Presidente da Câmara ressalta necessidade de equilibrar vidas e empregos

Rodrigo Maia diz que interesses dos investidores estão por trás do fim do isolamento - e que os políticos precisam se preocupar em salvar vidas

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados. Foto: Reprodução

Jornal GGN – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recomendou aos governadores que saiam do enfrentamento sobre fazer o isolamento ou não para o combate ao coronavírus.

Maia participou da reunião com os representantes estaduais nesta quarta-feira (25/03), e disse que é preciso “equilibrar vidas e empregos”.

“Temos que sair desse enfrentamento, sobre sair ou não do isolamento. Isso nada mais é do que a pressão de milhares de pessoas que aplicaram seu recursos na Bolsa, acreditaram no sonho da prosperidade da Bolsa a 150 mil pontos, ela está a 70 mil por vários problemas”, disse Maia.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, Maia atribui esse debate aos interesses de investidores, afetados pelas perdas na Bolsa de Valores, e que essa pressão está acontecendo há alguns dias.

Mas enquanto economistas e investidores se preocupam com estatísticas, os políticos devem observar vidas. “Eles são assim, eles vivem de estatísticas, todos nós que fazemos política vivemos das vidas. E é isso que temos que saber equilibrar. As vidas e os empregos. Estamos aqui para ajudar.”

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10 comentários

  1. Respiradores mecânicos são consertados e fabricados por montadoras
    No Reino Unido, Jaguar Land Rover e Rolls-Royce iniciam a fabricação; GM anunciou o conserto de todos os respiradores que não funcionam no Brasil
    https://autopapo.com.br/noticia/montadoras-respiradores-mecanicos-coronavirus/

    Fabricantes trocam produção de carro por máscaras e respiradores no Brasil
    Chevrolet, Citroën, Peugeot e Volkswagen foram as primeiras a anunciar projetos contra a pandemia do novo coronavírus no país
    https://quatrorodas.abril.com.br/noticias/fabricantes-trocam-producao-de-carro-por-mascaras-e-respiradores-no-brasil/

  2. A falsa discussão bozária, digo, binária sobre “ou vida ou economia” (que só existe com a vida):
    Ora, AS DUAS!
    O que países que estão adotando o “fique em casa’, todos capitalistas (alguns de governo conservador), estão fazendo em favor da economia?
    EUA : Vão liberar mais do que o PIB anual do Brasil para ajudar na crise: darão US$ 1.200 para trabalhadores e $ 500 por filho. Um casal com 2 filhos pode receber $ 3.400 (~R$ 17 mil). Seguro desemprego para 10 meses. Liberação de empréstimos subsidiados para pessoas e empresas, postergação de pagamento de impostos, etc. Salário mínimo $ 1,280 (~R$ 6.400 mil)
    UK (com um PIB um pouco maior que o do Brasil): garantia de 80% do salário até o limite de £ 2.500 (~R$ 15 mil): proteção social bem maior que no Brasil (NHS, etc.). Ajuda para as empresas. Salário mínimo € 1.520 (~R$ 8.800 mil).
    FINLÂNDIA: Renda mínima para todos de $876 (R$ 4.400) SEMPRE. Salário mínimo 2.600 (R$ 13 mil)
    DINAMARCA: cobertura de 75% do salário até o limite de 23 mil coroas (~R$ 17 mil). SM ~R$ 14,100.
    Outros países com medidas, tempos e valores semelhantes de ajuda às empresas e às pessoas (incluindo incentivo à não demissão ou mesmo sua proibição) são: FRANÇA, HOLANDA, AUSTRÁLIA, JAPÃO, PORTUGAL, ITÁLIA, GRÉCIA, ESPANHA, SUÉCIA, CANADÁ e outros mais, a maioria com salário mínimo acima de ~R$ 6 mil, seguro desemprego de mais de 6 meses, menos pobreza e rede de proteção social melhor que a nossa.
    BRASIL: Discute-se um pagamento de R$ 200 e ajuda às empresas, que poderão suspender o contrato de trabalho sem pagar nada ou metade do salário.
    Ou seja: há governos que se preocupam com seu povo, outros apenas com os “empresários” parças (que nem isso merecem ser chamados), tipo Havan, Riachuelo, etc. que terão bons prejízos com suas lojas vazias.
    Escondem ou não querem segurar sua parte do preço da pandemia (que fique com os velhinhos).
    Escondem ou não querem saber que a quarentena é por um ciclo da doença (~2 semanas), podendo eventualmente ser ajustada situacionalmente.
    Escondem ou não querem saber que quem não fez NADA ainda de efetivo (só coletivas e elocubrações), seja para a saúde, seja para a economia, foi o governo que ajudaram a instalar, no planalto, com gabinete de ódio e tudo.
    Escondem ou fingem não saber que ainda que a economia “voltasse à normalidade”, a pandemia seria ainda pior e lhes causaria outros imensos e inevitáveis prejuízos, além daqueles à “vida”.
    Enfim, escondem ou não querem saber que danos à vida e a economia serão evidentemente inevitáveis.
    E que todos precisam contribuir e se sacrificar para buscarmos o melhor em ambos.
    Eles só querem o deles…

  3. Falso dilema: vida humana é fundamento do Direito e da Ética moderna
    Está em Hobbes, em Locke e em Rousseau: o valor e a defesa da vida humana constituiu o primeiro Direito Civil Moderno, o primeiro Direito que impôs limites ao poder do Estado, do mercado e demais instituições sociais. Sem a vida humana como parâmetro, não existe racionalidade jurídica possível.
    Logo, é um falso dilema dizer: ou deixamos morrer alguns pra salvar a economia e a vida de muitos ou deixamos a economia entrar em colapso e perdemos a vida de muitos para salvar a vida de poucos.
    Neste momento, o Estado, a quem cabe o dever de equacionar os falsos dilemas éticos e jurídicos, precisa intervir ao máximo na economia porque Política e Economia precisam ser mobilizadas para valorizar, defender e salvar vidas humanas.
    Dizer que existem somente duas vias é agir em favor de interesses inconfessáveis ou da estupidez mais instintiva, aquela do estímulo-resposta típica do reino animal.
    A razão humana é capaz de mobilizar as instituições sociais em direções diversas. E não existem só duas vias: há vários arranjos políticos, jurídicos e econômicos possíveis.
    Contudo, é o momento em que a razão meramente instrumental e utilitária precisa ser socorrida pela razão humanista ou, como prefere Boaventura Santos, pela razão cosmopolita.
    Os arranjos alternativos possíveis e viáveis só podem ser adotados se os interesses e valores menores, selvagens e humanamente destrutivos que mantem o “sistema” nos moldes atuais forem enquadrados e subjugados pelo Estado em favor da vida humana como valor supremo.
    Dependendo das escolhas que fizermos, portanto, o Coronvírus poderá matar ou salvar nossa própria humanidade.

  4. Quase fui dessa fala. Em que ponto ele se preocupou com a vida das pessoas? Na aprovação da reforma trabalhista, na da previdência ou na administrativa e tributária que se seguirão dentro da mesma lógica neoliberal.
    Sejamos claros, capitalismo e vidas de opõem.

  5. A humanidade é constituída de burros expertos ou de asnos de Buridan?

    Vamos continuar puxando a corda que nos ata uns aos outros em direções opostas ou marcharemos em sentido único para partilhamos o feno?

    Aquarela
    Tempo Rei
    Herbsman
    Nunca pare de sonhar (Nasça sempre com as Manhãs)
    Aquarius
    Aquarius

  6. O que os poderosos estão colocando sobre a mesa é um falso dilema: se não se sacrificar pessoas no altar do deus mercado, muito mais pessoas morrerão.

    Existem muitas opções.

    Henry David Thoreau
    Presente

  7. Sandro Pavezzi says:25/03/2020 at 20:06

    No meu caso, há 38 anos contribuo com empresas e estado deste Pais e continuarei por mais 16 anos. Porque eles não podem contribuir comigo por 4 meses?

    A América do Norte, quando liberou os escravos, deu um pedaço de terra e uma mula aos humilhados
    Mas por aqui, como sempre, a ganância vem primeiro
    Rapidinho, rapidinho aprovaram a Lei Vergueiros
    Garantindo a terra a título, e não pela ocupação
    Libertaram assim nossos escravos e os jogaram na prisão

    O que se faz com um bilhão que um milhão não possa fazer?

    Bo Sahl, você conhece a música intitulada “Mudar o Mundo”, do Grupo Face da Morte? Lembrei da referida música quando li o seu comentário.

  8. Presidente do Banco do Brasil diz que a vida não tem valor infinito e que “depressão econômica também mata muita gente, principalmente os mais pobres”.

    Ora, $r. Presidente do Banco do Brasil, se a vida não tem valor infinito, qual o problema das pessoas, principalmente as mais pobres, morrerem em decorrência da depressão econômica?

    Eu sou correntista do BB. Agora vou migrar para a CEF.

  9. No Sahl afirma:

    “Havan, Riachuelo, etc. terão bons prejuízos com suas lojas vazias”.

    Esses capitalistas não terão prejuízo, pois eles não perderão recursos, eles apenas deixarão de lucrar o quanto vinham lucrando. São os tais dos lucros cessantes

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