Surpresa na Argentina com oposição vencendo eleição primária

Fernández e Cristina abriram uma diferença de quase 15 pontos percentuais sobre Maurício Macri. Com 58% das urnas apuradas, tinham 47% dos votos contra 32,6% de Macri. A tendência é a diferença se manter.

Foto El País

Jornal GGN – Alberto Fernández, que forma chapa de oposição junto com Cristina Kirchner, lidera com grande vantagem as primárias presidenciais argentinas realizada neste dia 11, domingo.

Fernández e Cristina abriram uma diferença de quase 15 pontos percentuais sobre Maurício Macri. Com 58% das urnas apuradas, tinham 47% dos votos contra 32,6% de Marcri. A tendência é a diferença se manter.

Em outubro, ocorrerá a eleição de fato. Se agora fosse, Fernández seria eleito em primeiro turno, pois é necessário que se tenha mais de 45% dos votos ou mais de 40% e, no mínimo, 10 pontos percentuais de vantagem para o segundo colocado.

Segundo dados oficiais, o comparecimento foi de 75% dos eleitores.

De acordo com as regras argentinas, a chapa que obtém menos de 1,5% dos votos nessa etapa não pode mais concorrer no primeiro turno, que se dará em 27 de outubro. Caso haja segundo turno, será em 24 de novembro.

Nas primárias, o argentino votou também no Legislativo e para os governos locais.

A vitória de Fernándes e Cristina Kirchner nesta etapa marca também uma derrota importante para Jair Bolsonaro, que apoiou Macri fazendo críticas a Kirchner.

Macri reconheceu a derrota. ‘Fizemos uma má eleição’, disse ele. Mas emendou que ainda há tempo para trabalhar até o primeiro turno.

Houve grande demora na divulgação dos resultados, e a declaração de Macri serviu para arrefecer a apreensão geral, dos dois lados.

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6 comentários

  1. Macri, possivelmente deva ter maior capacidade cognitiva e gerencial e respeite um tanto mais as pessoas que o grosso Bolsonaro. Também não tem às claras a política da destruição completa e rápida de seu país. Talvez tenha esperança num futuro (ainda que favorecendo aos seus) e não seja alguém como o ressentido Bolsonaro que está nitidamente adiantando o apocalipse para já. O mais triste de ver e constatar, não só em AR, como em BR, USA ou mundo a fora, é que os mais ricos já D-E-S-I-S-T-I-R-A-M dos mais pobres. Eles já não acreditem que devam fazer outra coisa que não seja a eliminação de pessoas para “combater” a pobreza.
    Vejamos os números de apenas 3-4 anos de “mudanças” na Argentina e se colocarmos os do Brasil vão ser vexaminosos também, do ponto de vista do cuidado humano. Neste passo, chegaremos em breve aos tempos do desespero.

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  2. Em uma democracia plena (entende-se por democracia plena aquela em que os planos de governo de cada candidato são claros, correspondem ao que os candidatos vão fazer de fato se eleitos, e toda a população é bem informada, esclarecida e racional) os neoliberais nunca venceriam, porque não tem explicação para a população votar em candidatos que vão piorar sua qualidade de vida que não seja o estelionato eleitoral.
    A realidade é simples:
    Menen: piora drástica na qualidade de vida da população.
    Kirchner: melhora na qualidade de vida da população.
    Macri: piora drástica na qualidade de vida da população.
    Surpresos? Eles achavam o quê? Que iam continuar engambelando a população para sempre?

  3. Que os argentinos fiquem alertas!!! Vá que a Cambridge Analytica decida atuar por lá! Aqui em nosso país, inacreditavelmente em uma semana, tudo virou de cabeça para baixo… Que sejam alertados sobre as fake news! O pavão misterioso pode querer fazer turismo por lá…

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