Refundação do Brasil: Marília Arraes põe candidatura para “romper ciclo de poder em Pernambuco”

À TV GGN, Arraes relembrou o legado de seu avô, Miguel, no Estado como um marco divisor político necessário para a região, do qual a neta indica querer agora estender para a capital

Jornal GGN – “Romper o atual ciclo de poder em Recife”. É com essa frase que a deputada federal do PT em Pernambuco, Marília Arraes, resumiu a proposta que carrega com a sua candidatura à Prefeitura da cidade neste ano. Em entrevista à TV GGN, Arraes relembrou o legado de seu avô, Miguel, no Estado como um marco divisor político necessário para a região, do qual a neta indica querer agora estender para a capital.

“Hoje não tem mais lideranças, não tem mais isso, são duas pessoas que são total inexpressivas politicamente, que não têm história na política, consolidada, construída nos embates que a gente precisa fazer. Vamos ver se a gente rompe esse ciclo agora”, afirmou, otimista.

Com “inexpressivas”, referiu-se aos pesebistas Geraldo Júlio, atual prefeito de Pernambuco, e o governador Paulo Câmara. Ambas figuras que surgiram do mote de nomes “técnicos” para cargos políticos, mas que na prática, na visão de Marília, são desprovidos de liderança e expressividade que os cargos exigem.

Ao narrar a retrospectiva política do estado, Marília afirmou que “Pernambuco vive uma situação bem peculiar”. “Até 98 era Arraes, uma grande liderança, foi governador três vezes, mas em 98 perdeu a eleição para Jarbas Vasconcelos. Na verdade, dois anos antes, em 96, Jarbas que historicamente era de esquerda, tinha se ligado a toda a direita do Estado, para conseguir derrotar Miguel Arraes. E conseguiu, teve ações mais à direita, flexibilizou seus compromissos pelas alianças que precisou fazer, e tinha um projeto nessa época de passar 20 anos no poder.”

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Em 2006, continuou, Eduardo Campos ganhou a eleição a governador, atingindo bons resultados de políticas públicas, segundo a deputada, graças às atuações do governo federal de reparação das desigualdades. Foi com a morte de Campos, em 2014, que o nome de Paulo Câmara ganhou espaço, por ter atuado na administração do então governador até aquele ano.

“Era uma pessoa sem expressividade e sem liderança alguma. Em 2012, já tinha eleito prefeito do Recife, que também não era político, foi naquela onda de dizer que o bom era ser técnico e não ser político, um secretário de planjeamento. E ficaram esses dois, tem essas duas figuras que são o prefeito e o governador de Pernambuco”, resumiu.

“E ao mesmo tempo que eles não tem liderança política, também não têm posicionamento consolidado. Passou o impeachment em 2016, apoiaram, fizeram a campanha toda colocando a culpa de todas as mazelas no PT. Em 2018, voltaram para a esquerda para poder retirar nossa candidatura ao governo do Estado. Mais ou menos é esse o resumo dos últimos 20 anos da política aqui em Pernambuco”, continuou.

É neste cenário que Marília Arraes aponta a sua candidatura para oxigenar os quadros da região. E diz estar disposta a “articular com outros atores políticos”, ao ser questionada se alianças com outros prefeitos ligados a Câmara poderiam ser feitas, com a condição de “ter objetivos em comum aos nossos”. Segundo ela, é preciso antes de tudo, “interromper um ciclo de poder que não está sendo bom para Pernambuco”.

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Assista à entrevista de Marília Arraes ao jornalista Luis Nassif, na série desta semana da TV GGN, “Refundação do Brasil“:

 

 

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2 comentários

  1. ” Pra não dizer que não falei das flores…” O Coronelato de Miguel Arraes e Eduardo Campos se digladiando por seu pedaço de Feudo, por sua Capitania Hereditária. Nepotismo?! Luta fratricida pelo Espólio e Herança Capitalista e Politica? E por comandar o talão de Cheques do Orçamento Público? Política não é Profissão? E Vocês acreditaram nisto? Pobre país rico. E ainda não sabem como chegamos até aqui em 40 anos de farsante Redemocracia, replicando 90 anos de NecroPolítica? Mas de muito fácil explicação.

  2. Marília Arraes corre o sério risco de ser usada novamente como “moeda de troca”.
    Vamos aguardar o desenvolvimento das negociações de bastidor…

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