Presidentes do Congresso chileno recusam almoçar com Bolsonaro

"Minha convicção não me permite homenagear aqueles que se manifestam contra minorias sexuais, mulheres e indígenas", disse senador Jaime Quintana (PPD)

Foto: AFP

Jornal GGN – O presidente e o vice-presidente do Senado chileno, Jaime Quintana (PPD) e Alfonso de Urresti (PS), negaram o convite para participar de um almoço ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, com representantes do país latino-americano, que ocorre neste sábado (23). “Nosso discurso é de defesa da democracia”, alegaram.

O presidente da Câmara dos Deputados, Iván Flores, disse que não recebeu nenhum convite para a ocasião, mas que se fosse convidado, também negaria participar por razões pessoais. O almoço será realizado logo após o evento de criação do Prosul, um novo grupo de integração da América do Sul.

A visita de Bolsonaro ao Chile, por ocasião da Prosul, que contará também com representantes de outros países, como o presidente da Colômbia, Iván Duque, gerou uma reação da oposição ao atual governo de Piñera e de movimentos sociais de defesa das minorias. Apesar de Piñera também ser de perfil conservador, a consciência é de que Bolsonaro representa o extremo da posição política.

“Em uma visita oficial, o Senado não tem obrigação de participar. O presidente [Sebastián] Piñera nos convidou para almoçar em homenagem a Bolsonaro e, como Mesa [do Congresso], decidimos não ir. Minha convicção não me permite homenagear aqueles que se manifestam contra minorias sexuais, mulheres e indígenas”, explicou melhor Jaime Quintana, nas redes sociais.

Apesar de o presidente do Chile ser de direita, os parlamentares de centro e de esquerda consideram que Bolsonaro é a representação do “perigo à democracia” com a ultra-direita que defende. Nessa mesma linha alegou o vice-presidente da Casa Maior, Alfonso de Urresti, que também recusou o convite, dizendo que Bolsonaro “é um ultradireitista, que pode provocar muito dano. Meu gesto de desagravo é a Bolsonaro, e não ao povo brasileiro”.

O também recém eleito presidente da Câmara, Iván Flores, destacou que mesmo se fosse convidado, não participaria.

2 comentários

  1. Quais as chances do Mico elogiar o Pinochet durante essa visita? Eu diria que existe uma probablilidade de 100%

  2. Na mesma linha de raciocínio quanto a homenagem a Pinochet levantada por leitor, posso imaginar o brinde: “Por Pinochet, por Stroessner, por Brilhante Ustra, e por todos os demais carniceiros da AL, eu digo sim ao Prosul.
    Nao duvide, o cara é uma ameba.

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