Bolsonaro ironiza golpe do Estado durante Cúpula do Mercosul

"Quero continuar presidente, não dá pra dar um golpe, não? Tudo, quando eles perdem, dizem que é golpe", disse sem perceber microfones

Encontro do Mercosul - Macri, Bolsonaro, Abdo e Lucía Topolansky. Foto: Alan Santos/PR

Jornal GGN – Ao passar a liderança do Mercosul para o presidente do Paraguai, Abdo Benítez, e sem perceber que os microfones de tradução simultânea estavam ligados, o presidente Jair Bolsonaro comentou, em tom de brincadeira, se não era possível dar um golpe para se manter como mandatário do bloco.

“Quero continuar presidente, não dá pra dar um golpe, não? Tudo, quando eles perdem, dizem que é golpe. É impressionante, né?”, disse. A resposta de Abdo Benítez foi um sorriso.

Nesta quinta-feira (5), representantes de governos dos países que formam o bloco se encontraram em Bento Gonçalves (RS) para a cerimônia da troca de comando do grupo.

Durante os discursos de abertura, Bolsonaro e o presidente atual da Argentina, Mauricio Macri, criticaram as manifestações de Alberto Fernández, eleito presidente em outubro, e que assumirá o país na próxima terça-feira (10), contra acordos assinados entre os portenhos e a União Europeia e EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio, na sigla em inglês).

“Não se deve abandonar o que avançamos no Mercosul”, defendeu Macri, querendo que os acordos fiquem como legado da sua gestão.

Leia também: Com Uruguai e Paraguai e resistência argentina, Bolsonaro quer levantar conduta liberal ao Mercosul

Os representantes de governos também discutiram a crise na Bolívia. Há cerca de um mês, e após ganhar a reeleição, Evo Morales foi obrigado a renunciar a presidência, pressionado pelos militares, imprensa e oposição. A senadora Jeanine Añez se autoproclamou presidente interina naquele país, a partir de uma interpretação da Constituição considerada controversa por parte de juristas.

Leia também:  Barroso cobra posição de Bolsonaro sobre genocídio de indígenas na pandemia

Macri, entretanto, disse que Añez, “como presidente interina, está buscando a paz democrática em seu país, adotando um caminho constitucional, liderado pelo Congresso”.

A única representante a fazer declarações contrárias aos demais no encontro do Mercosul foi a vice-presidente do Uruguai, Lucía Topolansky: “Não podemos atuar como se o Mercosul fosse um paraíso. Não é. Estamos num contexto regional preocupante, em que vários países estão vivendo conflitos institucionais, com violações dos direitos humanos e perda de vidas”, pontuou.

*Com informações da Folha de S.Paulo

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

2 comentários

  1. O palhaço Bozo não perde uma oportunidade de causar risos pela sua imbecilidade cômica.
    Se trabalhasse num circo iria agradar muito mais pessoas do que agrada enquanto presidente do bananal.

  2. Ah, Falha de S. Paulo, o jornaleco que o Biedermann lê, finge que ataca o Bolsonaro e este finge que ataca a grande mídia que o normalizou como candidato durante a campanha, pois valia tudo para impedir uma vitória da esquerda.

    Não é “brincadeira”, Falha. A questão não é “se” o Bolsonaro tentará o autogolpe, mas sim “quando”.

    “Não é um incendiário, magina”

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome