A avassaladora Operação Abafa da Carne Fraca, por Janio de Freitas

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Jornal GGN – Em sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo, Janio de Freitas fala sobre as reações à Operação Carne Fraca, deflagrada na última sexta-feira (17). Para ele, a estratégia para abafar as acusações foi tão avassaladora que “se confunde com os indícios que buscar negar”.
 
Janio ressalta que o governo Temer, ao lado de empresários, tem se esforçado para passar a tese de que as irregularidades apontadas pela operação são desvios pontuais. Entretanto, se o problema no setor era pontual, o colunista questiona porque o esquema vai de fiscais a políticos, com “altos gastos no financiamento/compra eleitoral”. 
 
O jornalista também afirma que os danos causados pela operação às exportações de carne não podem impedir o desenvolvimento das investigações. Uma política inteligente, em vez do abafa suspeitoso, até atrairia a proximidade dos importadores com as investigações e análises.

Leia a coluna completa abaixo: 
 
Da Folha
 
 
por Janio de Freitas
 
A Operação Abafa veio tão avassaladora, nos jornais, TV e Polícia Federal, que se confunde com os indícios que busca negar.
 
Se não aumentou a desconfiança do consumidor, tudo indica, no mínimo, que não lhe abalou os novos temores. Mas o abafa quer também impedir o desenvolvimento das investigações e nisso consegue êxito. O mais importante sobre as práticas de frigoríficos, que seria a negação, confirmação ou ampliação do já denunciado, está sob risco. E, com isso, ameaça a população de que tudo continue como está: sem o seu conhecimento seguro do que paga e come.
 
Policiais do caso asseguram já haver, entre materiais coletados e não divulgados, provas de grave violação das exigências sanitárias por determinados frigoríficos. Além de evidências da corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura por aquelas empresas. De sua parte, o mesmo governo que nega, com os empresários interessados e suas associações, mais do que mero desvio pontual no setor, afasta funcionários e providencia farta rodada de substituições contra a corrupção de fiscais e superiores. Por que haveria essas medidas não pontuais?
 
Se tudo era tão limpo no setor, exceto em um só ponto dele, por que o esquema de corrupção vai dos fiscais a políticos, com altos gastos no financiamento/compra eleitoral? Por que a entrega a políticos do PMDB e do PP, pelo governo, de cargos ligados à fiscalização? Disputa por controle de fiscalizações é indicação segura de esquemas de corrupção grossa. Encobrir tudo isso é o motivo da pressão sobre a PF, inclusive com insinuações de substituição do seu diretor.
 
Verdadeiros e de pesadas consequências, os danos à exportação não impedem o desenvolvimento de investigações. São apenas pretextos do governo e dos interessados. São, na verdade, úteis aos importadores, por lhes garantirem melhor qualidade dos produtos comprados. Uma política inteligente, em vez do abafa suspeitoso, até atrairia a proximidade dos importadores com as investigações e análises. Ação, no entanto, só possível para quem não teme.
 
Não sabemos e não saberemos o que tem sido posto em nossos pratos. Sabemos, porém, que falhas de higiene, conservação inadequada ou inexistente, e substâncias impróprias são intoxicantes. Agem como venenos. Mas o governo e os economistas do seu pequeno mundo mental, com os jornalistas “da base”, só falam dos prejuízos à exportação. São, talvez, inexpugnáveis às bactérias neoliberais.
 
E quantos dos outros têm sofrido entre o pequeno adoecer e a grande intoxicação? Quantos ficaram doentes crônicos, quantos perderam a vida, perderam filhos ou pais por envenenamento alimentar –não importa, isso é gente, e o que preocupa são os cifrões e os porcentos da exportação, da balança comercial, do PIB e, sobretudo, do lucro de quem manipula esse jogo.
 
“São só 21 frigoríficos acusados”. Só. Como diz o bilionário Blairo Maggi, ministro da Agricultura: “Não podemos deixar essa crise matar a agroindústria”. Matar, só pessoas? Não parece muito justo.
 
BRASILEIRINHAS
 
1- Detentores de grandes fortunas sugerem ao governador de Nova York que paguem impostos maiores, para mais recursos destinados aos sem-teto, pobres em geral e escolas. Aguarda-se o comentário do pato do Paulo Skaf.
 
2- A Fundação Getúlio Vargas, do Rio, inaugura novo prédio, para a Escola de Administração. Ao qual dará o nome de Roberto Campos. Que, como administrador, estourou dois bancos.
 
3- O ministro Gilmar Mendes está atacado. 
 
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15 comentários

  1. Afinal, aquele delegado de

    Afinal, aquele delegado de merda chamado Grillo e seus capangas vão ser demitidos ou não?

    Pode um funcionário público, ou vários, fazerem uma merda dessa e ainda continuarem no serviço público?

    Porque o delegado responsável pela operação desapareceu da mídia?

    Sabe Janio, acredito que se há irregularidades elas devem ser apuradas e os responsáveis punidos de acordo com a lei. Apenas acho, que isto, investigação e punição, poderiam ser feitas de maneira discreta e até mais eficiente e sem gritar para todos que a carne é fraca.

    Na minha cidade tem um frigorífico que exporta carne. Os importadores tem representantes enviados do país deles para acompanharem todo o processo de abate. Desde a origem do boi até se o abate é feito de acordo com as regras deles.

    Tem até muçulmanos que vigiam se o boi está sendo abatido conforme as regras do alcorão.

    O boi não pode perceber que o fim está próximo nem pode sofrer. Tem de ser muito rápido e limpo.

    Penso que na maioria dos frigoríficos deve ser assim.

    • De acordo, caro Jossimar:

      De acordo, caro Jossimar: nenhuma linhazinha sobre o que estão fazendo com o boquirroto imbecilizado do delega. Era para ter sido exonerado de cara, junto com o diretor da pf (outro que “baba” vazajatos” e o tal serralho (ou borralho) que lucrou nas mãos do fiscal-corrupto-corrompido-corruptor. Aí, o temerista-GOLPISTA não diz água. Seria a dona Macela vegana?

  2. A folha é um panfleto

    A folha é um panfleto disfarçado de jornal. É panfleto da máfia golpista ditatorial que está saqueando o Brasil, e é impresso e distribuido pelos picaretas “famiglia frias” e sua cambada de mercenários da mesma laia. Já assassinaram muita gente e continuam de plantão para assassinarem mais se for determinado pelas polícias e forças armadas dos eua com filial por aqui, tocadas por apátridas covarde Assassinam e ainda publicam, como se nada tivessem a ver com o crime! É o exemplo dessa matéria vomitada por um dos salafrários que lá se entocam! Cada matéria dessa é um golpe dentro do golpe! Parece que êles não tem nada a ver com isso, mas eles são um dos responsáveis pela carne fraca bem como por todas as operações ditatoriais do país. Assim como assassinaram o Vlad, não nos causará espanto se daqui a pouco assassinarem mais jornalistas, e é capaz de dizerem “mas não eram jornalistas!” 

     

  3. Imagem horrorosa

    Que foto deprimente: o vampiro, o sósia do Cachoeira e um capataz lá atrás…..interessante se notar que, logo no inicio da Lava Jato – operação do PSDB – não tiveram o mesmo empenho em defender a indústria do Petróleo, Gás, Eletronuclear, que representa 13% do PIB enquanto a do mercado de carnes 7%….ah, me esqueci: destruir o pré-sal e a economia nacional fazia parte do golpe de Estado para destruir também a democracia…

     

    • Lindios!

      Hehehe, “sosia do Cachoeira” vai deixar o Taques bem irritado. O “capataz” la de tras é o ex-prefeito de Cuiaba, deputado federal etc, Wlson Santos. Olha so que interessante Wilson Santos, que saiu do PDT para o PSDB, foi indicado por Aécio Neves (sim, ele mesmo, o abominavel homem das neves) para ser conselheiro da Cemig… Ê mundo pequeno, sem porteira, sô!

  4. Temos uma zelite zelote bizarra

    Temos uma zelite zelote bizarra, pior do que a do Congo, senão vejamos: o campo progressista, pensando no desenvolvimento nacional e nos empregos, até mesmo face ao que já havia ocorrido com a Petrobrás, foi o primeiro a sair a campo para apontar como suspeita a operação Carne Fraca….o que fazia esse Congresso rapineiro enquanto nos ocupávamos de outras questões como a defesa da economia nacional, bem como protestávamos contra o sequestro do blogueiro Eduardo Guimarães a mando de Moro? Aprovaram a terceirização…

    A terceirização como o diabo gosta

    http://jornalggn.com.br/blog/jose-carlos-lima/a-terceirizacao-como-o-diabo-gosta

     

  5. Se querem salvar a indústria

    Se querem salvar a indústria da carne, tem que ser algo ao largo do MT. Além é claro de seu ministro da justiça estar com rabo preso (ao rabo da vaca?), ele é capaz de protagonizar aquele circo patético que foi levar embaixadores para comer carne uruguaia e australiana. 

    Temer não conserta nada, só estraga o já estragado

  6. A ordem é abafar, já que não

    A ordem é abafar, já que não tem petista no rolo, descorbriram que  o filho do Lula não é dono da Friboi, pois se fosse usariam a operação para trancafiar algum petê que viesse a ser delatado.

  7. Nessa o Janio pisou na bola…

    Eu não afirmo, mas imagino que políticos tenham interesse em controlar a fiscalização para fazer andar mais devagar ou mais depressa um procedimento, em vez de esconder salmonela – que aliás, pode ser flagrada pelos compradores.

    É como ser parado numa blitz de trânsito, o guardinha lá pode te segurar por horas, verificando extintor (ainda existe obrigatoriedade?), estepe, chave de rodas ou lanternas queimadas. E mesmo que seu carro seja novo isso pode acontecer.

    Nessas horas é melhor ser amigo do guarda, ou não?

    Fico imaginando o prazo que deve levar pra sair uma licença de operação de um frigorífico, depois o emaranhado de resoluções e portarias que devem ser seguidas, para enfim poder abater e comercializar os animais.

    E por fim, a questão maior nessa Carne Fraca já foi exaustivamente discutida aqui, é o espalhafato, a generalização, o exibicionismo de delegados, a demora entre o início das investigações e seu desfecho, o timing político – às vésperas da votação da terceirização, ou logo em seguida ao aniversário da lava jato que se critica acima de tudo.

    Discordo do Janio, nessa…

  8. Adroaldo falou sobre o Mensageiro mas nada disse sobre a mensage

    Adroaldo, você falou bonito contra o mensageiro. Mas o que você tem a nos dizer sobre a mensagem em si?

  9. O “Toureiro Suburbano”

    “Um pedaço do Acém? Não tem / Um pedaço da Pá? Não há / A Costela do boi? Já foi / Cadê o Miúdo? Foi tudo / Cadê o Miolo? Deu bolo / A tourada é cruel”. —

    Moacir Franco, “Toureiro Suburbano” (*)

     

    Nassif: você sabe que olho Janio com cuidado. Ele muda mais de opinião que a moda. Mas nem por isto deixo de ler seus artigos e respeitá-lo. Esse, por exemplo.

    Foi exato quando disse que o “abafa quer também impedir o desenvolvimento das investigações e nisso consegue êxito”. Tiro preciso.

    É lógico! Não veio à tona porque o PMDB era o destinatário das benesses da maracutaia. Tem mais é que abafar, na tradição inaugurada pelo atual governo. “Ferrari” já profetizara.

    A questão do exterior é balela, principalmente da grande mídia. É desvio de atenção para coisas maiores.

    Os de fora vão agora comprar carne de primeiríssima a preço de banana. Dizem que Cargill e Bunge se movimentam a todo vapor. Evidentemente, com aval e ajudazinha do ministro da Agricultura.

    Os exportadores terão créditos subsidiados pelo BNDES para supostos prejuízos.

    A questão a ser evitada é a repercussão em casa, é só interna.

    Da carne podre, que ia para a merenda escolar e para os presídios e outros programas assistenciais, vão fazer o quê? Sem esquecer do quinhão do Povão. Isso é que tem de ser abafado.

    A carne que não vai sair e perder seu prazo de validade será “atualizada” por imersão em solução de vitamina C produzida pelos laboratórios do Carcamano da Moóca (do tempo que ele quebrava patente. Lembra?). Ficará “vermelhinha” nos açougues dos Frigoríficos do PMDB, PSDB/DEM/PPS e do PP/PTB. Parecerá que o garrote foi abatido ontem. Em alguns estabelecimentos, até um preparado da cor de sangue escorrerá do filé. E o frango, que cheiroso….

    Aqueles “33” heróis serão os bodes expiatórios. Mas com a embromação judicial partidária já combinada o crime prescreverá. Eles serão agasalhados por parlamentares da base do governo.

    Quanto a notícia, continuo cauteloso. Até porque a linha do pessoal da Barão de Limeira é morder e sopra, uma variante de “uma no casco outra na ferradura” (lembrando do Senador 477). Mas não deixou de ser interessante.

     

    (*) para ouvir e deleitar-se: youtube,be/ZVaa9k10R64

  10. “O jornalista também afirma

    “O jornalista também afirma que os danos causados pela operação às exportações de carne não podem impedir o desenvolvimento das investigações.”

    Por que não o contrário? Por que não “o desenvolvimento das investigações não pode impedir as exportações de carne”?

    ISSO, isso aí é o que tem de errado no Brasil nos dias de hoje. Não tem justificativa nenhuma as coisas ocorrerem e terem ocorrido desse jeito. É algo profundamente estúpido, não importa de que ângulo se olha. Como o Brasil foi acometido por essa praga de vaidade moralista misturada com falta de bom senso?

  11. Blindagem é o novo padrão normal

    A blindagem pelas instituições das mazelas, inclusive as próprias, com direta colaboração da grande imprensa é o novo padrão normal. Nesta última, destacam-se ilhas de isenção e crítica, feitas pelo pouco do que resta do jornalismo nacional, do qual Jânio de Freitas é expoente, mantidas por pura necessidade de se guardar algum resquício de credibilidade. Simples assim.

    A operação Carne Fraca, em que se guarde algum espaço para a existência de interesses ocultos, parece mais ser um caso de cão que escapou da coleira.

    Quanto à indústria da carne, esta é como toda indústria, de todos os países, tem produtos bons e ruins, tem empresários de valor e outros que, no mínimo, não deveriam ser considerados como tal. A ética, muitas vezes, está condicionada ao lucro e à concorrência. Como exemplo, consumimos carnes, dentro dos padrões legais, que contém excesso de água por adição legalmente tolerada e, portanto, incentivada até o limite máximo normativo. Passar daí é “acidente de percurso”. Façam o teste, aqueles com curiosidade para tanto. Comprem um corte de frango congelado. Deixem descongelar, retirem a agua, pesem a carne e confiram com o peso líquido indicado na embalagem. Não é à toa que as bandejas de frango resfriado nos supermercados vertem tanta água que, ao lado de muitos balcões frigoríficos, há sacos plásticos para acondicionar as embalagens. Isso, sem falar nos aditivos das carnes, muitos com funções biológicas e estruturais, outros com função de alteração de cor e sabor, mas, a maioria, como os medicamentos, de remédio a veneno depende da dose. São, como aditivos alimentares, adotadas universalmente 3500 diferentes substâncias. Além do mais, há a questão de se ajustar custo e preço com o poder aquisitivo do público-alvo. Isso leva a uma questão de engenharia de produto e aí, para um preço mais vagabundo há sempre um produto mais ordinário. Um artigo sobre presuntaria, publicado em Portugal, cuja fonte se perdeu, curiosamente, o autor discorria sobre os diferentes tipos de presunto e países produtores. Ao final adicionou uma nota sobre o Brasil informando que por aqui há ” um produto industrializado feito de cortes diversos que denominam como presunto”.

    Contudo, esses não são o cerne do problema, nem sua causa. São sintomas de uma sociedade doente. Doente pela elitização histórica e subversão de suas instituições postas a serviços de poucos. Doente ao ponto de condenar grande parte dessa população à marginalidade social e legal. Nega oportunidades e nega direitos. Cria desigualdades pelo interesse de um punhado e com a exclusão da maioria. É interessante, também um caso de estudo social, como os subjugados se põem a serviço dos opressores. É nítido e sabido que a opressão, que se inicia pelas classes situadas na base da pirâmide socioeconômica, sobe progressivamente alcançando as classes imediatamente acima. Isso se dá por uma questão concreta, de resiliência decrescente. Na medida em que se desce nessa pirâmide menores a capacidade econômica, de defesa dos seus direitos e maior a fragilidade ante ações expropriadores desses direitos.

    Mas, é a miopia social o que permite a uma classe média sob ataque imaginar-se, iludida e alienada, como beneficiária dessa expropriação, sem enxergar as perdas potenciais, senão ainda efetivas, a que está exposta e que, sofrerá de maneira inevitável dado os resultados das ações políticas e econômicas em curso no Brasil. Essa ilusão e alienação nasce de um entendimento socialmente desfocado onde quem tem tv a cabo, telefone celular, carro e moradia se vê estabilizado como classe média e aquele que tem condição social que o coloca nos patamares básicos da classe A, digamos uma classe A(-), pensa que está a salvo e, portanto, longe da possibilidade de ser prejudicado pelo que vê e apoia afetar os trabalhadores assalariados e pequenos empreendedores. Essa percepção social egoísta, individualista, faz com que cada segmento social veja o outro como passível de ser expropriado pelo “bem maior”, impede a percepção mais inteligente e que recomenda defender os que se situam abaixo na escala social bloqueando a possibilidade de vir a ser alcançado.

    Assumindo o pressuposto válido de que a blndagem é seletiva e em sintonia com essa visão distorcida, essa patogenia social, é conclusivo que pode ser esta uma das causas que acomodam e permitem a possibilidade da blindagem.

    No evento da Carne Fraca estão blindados o delegado da Polícia Federal, o Ministério Público Federal, o juiz do processo, o atual Ministro da Justiça (pego na malha fina da escuta telefônica) e a grande imprensa. Todos agiram precipitadamente, no caso de alguns com irresponsabilidade e de outros com indícios de criminalidade, mas todos se eximiram de dar explicações e nenhum será responsabilizado. Ao mesmo tempo que se nivelou todas as empresas por baixo, o abafa vai permitir que a maioria não seja confrontada como eventuais mazelas e fica “tudo como dantes no quartel de Abrantes.

    A ação de blindagem em voga tem o interesse de proteger, ainda que circusntancialmente, todos aqueles que ou sejam figuras do establishment ou que estejam agindo em seu interesse na manutenção do arranjo de poder e do modelo político e econômico. Estes últimos na exata medida de sua utilidade. 

     

     

     

     

  12. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federal

    publicou essa nota de esclarecimento. Dou ênfase ao íntem 3  

    http://apcf.org.br/Noticias/AgenciaAPCF/tabid/341/post/nota-apcf—carne-fraca/Default.aspx

     

    3. Diante do exposto, a APCF tem o dever de esclarecer publicamente que as afirmações relativas ao dano agudo à saúde pública, divulgadas por ocasião da deflagração da “Operação Carne Fraca”, não se encontram lastreadas pelo trabalho científico dos Peritos Criminais da Polícia Federal, sendo que apenas um Laudo Pericial da Corporação, hábil a avaliar tal risco, foi demandado durante os trabalhos de investigação, sem que se chegasse, no entanto, a essa conclusão.

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