Equador: Manifestantes entram no Parlamento e rádio sofre intervenção

Manifestantes indígenas conseguiram romper o cerco de militares e policiais do Parlamento e rádio sofre intervenção do governo Lenin Moreno, nesta terça

Manifestantes dentro da sede do Parlamento em Quito, Equador - Foto: Carlos Garcia Rawlins / Reuters

Jornal GGN – Manifestantes indígenas conseguiram romper o cerco de militares e policiais e ingressaram, na tarde desta terça-feira (08), nas instalações da Assembleia Nacional do Equador, em Quito. Também agora há pouco, as autoridades do governo de Lenín Moreno fizeram uma operação na sede de uma rádio, evocando o estado de Exceção decretado pelo presidente do país.

A emissora Pichincha Universal, localizada em Quito, foi um dos primeiros alvos do estado de exceção que governa o Equador. A rádio, controlada pela prefeitura de Pichincha, denunciou nas redes sociais que estava sendo invadida por autoridades que tentavam interromper a transmissão. A ordem partiu da Procuradoria Geral da República do Equador, que determinou a operação contra as instalações do veículo, justificando “coletar informações sobre o suposto crime de incitação à discórdia entre os cidadãos”.

Moreno declarou estado de emergência no país no último 3 de outubro, após as manifestações e atos da população contra um pacote de medidas econômicas do mandatário que previa o aumento do preço de combustíveis, além de reformas trabalhistas e fiscais, atendendo a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Em resposta às manifestações, o governo decretou também a censura prévia nas redes sociais, como medida de força do governo, permitindo a ele o poder de aprovar o proibir a divulgação de informações na mídia.

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A prefeita de Pichincha, Paola Pabón, afirmou em sua conta no Twitter que a rádio sofreu “diversos ataques” desde ontem, incluindo a instalação de um transmissor que bloqueia o sinal da emissora. “Exigimos que a segurança das instalações e do pessoal de rádio, a liberdade de expressão e o direito à informação sejam protegidos”, disse Pabón, em sua conta.

Mais cedo, um grupo de manifestantes havia conseguido romper o cerco militar no Parlamento na capital do Equador, chegando ao Plenário do Congresso, que já havia sido esvaziado pelas autoridades de Lenin por “medidas de segurança”. No local, os manifestantes gritavam “fora Moreno, fora!”.

A polícia e militares entraram em confronto com os manifestantes ao redor da Assembleia Nacional, jogando gás lacrimogêneo e com cassetetes. Está prevista para amanhã (09) uma grande greve geral em Quito, reunindo manifestantes de todo o país.

 

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3 comentários

  1. AHHH! Mas que inveja! Povo com CULHÃO é outra coisa. Só mesmo na base da traição
    o neoliberalismo voltaria ao Equador, esse moreno é mais traíra que o temer.
    Quando vamos invadir a Globo?

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