Com Uruguai e Paraguai e resistência argentina, Bolsonaro quer levantar conduta liberal ao Mercosul

Expectativa é de que Jair Bolsonaro trate de marcar linhas a favor da abertura do mercado no bloco, com o apoio do Paraguai e Uruguai, e antes da posse do peronista Fernández na Argentina

Jornal GGN – Ás vésperas de uma mudança nas conduções políticas da América Latina, ocorre nesta quinta-feira (05) a reunião dos presidentes dos países do Mercosul, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e a expectativa é de que Jair Bolsonaro trate de marcar linhas a favor da abertura do mercado no bloco, com o apoio do Paraguai e de olhos em aliança no Uruguai, e antes da posse do peronista Alberto Fernández na Argentina.

Trata-se de um encontro semestral dos presidentes do Mercosul e se há alguns meses a postura do governo brasileiro vinha sendo de ameaças por abandonar o bloco dos países do sul, com os acenos do fim do mandato liberal de Maurício Macri na Argentina, com as eleições no Uruguai e o apoio do Paraguai, o Brasil de Bolsonaro pretende liderar mudanças de políticas na aliança dos países.

O Uruguai, que após 15 anos de governos de esquerda, recebe um presidente liberal, Luis Lacalle Pou, que venceu as eleições no último novembro, pode se somar às tratativas da política econômica de Paulo Guedes no Brasil, juntamente com Mario Abdo Benitez no Paraguai, já aliado do mandatário brasileiro.

Na visão do presidente do Brasil, inclusive anunciando de maneira pública, a Argentina de Fernández não estaria em condições de criar tensões com o Brasil e teria que caminhar na corrente dos demais países. A Argentina tem no Brasil o principal parceiro comercial e o vizinho também e nosso terceiro principal parceiro, sendo o principal comprador de produtos industrializados.

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Entre os temas que deverão ser enfrentados pelos países que assumem novos mandatos a partir de 2020, o Mercosul precisará discutir a redução da Tarifa Externa Comum (TEC) e a alta taxa sobre importações de produtos fora do bloco econômico, de 13% a 14%.

Em meio a estes acordos comerciais que devem ser alinhados daqui em diante, Bolsonaro não ligou para o peronista Alberto Fernández, após a vitória entre os eleitores argentinos, contrariando o tradicional gesto entre parceiros econômicos.

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