O neoliberalismo autoritário e o levante popular chileno, por Nicolle Berti

O cenário de convulsão social chileno retrata uma crise generalizada e muito mais profunda do modelo neoliberal que se manifesta através de problemas estruturais que vem acumulando desde o período da redemocratização no país.

Foto Patrícia Faermann - GGN

O neoliberalismo autoritário e o levante popular chileno

por Nicolle Berti[1]

Os protestos sociais que eclodiram no Chile em resposta ao aumento da tarifa do metrô, protagonizados pelos estudantes secundaristas que convocaram evasões massivas em todas as estações de metrô da capital chilena, são uma expressão de um mal-estar generalizado e um descontentamento muito mais profundo da sociedade chilena acumulado durante 30 anos. A resposta do governo Piñera aos protestos sociais apoiados pela sociedade chilena se resumem à criminalização das manifestações, repressão aos manifestantes e uma escalada autoritária do Estado.

Devido à falta de disponibilidade de diálogo por parte do governo, os protestos se intensificaram, com amplo apoio da cidadania e da participação massiva de trabalhadores/as que se uniram espontaneamente às manifestações, promovendo barricadas em muitos pontos da cidade. Em resposta, Sebastián Piñera optou novamente por incrementar a política repressiva do Estado agravando a escalada de violência no país, ao invocar a lei de segurança nacional de Estado e ao declarar estado de emergência constitucional, dando aval para o exército reprimir os manifestantes, fato que não havia ocorrido desde o período da ditadura civil militar de Augusto Pinochet. Desde então, o país tem convivido com toques de recolher, abusos de poder por parte das forças policiais e militares que incluem sequestros, torturas, estupros, desaparições, mortes de manifestantes, e violações de direitos humanos de todas as ordens, próprios de um regime autoritário.

Embora o mandatário chileno tenha anunciado a elaboração de um plano que busca mitigar o efeito que a alta o preço da passagem do metrô teve nos setores mais vulneráveis, as manifestações não cessaram e a tensão entre manifestantes e militares se intensificou em todo o país aumentando exponencialmente a escalada de violência e as violações de direitos humanos. Em cinco dias de protestos seguidos de toques de recolher foram registrados 5.400 detenções segundo a Fiscaíia Nacional[2], dentre as quais foram identificados 215 crianças e adolescentes, 269 pessoas feridas e 137 por armas de fogo, 18 mortes, 3 ações judiciais movidas por violência sexual e 8 por tortura perpetrada pelas forças armadas chilenas, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Derechos Humanos (INDH)[3]. O órgão está responsável da observação das manifestações para determinar e orientar ações caso haja situação de violação de direitos, e está presente nos protestos, recorrendo os hospitais e as comiscarias de carabineros da capital Santiago, e das regiões de Maipú, Iquique, Antofagasta, Coquimbo, Valparaíso, Rancagua, Talca, Concepción, Valdivia, Temuco, Puerto Montt e Puna Arenas, contudo, muitas vezes a ação das equipes de trabalho é obstaculizada pelas forças policiais. Segundo o diretor do INDH Sérgio Micco “Muchos acusaban uso desmedido de la fuerza al momento de la detención, vejaciones injustas a niños/as, malos tratos, golpes en rostros y muslos, torturas, desnudamientos a mujeres, vejaciones sexuales, entre otras vulneraciones”[4]. Há indícios de funcionamento de um centro de tortura na estação de metrô Baquedano situada no centro de Santiago, na qual esteve o INDH para realizar inspeção depois de receber denúncias de supostas torturas realizadas no interior da estação[5]. Outro fato alarmante são as prisões ilegais e arbitrárias de duas dirigentes da Cordinadora Nacional de Estudiantes Secundaristas (CONES), que militam na Juventude do Partido Comunista do Chile, e que foram detidas dentro de suas residências, sem nenhuma causa aparente[6].

Vale destacar que o quarto poder, ou seja, os meios de comunicação de massa chilenos, sobretudo as emissoras de TV[7], buscam criminalizar os protestos sociais e criam uma narrativa de crise de abastecimento, reproduzindo e justificando o argumento repressivo de Sebastián Piñera e a ideologia empresarial que busca deslegitimar o descontentamento social através da transmissão de imagens de saques a supermercados e depredação de patrimônios públicos e privados. Contudo as redes sociais fizeram o contraponto, com compartilhamento de fotos e vídeos que denunciavam situações de abuso policial e violação de direitos humanos, bem como divulgavam delitos realizadas por carabineros e militares flagrados saqueando supermercados, incendiando e depredando prédios e patrimônios públicos, dando aval para população entrar em estabelecimentos comerciais e desabastecê-los, dentre outros delitos. Devido a tergiversação da informação sobre os protestos, manifestantes realizaram escrachos nas sedes das maiores emissoras do país.

Não é novidade que o neoliberalismo sempre se utilizou do braço armado do Estado para se valer, e no Chile o processo de choque neoliberal foi ainda mais dramático, já que o país vivenciou o regime ditatorial mais sanguinolento da América Latina. E lamentavelmente após 46 anos do golpe de Estado de Augusto Pinhochet que mergulhou o país em um regime autoritário que se arrastou por 17 anos, a sociedade chilena se vê novamente enfrentando um Estado de terror que remonta 1973, no qual Sebastián Piñera declara guerra a sua própria população[8]. Os protestos sociais que ganharam as ruas de todo o país e que tem como consigna “No es por 30 pesos es por 30 años”,  que estão sendo duramente reprimidos pelo governo autoritário de Piñera, fazem ecoar o clamor da sociedade chilena por demandas sociais justas e legítimas que nunca foram atendidas pela classe política chilena desde o período da redemocratização, dado que o modelo neoliberal levado a sua máxima expressão continuou sendo aprofundado pelos governos democráticos, transformando o Chile um dos países mais desiguais da América Latina.

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Segundos dados do Banco Mundial (2015)[9] o 1% da sociedade chilena com mais ingressos concentra 33% do total da renda, e o 5% mais rico 51,5%. O salário mínimo no país segundo o Instituto Nacional de Estatísticas de Chile[10] é de $310.000 o que equivale á US$423 dólares americanos, entretanto dados da OCDE[11] aponta que 70% da população chilena recebe um salário inferior á US$700 dólares americanos ao mês, o que significa que famílias com baixos recursos tendem a gastar em média 30% de seu salário com transporte público, por outro lado, as classes mais abastadas destinam menos de 2% de sua renda aos custos com transporte. O aumento da tarifa do metrô, que ocorre nos horários de pico em Santiago, justificado pela guerra comercial entre China e Estados Unidos e o aumento do preço do dólar, motivaram declarações infelizes das autoridades como a do atual ministro da Economia, Juan Andrés Fontaine que ao responder as queixas de abuso sobre o aumento da tarifa por parte da cidadania declarou: “Alguien que sale más temprano y toma el metro a las siete de la mañana, tiene la posibilidad de una tarifa más baja que la de hoy”[12].

Mas os protestos contra o aumento do preço da passagem foram o estopim da manifestação de uma profunda insatisfação da sociedade chilena e de sua inconformidade com o modelo neoliberal que por 30 anos vendeu de forma muito exitosa ao exterior indicadores de um falso bem estar social e de uma democracia estável, como afirmou o mandatário Sebastián Piñera que se referiu ao Chile como um oásis, em entrevista a um canal de tv chileno onde comentava sobre os problemas das crises políticas que atravessavam muitos países do continente: “en medio de esta América Latina convulsionada veamos a Chile, nuestro país es un verdadero oasis con una democracia estable, el país está creciendo, estamos creando 176 mil empleos al año, los salarios están mejorando”.”[13]

As medidas políticas tomadas pelos economistas de Chicago, os chamados “Chicago Boys”, durante a era de Pinochet, sobretudo as privatizações de bens e serviços públicos que retiraram uma significativa influência do Estado na economia e que tiveram uma linha de continuidade nos governos democráticos no Chile, significaram um aumento considerável de concentração de renda e propriedade no país. A medida mais emblemática nesse sentido, foi a privatização da água, o que tornou o Chile o único país do mundo com que privatizou um recurso natural fundamental para a sobrevivência humana, sem nenhum marco regulatório sobre o fornecimento de água potável à população. Segundo o professor Carl Bauer[14] da Universidade do Arizona esse é um exemplo paradigmático de como as reformas orientadas ao livre mercado estabelecem a proteção ao direito à propriedade privada sem nenhuma interferência de mecanismos regulatórios governamentais, em suas palavras: “El modelo chileno de aguas […] excluyó la función esencial de la Administración de intervenir efectivamente en el mercado, en virtud de su rol tutelar de un bien público y además, vital y escasso”[15] .

Os avanços legislativos para modificar o Código de Aguas de 1981, não obtiveram muito sucesso, sobretudo devido ao marco jurídico do Código de Aguas estar estabelecido na Constituição chilena datada do período ditatorial de Augusto Pinochet que continua vigente no país, e que outorga de forma gratuita e perpetua o uso da água como um bem econômico e faculta a sua gestão sobre pautas e códigos de propriedade privada, convertendo o direito à agua em propriedade absoluta daqueles que solicitam sua exploração. Cabe assinalar que o direito de propriedade sob as águas no país tem favorecido o controle desse bem ao setor elétrico, mineiro, florestal e agroexportador, em prejuízo da maioria da população, gerando muitos conflitos sociais e vulnerabilizando sobretudo populações rurais e indígenas.

As privatizações seja de empresas estatais como a indústria do cobre na década de  1970 com o golpe militar, seja de serviços públicos como saúde, educação e seguridade social realizadas nos anos 1990, têm sido um traço marcante da política chilena, tornando-se um dos pilares dos governos democráticos subsequentes que não buscaram reverter este quadro de agravos sociais estruturais, e que em certa medida o seguiram aprofundando. Sob essas bases se estabeleceu uma primazia do mercado e de alguns setores sociais e políticos que o representam, ao passo que se debilitou o Estado, a política e a sociedade civil chilena em seu conjunto. Nesse sentido o neoliberalismo produziu no Chile a privatização do poder político, que é controlado por uma elite pequena que detém o poder empresarial, político e militar e que está associada com o capital transnacional que controla a política econômica do país (Estevéz, 20015)[16] .

Desta maneira, o cenário de convulsão social chileno retrata uma crise generalizada e muito mais profunda do modelo neoliberal que se manifesta através de problemas estruturais que vem acumulando desde o período da redemocratização no país. O sociólogo Carlos Ruiz, professor da Universidade do Chile afirma que os protestos se explicam “por el nivel extremo en que en Chile se ha privatizado la reproducción de la vida cotidiana, lo que crea una cantidad de fuentes de incertidumbre que, al menos en este nivel, no existen en otras sociedades del mundo”[17]. Assim, as manifestações contra o aumento da tarifa do metrô são apenas a ponta de um iceberg de um país que está mergulhado em inúmeros problemas sociais, efeito das políticas neoliberais que mercantilizaram todos os direitos e privatizam todos os bens públicos, transformando-os em bens de consumo privado.

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Deste modo, a explosão social que atravessa o Chile denuncia os efeitos perversos do modelo neoliberal que tem aprofundado as desigualdades e injustiças sociais que se manifestam na precariedade dos serviços públicos como saúde e educação, no aumento abusivo dos preços dos medicamentos e das tarifas de fornecimento de energia elétrica, gás e combustível, na crise habitacional que se agrava a cada dia com a crescente especulação imobiliária[18], nos empregos precários com baixos salários e extensas jornadas de trabalho, no endividamento sem precedentes da população devido a expansão do credito à taxas abusivas e a dívida vitalícia do crédito estudantil[19], e no ineficiente sistema de aposentadoria privado que é gerenciado pela Administradora de Fondo de Pensiones (AFP) e que oferece aposentadorias miseráveis, da ordem de 25% do salário do contribuinte em idade ativa, montante que está muito abaixo do salário mínimo no país.

Outro agravante são os escândalos de corrupção que ganharam grande repercussão no país como o dos carabineiros conhecido como Pacogate[20] que expôs uma fraude da ordem de $28.300 mil milhões de pesos chilenos na direção de finanças da instituição entre os anos 2006 e 2018, e o do exército chileno denominado Milicogate[21] que denunciava um desfalque de US$2000 milhões de dólares no Fondo Reservado del Cobre, supostamente destinado à compra de armamentos, no qual se identificou o envolvimento de empresas do Chile, Israel e Estados Unidos. Outro episódio de corrupção que veio a público recentemente foi o financiamento ilegal de campanhas políticas como o caso Penta que revelou um esquema de financiamento ilegal das campanhas eleitorais, no qual o Grupo Penta[22] doava irregularmente significativos montantes a vários políticos do partido Unión Demócrata Independiente (UDI), e prestava ajuda econômica aos candidatos presidenciais independentes. Os empresários e políticos envolvidos no esquema receberam dois anos de pena a ser cumprido em liberdade assistida, um ano de aulas de ética e uma multa a ser paga ao Serviço de Imposto Interno Chileno. Outro episódio polêmico que ocupou as páginas dos jornais e causou um mal-estar a classe política foi o delito tributário cometido pela Sociedad Química y Minera de Chile, conhecido como caso SOQUIMICH, que registrou em sua contabilidade 846 documentos tributários falsos, o que equivale a uma fraude superior a 4.340 milhões de pesos chilenos. A empresa emitiu seiscentos e nove holerites falsos que correspondiam a pagamentos de funcionários fantasmas, nos quais se identificaram 59 políticos vinculados ao partido UDI, 15 a Renovación Nacional, 12 ao PRI, 7 a Democracia Cristiana e 3 ao PPD[23].

É inaceitável que Piñera acione o exército contra a população devido aos protestos e evasões no metrô alegando em declaração os meios de comunicação que ele condena “a todos los que creen que pueden protestar sin respetar la ley” [24], quando há casos impunes de sonegações de impostos por parte de empresários e políticos que escandalizaram o país”[25], incluindo um episódio protagonizado pelo próprio chefe do executivo, que com outros empresários comprava empresas quebradas entre 1996 e 2004, as chamadas “empresas zombies” para ocultar lucros e burlar encargos tributários, somando um prejuízo na ordem de $1453 milhões de pesos chilenos[26], além disso, Sebastián Piñera foi denunciado por não realizar o pagamento de encargos tributários referente a sua propriedade de 20 hectares situada em Lago Caburgua, na região da Araucanía no sul do país por mais de 30 anos[27]. É importante também mencionar os inúmeros cartéis empresariais[28] que ocorreram no Chile na última década, dentre os mais importantes estão o “cartel do papel higiênico” (2000-2011) ocartel do frango(1996-2010) e ocartel das farmácias(2007-2008), que juntos somam um prejuízo tributário de mais de $1649 milhões de pesos chilenos.

Ademais das sonegações de impostos e perdão de dívidas exorbitantes de grandes empresas, é importante informar que há sete famílias privilegiadas que controlam  a exploração gratuita de todos os recursos pesqueiros do Chile, a saber os Angelini, os Sarkis, os Stengel, os Cifuentes, os Jiménez, os Izquierdo e os Cruz, os quais se fusionaram com três grandes conglomerados que controlam 76% de toda a capacidade pesqueira industrial do país e que foram beneficiados pela Lei Longueira por aproximadamente quatro anos (já que ela foi revogada em março deste ano), que outorgava a entrega perpetua (com qualidade de herança), os direitos sobre exploração dos recursos do mar chileno[29] em prejuízo de pescadores artesanais que estão completamente desprotegidos e vulnerabilizados, sem qualquer política pública de proteção ou incentivo.

Nesse sentido podemos alegar que o neoliberalismo produziu no Chile um governo autoritário que não se preocupa com a opinião pública e com o bem estar social e não está interessado em absorver nenhum tipo de demanda popular, o estado atua apenas “como fiador do mercado, e nunca como atuante ativo nas políticas públicas em defesa de um tipo de direito social ou de um tipo de modelo de sociedade” como declara a historiadora brasileira Joana Salém em entrevista[30]. Prova disso é a “agenda social” anunciada por Sebastián Piñera com intuito de frear as mobilizações sociais e que está muito aquém das demandas sociais por mudanças estruturais e por um novo pacto social.  Dentre as medidas anunciadas pelo mandatário chileno estão um aumento de 20% na aposentadoria que tem um aumento real insuficiente para cobrir o alto custo de vida no país, que corresponde aproximadamente $24 dólares americanos, e o que significa mais  subsídio público ao sistema ineficiente de aposentadoria privada – AFP, aumento tímido do salário mínimo de $300.000 á $350.000 (que passou de $243.000 a 283.810 líquidos), no qual o Estado subsidiará a folha de pagamento das empresas arcando com a diferença, a criação de um mecanismo de estabilização das tarifas de fornecimento de energia que apenas este ano obteve uma alta de 9,2%, convênio com as farmácias para estabilização dos preços dos medicamentos em que o governo repassa dinheiro público a setor farmacêutico chileno [31].

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Portanto o governo autoritário de Sebastián Piñera apenas reforça com essas medidas o estado fiador do mercado, levando o neoliberalismo até as últimas consequências. Não obstante a sociedade chilena continua realizando mobilizações massivas contra as políticas repressivas e autoritárias do governo, demonstrando inconformidade com o estado de emergência nacional e com toque de recolher,  denunciando o desrespeito do governo ao Estado democrático de direito, reivindicando direitos sociais básicos e rechaçando o modelo neoliberal brutal que lhe foi imposto através da violência. Nesse sentido, a cidadania chilena responsabiliza inteiramente o governo chileno, sobretudo o presidente Sebastián Piñera pela inoperância política para solucionar a origem do conflito social que se manifesta hoje no país, dado que o mandatário não se propôs a escutar as demandas cidadãs por mudanças estruturais.

Em suma descontentamento social está diretamente relacionado com a precarização e mercantilização da vida, devido as privatizações de serviços básicos como educação, saúde, seguridade social, direito ao acesso a água, aumento de tarifas de serviços públicos que encarecem ainda mais a vida de chilenos e chilenas, e que enriquece cada vez mais a classe proprietária, e significa um basta a um sistema fundado em abusos que transforma direitos sociais em oportunidades de negócios lucrativos. Em consequência disso, a cidadania exige uma mudança institucional profunda, que contemple um processo de estatizações de serviços básicos, nacionalização de recursos naturais estratégicos (cobre, lítio e o mar), serviços de saúde e educação universais, gratuitos e de qualidade, um sistema seguridade social justo que ofereça aposentadorias dignas aos contribuintes, respeito e resguardo dos direitos das populações indígenas e uma nova Assembleia Constituinte, que culmine em uma nova constituição política mais justa, igualitária e democrática para o Chile.

 

[1] Doutoranda em Ciência Política pelo programa de pós graduação em Ciência Política do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas.

[2] Disponível em: http://www.fiscaliadechile.cl/Fiscalia/sala_prensa/noticias_det.do?noticiaId=16789 Acesso em 23/10/2019

[3] Disponível em:  https://www.instagram.com/p/B38aJPVp8j_/ Acesso em 23/10/2019

[4]Disponível em: https://www.indh.cl/22-personas-lesionadas-denuncias-de-desnudamientos-torturas-y-malos-tratos-por-fuerzas-de-orden-dejan-jornadas-de-protestas/ Acesso em 23/10/2019

[5] Disponível em: https://www.eldesconcierto.cl/2019/10/23/indh-y-juez-de-garantia-confirman-indagaciones-por-presunto-centro-de-torturas-en-estacion-de-metro-baquedano/ Acesso em 23/10/2019

[6] Disponível em: https://www.latercera.com/politica/noticia/juventudes-comunistas-denuncia-detencion-ilegal-arbitraria-dirigentes-la-cones/873775/ Acesso em 23/10/2019

[7] Disponível em http://www.laizquierdadiario.cl/La-tele-miente-miles-de-manifestantes-en-el-frontis-de-Mega-y-Canal-13 Acesso em 23/10/2019.

[8] Disponível em: https://www.cnnchile.com/pais/pinera-estamos-en-guerra-contra-un-enemigo-poderoso_20191021/ Acesso em 23/10/2019.

[9]  Disponível em: https://www.undp.org/content/dam/chile/docs/pobreza/undp_cl_pobreza-Libro-DESIGUALES-final.pdf Acesso em 22/10/2019

[10] Disponível em: https://www.ine.cl/docs/default-source/boletines/ricmo/2019/espanol/boletín-índices-de-remuneraciones-y-costo-de-la-mano-de-obra-(ir-icmo)-agosto-2019.pdf?sfvrsn=e2375ed2_5 Acesso em 22/10/2019.

[11] Disponível em: https://data.oecd.org/chile.htm#profile-economy Acesso em 22/10/2019

[12] Disponível em:  https://elpais.com/internacional/2019/10/20/america/1571531965_776078.html Acesso em 21 de outubro de 2019

[13]Disponível em: https://elpais.com/internacional/2019/10/20/america/1571531965_776078.html

[14] Ver entrevista em: https://www.tvu.cl/prensa/2019/03/22/chile-es-destacado-como-el-unico-pais-que-privatizo-el-derecho-humano-de-acceso-al-agua.html  Acesso em 22/10/2019

[15] Disponível em: https://elpais.com/elpais/2019/03/21/planeta_futuro/1553160674_048784.html?id_externo_rsoc=FB_CM Acesso em 22/10/2019

[16] Estevéz, Jorge Vergara. El mito de las privatizaciones en Chile. Polis Revista Latinoamericana. V12, 2015. Disponível em: https://journals.openedition.org/polis/5604 Acesso em 22/10/2019

[17] Disponível em: https://elpais.com/internacional/2019/10/20/america/1571531965_776078.html Acesso em 21/10/ 2019

[18] O preço dos imóveis subiu em 150% na última década. Ver mais informações em Camara Chilena de Construcciones  https://www.cchc.cl/2019/deficit-habitacional  Acesso em 22/10/2019

[19] Disponível em: http://www.fundacionsol.cl/2018/06/deuda-universitaria-chile-asfixia-a-estudiantes-y-beneficia-a-bancos/ Acesso em 22/10/2019

[20] Disponível em https://www.cnnchile.com/pais/pacogate-computo-fiscalia-28-millones_20181221/ Acesso em 22/04/2019

[21] Disponível em: https://www.eldesconcierto.cl/2018/07/09/milicogate-investigan-facturas-duplicadas-por-200-millones-de-dolares-por-presunta-venta-de-armas/ Acesso em 22/10/2019

[22] Disponível em: https://radio.uchile.cl/2018/07/09/caso-penta-termina-con-todos-los-imputados-en-libertad-vigilada/ Acesso em 22/10/2019

[23] Disponível em: https://www.biobiochile.cl/noticias/2015/04/03/resumen-de-sqm-la-investigacion-que-remece-a-todo-el-espectro-politico.shtml Acesso em 22/10/2019

[24] Disponível em https://www.mega.cl/noticias/nacional/279145-pinera-condena-evasion-masiva-metro-instituto-nacional.html?utm_source=meganoticias.cl&utm_medium=www.mega.cl/noticias/nacional/&utm_campaign=mn_lo-ultimo&utm_content=Pi%C3%B1era-y-evasiones-masivas:-%27Condeno-a-los-que-creen-que-pueden-protestar-sin-respetar-la-ley%27 Acesso em 22/10/2019

[25] Disponível em: https://ciperchile.cl/2019/03/25/retrato-de-la-elite-que-elude-impuestos-y-se-declara-respetuosa-de-la-ley/

[26] Disponível em: https://www.google.com/search?q=empresas+zombis+chile&oq=empresas+zombies&aqs=chrome.2.69i57j0l5.4146j0j7&sourceid=chrome&ie=UTF-8 Acesso em 22/10/2019

[27] Disponível em : https://www.eldinamo.cl/nacional/2019/05/10/sii-reavalua-casa-de-pinera-en-caburgua-paso-de-12-a-400-millones/ Acesso em 22/10/2019.

[28] Disponível em: https://www.emol.com/noticias/Economia/2016/12/23/836884/Los-casos-de-colusion-que-han-remecido-el-mercado-chileno.html Acesso em 23/10/2019

[29] Disponível Em: https://www.elquintopoder.cl/economia/las-7-familias-que-tendrian-el-mar-chileno-a-perpetuidad/ Acesso em 22/10/2019

[30] Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2019/09/11/neoliberalismo-precisa-da-violencia-diz-historiadora-sobre-46-anos-do-golpe-no-chile/ Acesso em 22/10/2019

[31] Disponível em:  https://www.latercera.com/politica/noticia/presidente-pinera-pide-perdon-falta-vision-anuncia-agenda-social-medidas-pensiones-salud-tarifas-electricas-e-ingresos/873571/ Acesso em 23/10/2019

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2 comentários

  1. O neoliberalismo autoritário… (e o levante popular chileno, por Nicolle Berti)

    E

    “Não é novidade que o neoliberalismo sempre se utilizou do braço armado do Estado para se valer…”

    Pois é… e existe algum outro tipo de neoliberalismo que não o autoritário? As pessoas a quem interessa o estabelecimento de cenário neoliberal, o fazem estimulando a reflexão popular sobre cidadania ou impondo dogmas de uma liberdade individual absoluta e irrestrita, competição selvagem, inconsequente e insustentável, quase pueril. Onde não há lei há autoritarismo, mesmo.

    Sabe aquela história de que “quem tem sócio tem patrão”? Pois é, na mesma linha, quem pretende viver em comunidade, quem gosta da ideia de viver em sociedade, de civilidade enfim, não pode pensar em liberdade como algo absoluto, sem nenhum freio.

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