Terra Viva Sustentável, por Rui Daher

por Rui Daher

Convidado pelo excelente jornalista e apresentador Tobias Ferraz, da Band, no dia 10 de janeiro fui entrevistado no programa “Terra Viva Sustentável”, exemplo de equilíbrio entre as polêmicas que envolvem os diversos aspectos dos agronegócios brasileiro e mundial em suas interações com as preservações ambientais e sociais.

A alguém metido em Andanças Capitais, conforta conversar com quem já enlameou muita botina, em campos rurais de caboclos, campesinos, sertanejos e ruralistas, aqui vocacionados, e muitas vezes não entendidos.

Não é um programa de horário nobre – pelo menos, não tive o desprazer de ver Carlinhos Brown a me julgar – nem tem a rica (e ótima) pretensão de um Globo Rural. É levado ao ar, nos sábados, às seis horas da matina, reprisado nos domingos, ainda meia hora mais cedo, numa visão, a meu ver equivocada, de que jecas ordenham as vacas uma hora antes e correm para a TV para assistir ao mundo que é deles. Mas este é um assunto de diretoria, sentada à direita do Pai Audiência Todo Poderoso.

Como, no entanto, muito de nossa Salvação tem vindo da Internet, sob auspícios do UOL, o programa vai para o site e lá pode ser visto em seus quatro blocos, onde, sem combinarmos, Tobias e eu estávamos fantasiados de dupla sertaneja, indumentária idêntica.

Grande vantagem de estar no Terra Viva Sustentável: falar livremente. A ponto de eu, ao mesmo tempo, desancar ato Temeroso de acabar com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, propor a adoção pelas iniciativas pública e privada de assentamentos improdutivos, dando-lhes apoio técnico e recursos de financiamento para produzir e comercializar o produto de suas lavouras, e apontar os benefícios da produção brasileira de grãos exportáveis.

No último bloco, lembrando-me da necessidade de trocar as cortinas do BRD, Blog-Boteco Rui Daher, e da sucursal FD, Fígado Diário, consegui um breve jabá do worst-seller “Dominó de Botequim”, obra póstuma de Joaquim Nabuco. Ah, não é? Erramos. 

Nota: a entrevista foi realizada em 4 blocos, que podem ser vistos nos links abaixo:

https://mais.uol.com.br/view/16113568

https://mais.uol.com.br/view/16113588

https://mais.uol.com.br/view/16113604

https://mais.uol.com.br/view/16113606

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5 comentários

  1. Surpresas

    Há cerca de 20 anos passei pela região norte do Espírito Santo e vi aquele oceano de mamão papaya, de imediato achei que fosse 100% exportação, mas não, apenas 30%. Surpreendente. 

    • Há 20 anos o buraco dentro do

      Há 20 anos o buraco dentro do mamão era grande, sementes demais, a

      estrutura comestível era muito delgada, o papaia não suportava muita

      manipulação.  nem viagens longas.  Na UFES professores, mestrandos

      e doutorandos colocaram mãos e cérebros na massa tornando muito

      melhor o produto.  A custo zero oitocentos, os Calimans e colaboradores

      adoraram. O transporte  internacional continua firme e vivissimo Quanto

      as pesquisas parece que pararam por alí mesmo. Aquí os plantadores

      são considerados grandes empreendedores. Imagina…

    • surpresas….

      E o consciente coletivo nacional é bombardeado como se agronegócio fosse apenas latifúndio e soja. E as frutas que saem do Nordeste, o café que sai da Bahia ou o melão do RN? E o bombardeio midiático é somente trabalho escravo, pobreza e seca.  O país mais agreopecuário do mundo,  juntando BRD, tem uns 4 pontos de informação. Então o “povão” quer discutir agronegócio, agropecuária ou agricultura familiar? Há 5 meses atrás, segundo Renata e Bonner, o Brasil caminhava para a ruína devido aqueles “vagabundos, latifundiários, escravagistas, parasitas dos financiamentos de BB e CEF” que não permitiam a agricultura familiar produzir alimentos. Como?! Tomate vai acabar com a nação!!! 8 reais o Kg. Como posso sobreviver sem tomate?!!!! Como toda sazionalidade e risco sempre sobra para o agricultor, agora está jogando a safra fora, porque o preço não paga o serviço de colher. (em Piedade/SP até alguns anos isto acontecia com cebola. Lá a estrada da morte também era conhecida como estrada da cebola). O Brasil se explica. abs. (P.S . Enquanto isto um carrinho médio nacional não sai por menos de 60.000 reais. Terra de Gênios) 

      • Zé Sérgio, caro

        Estava para escrever sobre o tomate, mas você já fez muito bem o trabalho. É um absurdo o que fazem os imbecis contra o agronegócio, QUE É TOMATE COMO TUDO O MAIS. Espero que você tenha gostado da entrevista ao Terra Viva. Abraço.

        • zé….

          Caro sr. Rui, um analfabeto não pode fazer o trabalho de um professor, nem o ignorante o trabalho de um especialista.Cada dia com mais dificuldade, mas ainda enxergo. Se o agronegócio tem seus defeitos, isolemos e aprimoremos sua conduta. Barbarizar? O que ganharemos com isto? Quanto a dizer que este é que atrapalha a produção de alimentos, não aceiitarei esta imbecilidade nunca. Isto é desinformação, é estelionato contra o povo brasileiro (e existem muitos interesses acobertados e o sr. mais que ninguém sabe disto) Feijão, tomate, pobreza no campo, economia subjulgada estão aí para os que querem ver. abs.(P.S. não vi o programa mas procurarei)  

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