise olha onde a bola está, e não aonde ela está indo.

  17. Pra complementar:no Brasil eu sei de três pessoas que tiveram a morte antecipada pelo coronavírus. O porteiro, a empregada doméstica e o manobrista que morreu ontem. A “economia neo liberal” não os respeita ou considera, mas são seres humanos amados e importantes para suas famílias. E a sociedade humana construiu marcos civilizatórios justamente em cima disso: todos os seres humanos são iguais e tem direito a vida.

  18. Se eu entendi direito a mensagem do texto é mais ou menos assim:
    Já que as pessoas iriam morrer de uma forma ou outra, qual o motivo da histeria se o vírus vai dar apenas um empurrãozinho pro fim? A pessoa já não estava com o “pé na cova” mesmo?

  19. Há uma relação direta entre a COVID-19 e a economia, é inegável. As medidas de isolamento causam um problema econômico, com a diminuição do consumo e consequente queda de vendas.
    Mas temos que analisar alguns pontos: a economia durante a pandemia não teria uma queda também, mesmo que se mantivessem tudo funcionando? Lojas, shows, jogos estariam bombando com uma doença grave a solta e sem controle? Os hospitais em colapso, corpos acumulados em caminhões saindo da cidade para outra porque não tem como lidar com eles, um caos sanitário e as pessoas fazendo compras em shopping? Ou indo a lugares turísticos lotados na Itália? Eu tenho pra mim que não. Acredito que haveria um recolhimento voluntário (ineficiente e tardio). Fora alguns ricos e outros pobres malucos não vejo pessoas satisfeitas com essa situação. A economia já cambaleante era provável de não resistir mesmo assim (talvez até pior do que está com as medidas restritivas, já que não teria controle algum).
    Essa doença COVID-19 é grave. Suas complicações são sérias, dependem muito da idade, do passado clínico e do estado de saúde do infectado. Ataca os pulmões, causam falta de ar e pneumonia. Se transmite facilmente, e já é infectante antes de aparecerem sintomas, muitos não têm sintomas mas transmitem também. Aliás esse é o grande problema hoje, os vetores desconhecidos da doença; crianças assintomáticas que passam para os pais, tios, avós; pessoas sem sintomas que transmitem para os amigos, para o porteiro, para o manobrista.
    O tratamento ainda não existe, nem vacina. Estão sendo feitos esforços para a descoberta de um tratamento sintomático eficiente com alguns avanços, bem como na vacina, mas sem nada concreto no horizonte de curto prazo.
    Abrindo uma barra lateral aqui: o problema da doença é que ela é nova, a população não tem nenhuma imunidade a ela, diferente da Influenza que a população tem um imunidade pré existente pois sempre tem levas de infectados todos os anos, além das campanhas de vacinação. Parecido foi na “Gripe Espanhola” em 1918 que a população não tinha nenhuma imunidade à época e deixou um rastro de 50 milhões de mortos no melhor caso.
    Uma pessoa com 50 anos de idade, ex-fumante, que poderia viveria viver até os 70 anos (coloquei um número aleatório, poderia ser 51), deveria ser largada a própria sorte, ou ter sua vida abreviada por uma doença epidêmica? Acredito que a resposta seja não. Todo tratamento tem que ser disponibilizado, todo o esforço tem que ser despendido, para que qualquer cidadão tenha uma qualidade e tempo de vida estendido ao máximo, de modo que não teria sentido os avanços medicinais dos últimos cem anos. A medicina não é um fim em si mesma, ela serve às pessoas. Então respondendo a questão, uma pessoa de 80 anos com COVID-19 ela morre pelo vírus, não pelo seu passado, ela merece todo o esforço para viver o máximo e o melhor.
    Por óbvio os planos de contingência da doença, do reforço médico hospitalar, de ajuda financeira aos mais carentes, às empresas, bem como na recuperação econômica pós pandêmica, devem ser tratados e discutidos pelo governo e principalmente pela sociedade. É nisso que nossos esforços tem que ser gastos, sem economia, essa é a verdadeira discussão.

  20. Enquanto elocubramos sobre um vírus do qual ninguém sabe dizer nada com certeza, ele vai se reproduzindo em velocidade alucinante. E quanto mais se multiplica maiores são as chances de novas mutações acontecerem.
    Já há diferenças entre o material genético isolado de vírus coletados em diferentes partes do mundo e a letalidade na Europa é bem maior que a registrada na China, por exemplo.
    Os epidemiologistas que demandam medidas radicais de contenção da infeccão sabem do risco que é um monstro poderoso como um vírus solto no mundo se multiplicando. Basta uma mutação certa e a letalidade salta prá 50% da população jovem e saudável.

  21. Os ombros suportam o mundo
    (Carlos Drummond)

    Chegou um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
    Tempo de absoluta depuração.
    Tempo em que não se diz mais: meu Amor.
    Porque o amor resultou inútil.
    E os olhos não choram.
    E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
    E o coração está seco.

    Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
    Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
    mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
    És todo certeza, já não sabes sofrer.
    E nada esperas de teus amigos.

    Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
    Teus ombros suportam o mundo
    e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
    As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
    provam apenas que a vida prossegue
    e nem todos se libertaram ainda.
    Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
    prefeririam (os delicados) morrer.
    Chegou um tempo em que não adianta morrer.
    Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
    A vida apenas, sem mistificação

  22. Quem escreveu essa matéria é burro ou fanático ou então doido. Seria normal se fosse na casa da mãe dele. O mundo é idiota e ele é o único certo junto com Bolsonaro. Pessoas morrendo aos milhares e isso é normal? Pra quem quer lucro é normal.

  23. Também para o Véio da Havan só há duas opções, ambas difíceis como os tempos atuais, em que ele fechará suas lojas e irá para a praia. Ele não depende da Havan prá viver, ao contrário dos trabalhadores.

    Ora, isso é um falso dilema, um pensamento em preto e branco. Não há apenas duas escolhas, até porque as crises econômicas da atual sociedade decorre não da escassez, mas da superprodução

    Tempos Modernos, Lulu
    Quando vc for viver a vida sobre as ondas lá em LA, me convida se eu sobreviver ao Corona. Se eu não passar, pega a sétima onda por mim
    Cuidado com os caldos

  24. André, imagine uma comunidade em que há cinco infectados assintomáticos transitando livremente entre veículos e gente. Se cada um deles infectar 3 pessoas, as quais, por seu turno integrarão o dobro de pessoas, isso num curto espaço de tempo. Visualuza essa curva. Por esse caminho, quando vier a se conseguir a imunidade de rebanho, o prejuízo para a economia será muito maior do que esse stand by no mercado. Socialmente, a tragédia será pior do que na economia

    Temos a faca e o queijo

    Um stand by não resultará em prejuízo, mas apenas na cessação temporária de lucros. Na volta, a demanda vai bombar o comércio, o qual bombará a produção, se é isso o que tu queres

    Precisamos apenas achatar a curva enquanto os Cientistas não descobrem a imunização. E Cientistas inventam, não é à toa que eles são cientistas.

    AA, apresente uma terceira possibilidade, exequivel, genial eficiente/eficaz e simples. Vc tem essa capacidade.

    São José da Costa Rica, coração, Brasil
    Te inspire no teu sonho de amor
    Se o poeta é o que sonha o que vai ser real
    Bom sonhar coisas boas que o homem faz
    E esperar pelos frutos no quintal

    A fruta da paixão estão caindo antes do tempo
    O que poderia ser?

    A árvore que não dá frutos é xingada de estéril
    Mas ninguēm examina o solo, né, Brecht?

    AA, vai olhar os pássaros do céu e os lírios dos campos
    Mas quarentenado
    A cada dia basta sua própria preocupação
    A de hoje é o corona, não a fome
    Tu já viu Salomão vestido em suas roupas de alta qualidade?
    Pois ele perderia feio para quem sequer tece
    Tu acreditas em Deus?
    Pois se ele veste assim algo da natureza
    Os pássaros da Terra não semeiam, mas não morrem de fome
    Se tu acreditas em Deus, tua fé tá parecendo aquém mostarda

    Aproveita e escuta o Light returno do Hendrix Experience. Se sair da quarentena.

    Eu sei que a solidão é fera, mas a solidão da morte é muitíssimo mais delirante
    Mas vamos passar e tudo vai ficar bem
    Só esquece o mercado por um tempo

    É fácil dizer isso para quem tá empregado, no conforto do seu lar, quarentenado
    Mas a vida não é esse mar de rosas para a maioria esmagadora da população
    Quem é rico mora na praia e o Véio da Havan vai, se pararem
    Mas quem trabalha não tem onde morar
    Nem dinheiro para pagar aluguel
    Eu entendo a tua preocupação
    Tu conheces os homens que jogam prata por ar.
    Eles gostariam de ajudar mas eles não podem. O sistema não permite
    É esse o u da função exponencial da propagação do patoógeno a cada novo dia
    Mas tuas preocupações procedem ante a desumanidade do capital

    The Masks of Anarchy é uma prova dessa desumanidade, assim como Sunday, Blood Sunday, War Pigs, as valas comuns da Comuna de Paris e as guerras

  25. Muitos olham mas não enxergam que o problema não é a escassez mas a adiposidade do sistema que fará seu coração fulminar-se

    Vida de gado marcado para morrer à beira da estrada

  26. Parece que a Necropolítica encontrou seu teórico mais articulado no Brasil.
    Assustador é que ele encontre espaço de divulgação aqui no GGN.
    A qualidade das informações que ele escolhe não ver é a chave dos sofismas que propaga.

  27. A preocupação do André Araújo procede. Sabe porque?

    Porque nos Barracos da cidade

    Nos barracos da cidade
    Ninguém mais tem ilusão
    No poder da autoridade
    De tomar a decisão
    E o poder da autoridade, se pode, não faz questão
    Mas se faz questão, não
    Consegue
    Enfrentar o tubarão
    Ôôô , ôô
    Gente estúpida
    Ôôô , ôô
    Gente hipócrita

    E o governador promete,
    Mas o sistema diz não
    Os lucros são muito grandes,
    Grandes ie, ie
    E ninguém quer abrir mão, não
    Mesmo uma pequena parte
    Já seria a solução
    Mas a usura dessa gente
    Já virou um aleijão
    Ôôô , ôô
    Gente estúpida
    Ôôô , ôô
    Gente hipócrita

  28. Depois do capitalismo devastar a Natureza, destruindo a flora e forçando a fauna a se urbanizar, o que faz o homem contrair patógenos de outras espécies, e, se, depois de infectado, não se isolar, nem Deus pode operar milagre. Se Deus pudesse, o Tom Hanks não teria buscado medicos e hospitais

  29. Se o André Araujo fosse o Paul Lafargue, ele diria

    “Porque, ao prestarem atenção às insidiosas palavras dos economistas, os proletários se entregaram de corpo e alma ao vício do trabalho, precipitam toda a sociedade numa destas crises de superprodução que convulsionam o organismo social. Então, porque há superabundância de mercadorias e penúria de compradores, as oficinas encerram e a fome fustiga as populações operárias com o seu chicote com mil loros. Os proletários, embrutecidos pelo dogma do trabalho, não compreendem que é o supertrabalho que infligiram a si próprios durante o tempo da pretensa prosperidade a causa da sua miséria presente, em vez de correrem ao celeiro de trigo e de gritarem: “Temos fome e queremos comer!… Sim, não temos nem uma moeda, mas, pobres como estamos, fomos nós quem ceifou o trigo e vindimou a uva… ” – Em vez de cercarem os armazéns do Sr. Bonnet de Jujureux, o inventor dos conventos industriais, e de clamar: “Sr. Bonnet, aqui estão as vossas operárias ovalistas (6), moulineuses (7), fiandeiras, tecedeiras, elas tremem de frio nos seus tecidos de algodão passajados de modo a condoer os olhos de um judeu e, no entanto, foram elas que fiaram e teceram os vestidos de seda das cocotes de toda a cristandade. As desgraçadas, trabalhando treze horas por dia, não tinham tempo de pensar na “toilette”, agora, elas estão desempregadas e podem ostentar um grande luxo com as sedas que trabalharam. Mal perderam os dentes de leite, dedicaram-se à sua fortuna e viveram na abstinência; agora, elas têm tempos de lazer e querem gozar um pouco dos frutos do seu trabalho. Vamos, Sr. Bonnet, entregue as suas sedas, o Sr. Harmel fornecerá as suas musselinas, o Sr. Pouyer-Quertier os seus paninhos, o Sr. Pinet as suas botinas para os seus queridos pezinhos frios e húmidos… Vestidas dos pés à cabeça, dar-vos-á prazer contemplá-las. Vamos, nada de hesitações o Sr. é amigo da humanidade, não é verdade? E cristão ainda por cima! Ponha à disposição das suas operárias a fortuna que estas lhe construíram com a carne da sua carne. – É amigo do comércio? – Facilite a circulação das mercadorias; eis consumido-res acabados de encontrar; abra-lhes créditos ilimitados. É obrigado a fazê-lo a negociantes que não conhece de parte nenhuma, que não lhe deram nada, nem sequer um copo de água. As suas operarias pagarão como puderem: se, no dia do vencimento, elas fogem e deixam protestar a letra, leva-las-á à falência e, se elas não tiverem nada para penhorar, exigirá que elas lhe paguem em orações: elas enviá-lo-ão ao paraíso, melhor do que os seus sacos negros com o nariz cheio de tabaco.”

    Em vez de se aproveitarem dos momentos de crise para uma distribuição geral de produtos e uma manifestação universal de alegria, os operários, morrendo à fome, vão bater com a cabeça contra as portas da oficina. Com rostos pálidos e macilentos, corpos emagrecidos, discursos lamentáveis, assaltam os fabricantes: “Bom Sr. Chagot, excelente Sr. Schneider, dêem-nos trabalho, não é a fome, mas a paixão do trabalho que nos atormenta!” E esses miseráveis, que mal têm forças para se manterem de pé, vendem doze e catorze horas de trabalho duas vezes mais barato do que quando tinham trabalho durante um certo tempo. E os filantropos da indústria continuam a aproveitar as crises de desemprego para fabricarem mais barato…”

  30. Uma pessoa de 20 anos SEM DOENÇA CRÔNICA é contaminada pelo HIV e morre em decorrência de uma GRIPEZINHA. Essa pessoa morreu por causa do HIV ou por causa da GRIPEZINHA?

    Que dimensão e que taxa de letalidade justificariam o isolamento social e a consequente hibernação do mercado a fim de que as pessoas não se exponham ao perigo?

    A vida não se resume a uma questão quantitativa, mas qualitativa.
    Se você tivesse cem ovelhas e uma se perdesse, você a esqueceria?

  31. 1- “Não houve aumento de mortalidade na Itália. Se não existisse o vírus, a mortalidade seria a mesma”: até 22/3, a quantidade de mortes atribuídas – por centros de saúde de todo o mundo – ao coronavírus ultrapassava 14.000 pessoas. Afirmar que a causa da morte não é o vírus é absurdo. É negar o fato.

    2 – “a atual epidemia não tem a dimensão da gripe epanhola”: não se deve aludir, de forma superfical e equivocada, a epidemia do coronavirus ainda em desenvolvimento com uma epidemia de 1918. É claro, o recurso retórico adotado aqui se baseia em questionar a validade dos dados atuais e superestimar as estimativas de 1918. Mas naquela época o sistema atual de monitoramento e registro de casos era significativamente mais frágil; estimativas do período são formidavelmente mais incertas do que as informações do coronavirus. Além da questão dos dados, o sistema de saúde atual se encontra muito melhor preparado para lidar com epidemias. Em 1918, não existiam antibióticos e se ignorava que a influenza era causada por um virus. A expectativa de vida estava abaixo de 60 anos. O mundo saía de uma grande guerra. Muito provavelmente, boa parte das mortes de então foram causadas por infecções secundárias bacterianas. Opa, então, usando o argumento 1, a gripe espanhola não foi a causa de morte?

    Não se estabelece a DIMENSÃO DE UMA DOENÇA (para usar letras maiúsculas, não é assim?) a partir de uma leitura pobre e despreparada de textos da internet.

    Só para se ter uma idéia: estima-se que as cerca de 3.500 mortes na China poderiam ter escalado para mais de 3 milhões se a taxa de contágio e crescimento da doença mantivesse a trajetória exponencial.

  32. PARA LER DE MANHÃ E À NOITE

    Aquela que amo
    Disse-me
    Que precisa de mim.
    Por isso
    Cuido de mim
    Olho meu caminho
    E receio ser morto
    Por uma só gota de chuva…

    Brecht

  33. André, Bolsonaro e tu, a bem de todos, deveria um calar a boca e outro deixar de escrever sobre atual epidemia.
    Informações de terceira linha, conceitos errados e mais um monte de besteiras poderia ser evitada se o Bolsonaro calasse a boca e tu deixaste de escrever estes teus artigos de [email protected]
    Como sempre para não deixar a impressão, que estou somente de implicância vou mostrar mais uma vez os teus erros nestes artigos que escreves para não deixar dúvidas.
    O primeiro e mais absurdo erro que cometes, é na definição de comorbidade com morbidade, primeiro o conceito é de comorbidade patogênica, ou seja, uma doença associada similar a doença primária, por exemplo, a obesidade é associada a uma série de doenças como hipertensão arterial sistêmica, diabetes melittus tipo 2, cardiopatia isquêmica e mais algumas dezenas de outras doenças. Quer dizer, uma pessoa obesa cria condições para o desenvolvimento de outras doenças. Também há a comorbidade patogênica e a prognóstica, porém se analisarmos rigorosamente a virose promovida pelo Covid-19 rigorosamente não é de nenhum desses tipos, a comorbidade no caso ocorre com a pneumonia causada pelo vírus, logo uma pessoa um pouco obesa, poderá ter mais de uma comorbidade como diabetes e hipertensão arterial sistêmica e conseguir se manter viva com tratamento adequado por muito tempo, não morrendo normalmente no próximo inverno, como induzes no teu texto.
    Depois quanto a pessoa morrer por ter mais de uma comorbidade não está correto, o que foi diagnosticado na Itália, que há graus de comorbidade diferenciado entre tipos diferentes de doenças, por exemplo, uma pessoa com hipertensão com mais de 65 anos eram 75% dos pacientes que morriam do Covid-19, porém hipertensão não é uma característica encontrada somente nos velhinhos “descartáveis” que em todos os teus textos e discursos do Bolsonaro parece se repetir. Pois uma pessoa com 50-59 anos, onde a letalidade tanto na China como na Itália era aproximadamente a mesma, 1,3% e 1,5% respectivamente, ou seja conforme o intervalo de confiança da pesquisa e da definição de cada país do que é ser um hipertenso, pode ser considerada a mesma. Supondo que uma pessoa nesta faixa etária é alguém produtivo, não são só velhinhos “descartáveis” que morrem.
    Em resumo a tua frase “AS CAUSAS MORTIS OCORRERIAM DE QUALQUER MODO MESMO SEM O VÍRUS COVID-19, POR CAUSAS ANTERIORES.” é uma verdadeira aberração não só humana como cientificamente falando.
    Já a afirmação do Wall Street Journal é uma verdadeira falácia, pois as pessoas (no caso 162.000) que morrem por outras causas serão SOMADAS em grande parte pelos mesmos 100.000 que poderão morrer nos Estados Unidos na mesma época pelo coronavirus, pois o Covid-19 quando chegou na Itália a morrer 148 pessoas foi em 5 de março e no dia 24 de março (somente 9 dias depois) as mortes foram 6.820 pessoas.
    Como a curva de mortes nos USA é muito mais forte do que na Itália (vide https://www.covidgraph.com/p/coronavirus.html) provavelmente entre 5 a 8 dias eles atingirão 100.000 mortos, se não mais.
    O problema básico que todos fazem em epidemias é que não tem a capacidade de olhar a dinâmica da epidemia, eu antes de começar a ser publicado qualquer coisa no Brasil eu comecei a fazer uma interpolação logarítmica dos dados que obtinha em Chinês do província de Hubei, comecei a quantificar isso antes do dia 29 de janeiro deste ano, conforme podes ver no vídeo “Coronavirus e um Estado sendo desmontado pelo governo Bolsonaro. O que nos espera?” dessa data, em que já me preocupava com a gestão do governo Bolsonaro na crise que sabia que iria chegar. https://youtu.be/r-RQPbeP3Jg. Num vídeo de 5 de fevereiro “Coronavirus – Fake News (mentiras) e como receber informações exatas sobre a epidemia.” mostro como conseguia as informações diretamente da China. https://youtu.be/E4GQictQcK0
    Resumindo, apesar de já ter uma ideia bem aproximada de qual vai ser o impacto das MORTES no USA e no Brasil, simplesmente não vou publicá-las, mas posso dizer com certeza, se houvesse um bloqueio como a China fez, não iríamos nos arrepender de ter pendurado o atual ocupante da cadeira pelo pescoço há um mês, mas infelizmente todos se arrependerão.

  34. Que texto desonesto, me surpreende o GGN ter publicado. Nenhum decreto até agora determinou fechamento de setores crucias da ecomimia. Não são apenas idosos que estão morrendo, jovens e até uma criança no EUA já morreu. Alem disso, essas informações não corroboram com a verdade, pois a quantidade de mortes é tão grande que os crematórios não estão dando conta do trabalho na Europa.

  35. Economistas quando resolvem ser completamente “tapados”, bitolados e com mind-set fixo (incapaz de mudar por aprendizagem) são insuperáveis. Nem jornalistas optam pelo caminho equivocado com tanta empáfia !

  36. Desinformado, hein André Motta! Basta procurar um pouquinho pra saber que as mortes na Itália em SEMANAS já ultrapassam os dados anuais de doenças respiratórias desse tipo. Sem contar que a falta de locais de enterro ou cremação dos mortos já é uma bela dica de que as coisas estão longe do normal por lá. Recomendo uma olhadinha nos dados dessa reportagem antes de sair falando besteira:
    https://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2020/03/26/covid-matou-num-mes-metade-do-que-doencas-respiratorias-em-um-ano-na-italia.htm

  37. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome